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sábado, 28 de março de 2009

Petroleiros: Greve vitoriosa arranca proposta com avanços e sem ameaça de punição

A força da greve nacional da categoria e a disposição de continuidade da luta, caso a Petrobrás insistisse na ameaça de punir trabalhadores, fez a empresa retomar o processo de negociação e formalizar na tarde desta sexta-feira, 27, os avanços construídos na mesa única com a FUP e os seis sindicatos. Na proposta apresentada à Federação, a Petrobrás suprimiu a redação referente à criação de uma comissão para apurar o que chama de “excessos” cometidos pelos trabalhadores durante a greve. Além disso, a Gerência de RH da empresa assumiu compromisso na mesa, perante a FUP e os seis sindicatos, de não perseguir nenhum trabalhador por participação na greve. A empresa também se compromete a desistir dos interditos proibitórios movidos contra as organizações sindicais durante estes cinco dias do movimento.
A proposta construída na mesa única de negociação desde o segundo dia da greve tem avanços significativos em relação à PLR 2008, não só no que diz respeito aos valores, como no fato da Petrobrás se comprometer a estender o que foi conquistado para todos os trabalhadores do Sistema, incluindo Refap, TBG e Petroquisa. A greve vitoriosa da categoria também fez a Petrobrás reconhecer o direito dos petroleiros de turno à dobradinha, ao aceitar pagar as horas extras do feriado de primeiro de maio. A proposta construída em mesa também traz avanços importantes em relação às demais reivindicações da categoria: segurança, garantia dos postos de trabalho e regramento das PLRs futuras.
Quanto aos dias parados, a Petrobrás se compromete a descontar, parceladamente, um dia por mês, sem reflexo algum (férias, 13º, descanso semanal remunerado, etc).
Indicativos da FUP
Diante dos avanços conquistados durante estes cinco dias de greve que unificou a categoria em todo o país, a FUP indica aos trabalhadores o encerramento do movimento às 24 horas desta sexta-feira, 27, conforme havia sido deliberado anteriormente pelas assembléias, e a aceitação da proposta construída na mesa única de negociação pela Federação e os seis sindicatos.
fonte: Informe FUP

sexta-feira, 27 de março de 2009

Petrobrás retoma negociação com sindicatos

Após o impasse criado pela Petrobrás ao final da reunião de ontem (26) com a FUP e sindicatos, em função de insistir em uma proposta com ameaças de punições para os trabalhadores que estão em greve, a empresa enviou documento à Federação às 10 horas de hoje (27), retomando o debate com as representações sindicais. A Petrobrás agendou para às 11 horas reunião para dar continuidade ao processo de negociação. A FUP vem desde terça-feira, 24, buscando na mesa de negociação uma proposta que atenda as reivindicações dos petroleiros. Após três dias de intensa negociação, a empresa insistia em uma proposta que ameaçava punir os trabalhadores em greve, que estão legitimamente lutando por seus direitos.
Além disso, apesar de ter sinalizado com avanços em algumas reivindicações da categoria, a proposta negociada pela Petrobrás não contemplava questões fundamentais, como condições seguras de trabalho e o pagamento das horas extras dos feriados trabalhados. Os dirigentes da FUP deixaram claro que não aceitam qualquer acordo que faça referência a punições contra os trabalhadores.
A greve de cinco dias dos petroleiros prossegue nesta sexta-feira, 27, com adesão total nas unidades operacionais. A Petrobrás ingressou com equipes de contingência na maioria das refinarias, terminais, plataformas marítimas e campos de produção terrestre. Além de despreparadas para assumirem a operação no lugar dos trabalhadores, estas equipes operam com efetivos muito abaixo do que é considerado seguro. Formadas por gerentes, coordenadores e supervisores, as equipes de contingência não têm capacidade de operarem as unidades, colocando em risco a segurança operacional e, consequentemente, potencializando as chances de acidentes.

