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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Piada do ano: Kassab o engenheiro do ano


Para comemorar o dia do engenheiro, 11 de dezembro, o Instituto de Engenharia agraciou o alcaide paulistado, Gilberto Kassab, com o título de "engenheiro do ano". A homenagem (eufemismo para puxação de saco) tornou-se motivo de chacota.

O "engenheiro do ano" acaba de mostrar, novamente, suas habilidades (pode rir, é piada). Para "solucionar" problemas de trânsito de São Paulo, determinou que uma das faixas da avenida 23 maio - umas das mais importantes da cidade, que liga o centro ao aeroporto de congonhas - fosse destinada exclusivamente a motociclistas. A conclusão todo mundo viu, a mirabolante solução não durou nem uma semana e poderia não ter durado nem meia hora, bastava o "engenheiro do ano" e seus auxiliares perguntarem para qualquer uma das milhares de pessoas que utilizam a avenida.

Outra prova da competência do alcaide é a pavimentação das calçadas. No bairro de Pinheiros, a troca de calçamento de uma única rua (Teodoro Sampaio, com 2,5 km) iniciou há mais de oito meses e ainda não tem sequer metade da "obra" pronta. Só para comparação, Brasília foi construída em pouco mais de 4 anos e a maravilhosa São Petersburgo, na Rússia, a "Veneza do Oriente", inagurada em 1703, iniciou suas obras de fundação em 1697.

Na outorga da comenda, o Instituto de Engenharia justificou a indicação de Kassab por sua "destacada e singular atuação nas realizações da Engenharia Brasileira". Além de piorar o trânsito, não conseguir fazer calçamento de rua e rir da desgraça do buraco do metrô, qual outra "relevante" contribuição esse senhor deu para a engenharia?


CUTMulti faz balanço de suas atividades


O projeto Ação Frente às Multinacionais, da CUT, que teve início em 2001, concluiu, na metade de 2007, sua segunda fase, com avaliações positivas por parte de seus participantes e da sindical holandesa FNV, que apóia polícia e financeiramente o projeto.
Para refletir sobre os avanços e desafios, a CUT produziu uma revista/balanço das atividades, da qual tive a honra de ser o editor. Além dos relatórios elaborados pela assessoria do projeto, a revista apresenta a visão de alguns sindicalistas, na forma de entrevistas.
Reproduzo, a seguir, a entrevista concedida pelo secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício. No decorrer dos próximos dias, vou disponibilizar a entrevista feita com Kjeld Jackobsen, do Observatório Social, e com Patrício Sambonino, assessor da FNV que acompanha o projeto.
Exemplar da revista pode ser solicito junto à Secretaria da Relações Internacionais da CUT. Versões em inglês e espanhol em breve estarão disponíveis na página da CUT.


Queremos expandir o Projeto para todas as multinacionais instaladas no Brasil

Secretário de Relações Internacionais da CUT desde 2006, João Felício acompanhou a primeira fase do CUTMulti como presidente da entidade, função que lhe permitiu discutir o Projeto em vários fóruns nacionais e internacionais. Sem meias palavras ele avalia que o CUTMulti é um dos melhores e mais bem estruturados projetos atualmente da Central e afirma que a intenção da direção é manter e ampliá-lo. Confira a seguir os principais trechos da entrevista concedida às vésperas de viajar para a Espanha e Portugal onde foi debater o Projeto com centrais daqueles países.
Por Norian Segatto

Qual é a sua avaliação do projeto após a conclusão das duas primeiras fases?
João Felício. Considero que esse é um dos mais bem elaborados projetos de parceria que a CUT possuí, além de estabelecer uma relação solidária entre o movimento sindical brasileiro e organizações internacionais. É um projeto importante, também, porque é fundamentado em questões concretas, é muito bem elaborado e bem avaliado por todos porque ajuda enormemente o movimento sindical brasileiro a construir aquilo que é fundamental para todos nós, que são as organizações por local de trabalho. Estar organizado dentro da fábrica, no comércio, enfim em todos os ramos da produção é um objetivo da CUT e esse Projeto contribui nesse sentido.
Outro fator importante é que ele colabora na constituição dos ramos de atividade, que também é um princípio da nossa central sindical. Em terceiro lugar, ele estimula a negociação por ramo de produção, por empresa. A atual legislação brasileira impõe a negociação por município, assim, um projeto como este ajuda a construir o que sempre foi um objetivo da CUT, que é fazer grandes acordos de abrangência nacional. E também estimula a participação dos sindicatos na gestão das empresas e nos conselhos de administração, que é uma conquista do movimento sindical europeu, mas que ainda o Brasil e a América Latina estão longe de atingir.
O CUTMulti é um projeto completo, que visa encontrar soluções para os conflitos, ajuda a organização por local de trabalho, a constituição de sindicatos por ramos e a negociação coletiva nacional.

