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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Rádio para ser lido


Arquivo Pop é o primeiro programa da Rádio Cultura Municipal de Amparo, 102,9 FM, voltado exclusivamente para o universo Pop. Com objetivos didáticos muito bem delineados, o Programa procura informar sobre a história dos movimentos musicais, artistas e grupos mais significativos da música contemporânea.
Baseado num trabalho muito sério de pesquisa, os programas são realizados buscando ressaltar a importância de determinados artistas, mesmo daqueles que não sejam de conhecimento do grande público, tomando por base o universo musical em que eles se inserem e procurando detectar sua contribuição para o todo.
O conteúdo dos programas virou livro homônimo, uma compilação dos programas de rádio em dezoito capítulos. O livro traz os movimentos musicais mais significativos do século XX, destacando a influência que tiveram na sociedade e na formação cultural do país. Iniciando com o Blues, passando pelo Jazz, Samba, Bossa Nova e chegando até o Grunge, traça um panorama musical interessante e informativo.

A autora Alexandra Paioli é tradutora; professora de inglês, produtora e apresentadora do programa Arquivo Pop.

Lançamento do Livro ARQUIVO POP, de Alexandra Paioli
Dia 1 de dezembro, a partir das 19h30
Livraria Para Ler - Rua 13 de maio, 336– Centro – Amparo, SP

Sobre a Rádio Municipal Cultura de Amparo FM 102,9
A Rádio Educativa Municipal Cultura de Amparo (130 km de São Paulo) foi criada em 27 de agosto de 1974, através da Lei Municipal 830, como Serviço Municipal de Radiodifusão, mas só entrou no ar em caráter definitivo quatro anos depois (19 de agosto de 1978), com o prefixo ZYD 836. A Rádio Municipal Cultura de Amparo foi primeira emissora municipal criada no estado de São Paulo e a segunda do Brasil (a primeira foi em Poços de Caldas, MG).
A proposta da rádio, sob direção da competente Cristina Segatto (o sobrenome não é mera coincidência) busca converter o ouvinte em receptor crítico perante a mensagem pasteurizada e estigmatizada da mídia e dos grandes conglomerados de comunicação. “É possível afirmar que a rádio educativa pode incentivar e até completar a formação básica do cidadão”, afirma Cristina.

Rádio Cultura Municipal de Amparo (FM 102,9)
Direção: Cristina Segatto
tel: (19) 3807-8800
Apresentação do Arquivo Pop: segundas às 18h, com reapresetação aos sábados às 20h

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Diretoria do Sindicato dos Escritores toma posse nesta quinta




Dia 29/11, quinta, a partir das 19h30, acontece na sede do Sindicato dos Jornalistas a posse da nova diretoria do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo, que terá a presidência de

Nilson Araújo de Souza. Na cerimônia, além do tradicional coquetel, haverá exposição de obras dos escritores presentes, recital de música e poesia.

A Diretoria é composta por 33 membros, um deles este blogueiro, escolhido para o Conselho Deliberativo. Fundado em 1970, o Sindicato atua na defesa e difusão das diversas formas de manifestação da cultura nacional, bem como na proteção da produção intelectual escrita.
O Sindicato dos Jornalistas fica na Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque, São Paulo.

Entidades ocupam ANP







No mesmo momento em que ocorre o 9º leilão de venda de áreas de exploração do Petróleo, em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, cerca de 300 manifestantes ocupam a sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na Av. Rio Branco, centro do Rio.
Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), FUP (Federação Única dos Petroleiros), Sindipetro-SP, CUT-RJ e outros sindicatos de petroleiros e entidades do movimento social ocupam desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 27, a sede da Agência. A Polícia Militar está postada do lado de fora, e já ameaçou agredir os manifestantes, como informou por telefone o petroleiro e membro da executiva nacional da CUT, Antonio Carlos Spis. "Ocupamos as salas e estamos exigindo uma audiência com o Haroldo Lima [secretário da ANP, ligado ao PCdoB], que está acompanhando o leilão. Não há previsão para desocupação, mas estamos preocupados com a repressão policial", comentou Spis.

Leilão é privatização
Com esse mote, entidades nacionais que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) se lançaram contra o 9º leilão das áreas de exploração. Os leilões começaram a ocorrer em 1998, após a quebra do monopólio estatal do petróleo ocorrida em 1997, sob o governo FHC. De lá para cá, anualmente, o governo promove vendas de áreas para exploração de empresas multinacionais. A Petrobrás também concorre. Em 2006, uma ação judicial suspendeu o 8º leilão; este ano, o governo retirou da oferta 41 lotes localizados no campo Tupi, megareserva recém-anunciada pelo governo. Outros 270 lotes estão sendo leiloados pelo governo entre esta terça e quarta (28).
No dia 22 as entidades já haviam feito uma manifestação, que contou com cerca de 1.000 participantes. Na ocasião, uma passeata saiu da Candelária até a Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
(Fotos da manifestação do dia 22)









Audiência debate lei dos bebedouros em casas noturnas de SP

A Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa de São Paulo realizano dia 27, às 14 horas, audiência pública para discutir a regulamentação da Lei 12.637, de 06/07/2007, de autoria do deputado Simão Pedro (PT), que obriga as danceterias e casas noturnas em funcionamento no Estado de São Paulo a instalarem nas suas dependências internas e em locais visíveis ao público bebedouros de água potável para uso gratuito de seus freqüentadores.
A iniciativa faz parte da estratégia de redução de danos à saúde de jovens usuários de drogas com o objetivo de enfrentar o aumento do consumo de drogas sintéticas – como o ecstasy – que tem aumentado muito no Brasil.
O Projeto de Lei nº 216/2004 foi elaborado pelo mandato do deputado Simão Pedro em parceria com algumas entidades da sociedade civil que trabalham com o tema.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Prisão de Guantanamo


Prisão de Guantanamo, onde os Estados Unidos "tratam com dignidade" presos políticos. Se fosse na Venezuela, Bolívia, ou algum país Mulçumano, a ONU já teria autorizado a invasão e a Veja daria capa "provando" como impera a barbárie onde tio sam não manda.
Foto extraída do sítio http://ghostplane.pbwiki.com/ sem identificação de autor.