Fonte: Imprensa da FUP

Artistas ocupam Funarte

O "Movimento 27 de Março", composto por trabalhadores da cultura de 55 grupos de teatro, com uma média 300 artistas que acabam (5 da manhã) de ocupar a Funarte para exigir o um Fundo Nacional de Cultura, com políticas públicas para cultura com dinheiro público.Não aceitamos a pauta para a cultura imposta pelo Ministério da Cultura. Endereço da Funarte: Alamenda Notmann, 1058 no Campos Eliseos (proximo do metrô Santa Cecilia ou Marechal) segue abaixo modelo de moção para ser envido para e-mail do movimento: movimento27demarço@gmail.com e do Ministro da Cultura Juca Oliveira: cgm@cultura.gov.br Secretaria do Estado: secretario@cultura.sp.gov.br Secretaria Municipal: cultura@prefeitura.sp.gov.br Saudações de luta.
Movimento 27 de Março
Moção de Apoio Nós _______ apoiamos o Movimento 27 de Março de trabalhadores da cultura, pois entendemos que suas reinvidicações são legitimas e de interesse de todo o povo brasileiro, pois lutam em favor de políticas públicas e contra a privatização da cultura. Os atuais governos federal, estadual e municipal, devem dizer um basta à política de privilégios, à entrega do Estado, à iniciativa privada, à perda dos direitos dos trabalhadores e ao fisiologismo político que trata as questões da soberania nacional como uma bolsa de valores sem nenhum outro horizonte a não ser luta pelo poder. Todo apoio a ocupação da Funarte!

27 de março de 2009 Entidade

quarta-feira, 25 de março de 2009

Petroleiros continuam em greve: negociação prossegue no RJ nesta quarta

Os trabalhadores da Replan continuam em greve nesta quarta-feira, reforçando o movimento nacional, que entrou em seu terceiro dia.
Desde domingo, a gerência da refinaria tentou impor ao sindicato a troca homem a homem na operação, o que foi prontamente recusado pelo sindicato, que entrou com um habeas corpus para a retirada dos trabalhadores na segunda-feira. Desde então a refinaria está com uma equipe de contingência.
Assembleia nesta quarta, 16h30
Os trabalhadores da Replan realizam assembléia nesta quarta, às 16h30, no Portão 9 da Refinaria. Eles irão avaliar o movimento e a proposta que a Petrobrás deverá apresentar na reunião que está ocorrendo no Rio de Janeiro, entre a empresa e a FUP e seus sindicatos
Terceirizados de Guararema param em solidariedade
Os cerca de 90 trabalhadores terceirizados do Terminal de Guararema realizam hoje (25) uma greve de 24 horas em solidariedade aos petroleiros.
Balanço nacional
A greve prossegue neste terceiro dia em todas as unidades da empresa. Das 11 refinarias e quatro unidades industriais, seis estão totalmente sob responsabilidade das equipes de contingência da Petrobrás. Além de despreparadas para assumirem a operação no lugar dos trabalhadores, as equipes operam com efetivos muito abaixo do que é considerado seguro. Formadas por gerentes, coordenadores e supervisores, as equipes de contingência não têm capacidade de operarem as unidades, colocando em risco a segurança operacional e, consequentemente, potencializando as chances de acidentes.
A Petrobrás continua mantendo em cárcere privado desde domingo (22) os trabalhadores do turno da Rlam (Bahia), Reduc (Duque de Caxias), Regap (Minas Gerais), RPBC (Santos), Refap (Rio Grande do Sul), Fafen (Bahia) e UTGC (ES). Os sindicatos denunciaram o fato ao Ministèrio Público do Trabalho e estão buscando a liberação dos trabalhadores também através de ações judiciais.
Há 100% de adesão à greve dos trabalhadores do turno da Reman (Amazonas), Lubnor (Ceará), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Repar (Paraná), Six (Paraná), plataformas e campos de produção do Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Bacia de Campos, unidades que estão sendo operadas pelas equipes de contingência da Petrobrás.
As equipes de contingência da empresa também assumiram terminais, gasodutos e oleodutos em Santa Catarina (terminais de Itajaí, Biguaçu e Guaramirim), no Paraná (terminal de Paranaguá), no Amazonas (terminal de Solimões), em São Paulo (terminais de Barueri, São Caetano e Guarulhos) e em Macaé (terminal de Cabiúnas). Em todas estas regiões, há 100% de adesão à greve dos trablhadores do turno.
Controle de produção
Os trabalhadores continuam controlando a produção no Terminal de Manaus (AM), Terminal de Suape (PE), Gasoduto de Paratibe (PE), Terminal de São Francisco do Sul (Santa Catarina), plataformas do Ceará e na usina de biodiesel de Montes Claros (Minas Gerais).
No Terminal Madre de Deus, na Bahia, os trabalhadores do turno de domingo continuam sendo retidos pela Petrobras junto com a equipe de contingência. Devido à exaustão dos trabalhadores, o bombeio de gás e a transferência de nafta foram interrompidos na terça-feira (24). O Sindicato continua tentando negociar com a empresa o controle do efetivo e da produção para efetuar a substituição dos trabalhadores.
No Terminal de Cabiúnas, em Macaé (Norte Fluminense), a equipe de contingência também tenta retomar a produção integral da unidade, que chegou a ser reduzida à metade. Atualmente, o terminal opera com apenas três das seis unidades.

