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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Chuva, suor e democracia


A caminhada de abertura do oitavo Fórum Social Mundial não poderia ser mais típica da proposta do evento. A tradicional chuva da tarde que refresca Belém por volta das 16h, aguardou a apresentação de Gracias a la vida, música de Violeta Parra, entoada por três cantoras latinoamericanas, para desabar sobre as cabeças dos milhares de participantes, que, cientes de que a história é um carro alegre – e às vezes encharcado – enfrentaram com música, dança, palavras de ordem e muita alegria e disposição os cerca de 7 quilômetros, percorridos em pouco mais de 3 horas, a maioria do tempo sob forte chuva.
As tribos indígenas deram o tom do que será uma dos mais importantes debates deste Fórum: a questão da preservação da Amazônia. Lado a lado com os “parentes” indígenas, caminhavam pelas ruas de Belém militantes das mais variadas entidades e propostas. Eram sindicalistas, ambientalistas, movimento de mulheres, cristãos, vegetarianos, militantes contra usinas nucleares, contra a agressão israelense à Palestina, pelo direito ao aborto; segurando uma mesma faixa, os presidentes da CUT (Artur Henrique), Força Sindical (Paulinho) e UGT (Ricardo Patah) exigiam em uníssono melhores condições de trabalho. A FUP encabeçava a bancada dos petroleiros com um enorme balão pela campanha do pré-sal.
No palco instalado ao final do trajeto da caminhada, pajés abençoavam o Fórum Social Mundial, que oficialmente teria início no dia seguinte, mas que desde o começo da semana já acontecia de fato, em diversos debates e eventos.
A FUP montou um estande no Fórum (na Universidade Federal do Pará) para coletar assinaturas para a campanha do pré-sal e divulgar a luta dos petroleiros.
Na quarta-feira, 28, o principal tema é Pan-Amazônia: 500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular. Este dia é dedicado a levar ao mundo as vozes da Amazônia e se constituirá de diversas atividades, como testemunhos, conferências, além de celebrações e mostras culturais.
Confira a programação desta quarta-feira:PALCO 1 - DESENVOLVIMENTO, MUDANÇAS CLIMÁTICAS, JUSTIÇA 9:00 -Fala de abertura 9:20 – Apresentação Cultural dos povos originários. Apresentação: Pará – Mestres do Carimbó. 10:00 - Tema: Mudanças ClimáticasSub-tema: Destruição da Floresta Apresentação: Cláudia Ticuna- Amazonas Diálogo: Grupo hindu (MEENA, CACIM -JAI SEM)Sub-tema: Degêlo nos Andes e Sêca na Amazônia Apresentação: Marambiré-Alenquer – Diálogo: Confederación de Pueblos de la Nacionalidad Kichwa del Ecuador, ECUARUNARI – Ecuador 11:00 - Tema: Modelos EnergéticosSub-tema: A Luta contra as Barragens na Floresta Apresentação: Dança Assurini, de Tucuruí- pa APRESENTAÇÃO CULTURAL – ESF – Rio Madeira.Diálogo: Mix de Grupos AMB Sub-tema: Impactos das Grandes mineradoras e petroleiras Apresentação: Justiça nos Trilhos -Diálogo: Confederacion Nacional de Comunidades del Peru Afectadas por la Mineria, CONACAMI-Peru + Convergencia Maya WAKIB KEJ, Guatemala 12:00 - Tema: Soberania e Segurança Alimentar Sub-tema: Crítica aos Agrocombustíveis na Pan Amazônia Diálogo: Mércia Andrews, África do Sul; Diamantino UNAC/Via Campesina, de Moçambique Sub-tema: Crítica aos Agronegócios Apresentação: Boi de Mestre AlaricoDiálogo: ONPIA, Organizacion Nacional de Pueblos Indigenas de Argentina Encerramento: Carnavalito – PALCO 2: TRABALHO, DHESCAS, FIM DA VIOLÊNCIA E DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Local: UFPA 8:30 – Cerimônia do levantamento do mastro Responsável: CEDENPA9:20 – Apresentação Cultural dos povos originários Apresentação: Pueblo Quechua y Aymara – Bolívia/Peru. 10:00 - Tema: TrabalhoSub-tema: Trabalho Escravo Apresentação: Grupo Samba do Cacete BaiãoDiálogo: Performance sobre Trabalho Escravo na Cana - PASTORAL DO MIGRANTE SÃO PAULO Sub-tema: Desemprego e Migrações Humanas Apresentação: Tambor de Crioula Cachoeira do PiriaDiálogo: Tambores Japoneses 11:00 - tema: Fim da Violência Sub-tema: Luta pela Terra e contra a Violência no Campo e na Cidade Apresentação: Teatro do Oprimido da turma de letras do MSTDiálogo: Atitude Maria Marta/Argentina - Mujeres de negro, luta pacifica do Uruguai – actoras del cambio Sub-tema: Desmilitarização na Sociedade Apresentação: Organizacion Nacional Indígena de Colombia, ONICDiálogo : Campanha internacional contra as tropas brasileiras no Haiti – Campanha Jubileu Sul (Ruth) 12:00 - tema: Criminalização dos Movimentos SociaisSub-tema: Perseguição do Estado aos Movimentos Sociais. e lideranças na Pan Amazônia. Apresentação: Brigada de Agitação e Propaganda da Via CampesinaDiálogo: Alianza Feminista Centro-americana pela Descriminalização do Aborto - PUEBLO MAPUCHE, Chile Sub-tema: Campanhas de Perseguição da Mídia Apresentação – AFAIA/CEDENPA-X-DN-ERÊ/BIGU Diálogo – Grupo Palestino (Intervozes)Sub-tema – criminalização da comunicação popular Apresentação – Fórum das Rádios ComunitáriasDiálogo – Grupo do México – AMARC Encerramento: Carnavalito PALCO 3 - TERRA E TERRITÓRIO, IDENTIDADE SOBERANIA NACIONAL E SOBERANIA POPULAR, INTEGRAÇAO REGIONAL Local: UFRA 8:30 – Cerimônia de Levantamento do Mastro 9:20 – Apresentação Cultural dos povos originários Apresentação: Dança Povo Xicrin (água) 10:00 – Tema: Identidade Sub-tema- Reafirmação da cultura dos povos originários Apresentação do ESF de Roraima: WAPIXANAApresentação –Wai-Wai de OriximináDiálogo – WESTERN SHOSHONI, Estados UnidosSub-tema- Afirmação da Identidade Quilombola/afro- descendente Apresentação – Grupo Afroritmos do Amapá - Marujada de QUATIPURÚDiálogo- Bushiningueens-aluku, da Guiana Francesa 11:00 - tema – Soberania Nacional e Soberania Popular Sub-tema- Autonomia e Estado Plurinacional Apresentação – Coodinadora Andina de Organizaciones Indigenas, CAOIDiálogo – FAROUK – CURDISTAO/Povos Sem Estado Sub-tema- contra a intervenção imperialista Apresentação- Central Sindical Unica de Trabajadores Campesinos de Bolivia, CSUTCBDiálogo- grupo cubano Sub-tema: Integração regional Apresentação – ESF da Selva Central - Dança Sagrada dos Indígenas (Confederação dos Indígenas Kaxinawa do Acre)Organizacion Indigena Chiquitana, OICH (Bolivia) – (Roberto Diálogo – REBRIP -Secretário do Fórum social Africano Encerramento: Carnavalito a partir de uma celebração da utopia da pátria grande e da integração dos povos. Responsável: Celebração das expressões culturais, políticas e lutas dos diferentes grupos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Belém às vésperas do Fórum