O Brasil tem enormes diferenças regionais e as empresas acabam aproveitando disso para praticar salários e condições de trabalho diferentes. Como é possível uma negociação coletiva nacional em um cenário como esse?
A estrutura sindical vigente no país dificulta acordos de abrangência nacional; uma mesma empresa acaba por pagar pisos diferenciados, ter carreiras, políticas de segurança e saúde diferenciadas de um estado para outro. Isso ocorre porque a atual estrutura sindical brasileira facilita e as empresas acabam pulverizando as negociações, às vezes ocorrem dezenas em um mesmo ramo de produção de uma mesma empresa.
O CUTMulti estimula os sindicatos a buscar pautas de reivindicações, agenda e lutas comuns, e exerce forte pressão nas empresas para que passem a negociar coletivamente para evitar esse cenário de pulverização, de salários e condições de trabalho diferenciados. O projeto avança nesse sentido, mas as empresas colocam dificuldades, nunca vão aceitar espontaneamente. O capital não deseja que tenhamos negociação por empresas, nem por ramos e muito menos da classe trabalhadora como um todo. O desejo da CUT é que possamos ter em um determinado pe- ríodo do ano uma grande negociação nacional sobre salários e condições de trabalho. Isso aponta para algo maior, que é a possibilidade de se ter negociações por empresas que atuam em vários países, que é outra perspectiva apontada pelo Projeto. Por que não começar a estabelecer negociação por ramo da produção com outros países do Mercosul?

A principal parceria hoje é com a FNV da Holanda, existe a perspectiva de outras entidades se incorporarem ao Projeto?
Um dos nossos objetivos é essa expansão, incorporando outras centrais, norte-americanas, canadenses, asiáticas, porque queremos que esse Projeto atinja o conjunto das empresas estrangeiras localizadas no Brasil, que são milhares; o ideal seria que conseguíssemos envolver todas as centrais dos países sedes dessas companhias. Quanto mais envolvermos outras centrais, mais vamos conseguir fazer uma agenda bem organizada para os ramos aqui no Brasil e conseguir aproximar o movimento sindical brasileiro do de outros países, em cima de um projeto concreto. O CUTMulti não fica no discurso, “que bom a solidariedade internacional”, é um projeto concreto que caminha para a unidade. Vamos continuar buscando parcerias com outras centrais sindicais, já apresentamos para algumas européias e do Japão queremos ampliar o Projeto.

O Kjeld comentou que há uma incompreensão de alguns setores do movimento sindical em relação ao projeto. Você acha que o corporativismo do movimento sindical atrapalha?
Considero que ainda tem uma parcela do movimento sindical brasileiro que não compreende o Projeto, que acha que as negociações têm que se dar nos moldes da estrutura sindical vigente, que impõe a negociação por municípios. Então, uma determinada multinacional localizada no município tal negocia com o sindicato daquela cidade e cada um fica achando que isso vai resolver os problemas da sua categoria profissional e acaba esquecendo que essa empresa tem filial em outro local, mas não busca uma articulação mais ampla com o movimento sindical para criar uma agenda comum. Essa é uma incompreensão que eu sinto por parte de um segmento do movimento sindical brasileiro.
Um outro segmento, por esquerdismo exacerbado, acha que fazer isso e indicar participantes nos conselhos de administração é ajudar a gerir o capitalismo e acaba desprezando qualquer projeto de parceria porque divergem ideologicamente das centrais sindicais européias. Então, há uma incompreensão à direita e à esquerda (rindo), uns submetidos à estrutura sindical vigente, que obriga a negociação por municípios, e outros que acham que não têm que discutir nada com as empresas porque isso é submeter à lógica empresarial. O CUTMulti ajuda a superar essas incompreensões, a estabelecer uma agenda nacional, a articular a luta e a fazer acordos de abrangência nacional.