terça-feira, 24 de março de 2009

No segundo dia da greve dos petroleiros empresa abre negociação

O segundo dia de greve dos trabalhadores do Sistema Petrobrás segue forte em todo o país. Todas as 11 refinarias da empresa, assim como as quatro unidades industriais (unidade de produção de xisto, fábricas de fertilizantes e lubrificantes) continuam sem rendição nos turnos. O mesmo ocorre na grande maioria dos terminais, oleodutos e gasodutos da Petrobrás Transporte, onde também não está havendo troca de turno. Nas áreas de produção e exploração de petróleo e gás, os trabalhadores também aderiram à greve e reduziram a produção no Norte Capixaba (ES), nas plataformas do Rio Grande do Norte, nos campos terrestres da Bahia e na Província Petrolífera de Urucu (AM).
Reabertura da negociação
A unidade nacional dos trabalhadores e o impacto da greve levaram a Petrobrás a reabrir a negociação com a FUP e sindicatos. A empresa agendou para às 15 horas desta terça-feira, reunião de negociação, em sua sede, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Greve dos petroleiros: trabalhadores ocupam terminal de Guarulhos e assumem a produção


Teve início em todo o país, a greve nacional dos petroleiros, por mais segurança, PLR justa, extraturno e contra a precarização das relações de trabalho. Nas bases do Unificado, a adesão foi praticamente total, mostrando o grau de unidade e disposição de luta dos petroleiros e petroleiros.
Veja como foi o primeiro dia de greve no Unificado:
Terminais
Uma equipe de trabalhadores assumiu na madrugada da segunda-feira o controle da produção do Terminal de Guarulhos.
Também pararam os terminais de Barueri, Guararema e São Caetano do Sul.
Recap
Houve corte de rendição às 23h do domingo. No final da tarde da segunda, o Sindicato solicitou a mediação da Justiça do Trabalho para liberar o grupo A. O oficial de Justiça, acompanhado do Jurídico do Unificado, averiguou as condições da refinaria e recomendou a liberação imediata dos trabalhadores.
Replan
Trabalhadores realizaramm assembleia às 15h e concentração na sede do Sindicato às 18h. A empresa impediu a rendição do grupo 5, o que motivou nova ação na Justiça por parte do Sindicato.
Edisp
Cerca de 25% dos trabalhadores do escritório do Edisp aderiram ao movimento.

