quinta-feira, 27 de julho de 2017

DECRETO DE DÓRIA ACABA COM ESCOLHA DIRETA PARA O PMLLLB



Decreto acaba com eleição para escolha dos representantes da sociedade civil. 
Quem irá escolher, agora, é o secretário que gosta de quebrar a cara de ativista cultural (Foto: Fábio Arantes)


Por meio de um decreto (57.792publicado dia 22 no Diário Oficial do município, o prefeito paulistano João Dória acaba com a eleição direta para a escolha dos dos membros do conselho  do Plano Municipal de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB/SP). O decreto editado por Dória, revoga outro decreto, editado em 2016, pelo então prefeito Fernando Haddad, segundo o qual os representantes da sociedade civil deveriam ser eleitos diretamente dentre cidadãos residentes no município de São Paulo que atuam nas áreas do livro, leitura, literatura e biblioteca. Por este regulamento, a eleição dos representantes da sociedade civil seria conduzida por Comissão Eleitoral, que elaboraria o regulamento para a realização do processo eleitoral.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

HADDAD FLERTA PERIGOSAMENTE COM A CONCILIAÇÃO

Haddad e João Dória durante transição do governo (Foto Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress)

Em entrevista publicada hoje (17.jul.2017) pelo site UOL, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, faz reflexões sobre a política e a conjuntura nacionais e, à pergunta da jornalista Daniela Lima sobre qual foi o erro do pt, responde: "A verdade é que o pt e o psdb, que estruturaram a política desde 1994, cada um à sua maneira manteve o outro refém do atraso. Não tiveram a clareza de que tinham de ter uma agenda comum, do ponto de vista institucional, que passava pela reforma política".

Considerando que o ex-prefeito tenha de fato dito isso (em se tratando de "nossa imprensa" nunca se sabe se o que está escrito é o que o entrevistado realmente disse), a frase denota um perigoso flerte com a conciliação.

O pt é (ainda) um partido de centro esquerda, com ares sociais democráticos, mas profundamente arraigado nas contradições de classe da realidade latino americana. Já o psdb há muito tempo tem a "social democracia" apenas no nome, seu projeto é o da direita liberal conservadora, sem qualquer verniz progressista.


Bibelô do mercado
Quem ainda imagina um psdb democrático, inteligente, dos tempos de Mário Covas ou Franco Montoro, esqueça, ele não existe há décadas. Fernando Henrique assumiu o governo em 1994 com uma agenda neoliberal submissa a interesses internacionais, privatista, que mantinha o país em seu secular atraso. O que resta hoje do tucanato nem pode ser chamado de direita iluminada, estão aí Dória, Aécio, Serra, Tasso, Aloysio Nunes, entre outros expoentes do conservadorismo.


Um dos erros do pt - há muitos - é justamente tentar se confundir ideologicamente com o psdb. Quando o programa de governo do partido dos trabalhadores abre brechas para privatizações desnecessárias, licenças ambientais duvidosas, jogo parlamentar viciado; quando escolhe Joaquim Levy para o comando da economia, ou acredita que a mídia será tão benevolente com os petistas quanto é com os tucanos - entre outros tantos equívocos - e importante núcleo dirigente se deixa corromper pela embriaguez do poder, é nesse limbo que pt e psdb se confundem. É sintomático o fato de que o operador do dito mensalão do pt, Marcos Valério, fosse também operador do mensalão mineiro do psdb.
Marcos Valério

Caro ex-prefeito Haddad, o erro do pt não foi não ter tido uma agenda comum com o psdb, foi, sim, em momentos críticos da história recente, ter se parecido mais com tucano do que com estrela.    

terça-feira, 11 de julho de 2017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FHC DEFENDE PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS E DA PETROBRÁS


Como em antigos filmes de Terror B, quando a gente acha que o perigo já passou, lá vem o coisa ruim atormentar de novo. Há tempos ninguém dava bola para o ex-presidente FHC, que há muito nada tem a dizer. Entretanto, com a atual crise e a elite não sabendo a quem recorrer, este decrépito senhor de 85 anos resolveu reaparecer para assustar incautos. 
E o festival de bobagem que tem proferido é digno de pena.
A última foi proferida no dia 21 em um evento no Instituto que leva o seu nome, instituto este financiado pela Odebrecht pela bagatela de R$ 975 mil, em valores de 2012.
No convescote, para discutir o futuro da Eletrobrás, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr., que, tal qual o Pedro Parentreguista da Petrobrás, quer desmontar a Eletrobrás, anunciou que a companhia deve cortar 11 mil funcionários (praticamente 50% da mão e obra), privatizar – já estão no corredor da degola seis distribuidoras de eletricidade controladas pela Eletrobrás no Norte e Nordeste, e vender diversos ativos. Wilson Ferreira disse que a estatal prevê terminar 2017 utilizando apenas dois dos seis prédios que possui no Rio de Janeiro.
Já FHC, em mais uma pérola, afirmou: "O que puder privatizar, privatiza, porque não tem outro jeito. Essa não é minha formação cultural (sic), mas não tem mais jeito, ou você aumenta a dose de privatização, ou você vai ter de novo um assalto ao Estado".
Não é sua formação cultural, cara pálida? Que interessante, observe como essa frase coaduna com outra, dita no mesmo evento. "Por que só conseguimos privatizar a Gerasul [então subsidiária da Eletrobrás]? Porque era impossível enfrentar os blocos de poder nas outras empresas. Tentei o que podia".

