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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Odebrecht lá e aqui


No Equador, a construtora fez uma hidrelétrica que não gera luz; em São Paulo foi uma das responsáveis pela cratera da linha 4 do metrô de São Paulo, que matou sete pessoas. O presidente do Equador, Rafael Correa, interviu na empresa, expulsou os responsáveis e vai apurar e cobrar providências. Aqui, o sempre presidenciável José Serra renovou o contrato com a empreiteira. O consórcio que toca a obra do metrô havia doado R$ 1,7 milhão para a campanha de Serra a governador. OAS, de um ex-genro de ACM, doou R$ 1 milhão; a Odebretcht, 300 mil reais e a Camargo Corrêa 400 mil.

Concentração de renda

Os últimos dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados este mês de setembro aponta que o índice Gini, que mede a concentração de renda entre os trabalhadores, diminuiu de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007. A única região do país em que houve aumento na concentração de renda foi no Centro-Oeste, impulsionado pelo agronegócio, que fatura milhões e explora a mão-de-obra à beira da escravidão.

MST e o pré-sal

A Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota no dia 24 cobrando amplo debate nacional e mobilização sobre o pré-sal. "Temos o compromisso, que reafirmamos na carta final do nosso 5º Congresso Nacional, de lutar pela soberania popular e, com essa descoberta, o povo brasileiro precisa se posicionar sob o risco de perdermos mais uma das nossas riquezas", diz a nota do MST.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

É preciso criminalizar a Petrobrás pelos acidentes





Cerca de 4 mil trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) cruzaram os braços na manhã da quarta-feira, 24, para protestar contra a morte de quatro petroleiros, ocorrida no dia anterior durante uma explosão na estação de tratamento de petróleo de Campo de Furado, no município de São Miguel dos Campos, em Alagoas. Os corpos dos quatro trabalhadores terão de ser identificados pelo exame de DNA, pois foram carbonizados.
Desde as primeiras horas da manhã, os trabalhadores iam chegando à Refinaria e em respeitoso silêncio aguardavam o início do ato. O rosto de cada trabalhador traduzia um misto de indignação com a 16ª morte ocorrida este ano no Sistema Petrobrás e a incerteza de que se ele não seria a próxima vítima. “Todo trabalhador tem o direito de ir ao trabalho pela manhã e saber que irá voltar para casa no fim do dia”, exclamava o companheiro Hamilton, do Sindicato da Construção Civil, entidade que organizou o ato junto com o Sindipetro Unificado-SP.
Petroleiros próprios e terceirizados se postavam lado a lado compartilhando a mesma estranha dor: apesar de os quatro operários vitimados pela política de insegurança da Petrobrás serem completamente anônimos para a massa de trabalhadores ali presente havia uma solidariedade no ar, como se de fato um membro da própria família tivesse falecido. A consciência de classe também trilha caminhos dolorosos. Uns poucos que tentaram furar a paralisação e mostrar para os gerentes como são puxa-sacos, foram recebidos com vaias e indignação: “Dá nojo, dá nojo trabalhar ao lado de pessoas assim”, gritava inconformado um trabalhador terceirizado.

Criminalizar a Petrobrás
Todas as intervenções dos dirigentes sindicais apontaram para a necessidade de uma completa mudança na política de SMS da Petrobrás e na criminalização dos responsáveis pelos acidentes. “Os trabalhadores não podem ser cúmplices dessa política da Petrobrás”, alertou o dirigente da executiva nacional da CUT, o petroleiro Dary Becker.
Antonio Carlos Spis foi enfático ao afirmar que é necessário “colocar na cadeia gerentes e diretores que permitem que tal situação aconteça”, e completou: “Se for preciso vamos pôr na cadeia o próprio presidente da empresa, o departamento jurídico do Unificado está avaliando quais ações podem ser tomadas nesse sentido”.
O coordenador do Unificado, Itamar Sanches, lembrou a cláusula de direito de recusa ao trabalho, expressa no acordo coletivo, mas alertou da necessidade de os trabalhadores se mobilizarem para defender suas próprias vidas. “Hoje estamos fazendo um ato de luto, mas sabemos também fazer atos de luta e temos de nos preparados para deflagrar greve por mais segurança na empresa”
Para finalizar o ato, o coordenador da Regional Campinas, Danilo Silva, pediu um minuto de silêncio em homenagem aos acidentados. “Vamos entrar para trabalhar em silêncio, em respeito a mais essas vítimas, mas também para demonstrar toda nossa indignação”.
O ato terminou por volta das 10h30, quando, em silêncio, os trabalhadores entraram na refinaria, cada um com a esperança de estar vivo ao final do expediente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nova tentativa de criminalizar os movimentos sociais


