terça-feira, 3 de março de 2009

Greve na Replan completa dois dias

Os trabalhadores da Refinaria de Paulínias (Replan) seguem firmes no segundo dia de greve, que teve início às zero hora do domingo para segunda-feira. O movimento passou a ter a adesão dos petroleiros do Grupo 5 do turno, que estavam sendo mantidos pela Petrobrás operando a refinaria. Após negociações com o Sindipetro Unificado-SP, a gerência geral da Replan concordou em liberar os cerca de 70 petroleiros do grupo. Por volta das 11h30 desta terça-feira, 3, os trabalhadores foram liberados, depois de permanecerem 45 horas operando a refinaria. A Petrobrás assumiu a operação da Replan com um grupo de contingência formado por gerentes e supervisores, cujo efetivo, segundo denuncia o Sindicato, está muito abaixo do mínimo necessário, colocando em risco a segurança operacional e expondo a comunidade local. A refinaria conta com cerca de 1.200 trabalhadores próprios e 4,5 mil terceirizados.
Solidariedade – Os trabalhadores da Refinaria de Capuava cortaram a rendição do turno às 15 horas da segunda-feira, 2, em solidariedade aos petroleiros da Replan. O movimento se estendeu por 24 horas, voltando a Refinaria às operações normais na tarde desta terça. Na operação, a adesão foi de 100% e no administrativo de 60%. Outras bases do Sindipetro Unificado realizam assembléias para avaliar a construção de um movimento amplo de solidariedade. Os trabalhadores do Edisp, sede administrativa da Petrobrás em São Paulo, discutem atos de apoio aos petroleiros em greve. Nos terminais de Barueri, Guarulhos, Guararema e São Caetano, as assembléias deverão ocorrer nesta quarta-feira, 04, quando os trabalhadores terceirizados da Replan também realizam uma assembléia para discutir a realização de paralisações em solidariedade aos companheiros em greve.
Nesta quarta-feira, 4, o Conselho Deliberativo da FUP se reúne no Rio de Janeiro para discutir encaminhamentos em relação à PLR e demais lutas da categoria. A direção da Federação Única dos Petroleiros irá pautar também a discussão de uma mobilização nacional em solidariedade aos trabalhadores da Replan.
Entenda a luta dos petroleiros da Replan - Os petroleiros de Paulínia entraram em greve à zero hora de segunda-feira, 2, para pressionar a Petrobrás a cumprir decisão judicial referente ao extraturno (pagamento em dobro dos feriados trabalhados). Em 1999, os trabalhadores da Replan, através de ação judicial ganha pelo sindicato, mantiveram o pagamento do extraturno, que foi usurpado da categoria por meio de uma indenização proposta pela Petrobrás durante o governo FHC. De lá para cá, esse direito continuou a ser pago a todos os petroleiros de turno da refinaria, inclusive aos que foram admitidos posteriormente. A Petrobrás agora quer cortar o direito dos trabalhadores admitidos após 1999, mantendo o extraturno somente para quem foi contemplado na época pela ação do sindicato. A greve está prevista para seguir até a meia noite de sexta-feira, 6, caso a empresa não volte atrás nesta decisão arbitrária.
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