Editora Limiar lança "Cheiro de Leoa", de Pedro Biondi, neste sábado, 1


Pedro é filho do saudoso jornalista Aloysio Biondi, um dos grandes críticos desses tempos neoliberais. É de Biondi, pai, um dos livros mais esclarecedores sobre as privatizações ocorridas no governo de Fernando Henrique (Brasil privatizado, Fundação Perseu Abramo). Além de grande jornalista e editor, Aloysio era gente boa, humano como poucos nessa nossa profissão. Tivemos oportunidade de tomar alguns poucos porres juntos, conversas profícuas madrugada adentro.
O filho segue o mesmo faro jornalístico. Pedro é bom jornalista e, agora, mostra que também é fera na ficção. Cheiro de Leoa, seu primeiro livro, reúne vinte contos que vagam do cotidiano ao absurdo com a mesma leveza e rapidez que uma leoa busca sua caça, invísel nas savanas até o bote final. O gosto pelas letras faz as mandíbulas desses contos saborearem cada palavra com seu sentido mais precioso. Ao longo dos textos, Pedro vai destilando seu estilo, com influências certas de Guimarães Rosa e Julio Cortazar.
Com propriedade Marcelino Freire escreve na orelha do livro que "Biondi tem um jeito de traquejar com a língua. De ir direto na fonte. Eu gosto de autor como ele, onde a vida narrativa
vai sendo contada pelo que há de água. De som nas palavras. Este é o seu horizonte estonteante.
A saber: “Escavo e escuto o mar e me diluo em seu furioso e sereno cicatrizar. Uma mão puxa o menino, custo para descolar os olhos dos três tatuís que me fazem cócegas na palma [...] Queria tanto dizer pra ele aproveitar a vida e tomar cuidado com ela...”.
Vale a pena conferir.


Lançamento
Dia 1º, sábado, das 15h às 19h
Café Pittoresque - Rua Fradique Coutinho, 832, Pinheiros
Editora Limiar: www.editoralimiar.com.br - 11-3813-0309

Seminário sobre Previdência começa hoje em SP

Tem início na manhã desta segunda, 26, e segue até a quarta, 28, o seminário "Como Incluir os Excluídos", série de debates e de apresentação de propostas para promover uma Previdência Pública inclusiva, com manutenção dos direitos e ampliação da cobertura.
O seminário é organizado pelo Cesit/Unicamp e pelo Dieese. Participam sindicalistas, acadêmicos e integrantes do governo. A tônica das exposições será a de que não é necessário cortar direitos ou aumentar as exigências para garantir a sustentabilidade das contas.
O resultado dos debates, baseados em pesquisas e estudos, será editado em livro e norteará as ações sindicais em defesa da Seguridade Social. O tema será também uma das bandeiras das mobilizações da CUT e das centrais sindicais no próximo dia 5 de dezembro, durante a 4a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.
Local: Novo Hotel Jaraguá, rua Martins Fontes, 71, capital paulista.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Metalúrgicos fazem encontro na Bahia dia 28

O trabalho precário atinge mais mulheres do que homens. A afirmação é do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apresentará o resultado da pesquisa realizada no Brasil sobre trabalho precário na reunião do Comitê Central da Federação Internacional dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas (FITIM), nos dias 28 e 29, no Othon Palace Hotel, na orla de Salvador (BA). A abertura do evento será realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 28, às 9h30. Segundo a comissão de organização do evento, estão sendo esperados mais de 500 trabalhadores metalúrgicos, 400 estrangeiros e 100 brasileiros. Participam do Comitê mundial da FITIM mais de 100 países, representando 25 milhões de metalúrgicos.
Segundo o Dieese, das 42,6 milhões de trabalhadoras brasileiras, 47,9% estão em ocupações precárias, a exemplo do serviço doméstico (16,7%), por conta própria (16,1%), atividades de subsistência (7%) e ocupações sem remuneração (8,1%). Desse total, a maioria (52,3%) não tem contrato formal de trabalho ou estão em ocupações precárias e sem proteção social. Outro dado importante é que 12,6% das trabalhadoras começam a trabalhar antes dos nove anos de idade e 35,9% entre 10 e 14 anos de idade.
Segundo o secretário geral adjunto da FITIM, Fernando Lopes, o trabalho precário precisa ser denunciado à sociedade e a Marcha também servirá de preparação para a mobilização que as centrais sindicais brasileiras preparam para o dia 5 de dezembro, em Brasília, por melhores condições de trabalho.
Mais informações com o secretário geral adjunto da FITIM, Fernando Lopes, telefone (71) 91979349 ou através do e-mail
flopes@ifmmetal.org

Encontro dos trabalhdores da Flaskô




quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Carta dos movimentos sociais ao presidente Lula