Assalto ao Estado
Convenhamos que de assalto ao Estado ele entende bem. Em sua desastrosa passagem pela cadeira da presidência da República, o Estado foi constantemente vilipendiado. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, ex-dirigente do banco, que articulavam o apoio a Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. 
Conforme matéria do site Conversa Afiada "a privataria do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, foi acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar."
Esses são simples exemplos, a história da administração tucana está repleta de casos de corrupção com a venda de estatais e criação de milionários instantâneos via propina e suborno.
FHC "tentou o que podia" quando foi presidente para privatizar a Eletrobrás e a Petrobrás, agora, ressuscitado politicamente, a múmia faz coro com o vampiro no ataque ao Estado e suas empresas.

Para saber mais sobre o período de FHC recomendo a leitura de dois livros essenciais:
Privataria Tucana - de Amaury Ribeiro Jr.
O Brasil Privatizado - de Aloisio Biondi.



  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

CUT LANÇA SITE "NA PRESSÃO" PARA ....PRESSIONAR




(Fonte: CUT)
O site NA PRESSÃO é uma ferramenta que permite enviar e-mails ou contatar pelas redes sociais ou por telefone parlamentares, juízes, ministros ou qualquer outra autoridade ou representante do povo.

NA PRESSÃO está organizado em campanhas, que podem ser dirigidas aos membros de quaisquer instâncias do Legislativo (Câmara dos Deputados, Senado Federal, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores), membros de tribunais do Judiciário, ou ocupantes de posições no Executivo, sejam representantes eleitos (presidente, governadores ou prefeitos) ou seus representantes (ministros e secretários).

As campanhas do NA PRESSÃO têm sempre um tema determinado e organizam um conjunto de representantes a serem pressionados para que decidam a favor de trabalhadores e trabalhadoras e da maioria da sociedade.

Como funciona

Para cada campanha, o NA PRESSÃO reúne as informações de cadastro das autoridades a serem pressionadas e organiza a página própria de cada tema. Ao entrar numa campanha, a pessoa interessada pode enviar de uma só vez e-mails para todos os representantes (ULTRA PRESSÃO) ou pode entrar no cadastro dos representantes ou separar um conjunto deles por meio dos filtros.

No cadastro de cada autoridade vai ser disponibilizado, além do email, o telefone oficial, o canal de Facebook e, quando possível, o número celular para acesso pro redes do tipo Whatsapp ou Telegram.

Gestão e parcerias  

O projeto NA PRESSÃO foi desenvolvido pela Secretaria de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para ser usado nas principais campanhas da entidade junto aos sindicatos e militantes de sua base, bem como nas iniciativas dirigidas a todos os trabalhadores e trabalhadoras e da sociedade.

NA PRESSÃO está disponível para todos os sindicatos, entidades e movimentos sociais parceiros, podendo ser usado em campanhas específicas dirigidas a instâncias regionais ou locais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Para propor ou solicitar a criação de uma campanha, entre em contato com a Secom / CUT (napressao@cut.org.br)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM PONTO ... ENTRE DOIS





Um ponto ... entre dois, poema de André Couri que dá nome ao livro do autor, lançado em fevereiro de 2017 pela Editora Limiar.


terça-feira, 20 de junho de 2017

COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS DO SENADO REJEITA PROJETO DA "DEFORMA" TRABALHISTA




Mesa da sessão do CAS - Foto : Marcos Oliveira/ Agência Senado

O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre o projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017) foi rejeitado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) no início da tarde desta terça-feira (20). Por um placar de 10 votos contrários ao relatório e 9 a favor o texto deixou de constituir o parecer da comissão. Com a rejeição do relatório de Ferraço, a presidente Marta Suplicy (PMDB-SP) pôs em votação o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS), que foi aprovado em votação simbólica. O parecer segue agora para a CCJ.

Logo após a votação, Paulo Paim fez um depoimento emocionado, mas o jogo ainda não terminou.

(Fonte: Agência Senado)