quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Terceiro mandato para Lula

Como uma bituca de cigarro jogada aleatoriamente em mato seco, o que era simples sinal de fumaça começa a produzir pequenas chamas e tem combustível - político - para se tornar uma grande labareda.
Da residência oficial, assessores próximos e primeiro escalão dizem que a proposta é inconseqüente e não tem o apoio do próprio maior interessado. Na Câmara, "amigos" do presidente não perdem a oportunidade de assoprar a ramo queimado, para ver se as chamas incendeiam corações e mentes de políticos e da população.
A proposta surgiu com deputado e ex-sindicalista do ABC, Devanir Ribeiro; no PT, seu presidente, Ricardo Berzoini, afirmou que nenhum tema é tabu no partido - pouco mais que meia palavra, que basta para qualquer nem tão bom entendedor. Nos jornais a notícia de que o presidente da Câmara, o petista e também ex-sindicalista, Arlindo Chinaglia, desengavetou, em abril, a pedido de Fernando Ferro (PT-PE), antigo projeto que permite reeleições sem limites.
O governo diz que não, mas não interfere na dinâmica do Congresso; parlamentares governistas querem que a proposta seja levada a plebiscito popular, juristas de diferentes matizes se posicionam lá e cá.
E a oposição? Essa foge da proposta como diabo da cruz, não por princípios, mas por saber que terá de mudar todas as suas estratégias para tentar vencer Lula em 2010, se for o caso. Tarefa difícil e que irá precisar de muita revista Veja para fazer o jogo sujo.
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