O Projeto entra em sua terceira fase, quais são as perspectivas e os desafios?
A perspectiva é manter a equipe que temos, fazer uma aproximação cada vez maior com o Observatório Social, ampliar as parcerias para que o projeto atinja o conjunto das empresas multinacionais instaladas no Brasil e fazer com que nossos sindicalistas agarrem com muita força e vontade o projeto. Um dos grandes desafios é conversar com todas as centrais sindicais dos países para que esse projeto permaneça e se amplie. Independentemente de qualquer coisa, o projeto vai continuar e queremos ampliar as parcerias.
Não é possível em um país das dimensões do Brasil, com centenas de empresas multinacionais, ficarmos submetidos à lógica empresarial que continua impondo aos sindicatos negociações locais, mantendo disparidade de pisos salários e condições de trabalho em uma mesma empresa, é inaceitável que uma companhia pague piso diferenciado porque está localizada em um estado diferente. Nosso objetivo é quebrar essa lógica empresarial, essa arrogância do empresariado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Davos sob o signo da crise




Como ocorre todos os anos, líderes das principais nações se encontraram em Davos (Suíça) para mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, que historicamente debate caminhos para a economia mundial, sob a ótica do neoliberalismo e do conservadorismo dos grandes países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos.
Em anos anteriores, quando algum país terceiromundista ou emergente (termo mais simpático, mas que significa, na prática, exatamente a mesma coisa) enfrentava uma crise – México, em 1995, tigres asiáticos em 1997, Rússia e Brasil (1998) e, mais recentemente, a Argentina – era motivo de caudalosos sermões como pais raivosos fazem com filhos que gazeteiam aulas.
Nesta edição do FEM quem esteve sob a mira foi a crise dos Estados Unidos. A tônica dos discursos tentou compreender as causas e, principalmente, a dimensão da crise que abala a bolsa de Nova Iorque e tem reflexos em todo o planeta.
Nenhum analista tem essa resposta; o banco central dos EUA baixou os juros para tentar acalmar os mercados, mas pouco adiantou. A mais poderosa nação do planeta, a maior poluidora mundial, um dos impérios mais sanguinários da história enfrenta uma crise profunda e não tem a mínima idéia de como sair do buraco. Os pitos tradicionalmente destinados a outros países não fazem eco nos ouvidos moucos de Bush e sua gangue.


Blindagem brasileira
Para cada país, individualmente, a grande questão é como se proteger da dor de barriga do tio Sam. No caso do Brasil, especificamente, um dos caminhos é incentivar cada vez no consumo interno, o fortalecimento de suas indústrias, em especial nas áreas estratégicas, como energia, desenvolver a agricultura familiar e promover uma profunda reforma agrária.
Com um mercado interno forte e as bases da economia fincadas, o Brasil passará pela crise do Império com danos mínimos. A histórica dependência aos mercados internacionais – aprofundada no período FHC e que deu origem à crise brasileira de 1998 – deve ser gradualmente substituída pela autonomia.
A atual recessão dos Estados Unidos não significa uma pá de cal no império, longe disso, mas também não é apenas um resfriado de verão; ela vem se esboçando há décadas, e, mais recentemente, se aprofundou com a crise do mercado imobiliário norte-americano, com os expressivos gastos de guerra do governo Bush e com a fragilidade energética estadunidense. Ingredientes que fazem ferver o caldeirão.
O Brasil deve aproveitar esse momento para blindar internamente sua economia (e evitar efeitos nocivos na sociedade) e, se possível, ganhar posições no cenário internacional. A recessão dos EUA afeta todo o planeta, mas como em qualquer crise, uns perdem e outros ganham.
O movimento sindical, por sua vez, não aceitará que, em nome de qualquer crise, venha a se propor a retirada de direitos dos trabalhadores, aumento do desemprego, dos juros e de outras medidas que sempre brilham nas cabeças dos conservadores.
O Fórum Social Mundial, que este ano tem manifestações espalhadas por mais de 70 países, aponta caminhos alternativos à dominação imperialista. Muitas das práticas e idéias apresentadas no FSM servem de inspiração para governos democráticos de esquerda na América Latina, ajudam esses países a se desenvolver de maneira mais autônoma e a enfrentar a crise estadunidense sem grandes abalos.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Desperdício




Enquanto na mídia a toda hora lê-se, vê-se e ouve-se propaganda para a economica de água, a Prefeitura de São Paulo dá o exemplo contrário.


Nas fotos, funcionários da Prefeitura lavam o viaduto 9 de Julho (Centro da cidade) desperdiçando milhares de litros de água. As fotos referem-se aos dias 22 e 23 de janeiro e vem ocorrendo diariamente há mais de uma semana, mesmo com chuva (como ocorreu na tarde do dia 23).