O escaldante sol de Belém, só amenizado por frondosas mangueiras, dá as boas vindas, a partir desta terça, 27 de janeiro, a esperados 50 mil pessoas das mais variadas partes do planeta. A abertura oficial do Fórum acontece a partir das 15 horas com caminhada que sai da escadinha do Cais do Porto e termina na Praça do Operário, em São Brás.
Durante a véspera da abertura é possível ver que toda a cidade está contagiada pelo clima do Fórum. Línguas, vestimentas etnias de várias partes se cruzam pelas ruas, se reconhecem por olhares, todos imbuídos de um único pensamento: como mudar o mundo para melhor.
A organização do evento, como em outras edições, continua sofrível, com filas quilométricas para credenciamento - sob o sol de Belém -, dificuldades de alojamentos e de infraestrutura. No entanto, como em edições anteriores, o que falta de organização sobra em solidariedade, desprendimento e espírito de coletividade para superar os problemas.
E assim, mesmo antes de seu início, o Fórum ensina que outro mundo é possível se as pessoas o quiserem possível.
Painel da FUP será dia 30
O painel Pré-sal, soberania, segurança e saúde, que será promovido pela Federação Única dos Petroleiros, CNQ, CUT e CTB acontece dia 30 (sexta-feira), das 8h30 às 11h30, Universidade Federal (UFPA), pavilhão HP, sala HP5. O debate aconteceria na quinta-feira, mas foi transferido para não coincidir com o horário de outro painel organizado pela CUT.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aposentados e pensionistas na luta contra o fator previdenciário