Petroleiros em greve controlam a produção em várias unidades da Petrobrás

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás entraram em greve à zero hora desta segunda-feira, 23, em todo o país. Apesar das ameaças e pressões das gerências da empresa, os petroleiros assumiram a produção em várias unidades de produção e distribuição de petróleo e gás. Nas plataformas do Espírito Santo e da Bacia de Campos, a Petrobrás bloqueou a comunicação dos trabalhadores, cortando telefones e o acesso à internet. Mesmo assim, os petroleiros da PPR-1 e da P-34, no Espírito Santo, fecharam a produção e entregaram as plataformas para as equipes de contingência da Petrobrás, que estão tentando retomar a produção de gás na PPR-1 e de petróleo na P-34, primeira plataforma da empresa a extrair o óleo da camada de pré-sal. Na Bacia de Campos, os trabalhadores tentaram controlar a produção, mas foram coagidos a entregarem as plataformas para as equipes de contingência da Petrobrás.
Os trabalhadores dos terminais de Solimões, no Amazonas, de Suape, em Pernambuco, de Guarulhos, em São Paulo, e Cabiúnas, em Macaé, assumiram o controle operacional das unidades e estão controlando o bombeio. Nas plataformas do Rio Grande do Norte, os petroleiros também controlam 70% da produção de petróleo e gás. No Pólo de Guamaré, área de processamento de gás e óleo do Rio Grande do Norte, apenas uma unidade está em atividade, assim mesmo com carga mínima.
Nas refinarias e demais terminais do país, os trabalhadores cortaram a rendição no turno a partir das 23 horas de domingo, 22. Estão em greve os trabalhadores das seguintes refinarias: Reduc (Caxias), Reman (Manaus), Rlam (Bahia), Recap (Mauá-SP), Regap (Minas), Repar (Paraná), RPBC (Santos-SP), REVAP (São José dos Campos-SP), Fafen-BA (Fábrica de Fertilizantes da Bahia), SIX (Unidade de Industrialização do Xisto, no Paraná), LUBNOR (Fábrica de Lubrificantes do Ceará), Fafen-SE (Fábrica de Fertilizantes de Sergipe) e Refap (Rio Grande do Sul). Nestas unidades, não estão ocorrendo trocas de turnos. O mesmo ocorre nos terminais do Paraná (Paranaguá), Santa Catarina (Biguaçu, Guaramirim, Itajaí e São Francisco do Sul), São Paulo (Guararema, São Caetano do Sul, Alemoa, Pilões e São Sebastião), Bahia (Madre de Deus), Paraíba (Cabedelo). Somam-se à greve, os trabalhadores das áreas terrestres de produção de petróleo na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Ceará, Pará e Sergipe e Alagoas.
A FUP repudia as ações autoritárias da Petrobrás, que vem se utilizando de ameaças de demissões e coações, para impedir os trabalhadores de exercerem o legítimo direito de greve. A empresa também está ingressando com equipes de contingência em várias unidades, para assumirem a produção no lugar dos trabalhadores. Essas equipes são formadas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm capacidade de operarem as unidades, sem falar que os efetivos de contingência são reduzidos. Além de colocar em risco a segurança operacional das unidades e, consequentemente, potencializarem as chances de acidentes, esse procedimento da Petrobrás é um atentado ao direito democrático e legal de greve.
A greve dos petroleiros segue até sexta-feira, 27, com reavaliação do movimento no final do dia.
EIXOS DE LUTA DA GREVE DOS PETROLEIROS:

GARANTIR OS POSTOS DE TRABALHO NAS EMPRESAS CONTRATADAS PELA PETROBRÁS;
ACABAR COM A PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E OS ACIDENTES QUE MATAM TODOS OS MESES OS PETROLEIROS;
GARANTIR O PAGAMENTO DAS HORAS EXTRAS DOS FERIADOS TRABALHADOS;
ESTABELECER O REGRAMENTO E DISTRIBUIÇÃO JUSTA DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Galvão e a sistemática

Certa vez, na correria de um fechamento, coloquei em um texto um "a" onde deveria ser um "há". O editor me chamou e, laconicamente, avisou que aquele erro era motivo para demissão. Tive de concordar, era um erro grotesco e não havia correria de fechamento que justificasse.

Durante a transmissão do jogo São Paulo e Defensores, do Uruguai, pela Copa Libertadores, o narrador Galvão Bueno tentou explicar uma alteração no time paulista dizendo que Murici havia efetuado uma "mexida na sistemática do jogo".

Tudo bem que linguagem escrita é diferente da oralidade, que pressupõe mais liberalidade com as regras gramaticais, que televisão não é exatamente um lugar para as pessoas adquirirem conhecimento, que Galvão Bueno não é professor Pasquale, mas, convenhamos, a quantidade de besteiras que narradores e comentaristas cometem é para chamar nossos incautos ouvidos de penico.

Pelo astronômico salário que esse locutor ganha, poderia, pelo menos, respeitar os teleouvintes e tentar falar menos besteiras. Ou continuar a falar as besteiras de sempre, mas com um português um pouco menos vergonhoso.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Amazônia para eles

Em visita ao Brasil, o príncipe Charles, da Inglaterra, propôs na manhã desta quinta (12), para um grupo de 150 empresários britânicos, a criação de "bônus" sobre florestas tropicais, a serem adquiridos pela iniciativa privada, como forma de " preservar a sustentação do planeta".