Ao
Presidente da República Federativa do Brasil
Luis Inácio Lula da Silva

c/c Ministra Dilma Roussef
c/c Presidente Agência Nacional do Petróleo


Excelentíssimo Senhor,


A Central Única dos Trabalhadores (CUT), seus sindicatos filiados, entidades afins, movimentos sociais, intelectuais, e cidadãos brasileiros preocupados com a política do petróleo, vêm trazer ao conhecimento de V. Exa., questões relevantes em relação à situação das áreas exploratórias em petróleo e gás no Brasil:
A - Nossa produção de petróleo hoje, por conta da atuação da Petrobras, é voltada prioritariamente para o consumo interno, garantindo o abastecimento do país inteiro, desde a criação de Petrobras até hoje;
B - Pela Lei 9478/97, em vigor a partir de 1997, o petróleo encontrado é propriedade da empresa que o produzir e esta empresa pode fazer com ele o que quiser, inclusive exportá-lo;
C - Antes da vigência da Lei 9478/97, durante 44 anos, 1953 a 1997, a Petrobras encontrou reservas de petróleo e gás, sendo proprietária de 100% delas. Com isso, a empresa produz o petróleo e o gás que abastecem o Brasil, garantindo nossa auto-suficiência em petróleo e equilibrando a necessidade de gás;
D - De 1998 a 2007, com os leilões das áreas promissoras em petróleo e gás, as multinacionais já controlam mais da metade das áreas promissoras em petróleo e gás ;
E - E se o Brasil quiser comprar, terá que pagar o preço do mercado internacional pelo petróleo e o gás que hoje a Petrobras coloca na boca das refinarias e no mercado consumidor interno a preços abaixo do mercado internacional;
F - As nossas reservas potenciais, se usadas de forma estratégica para consumo interno do país, nos garantem auto-suficiência pelos próximos 30 anos pelo menos. Mas se essas reservas tiverem a produção antecipada pelas multinacionais, nossa soberania será atingida decorrente e podemos voltar a depender de petróleo importado;
G - Além disso, o controle de mais da metade das áreas promissoras pelas multinacionais ocorreu em leilões em que o preço do petróleo variou entre 30 e 50 dólares o barril. Hoje, apenas alguns anos depois já está em 80 dólares o barril. Ou seja, licitar áreas promissoras em petróleo e gás é um péssimo investimento. Equivale a fazer caixa vendendo uma mercadoria que está disparando no mercado porque é não renovável;
H - Com a escassez, o petróleo e o gás tendem a ter seus preços sempre elevados. Devem aumentar também as animosidades entre países por conta desta necessidade, uma vez que não há como substituir, de forma ampla, os derivados de petróleo hoje. Para se substituir todo o consumo de petróleo e gás por biodiesel ou álcool, precisaríamos de dois e meio planetas terra. Assim, mesmo considerando nosso potencial em biodiesel ou álcool, é necessário poupar, racionalizar e tratar como estratégicas a exploração de nossas áreas promissoras em petróleo e gás, e deixar sob controle do Estado Brasileiro a definição do ritmo de produção de petróleo e gás, bem como a propriedade dessas áreas promissoras.
Ações pedidas:
1 - Suspensão imediata dos leilões de nossas áreas promissoras em petróleo e gás;
2 - Readequação da lei do petróleo em vigor, Lei 9478/97, para salvaguardar a nossa soberania e garantir que o petróleo e gás produzidos sejam prioritariamente para abastecer nosso mercado interno;
3 - Estabelecer um tratamento estratégico no ritmo de produção de petróleo e gás para garantir os interesses do nosso País, com um planejamento de longo prazo.
Com a convicção de que teremos alguns minutos de vossa atenção para as reflexões e pleitos que apresentamos, desde já, agradecemos.

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT-RJ
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS METALÚRGICOS – CNM-CUT
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO RAMO QUÍMICO – CNQ-CUT
SINDICATO DOS ENCENHEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO RIO DE JANEIRO
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ANGRA DOS REIS
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE NITERÓI
SINDICATO DOS PETROLEIROS DO RIO DE JANEIRO - RJ
SINDICATO DOS PETROLEIROS DE DUQUE DE CAXIAS
FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS – FUP
SINDICATO DOS PETROLEIROS NORTE-FLUMINENSE – NF
SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE
João Pedro Stedile, pela coordenação nacional da via campesina Brasil
Marina dos santos, pelo MST
Manoel da Costa, Presidente do PDT-MG e secretario estadual de Reforma agraria
Frei Betto,
Aldanny Rezende, presidente do PDT-BH
Frei Gilvander, Comissão Pastoral da Terra-CPT
Marcelo Resende, diretoria da ABRA-MG
Pedro Otoni, brigadas populares - MG
Reginaldo - CNTI-MG
Savio Bones- Instituto 25 de março
Sérgio Miranda, Presidente do PDT-BH
Miltom Viario, da federação dos metalurgicos do RS
João Capibaribe, ex-governador do Amapá, PSB-AP
Dep. Adão Pretto PT-RS
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Livro analisa pesquisa dos idosos no Brasil

Será lançado no dia 29/11, às 19h30, no Sesc Vila Mariana O livro Idosos no Brasil – Vivências, desafios e expectativas na terceira idade, organizado por Anita Liberalesso Néri e co-editado pela Editora Fundação Perseu Abramo e pelas Edições SESC, reúne análises aprofundadas dos dados da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc Nacional e Sesc São Paulo). A pesquisa, uma das mais amplas já feitas no Brasil sobre os idosos, ouviu 2.136 pessoas com mais de 60 anos, e também 1.608 jovens e adultos de 16 a 59 anos.
O livro traz artigos de Anita Liberalesso Néri (org.), Gustavo Venturi, Vilma Bokany, Geraldine Alves do Santos, Andréa Lopes, Doraci Lopes, Suelma Inês Alves de Deus, Marcelo Néri, Johannes Doll, Andréa Moraes Alves, Ruth G. da Costa Lopes, Vicente de Paula Faleiros, Ana Amélia Camarano, Maria Lúcia Lebrão, Yeda Aparecida de Oliveira Duarte e Maria Eliane Catunda de Siqueira.