Instituído em 1999, no governo Fernando Henrique, por meio da Lei 9876, o fator previdenciário tem com o objetivo reduzir o valor dos benefícios previdenciários no momento de sua concessão, de maneira inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado – quanto menor a idade de aposentadoria, maior o redutor.
Esse perverso mecanismo neoliberal já gerou milhões de reais em perdas aos trabalhadores e é um dos instrumentos de maior injustiça social já criado na história do país.
O fator previdenciário se baseia em três premissas. Primeiro, há perdas com base na idade do trabalhador na hora da aposentadoria: um homem que trabalhe e contribua por 36 anos terá na média de seus salários uma redução de 15,7% caso se aposente aos 58 anos. A segunda é a atribuição de peso maior à idade que ao fato gerador do benefício, o tempo de serviço/contribuição: assim, um homem que trabalhe e contribua por 40 anos e se aposente aos 55 terá perda maior (16%) que aquele que contribuiu 36 anos e se aposentou aos 58. A terceira premissa considera a expectativa de sobrevida, que é sempre crescente e impactam o cálculo da aposentadoria.
Contra esse mecanismo diversos parlamentares já apresentaram projetos na Câmara e no Senado, o movimento sindical cutista mantém o fim do fator previdenciário em sua pauta permanente de reivindicação e o tema foi objeto de audiência ocorrida no dia 4 de dezembro entre a CUT e o ministro da Previdência, José Pimentel, durante as atividades da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora.
Na ocasião, o governo admitiu rever critérios do fator previdenciário, mas não se comprometeu com seu fim, apesar de haver um projeto do Senador Paulo Paim (PT-RS) neste sentido já aprovado no Senado e encaminhado para debate na Câmara dos Deputados.
No dia 24 de janeiro comemorou-se o Dia do Aposentado e, novamente, o fim do fator previdenciário esteve entre as principais reivindicações do ramo dos aposentados e pensionistas. Cabe ao movimento sindical intensificar, nas ruas e no Congresso Nacional, a luta contra esse mecanismo que rouba expressiva parte dos benefícios dos aposentados e aposentadas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Campanha pelo pré-sal chega ao Fórum Social 2009

Acontece entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro, na cidade de Belém (PA), mais uma edição do Fórum Social Mundial 2009. Representantes do Unificado
e de vários outros sindicatos de petroleiros estarão presentes ao evento para
participar dos debater sobre energia e divulgar a campanha o pré-sal é nosso!
O Fórum Social é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.
O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial.
O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização, é um espaço onde centenas de organizações sociais apresentam suas experiências, promovem oficinas, e debates e, quando possível, dão início à criação de redes nacionais e internacionais em torno de um tema comum.
Paralelamente aos eventos políticos e sociais, o Fórum se torna um “grande circo” de apresentações multiculturais. Artistas dos mais diversos matizes e países cantam, dançam, encenam peças, fazem performances, apresentam vídeos, pinturas, esculturas, leituras de textos e mostram ao mundo que a luta contra o imperialismo e o capital não é uma obra de sofrimento, mas de alegria. É a síntese do próprio slogan do Fórum, “um outro mundo é possível”.
Durante a semana do FSM, acompanhe por este blog a cobertura dos principais eventos.
A programação completa do Fórum pode ser acompanhada pela página oficial da organização (www.forumsocialmundial
.org.br).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nenhuma indenização paga essa dor