Em outras palavras, novamente querem privatizar a Amazônia. E não se trata apenas de proposta para inglês ver, se deixarem essa decisão nas mãos de alguns políticos, o pedaço de terra mais importante do planeta logo perderá o acento circunflexo para se tornar território internacional, isto é, dos capitalistas internacionais.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Termina a greve na Replan

Os cerca de 1.300 petroleiros da Refinaria de Paulínia decidiram, na noite do domingo, suspender a greve (marcada inicialmente para ser de cinco dias, a partir de 2 de março) e retomar o movimento no dia 23, data em que a FUP está convocando uma greve geral dos petroleiros por também cinco dias.
Ao final da assembleia o ânimo era dos mais positivos entre os trabalhadores.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Líder de ocupação na Zona Oeste do Rio assassinado

A ocupação Terra do Sol, em Santa Cruz, amanheceu manchada de sangue, nessa quarta, 4 de março. O ferroviário aposentado José Carlos de Moraes, um dos líderes do movimento de ocupações da zona oeste do Rio, foi encontrado assassinado às 7:00 com três tiros na porta da sede da associação de moradores do local. Os demais integrantes do movimento suspeitam de crime político. Ninguém presenciou o crime.Localizada na Av. Brasil, esquina com aterrado do Leme, em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, a ocupação Terra do Sol existe desde 22 de junho de 2008. A Polícia Militar há bastante tempo reprime os moradores sob a alegação de prestar segurança. Mais recentemente, a prefeitura do Rio de Janeiro intensificou as represálias ao movimento, segundo informações da comunidade.José Carlos, de 67 anos, recebeu um tiro na cabeça e dois na barriga. O Teté, como era mais conhecido, destacava-se como o principal articulador do movimento e tinha a função de verificar as áreas abandonadas e sem utilização social para a implementação de novas ocupações. O corpo está no Instituto Médico Legal e deve ser liberado ao meio-dia. “Conversei com ele às 6:15 da manhã dessa quarta. Poucos minutos depois ele estava morto. A comunidade está chocada. Temos convicção que foi um crime político pois a arama tinha até silenciador, tanto que ninguém ouviu tiro” – afirma Emília da Silva, outra liderança do movimento que continua: “A irmã dele está esperando o corpo ser liberado para providenciar o enterro que deve acontecer no fim da tarde dessa quarta ou na manhã de quinta no cemitério de Campo Grande. Não vamos deixar um ataque desse passar despercebido. Pretendemos fazer uma manifestação solene no enterro do Teté.”Os responsáveis pela 36ª Delegacia de Polícia Civil e pela Polícia Militar, ambos de Santa Cruz, não foram encontrados pela equipe da Agência Petroleira de Notícias para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)

Resistência dos trabalhadores faz Petrobrás abrir negociação



Após o terceiro dia de greve na Replan, a Petrobrás concordou em negociar com os trabalhadores e marcou uma reunião para esta quinta-feira, às 10h, no Rio de Janeiro. "Os trabalhadores mostraram sua força e organização, e esperamos que a Petrobrás tenha uma proposta aceitável para discutirmos em assembleia", afirmou Itamar Sanches, coordenador doUnificado.
Nos primeiros dias de greve, em vez de buscar o caminho do diálogo e da negociação, a Petrobrás resolveu radicalizar, mantendo uma equipe de contingência que não tem efetivos suficientes para manter a segurança da refinaria. Para pressionar, enviou telegramas para a casa dos trabalhadores, afirmando que a reivindicação é de uma minoria dos trabalhadores – como se a minoria não tivesse o direito de lutar. Completando seu desespero, a Petrobrás fretou helicópteros para transportar pelegos para dentro da refinaria.
Em assembleia conjunta, os trabalhadores terceirizados deliberam, na manhã da quarta-feira, aderir ao movimento em uma paralisação de 24 horas.
EDISP - Depois dos companheiros da Recap, em Mauá (que realizaram paralisação de 24 horas entre segunda e terça-feira), os trabalhadores do escritório da Petrobrás, localizado na avenida Paulista, realizam atraso de 1 hora no retorno do almoço desta quinta-feira, como solidariedade à greve na Replan. Como protesto, usarão uma fita de cor preta no braço.
Em assembleia permanente, os petroleiros avaliarão caso haja uma a proposta decente por parte da Petrobrás.