Jornalistas de Rádio e TV aprovam pauta 2007-2008


Postado por Sindicato dos Jornalistas
Em sessões da assembléia realizadas na Capital, no Interior e Litoral na segunda-feira (12/11), mais de 170 jornalistas de rádio e TV aprovaram a pauta de reivindicações da campanha salarial 2007-2008. O documento foi encaminhado ao sindicato patronal nesta quarta-feira (14/11) e as rodadas de negociação deverão começar a partir do dia 23/11.
Dentre as principais reivindicações da pauta está o reajuste de 3,62% sobre os salários de dezembro de 2006, composto pelo INPC de 01/12/2005 a 30/11/2006 de 2,59%, mais 1% de aumento real. Já sobre os salários reajustados de 2007, será aplicado o INPC/IBGE de 01/12/2006 a 30/11/2007 (4,66%) mais 1% de aumento real, totalizando 5,71%. Desta forma a variação acumulada nos dois períodos citados acima totalizará 9,54%, valor que atualizará os salários do segmento, que estão há dois anos sem reajustes.
Outro ponto de destaque é o reajuste dos pisos pagos aos jornalistas que será de R$ 1.575,00 na Capital, e de R$ 1.335,00 no Interior e Litoral, para se igualar aos pisos pagos em jornais e revistas da Capital. Nessa sessão de assembléia, realizada na sede do SJSP no horário das 21h15m houve também proposta apresentada por um grupo de jornalistas da Rede Globo de Televisão, que previa abono ou ganho eventual de 100%; essa proposta teve 21 votos da categoria, e foi rejeitada porque não incorpora ao salário do jornalista.
Jornalista de rádio e TV, sua participação neste momento é imprescindível para fortalecer a campanha. A negociação com o sindicato patronal de rádio e TV, historicamente, é a mais arrastada e quase sempre traz resultados pouco significativos para os jornalistas. Não podemos esquecer que não houve acordo na campanha 2006-2007 e há o dissídio, que será julgado no dia 22/11, às 15h, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Daí a necessidade de sua presença e de sua mobilização, para virar este jogo.
Nesta quarta, 21/11, será realizada uma reunião com os jornalistas para organizar a mobilização, na sede do SJSP, às 21h.

Nesta quinta, ato no RJ contra leilão do petróleo



O governo prepara o 9º leilão do petróleo, que signfica entregar para conglomerados internacionais áreas que podem ser exploradas pela Petrobrás. Após o anúncio da descoberta das reservas petrolíferas do campo Tupy, na bacia de Santos, o governo anunciou o cancelamento da venda de 41 lotes, mas outros 270 continuam em oferta. O leilão está previsto para ocorrer dias 27 e 28 no Rio de Janeiro.
Contra essa venda do patrimônio nacional, a CUT, FUP (Federação dos Petroleiros), UNE, MST e demais entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) convocam ato nesta quinta, dia 22, a partir das 17h, na Candelária, no Rio de Janeiro.
Este blog estará cobrindo a manifestação.

Movimento sindical deve ficar mais atento a questões de raça e gênero


Em 20 de novembro comemorou-se o Dia da Consciência Negra, data instituída para lembrar a morte de Zumbi, em 1695, líder do quilombo dos Palmares e símbolo da resistência do povo negro.
Apesar dos avanços nos últimos anos em termos políticas afirmativas para a população negra e da criação de uma sercretaria com status de Ministério, a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), muita coisa ainda há para se fazer.
Na Petrobrás desde 1974, militante de todas as lutas sindicais nos últimos 35 anos e dirigente do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo desde 1991, Macer Nery, atual tesoureiro do Unificado-SP, é franco ao afirmar que o movimento sindical ainda se preocupa menos do que devia com questões de gênero e raça.

Em todos esses anos de Petrobrás, você foi discriminado alguma vez por ser negro?
Macer Nery – Eu comecei a trabalhar na Replan em 1974, aos 31 anos, como instrumentista de sistema, cargo que nem existe mais, e sempre fui muito expansivo, jogava bola com os colegas, cantava no coral, nunca dei chance para me discriminarem, mas cheguei a saber de casos com outros companheiros negros. Havia brincadeiras, é claro, mas sempre soube me impor pelo respeito.

E fora da Petrobrás, já passou por essa experiência?
Com certeza. Lembro uma vez que estava com uns amigos na escola assistindo futebol, estudava em uma escola de classe média alta, e uma garotinha loira começou a passar um convite para uma festa que ia acontecer na casa dela. Passava pela arquibancada entregando um convite para cada pessoa, quando chegou na minha vez, ela simplesmente ignorou minha presença e entregou o convite para quem estava ao meu lado. Aquilo, apesar de hoje ter pouca importância, teve forte simbolismo para mim, era adolescente e ali me dei conta de que teria de enfrentar situações assim na vida pelo simples fato de ser negro.

Você considera que a situação melhorou para os negros, da época da sua adolescência para cá?
Acho que melhorou em alguns aspectos, a sociedade está mais atenta e intolerante contra atitudes racistas, mas no dia-a-dia ainda temos que avançar muito.

Em quê, por exemplo?
Nas relações de trabalho, por exemplo. Ainda hoje a população negra tem mais dificuldade de ascender profissionalmente, recebe salários menores, está em quantidade bem menor do que brancos em postos de comando nas empresas etc. Se for mulher e negra, pior ainda.