Mesmo em governos democráticos, uma parte da justiça mantém atitudes retrógradas dos tempos da ditadura, tentando criminalizar movimentos sociais que lutam e se mobilizam por seus direitos.
Esse ato covarde da Justiça acaba de atacar também a organização dos petroleiros, que em 27 de novembro do ano passado promoveu a ocupação pacífica da ANP por um dia, em protesto contra a 9ª rodada de leilão do petróleo, que privatizava áreas de exploração, inclusive na camada do pré-sal.
Após a ação, a Polícia Federal chamou para depor o diretor do Unificado e membro da executiva nacional da CUT, Antonio Carlos Spis, Hélio Seidel, então coordenador da FUP, Leo Haua, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), André de Paula, da Federação Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Emanuel Cancella e Joacir Pedro, do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Gualberto Tinoco da Conlutas e Ciro Garcia, do PSTU.
Precedentes perigosos
Enquanto banqueiros usam e abusam do poder econômico, latifundiários e agronegociantes mantêm trabalho escravo nas fazendas, grupos econômicos "compram" parlamentares e subornam funcionários públicos, empresários deterioram as condições de trabalho e não cumprem acordos trabalhistas, tudo sob a plácida complacência de parte da Justiça, os movimentos sociais organizados, que lutam por uma sociedade mais justa são perseguidos e seus líderes ameaçados de prisão.
O caso mais recente e emblemático foi o do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que tentou dissolver o MST. Isso mesmo, quis acabar com toda a forma de organização dos trabalhadores sem terra. Esse mesmo Ministério Público tem proibido todas as manifestações populares, como passeatas, enquanto faz vista grossa para latifúndios que contratam capangas para ameaçar trabalhadores.
Comissão de Direitos Humanos
A situação chegou a tal ponto que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) criou uma Comissão, com integrantes do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos para apurar os fatos que estão ocorrendo na capital gaúcha. Os trabalhos da comissão iniciaram no dia 9.
Segundo informa a Secretaria, a Comissão Especial "tem a tarefa de apurar tentativas de criminalização de movimentos sociais, a partir de iniciativas do Ministério Público Estadual, decisões do poder Judiciário do RS e ações da Brigada Militar, apontando soluções no sentido de garantir o respeito aos direitos civis e às liberdades públicas".
A proposta da Comissão é apurar casos de criminalização dos movimentos sociais em todo o Brasil, informou Fernando Matos, relator da Comissão Especial e coordenador geral do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da SEDH. Segundo ele, a Comissão Especial tem 180 dias para apresentar um relatório das conclusões do trabalho.
Mobilização
Para combater essa autoritária e perigosa tentativa de reprimir os movimentos sociais, a alternativa dos trabalhadores é a mobilização e o enfrentamento organizado a esses ataques.

CUT debate energia, desenvolvimento e soberania nacional

A CUT Nacional promove nos dias 18 e 19, em São Paulo, um seminário nacional para debater e aprofundar o tema energia sob a ótica da soberania e do desenvolvimento. Este blog estará cobrindo o evento
Ao longo de anos, o processo de globalização fez com que os Estados nacionais perdessem sua capacidade de gerar, controlar e executar uma série de políticas de suporte ao desenvolvimento econômico, de inclusão social com a geração de emprego e renda e valorização do trabalho. Para que o crescimento econômico atenda aos interesses de toda a sociedade é fundamental que seja implementado um projeto de desenvolvimento. Para que isto ocorra num ambiente democrático, é importante que o Estado seja fortalecido e ampliados os espaços de participação social nas diversas instâncias decisórias.
O setor de energia é considerado um dos mais relevantes para a sustentação do ritmo de crescimento em longo prazo. O potencial das últimas descobertas de petróleo no país motiva esse debate sobre o modelo de exploração das reservas e o destino a ser dado aos recursos.
Dada a necessidade de que a matriz energética mundial contemple fontes renováveis e não poluentes de energia, que não venham a agravar a fome no mundo e o aquecimento global do planeta e que o Brasil, por seu potencial energético, por sua posição geográfica, pela disponibilidade de terras agricultáveis e pelo domínio da tecnologia desempenhará papel de destaque neste cenário
A CUT pretende, com esse evento, formular estratégias para que os trabalhadores possam intervir na disputa de modelos de desenvolvimento, sob a ótica do desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