Terceiro dia de greve na Replan. Movimento se radicaliza, terceirizados aderem ao movimento


Em vez de buscar o caminho do diálogo e da negociação, a Petrobrás resolveu radicalizar, mantendo a ferro e fogo uma equipe de contingência que não tem condições nem efetivos suficientes para manter a segurança da refinaria. Para pressionar, está enviando telegramas para a casa dos trabalhadores, afirmando que a reivindicação é de uma minoria dos trabalhadores – como se a minoria não tivesse o direito de lutar. Completando seu desespero, a Petrobrás está alugando helicópteros para transportar gerentes para dentro da refinaria.
Como resposta, os trabalhadores das empresas terceirizadas deliberam, na manhã desta quarta-feira, terceiro dia de greve, aderir ao movimento em uma paralisação de 24 horas em solidariedade aos petroleiros e petroleiras, que lutam pelo extra-turno. Grande contingente de trabalhadores se postou em frente às portarias, impedindo a entrada de caminhões. "Lutamos neste momento pelo direito de uma minoria de trabalhadores, como lutaríamos pelo direito de um único petroleiro, esta é a obrigação do movimento sindical e os trabalhadores entenderam isso e estão todos solidários nesta luta", afirmou o coordenador do Sindipetro Unificado, Itamar Sanches.

EDISP - Depois dos companheiros da Recap, em Mauá (que realizaram paralisação de 24 horas entre segunda e terça-feira), os trabalhadores do escritório da Petrobrás, localizado na avenida Paulista, realizam atraso de 1 hora no retorno do almoço desta quinta-feira, como solidariedade à greve na Replan. Como protesto, usarão uma fita de cor preta no braço.
Nesta sexta-feira, os petroleiros da Replan realizam nova assembléia para avaliar o movimento e definir se a greve continua ou se retornam ao trabalho. A assembléia anterior havia aprovado a greve por cinco dias.

terça-feira, 3 de março de 2009

Greve na Replan completa dois dias

Os trabalhadores da Refinaria de Paulínias (Replan) seguem firmes no segundo dia de greve, que teve início às zero hora do domingo para segunda-feira. O movimento passou a ter a adesão dos petroleiros do Grupo 5 do turno, que estavam sendo mantidos pela Petrobrás operando a refinaria. Após negociações com o Sindipetro Unificado-SP, a gerência geral da Replan concordou em liberar os cerca de 70 petroleiros do grupo. Por volta das 11h30 desta terça-feira, 3, os trabalhadores foram liberados, depois de permanecerem 45 horas operando a refinaria. A Petrobrás assumiu a operação da Replan com um grupo de contingência formado por gerentes e supervisores, cujo efetivo, segundo denuncia o Sindicato, está muito abaixo do mínimo necessário, colocando em risco a segurança operacional e expondo a comunidade local. A refinaria conta com cerca de 1.200 trabalhadores próprios e 4,5 mil terceirizados.
Solidariedade – Os trabalhadores da Refinaria de Capuava cortaram a rendição do turno às 15 horas da segunda-feira, 2, em solidariedade aos petroleiros da Replan. O movimento se estendeu por 24 horas, voltando a Refinaria às operações normais na tarde desta terça. Na operação, a adesão foi de 100% e no administrativo de 60%. Outras bases do Sindipetro Unificado realizam assembléias para avaliar a construção de um movimento amplo de solidariedade. Os trabalhadores do Edisp, sede administrativa da Petrobrás em São Paulo, discutem atos de apoio aos petroleiros em greve. Nos terminais de Barueri, Guarulhos, Guararema e São Caetano, as assembléias deverão ocorrer nesta quarta-feira, 04, quando os trabalhadores terceirizados da Replan também realizam uma assembléia para discutir a realização de paralisações em solidariedade aos companheiros em greve.
Nesta quarta-feira, 4, o Conselho Deliberativo da FUP se reúne no Rio de Janeiro para discutir encaminhamentos em relação à PLR e demais lutas da categoria. A direção da Federação Única dos Petroleiros irá pautar também a discussão de uma mobilização nacional em solidariedade aos trabalhadores da Replan.
Entenda a luta dos petroleiros da Replan - Os petroleiros de Paulínia entraram em greve à zero hora de segunda-feira, 2, para pressionar a Petrobrás a cumprir decisão judicial referente ao extraturno (pagamento em dobro dos feriados trabalhados). Em 1999, os trabalhadores da Replan, através de ação judicial ganha pelo sindicato, mantiveram o pagamento do extraturno, que foi usurpado da categoria por meio de uma indenização proposta pela Petrobrás durante o governo FHC. De lá para cá, esse direito continuou a ser pago a todos os petroleiros de turno da refinaria, inclusive aos que foram admitidos posteriormente. A Petrobrás agora quer cortar o direito dos trabalhadores admitidos após 1999, mantendo o extraturno somente para quem foi contemplado na época pela ação do sindicato. A greve está prevista para seguir até a meia noite de sexta-feira, 6, caso a empresa não volte atrás nesta decisão arbitrária.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Adesão total à greve na Replan