Família de trabalhador morto na Petrobrás dia 4 de janeiro, participa de ato ocorrido nesta quinta, 15 de janeiro, em memória de William Vasconcelos e por mais segurança

FUP e Conselho Deliberativo realizam manifestação no Aeroporto de Vitória. Como represália, empresa tenta não embarcar trabalhadores que participaram do ato, mas esbarra na resistência dos sindicatos e é obrigada a negociar.

A diretoria e o Conselho Deliberativo da FUP promoveram nesta quinta, dia 15, no Aeroporto de Vitória (ES), ato em homenagem ao trabalhador Willian Vasconcelos, morto no dia 4 em acidente na Plataforma P-34. A manifestação fez parte da Semana de Mobilização pela Vida, que cobrou do Sistema Petrobrás mais segurança e mudanças na política de SMS. No dia 2 de setembro, o presidente Lula inaugurou, dali, a primeira extração simbólica do pré-sal. Três meses depois, a P-34, que opera no campo de Jubarte, no Espírito Santo, faria a primeira vítima fatal de 2009 no Sistema Petrobrás.
O diretor de saúde da FUP, Simão Zanardi, abriu o ato lembrando que o acidente na plataforma já era previsível e alertou os trabalhadores para cuidarem do maior patrimônio que possuem: a própria vida. “É necessário que cada um faça o seu papel, não se arriscando a executar uma tarefa em que possa haver qualquer risco à integridade física”, conclamou Simão. Ele relatou brevemente certos detalhes do acidente e, emocionado, dirigiu-se aos familiares de Willian para informar que por todo o país ocorreram atos de protesto à empresa e em solidariedade à dor dos familiares. “Willian era caldeireiro, sua função naquele domingo à noite era tirar 12 parafusos, ele havia tirado 10, faltavam dois quando ocorreu o acidente”, relatou. Dona Edna, tia de William, chorou durante quase todo o ato.
Representando o Sindipetro MG, o petroleiro Sérgio afirmou que a Petrobrás só pensa na produção, sem se importar com a segurança de seus funcionários. Paulo Neves, da oposição do Pará, realçou a necessidade de se travar uma ampla luta por mais segurança e mostrar a capacidade do petroleiro de se indignar com situações como a que vitimou o caldeireiro Willian, de 28 anos.
Silvanei, do Sindicato de SC-PR, reforçou a tese de que se não ocorrer mudanças na política de SMS novos acidentes irão ocorrer. “Isso não é uma fatalidade, é um acidente construído socialmente devido às condições de trabalho e segurança”, afirmou. Acácio, do Sindipetro AM denunciou que muitos trabalhadores, principalmente os terceirizados, operam com EPIs (Equipamento de Proteção Individual) danificados e exortou por mudanças na política de segurança.
Alexandre, do RN, usou o código de ética da empresa para reafirmar a dicotomia entre o discurso e a prática da Petrobrás. “Não podemos parar neste ato, temos de continuar o movimento”, disse. Lourenzon, do Sindipetro PE-PB, afirmou que não se trata apenas de incompetência dos responsáveis pela emissão de PT (Permissão de Trabalho), mas de falta de vontade política da empresa de investir em segurança e pediu a punição dos responsáveis. O companheiro Claudio, do NF, reafirmou a importância da luta por mais segurança. “Não adianta buscar apenas as conquistas econômicas se não temos segurança”, afirmou. Ao falar pelo Sindipetro BA, o companheiro Machado recordou da investigação do acidente ocorrido em Alagoas, o qual concluiu pela responsabilidade de dois trabalhadores e voltou a conclamar os trabalhadores a não executar atos inseguros.