Qual a sua opinião sobre a política de cotas para negros?
Já participei de muitos fóruns em que esse tema foi discutido e ainda há divergências entre os próprios militantes do movimento negro. Eu, particularmente, acho que o Brasil não vai superar os problemas de discriminação apenas com leis, esse é um aspecto cultural estrutural da formação do nosso povo, mas nesse momento, as leis de cotas ajudam a quebrar algumas barreiras e permitir que negros e negras possam ter maior acesso ao ensino superior, por exemplo, que é uma forma efetiva de inclusão social. Acho que tem que haver alguma forma de reparação à população negra pelos séculos de sofrimento e escravidão a que foi submetida.

E como o movimento sindical se insere nesta luta?
Eu acredito que o movimento sindical ainda não encara essa luta com a devida importância. Existe na CUT Nacional uma secretaria específica para as questões das mulheres, mas não para a de raça, apesar de a Central e os sindicatos produzirem materiais, fazerem manifestações etc., mas ainda é pouco. Uma coisa comum de acontecer no movimento sindical, de maneira geral, é que quando aparece alguma demanda em relação à questão de raça, a diretoria encarrega um negro de assumir o problema, como se isso não fosse compromisso de todos os dirigentes, independentemente de cor, mas estamos avançando nestes últimos anos e nosso sindicato tem tido posturas coerentes de luta contra todas as formas de discriminação.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novo presidente da Fundacentro toma posse nesta terça

A Fundacentro - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, realiza nesta terça-feira, 13, às 10h, cerimônia de posse do novo presidente da entidade , Jurandir Bóia, e do diretor executivo, Sr. Jorge Paulo Magdaleno Filho.
A cerimônia contará com a presença do ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e se realizará no Auditório da Fundacentro, localizado à rua Capote Valente nº 710, Pinheiros, em São Paulo.
Outras informações podem ser obtidas com a competente assessora de imprensa, Alexandra Rinaldi pelos tels. (11) 3066-6116 / 3066-6323 / 3066-6127

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

MTE cria grupo de trabalho para discutir alternativas ao Imposto Sindical

O Diário Oficial da União publicou na quinta-feira, 8, a Portaria 546, assinada pelo ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, que cria o grupo de trabalho responsável pela elaboração de um novo modelo para o financiamento dos sindicatos, hoje mantidos com os recursos da contribuição sindical. A primeira reunião está marcada para esta terça-feira. Em 90 dias uma proposta da comissão será encaminhada à Casa Civil.
O grupo é formado por representantes do MTE, CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical e a Nova Central Sindical de Trabalhadores.

CPI do Corinthians vai para segunda divisão: veja quem retirou as assinaturas

A Câmara dos Deputados mandou a CPI do Corinthians para a segunda divisão, arquivando o pedido quando faltavam apenas três assinaturas de deputados; entre os senadores, 39 assinaram o requerimento, quando eram necessárias no mínimo 27 subscrições. Ao todo, 111 parlamentares retiraram as assinaturas. Entre os retirantes consta o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira, do PDT.
Por partido, a contagem ficou assim:
PMDB - 20 assinaturas retiradas
PSDB - 17
DEM - 15
PR - 14
PT - 13
PTB - 7
PSB - 7
PP - 6
PCdoB - 5
PV -4
PPS - 2
PDT - 1
Veja a lista dos neo-corinthianos:
Deputados
Afonso Hamm (PP-RS), Airton Roveda (PR- PR), Alexandre Silveira (PPS-MG), Angelo Vanhoni (PT-PR), Anibal Gomes (PMDB-CE), Anselmo de Jesus (PT-RO), Antonio Bulhões (PMDB-SP), Antonio Roberto (PV-MG), Arnon Bezerra (PTB-CE), Asdrubal Bentes (PMDB-PA), Ayrton Xeres (DEM-RJ), B. Sá (PSB-PI), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Bruno Araújo (PSDB-PE), Camilo Cola (PMDB-ES), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Carlos Brandão (PSDB-MA), Chico da Princesa (PR-PR), Cida Diogo (PT-RJ), Ciro Pedrosa (PV-MG), Claudio Cajado (DEM-BA), Cleber Verde (PTB-MA), Colbert Martins (PMDB-BA), Cristiano Matheus (PMDB-AL), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Décio Lima (PT-SC), Domingos Dutra (PT-MA), Dr. Pinotti (DEM-SP), Dr. Talmir (PV-SP), Edinho Bez (PMDB-SC), Edmar Moreira (DEM-MG), Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Eugênio Rabelo (PP-CE), Evandro Milhomen (PCdoB-AP), Fátima Pelaes (PT-RN), Fernando de Fabinho (DEM-BA), Fernando Ferro (PT-PE), Flávio Dino (PCdoB-MA), Francisco Rodrigues (DEM-RR), Frank Aguiar (PTB-SP), Gastão Vieira (PMDB-MA), Geraldo Pudim (PMDB-RJ), Gonzaga Patriota (PSB-PE), Homero Pereira (PR-MT), Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), Índio da Costa (DEM-RJ), Jaime Martins (PR-MG), Jairo Ataíde (DEM-MG), Jô Moraes (PCdoB-MG), João Magalhães (PMDB-MG), João Pizzolatti (PP-SC), José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), Jorge Khoury (DEM-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Joseph Bandeira (PT-BA), Júlio Delgado (PSB-MG), Jusmari Oliveira (PR-BA), Laerte Bessa (PMDB-DF), Lelo Coimbra (PMDB-ES), Léo Alcantara (PR-CE), Lincoln Portela (PR-MG), Luciana Costa (PR-SP)Luciano Castro (PR-RR), Luiz Couto (PT-PB), Marcio França (PSB-SP), Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Marcos Montes (DEM-MG), Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), Maurício Rands (PT-PE), Milton Monti (PR-SP), Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), Neilton Mulin (PR-RJ), Nelson Bornier (PMDB-RJ), Nelson Goetten (PR-SC), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Nelson Meurer (PP-PR), Neucimar Fraga (PR-ES), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Pastor Manuel Ferreira (PTB-RJ), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Paulo Bornhausen (DEM-SC), Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), Paulo Pereira (PDT-SP), Pedro Fernandes (PTB-MA), Pepe Vargas (PT-RS), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Pinto Itamaraty (PSDB-MA), Prof. Sétimo (PMDB-MA), Rafael Guerra (PSDB-MG), Ribamar Alves (PSB-MA), Roberto Rocha (PSDB-MA), Rodrigo de Castro (PSDB-MG), Sebastião Madeira (PSDB-MA), Sérgio Moraes (PTB-RS), Urzeni Rocha (PSDB-RR), Valadares Filho (PSB-SE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Vicentinho Alves (PR-TO), Virgílio Guimarães (PT-MG), Vitor Penido (DEM-MG), Waldir Maranhão (PP-MA), Wladimir Costa (PMDB-PA), Zé Geraldo (PT-PA), Zequinha Marinho (PMDB-PA).
Senadores
Cícero Lucena (PSDB-PB), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Ademir Santana (DEM-DF), Almeida Lima (PMDB-SE), João Tenório (PSDB-AL).