O jogo entre Santos e São Paulo se iniciava e a temperatura registrava recorde de 34º na tarde de domingo, 1 de março. quando uma outra equipe, formada por santistas, palmeirenses, corinthianos, saopaulinos, pontepretanos e bugrinos já se mobilizava para cobrir as 12 portarias da Replan. A equipe da resistência e da luta, composta por dirigentes do Unificado de outras bases, da FUP e de sindicatos companheiros – além de um dirigente do Sindipetro-RJ – e revezaram durante toda a tarde e noite para evitar que os fura-greve de sempre se rastejassem para dentro da Refinaria.
Por volta das 23h30 os primeiros ônibus do turno da zero hora começaram a chegar e imediatamente os trabalhadores se postaram do lado de fora das portarias. Tinha início a greve de cinco dias pelo cumprimento judicial de garantir o pagamento do extra-turno para os admitidos após 1999.
Danilo Silva, coordenador da Regional Campinas do Unificado, e Itamar Sanches, coordenador geral do Sindicato, explicaram como estava o movimento e as tentativas de negociação com a empresa. “Até agora movimento é restrito à Replan, mas pode ganhar contornos nacionais a partir da nossa greve”, avaliou Danilo.
O coordenador da FUP e também diretor do Unificado, João Moraes, fez um breve retrospecto da luta dos trabalhadores da Replan pela garantia do extra-turno, direito que outras unidades perderam e lembrou da luta pela PLR e por mais segurança. “Nesta segunda, em todas as bases da FUP, estaremos realizando atos pela PLR, por mudanças na política de SMS e também em solidariedade ao movimento dos companheiros aqui da Replan”, salientou Moraes.

Ratoduto na desova
Em mais uma atitude irresponsável, a gerência da Replan “inventou” uma 13ª portaria, de fato uma viela que passa por um canavial em um canto ermo do entorno da refinaria, conhecido como “desova” (local onde bandidos deixam restos de carros roubados e, às vezes, cadáveres de vítimas). Pois foi nesse local, no meio da madrugada, que a empresa orientou pelegos a se arriscarem, atravessando esse ratoduto e colocando em risco a segurança das pessoas.
Desde o início a Replan buscou intimidar os ativistas, tentando, inclusive, proibir que dirigentes que passavam a noite em claro em frente a portaria utilizassem o banheiro. Sob a ameaça de fazerem suas necessidades na frente dos portões, a gerência reconheceu o ridículo da situação e “liberou” a utilização dos banheiros.

Carta à população
Como parte das atividades foi publicado uma carta à população de Campinas e Região, explicando os motivos da greve, solicitando solidariedade e garantindo que não haverá desabastecimento de gás e gasolina. Uma equipe da Unificado tentou agendar uma audiência com a ministra Dilma Roussef, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, que acompanhou o presidente Lula em uma atividade em Campinas nesta segunda-feira.

E por falar em solidariedade

Diversos sindicatos da FUP e outras bases do Unificado, como a Recap, estão aprovando movimentos e paralisações de solidariedade. Os companheiros de Mauá definiram greve de 24h em solidariedade.
A greve continua firme e forte nesta terça-feira.