Danilo, do Unificado de SP, não poupou adjetivos para afirmar que a Petrobrás cometeu assassinato e que faz uma opção política pela insegurança. “Isso só vai acabar quando colocarmos um gerente na cadeia”. O companheiro Zé Maria, do NF, relatou o histórico de problemas recentes ocorridos na P-34. “Uma comissão apurou diversas falhas na segurança da plataforma, que só por sorte não se tornou outra P-36; eu levei o relatório pessoalmente para o Estrela e a única providência que ele tomou foi transferir os trabalhadores que participaram das investigações”, afirmou Zé Maria.
O coordenador da FUP, Moraes, finalizou o ato reafirmando que o acidente não foi obra da fatalidade, mas dos erros da política de SMS, e que os gerentes e responsáveis serão acionados judicialmente. “Não aceitamos que a produção do pré-sal, que defendemos como patrimônio do povo brasileiro, seja explorado à custa do sangue de trabalhadores”, concluiu.

Provocação
Desde o início do ato, dirigentes da FUP alertaram a empresa para não liberar o embarque para a Plataforma sem os trabalhadores que participavam do ato. Fazendo ouvidos moucos e procurando se confrontar com as entidades sindicais, representantes da empresa autorizaram a partida do helicóptero sem a presença de alguns companheiros que participavam do ato.
Imediatamente após o final da manifestação, os dirigentes ocuparam o saguão da Petrobrás no aeroporto de Vitória e exigiram o embarque daqueles trabalhadores. Por cerca de duas horas o saguão foi ocupado pacificamente pelos petroleiros, enquanto a direção da FUP negociava com a gerência da Plataforma alternativas para embarcar os trabalhadores. O coordenador Eliseu alegou problemas burocráticos para embarcar os trabalhadores, no que foi imediatamente confrontado. “Quando é do interesse da Petrobrás, muda-se todo mundo, a qualquer hora, sem qualquer aviso”, questionou um dos trabalhadores.Ao final das negociações, o gerente geral da P-34, Barreto, se comprometeu a embarcar imediatamente os trabalhadores, colocando fim à provocação da Petrobrás, que quis responder com truculência a um ato em favor da vida.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

IX Festival de Inverno de Amparo

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Amparo (SP) está recebendo inscrições, no período de 12 de janeiro a 13 de março de 2009, para o IX Festival de Inverno deAmparo.
Podem se inscrever artistas e grupos de todo o Brasil, nas seguintescategorias: Música, Dança, Teatro e Oficinas Culturais, Educativas e Literárias.
Todas as informações, Edital e Ficha de Inscrição estão disponiveis no sitewww.amparo.sp.gov.br
Espaço para novos talentos
O Festival de 2009, a exemplo dos anos anteriores, também abrirá espaço para novos talentos. Nos meses que antecedem o Festival será realizado um concurso de pré-seleção.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Movimentos de luta pela moradia promovem ato na quinta, às 10h, no Rio

Movimentos sociais, voltados para a luta pela moradia, promovem na próxima quinta-feira, 15, manifestação em frente à Secretaria Estadual de Habitação, a partir das 10 horas. O ato será na Rua da Ajuda, próximo à saída do metrô do Largo da Carioca. Inúmeras associações de moradores, a Pastoral das Favelas, dentre outras organizações reivindicam do Estado uma política de habitação popular e o respeito ao direito constitucional da moradia. Também reivindicam a recondução ao cargo de uma funcionária do Instituto da Terra do Estado doRrio de Janeiro (Iterj), Célia Ravera, que foi exonerada recentemente pelo governador Sérgio Cabral. Os manifestantes acreditam que os crescentes problemas de moradia, que trazem conseqüências graves, mais evidentes nos períodos de enchentes, só serão solucionados quando a uso social do solo urbano for uma prioridade. Participaram da assembléia que aprovou a realização do ato público as seguintes organizações: Conselho Popular da Cidade do Rio de Janeiro, Conselho de Cidadania do Alto da Boa Vista, Conselho da Cidadania do Itanhangá, Ação Social do rio de Janeiro, Pastoral das Favelas, Movimento União Popular, associações de moradores do Canal do Anil, da Vila Autódromo, da Biquinha, da Fazenda, do Recanto da Barra, do Horto, do Arroio Pavuna, de Furnas, do Centro, da Taquara, do Ricardinho. Dentre os observadores havia representantes do Minsitério da Igualdade Racial, da ONU-Habitat, do Movimentos Nacional de Direitos Humanos (MNDH).
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Uma terra sem emos, a Internacional