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

CUT-SP lança Agenda pelo Desenvolvimento com carreata na Capital


Nesta terça-feira (13), a CUT-SP (Central Única dos Trabalhadores) apresenta à população do Estado de São Paulo a Agenda dos Trabalhadores pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda. Para marcar o lançamento do documento com propostas de políticas públicas para o Estado, uma carreata com cerca de 500 veículos partirá às 9h da sede da CUT, no Brás, rumo à Assembléia Legislativa, no Ibirapuera.
Sindicalistas das 17 subsedes da CUT-SP no Estado vão entregar a Agenda dos Trabalhadores a todos os deputados paulistas. Logo após, uma comissão de dirigentes da Central seguirá até o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Lá, eles entregarão o documento ao governador José Serra.
“Após 13 anos de gestão tucana, a população assiste à perda de participação da riqueza de São Paulo no PIB nacional, à ineficiência na educação, saúde e ao aumento expressivo da criminalidade. Portanto, como representante de parcela significativa dos trabalhadores, a CUT-SP apresenta à sociedade e aos governantes do Estado propostas abertas ao debate para o desenvolvimento com distribuição de renda”, explica Edílson.
A Agenda, ressalta o dirigente, divide-se em quatro eixos temáticos: desigualdade e concentração de renda, desemprego e mercado de trabalho, capacidade do Estado em promover o desenvolvimento e, por fim, democracia e participação popular. “Esperamos que o Governo Estadual atenda as reivindicações da sociedade e aceite dialogar”, diz o presidente da CUT-SP.
Educação, saúde, transporte, agricultura, segurança pública, entre outros setores estratégicos do Estado, contam com propostas apresentadas pela CUT-SP. O documento trata também das questões relativas ao funcionalismo público paulista, como o respeito à data-base em 1º de março de cada ano e a implementação de uma mesa permanente de negociação entre entidades de representação dos servidores e Governo Estadual.
O documento tem como referência a Agenda Nacional dos Trabalhadores pelo Desenvolvimento. A Agenda paulista contém diretrizes, políticas e ações para promover mudanças substantivas na realidade atual, permitindo a integração positiva entre crescimento econômico, desenvolvimento e distribuição de renda no Estado. O texto foi redigido também a partir de resoluções de Congressos Nacionais e Estaduais da CUT, resoluções de Conferências Estaduais e colaborações de entidades filiadas.

(Fonte: assessoria de imprensa da CUT-SP)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Imagem do dia


Vigilantes debatem clandestinidade

Audiência pública ocorrida neste dia 7/11, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná discutiu a atuação de empresas clandestinas de segurança. Segundo estimativas do sindicato dos vigilantes do Paraná, cerca de 300 empresas atuam irregularmente no estado, contra 60 legalizadas
“Na capital e região metropolitana são mais de 150 clandestinas. Elas são um perigo para a sociedade, que precisa estar atenta na hora da contratação de vigilância privada”, explica o presidente da entidade, João Soares. No Paraná, atualmente, para cada vigilante legalizado existem três irregulares, de acordo com estimativas do Sindicato.

Ninguém gosta da Petrobrás na AL


No dia 24 de outubro, o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu à Petrobrás licença ambiental para explorar petróleo no Bloco 31, localizado no Parque Nacional Yasuní, na região amazônica equatoriana, território ancestral dos í­ndios Waorani. Cerca de 3 mil Waorani, além de mil índios Tagaeri e Taromenane vivem na região

Contra a licença à Petrobrás, diversas organizações sociais equatoiranas preparam manifestações e uma campanha internacional com abaixo assinado exigindo que o governo cancele a licença.

A Petrobrás é vista pelos movimentos sociais da América Latina como uma multinacional que explora o meio ambiente e desrespeita leis trabalhistas nos países em que atua.