As várias cabeças da serpente

As recentes denúncias sobre grampos no Supremo Tribunal Federal (STF), promovidos, a princípio, por membros da Abin, ainda estão longe de serem esclarecidas: tanto seus autores quanto a motivação que levou à realização do grampo e, principalmente, sua divulgação em uma revista de circulação nacional. A conversa que veio a público entre o senador demo Demóstenes Torre (GO) e o presidente do STF, Gilmar FHC Mendes, é absolutamente prosaica, sua divulgação teve o único e específico interesse de mostrar que a escuta clandestina existe incrustada em todos os cantos de poder de Brasília.
A Abin é a sucessora do SNI (Serviço Nacional de Informação), órgão da ditadura que, apesar de oficialmente extinto, deixou marcas e vícios na estrutura da agência, que ainda os reproduz cá e lá.
O episódio do grampo no STF, apesar de constitucionalmente condenável e institucionalmente perigoso, serviu para contemplar vários interesses. Entre eles:
Novamente, em um período pré-eleitoral, em que a figura pública do presidente Lula tem grande peso no eleitorado, surge um escândalo para tentar colocar o governo na defensiva. Isso não ocorreu porque Lula determinou imediatamente a suspensão de toda a cúpula da Abin, a começar pelo poderoso Paulo Lacerda.
O chefão da Abin é a segunda cabeça dessa serpente; o ex-diretor da Polícia Federal colecionou nos cinco anos à frente da instituição alguns amigos, admiradores e muitos, muitos inimigos. Seu afastamento foi celebrado com tim-tim de 12 anos em diversos recônditos de Brasília.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, também está no meio do tiroteio. Na busca de aglutinar setores mais à esquerda do PT e, ao mesmo tempo, flertar com a possibilidade de concorrer à sucessão de Lula, comprou briga em diversos setores, levou pito do presidente e foi posto na defensiva com o episódio dos grampos. Perdeu força na escala lula de poder.
A Abin e a PF travam uma feroz batalha por espaço político, disputas de atuação, fogueiras de vaidades e... recursos. Nesse embate sobra lama para todos os lados.
Quem, no final, faturou com o episódio, foi Gilmar FHC Mendes. De vilão da dupla soltura de Daniel Dantas, Gilmar “Fornecedor de Habeas Corpus” Mendes se tornou vítima de escuta telefônica, posou de durão e engrossou a voz com Lula, que não passou recibo (aguardem que tem volta, o presidente sabe dar o troco).
No meio do tiroteio, o ministro Nelson Jobim (Defesa), vislumbra a possibilidade de voltar com força à cena política e ainda alimentar o sonho de 2010. Como se percebe, 2010 é um número cabalístico no esoterismo político brasileiro
O lacuna deixada por Paulo Lacerda, que assumiu a Abin há menos de um ano, será preenchida por Wilson Roberto Trezza , que já trabalhou para Daniel Dantas. Brasília não é terra de amadores.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Metalúrgicos do ABC preparam greve

Mais de cinco mil trabalhadores rejeitaram, na manhã de domingo (31), o índice de reajuste salarial proposto pelo Sinfavea (Sindicato Nacional das Indústrias de Veículos Automotores) de 0,5% de aumento real. Em assembléia que lotou a rua do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, foi aprovado aviso de greve, que será encaminhado às montadoras nesta segunda-feira (1º).Após 48 horas do aviso de greve protocolado, os trabalhadores estarão respaldados legalmente para iniciar paralisações nas fábricas.O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, lembrou, em seu discurso, o excelente momento econômico vivido pelo País e os consecutivos recordes de produção e vendas das empresas. O dirigente destacou também a importância de a categoria conquistar, nesta data-base, o direito de o trabalhador ser liberado pelos patrões para passar por processo de formação sindical.Outro ponto do qual a categoria e o sindicato não abrem mão nesta data-base é um significativo reajuste no piso da categoria, para evitar a rotatividade que hoje já passa dos 40%, apesar da economia forte. O presidente do sindicato não mencionou índices. "Queremos tudo que temos direito, o máximo", afirmou."O momento econômico é bom, mas nunca há negociações fáceis porque os patrões sempre têm uma desculpa para não dar aumento real de salário, por isso a categoria tem de se manter organizada, mobilizada e, se preciso for, iniciar o processo de luta,que prevê a greve como instrumento legítimo de reivindicação", afirmou Sérgio Nobre, sob a aprovação unânime dos trabalhadores.O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem 100 mil trabalhadores em sua base (São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), patamar que foi atingido em junho. Em 2003, quando Lula assumiu o seu primeiro mandato na Presidência da República e após a desastrosa política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, a categoria tinha 77 mil trabalhadores.A marca de 100 mil representa um crescimento de 28,8% no número de empregos na base em comparação a 2003, num total absoluto de 22.325 trabalhadores contratados na categoria, aumento que também é resultado da luta do sindicato e da categoria."Nunca vi uma campanha salarial tranqüila, pois os patrões só cedem debaixo de luta", finalizou Sérgio Nobre.