Ouçam o hino da Internacional Comunista na versão tradicional e na punkrock dos Garotos Podres. Recentemente, um grupo de amigos atualizou a principal estrofe para "uma terra sem emos"... concordo em gênero, número e degrau.
Divirtam-se.


http://br.youtube.com/watch?v=ke6Z341C7NE


http://br.youtube.com/watch?v=fJNlJgQekqA&feature=related

Crime, arrogância e irresponsabilidade

No sábado, dia 4, um acidente na Pla-taforma P34, que opera no campo de Jubarte, no litoral Sul do Espírito Santo, causou três vítimas, uma fatal . Willian Robson Vasconcelos, que trabalhava para a UTG Engenharia, era caldeireiro, morador do Municipio de Serra – ES é mais um trabalhador que entra para a lista de tragédias causadas pela política de (in) segurança da empresa. Os outros dois trabalhadores sofreram escoriações e foram atendidos na enfermaria. Este foi o primeiro acidente de 2009, mas, infelizmente não será o único. No decorrer dos últimos anos, a política da (in) segurança Petrobrás tem assassinado, em média, dois trabalhadores por mês, em uma prova contundente de que a política de SMS está falida.
No dia seguinte ao acidente, o diretor de SMS da FUP, Simão Zanardi, denunciou em matéria ao jornal O Estado de S.Paulo (para lê-la acesse http://www.estadao.com.br/economia/not_eco302838,0.htm) que o acidente na Plataforma "já estava mais do que anunciado", pois a P34 há um ano vive em manutenção permanente. O Sindipetro-ES já havia encaminhado ofício à Petrobrás alertando para a necessidade de a plataforma ser encostada em um estaleiro para a manutenção. Mas o lucro falou mais alto, novamente.
Sentença de morte
Segundo Simão, não houve falha na válvula, como a empresa anunciou, "houve erro na APR [Análise Preliminar de Risco], que orientou o caldeireiro a fazer o serviço na linha pressurizada. O trabalhador morreu esmagado, com afundamento de crânio, pulmão e fraturas múltiplas".
Após essa tragédia, a atitude da Petrobrás foi sonegar informações à sociedade e impedir que Simão Zanardi entrasse na Plataforma, em completo desrespeito à representação sindical.
Criminalização
Enquanto gerentes e diretores da Petrobrás não forem processados criminalmente pouca coisa mudará na política de segurança da empresa, porque, para esses senhores da morte, o lucro é mais importante do que a vida. A FUP está estudando quais medidas podem ser tomadas para acionar judicialmente os responsáveis pelos acidentes.
Não dá mais para se esconderem atrás de argumentos de que contratam o serviço e a gata terceirizada é a responsável pelo treinamento dos trabalhadores e pela prevenção de acidentes. Mentiras, truculência, má-fé e irresponsabilidade são ingredientes certos para o caldeirão de morte que se tornaram os locais de trabalho da Petrobrás.

Série de TV pela internet discute nanotecnologia

Nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro, às 16h, será lançada uma sériede TV pela internet sobre nanotecnologia e seus impactos na sociedade e nomeio ambiente. A nova série irá apresentar e discutir as principais questõesrelativas ao desenvolvimento da nanotecnologia, suas variadas aplicaçõescomerciais e os possíveis impactos sociais, ambientais, econômicos e éticosdecorrentes de sua introdução no mercado.
Para assistir, basta acessar www.alltv.com.br <http://www.alltv.com.br/>