Evento em Brasília lança 4ª marcha das centrais sindicais




Centenas de dirigentes sindicais lotaram, na manhã desta quarta-feira, o auditório Petrônio Portela, no Senado, em Brasília, para o lançamento da 4ª Marcha a Brasília, convocada pelas principais centrais sindicais - CUT, CGTB, Nova Central, UGT e Força.
A Marcha acontece dia 5 de dezembro, os organizadores esperam uma presença maior do que a do ano anterior, quando o evento registrou cerca de 15 mil participantes.
As três primeiras marchas centraram seu objetivo na negociação do salário mínimo e em políticas permanentes de valorização do mínimo, além de questões gerais da pauta sindical, como redução da jornada de trabalho entre outros.
Em 2006, as centrais e o governo fizeram um amplo acordo para a correção do salário mínimo por dez anos, com ganhos reais no período de acordo com a elevação do PIB - Produto Interno Bruto. O foco da marcha deste ano é o fortalecimento de políticas públicas e ações governamentais que priorizem a geração de emprego e renda.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

EUA: empresa usa lei sobre crime organizado contra sindicato

Dois dias depois de se retirar das negociações com a UFCW (United Food and Commercial Workers Union – Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Alimentícias dos EUA), no final de outubro, a empresa Smithfield Foods iniciou amplo processo judicial contra a organização sindical, com base na lei Racketeer Influenced and Corrupt Organizations (Rico), originalmente projetada para combater os sindicatos dos crimes organizados estado-unidenses. A empresa alega que a UFCW utilizou de extorsão para obter apoio público aos trabalhadores da planta de Tar Heel, localizada em Carolina do Norte.
Em sua defesa, o sindicato denuncia as constantes violações de direitos trabalhistas cometidas pela Smithfield Foods. “As violações cometidas pela companhia estão muito bem documentadas em registros públicos, incluindo dispensa ilegais, intimidações, ataques, manifestações racistas e espionagem de trabalhadores. Em duas ocasiões os trabalhadores tentaram eleger representantes sindicais e foram reprimidos ilegalmente pela empresa”, afirma documento da UFCW.
A Smithfield também já foi acusada pela ONG Human Rights Watch por abusos sistemáticos dos direitos trabalhistas.
A “Rico” é uma lei federral aprovada em 1970 supostamente para combater o crime organizado instalado em organizações sindicais, mas que tem sido utilizada como arma por empresários para limitar a ação sindical nos EUA. A lei abrange 27 tipos de crimes federais e oito estaduais.
A UFCW lançou uma campanha mundial de solidariedade ao movimento sindical contra a aberração da lei. Mais dados podem ser obtidos no sítio www.ufcw.org.



Paquistão: quando a mídia convencional falha


O Paquistão vive uma séria crise que pode desaguar em mais uma guerra civil na já conturbada região. Reeleito em outubro para mais um mandato de cinco anos, o presidente Pervez Musharraf suspendeu a Constituição, e declarou estado de emergência no país às vésperas do Tribunal Supremo julgar a legalidade da vitória eleitoral de Musharraf.
A crise se arrasta há meses, o governo contabiliza mais de 500 prisões, enquanto a oposição fala em mais de 2000. O clima de insegurança teve seu ápice no ataque do governo a insurgentes que ocuparam a Mesquita Vermelha, em julho.
Recentemente, o governo censurou todas as redes privadas de TV e jornais, bloqueou acessos a internet, mas não conseguiu barrar todos os blogs, que continuam emitindo opiniões e ajudando a organizar a oposição a Musharraf.

Leia algumas mensagens postadas em blogs:
“Os Estados Unidos irão apoiar a tirania e ilegitimidade do ditador do Paquistão e esperar por outra revolução islâmica”? (http://www.chapatimystery.com/)

“Se as pessoas no Paquistão querem democracia, terão de protestar em grande número” (http://www.pakistanist.com/).

(chamada para manifestação em Karachi) http://www.kidvai.com/windmills/

Os blogs e sítios são em inglês, mas vale a pena dar uma olhada.


Breve histórico da crise

Março - Pervez Musharraf suspende o presidente da Suprema Corte, Iftikhar Chaudhry. Juristas unem-se a favor do juiz, crítico do presidente, que passa a enfrentar protestos populares.

Julho - Após cerco militar de dez dias, Musharraf ordena a invasão da Mesquita Vermelha, em Islamabad, para conter islâmicos que usavam o local como base. Pelo menos 105 pessoas são mortas. A ação é seguida por uma onda de atentados a bomba.

- A Suprema Corte reintegra Iftikhar Chaudhry.
– A ex-premiê Benazir Bhutto, exilada, exige que o presidente deixe o posto de chefe do Exército. Setembro - Nawaz Sharif, primeiro-ministro que Musharraf depôs e forçou ao exílio há oito anos, é detido no aeroporto de Islamabad.

Outubro - Musharraf designa o ex-diretor-geral do serviço secreto como seu sucessor para o cargo de chefe do Exército. Governo anuncia que está retirando as acusações de corrupção contra Benazir, abrindo caminho para que a ex-primeira-ministra retorne do exílio.
- Governo decreta estado de emergência, proíbe transmissões de TV e circulação de jornais. Blogs resistem.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Petroleiros marcam greve a partir de 26 de novembro


No dia 25, a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) cobrou da Petrobrás a retomada das negociações da campanha reivindicatória, enfatizando a rejeição maciça da categoria à contraproposta apresentada pela empresa dias atrás. A empresa concordou em agendar nova reunião, mas não marcou data ainda. Seja qual for a intenção da empresa, os trabalhadores irão manter o estado de greve e pressionar por seus direitos.
Reunidos nos dias 30 e 31, a FUP e os sindicatos cutistas discutiram a construção e qualificação de uma greve nacional com controle de produção ainda em novembro e a realização de um grande ato político no dia 13, no Rio de Janeiro, para cobrar da empresa o cumprimento da implementação dos acordos do Plano Petros – o fundo de pensão da categoria.
Nesta campanha os petroleiros cobram avanços em questões de saúde e segurança no trabalho, benefícios e condições de trabalho. Nas reivindicações econômicas a categoria reivindica a reposição da inflação do período, de 4,18%, e aumento real de 5%. A Petrobrás ofereceu apenas a reposição das perdas inflacionárias.
Conforme apurou este blog, os petroleiros estão realmente dispostos a levar em frente uma greve com controle da produção.

Congresso dos aposentados

De 20 a 22 de novembro, em Louveira (SP), o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sintap-CUT) realiza seu segundo Congresso Nacional. O evento discutirá temas relevantes para o segmento como Previdência e políticas públicas para idosos.

Perseguição a professores

A juíza Laura Mattos de Almeida sentenciou o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro, a pagar para o município de São Paulo R$ 4 milhões por conta de uma passeata dos professores ocorrida em 2005, que pressionou o governo do Estado a retirar um projeto que ameaçava o emprego de 120 mil professores. Essa é mais uma mostra da truculência com que se trata o movimento organizado dos trabalhadores.

Outro assassinato na luta pela reforma agrária


No dia 21 de outubro, por volta das 13h30, após a reocupação de uma área da transnacional Syngenta Seeds ocupada por integrantes da Via Campesina, mais de 40 pistoleiros fortemente armados, sob a fachada de empresa NF Segurança, invadiram o Acampamento Terra Livre e executaram a queima roupa Valmir Mota de Oliveira, o Keno. Os feridos, Gentil Couto Viera, Jonas Gomes de Queiroz, Domingos Barretos, Izabel Nascimento de Souza e Hudson Cardin, foram encaminhados para os hospitais da região. Izabel, que ficou em coma, já está fora perigo, mas perdeu a visão de um olho, devido a um tiro.
Keno era um entre centenas de militantes da Via Campesina, que há mais de um ano tornaram público ao Brasil e ao mundo os crimes ambientais da Syngenta. A tragédia, que tirou a vida de um jovem militante e pai de família, de 34 anos, chocou defensores da Reforma Agrária em todo o mundo, entrou para a ultrajante estatística das execuções sumárias ocorridas em conflito por terra no Brasil.
De acordo com as apurações da Polícia Federal de Cascavel, a NF foi contratada pela Sociedade Rural do Oeste; os seguranças têm antecedentes criminais e a maioria das pessoas contratadas “nem mesmo tem capacitação e autorização para atuar como seguranças particulares, agindo assim na ilegalidade, e inclusive conforme constam de depoimentos e relatos de integrantes do movimento sem-terra, vários deles vêm incorrendo no crime de porte ilegal de arma de fogo”.
Esse não foi o primeiro caso de assassinato de Sem Terra ocorrido no Paraná, um dos estados com maior índice de violência contra trabalhadores rurais Sem Terra. Em 2006 foram registrados 76 casos de conflito por terra no Paraná. Entre 1994 e 2002 ocorreram 16 assassinatos de trabalhadores rurais Sem Terra; 31 trabalhadores foram vítimas de atentados; 47 foram ameaçados de morte; sete foram vítimas de tortura e 324 ficaram feridos. Não houve punição dos mandantes ou executores dos crimes.
O próprio Keno e outros dois integrantes do MST, Celso Ribeiro Barbosa e Célia Lourenço, já haviam sido ameaçados de morte, como consta em Boletim de Ocorrência registrado no dia 28 de março. Por várias vezes, seguranças da Syngenta entraram no Assentamento Olga Benário, que fica ao lado da fazenda de transgênicos da Syngenta, atirando para intimidar as famílias que ali moram.
Na região Noroeste, existe a União Democrática Ruralista (UDR), presente também em outras regiões do país; na região Centro-Oeste foi criado o Primeiro Comando Rural (PCR); na região Oeste é a Sociedade Rural do Oeste (SRO), liderada pelo latifundiário Alessandro Meneghel, o mesmo que, em abril, criou o Movimento dos Produtores Rurais (MPR). Os objetivos são: formar grupos paramilitares para assassinar camponeses e desmobilizar a luta dos movimentos sociais.
O governador do Paraná, Roberto Requião, comparou a ação das milícias contratadas pelos fazendeiros com o filme Tropa de Elite. “Fui informado pela Polícia Civil que um manifestante foi executado. Ele foi colocado de joelhos e executado com um tiro na nuca. Isso nos remete à violência de milícias como a apresentada no filme Tropa de Elite. Essas empresas de capital estrangeiro acham que podem vir para o Brasil e fazer o que quiserem, mas aqui no Paraná, não”, afirmou. O MST pede rigorosa investigação, punição dos culpados e da responsabilização da multinacional Syngenta.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Terceiro mandato para Lula

Como uma bituca de cigarro jogada aleatoriamente em mato seco, o que era simples sinal de fumaça começa a produzir pequenas chamas e tem combustível - político - para se tornar uma grande labareda.
Da residência oficial, assessores próximos e primeiro escalão dizem que a proposta é inconseqüente e não tem o apoio do próprio maior interessado. Na Câmara, "amigos" do presidente não perdem a oportunidade de assoprar a ramo queimado, para ver se as chamas incendeiam corações e mentes de políticos e da população.
A proposta surgiu com deputado e ex-sindicalista do ABC, Devanir Ribeiro; no PT, seu presidente, Ricardo Berzoini, afirmou que nenhum tema é tabu no partido - pouco mais que meia palavra, que basta para qualquer nem tão bom entendedor. Nos jornais a notícia de que o presidente da Câmara, o petista e também ex-sindicalista, Arlindo Chinaglia, desengavetou, em abril, a pedido de Fernando Ferro (PT-PE), antigo projeto que permite reeleições sem limites.
O governo diz que não, mas não interfere na dinâmica do Congresso; parlamentares governistas querem que a proposta seja levada a plebiscito popular, juristas de diferentes matizes se posicionam lá e cá.
E a oposição? Essa foge da proposta como diabo da cruz, não por princípios, mas por saber que terá de mudar todas as suas estratégias para tentar vencer Lula em 2010, se for o caso. Tarefa difícil e que irá precisar de muita revista Veja para fazer o jogo sujo.