Centrais lançam campanha pela redução da jornada


As centrais sindicais lançaram na segunda-feira (21) na sede nacional da CUT uma Campanha Nacional Unificada pela Redução da Jornada sem Redução de Salário e um manifesto em defesa dos investimentos sociais e de uma reforma tributária justa e democrática.
O presidente da CUT, Artur Henrique, destacou a potencialidade da mobilização convocada unitariamente pela CUT, Força, CGTB, CTB, NCST e UGT. “Com maturidade e responsabilidade, as centrais sindicais estão mais uma vez unidas em campanha pela redução da jornada de trabalho. Não vamos aceitar que a perda com a arrecadação da CPMF seja compensada mexendo nos acordos firmados pelo governo com os servidores e com as centrais. Para garantir desenvolvimento sustentável, precisamos reduzir os juros e o superávit primário, taxar as operações financeiras nas Bolsas de Valores e a especulação. Já o bolso do trabalhador tem de ser preservado”, declarou Artur.
Na avaliação do presidente cutista, a mobilização das bases das centrais, somando Confederações, Federações e Sindicatos, é fundamental para pressionar o Congresso Nacional a aprovar temas de interesse da classe trabalhadora, como a ratificação das Convenções 151 – que estabelece o direito dos servidores à negociação coletiva – e 158, que coíbe a dispensa imotivada. Segundo Artur, “diversos setores como o financeiro, a automotivo, a construção civil e o comércio têm obtido ganhos econômicos vigorosos e podem dar a sua contribuição, reduzindo a jornada de trabalho sem reduzir o salário”.
O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), acredita que a decisão de ampliar a campanha para o conjunto dos estados fará com que a reivindicação chegue fortalecida ao Congresso: “Ou os parlamentares aprovam a redução da jornada para 40 horas semanais ou terão que se enfrentar com o movimento sindical em um ano eleitoral”.
O abaixo-assinado das centrais, que já começou a ser coletado, apóia a redução da jornada de trabalho através da aprovação do Projeto de Emenda Constitucional 391/01: “O Brasil vive uma realidade de extremos: por um lado, um número elevado de trabalhadores e trabalhadoras está desempregado, e, por outro, grande parte dos que estão empregados trabalham longas jornadas. A redução da jornada de trabalho sem redução de salário é um importante instrumento para a criação de empregos, distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida”.

Manifestações dia 11 de fevereiro
O próximo passo dessa campanha acontece no dia 11 de fevereiro, quando acontece, em diversas partes do país atos públicos para apresentar a toda a sociedade os motes e as bandeiras da campanha. Artur Henrique explicou que o dia foi escolhido em função de ser a data de retomada dos trabalhos no Congresso Nacional. “Queremos aproveitar o primeiro dia de trabalho da Câmara Federal para apresentar nossa proposta”, declarou o presidente da CUT.

Foto: Ricardo Patah (UGT), Antonio Neto (CGTB) Artur Henrique (CUT), Wagner Gomes (CTB), Paulinho (Força) e José Calixto (Nova Central). Foto de Norian Segatto




terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Lula recebe sindicalistas no dia dos aposentados




Nesta quinta-feira, 24, comemora-se em todo o país o dia dos aposentados. Em São Paulo, a data será lembrada com uma caminhada de cerca de dois quilômetros - organizada pelo Sintapi-CUT (Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas) –do centro da cidade até o prédio do INSS. O presidente do Sindicato, o trabalhador do ramo petroquímico Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão) fala sobre como está a situação atual dos aposentados e das reivindicações do segmento. Confira

Luizão, como serão as comemorações do Dia Nacional dos Aposentados?
Luiz Epaminondas –
O Sintapi é uma entidade de abrangência nacional, mas sua sede é em São Paulo. Nossa orientação é que haja atividades em todas as regiões, com o envolvimento do conjunto do movimento sindical, associações de trabalhadores, a CUT e suas estaduais e regionais. Em São Paulo vamos realizar uma caminhada na manhã da quinta-feira, até o prédio do INSS e entregar ao superintendente do Instituto um documento com as reivindicações do setor. No dia 27, em Aparecida, haverá uma missa em homenagem aos aposentados, mas a principal atividade do dia será uma audiência com o presidente Lula, em Brasília.

O que vocês irão tratar nessa audiência?
Há tempos solicitamos essa audiência para apresentar ao governo e ao presidente nossas reivindicações e uma radiografia do segmento. Atualmente são mais de 25,2 milhões de aposentados, aposentadas e pensionistas no Brasil, e a maioria sobrevive com apenas um salário mínimo de benefício, o que é muito pouco e tem causado grandes problemas para essa massa de pessoas que dedicou anos e anos construindo o país. O reajuste da aposentadoria é desvinculado da correção do salário mínimo, as aposentadorias, em geral para quem ganha salário beneficio, têm recebido índices menores de correção, só a correção da inflação sem aumento real. Com isso, é cada vez maior o número de aposentados que passa a ganhar apenas o salário mínimo.

E qual é proposta do Sintapi?
Queremos, a exemplo do que foi feito com o salário mínimo, que haja uma política de longo prazo de recuperação do poder de compra das aposentadorias e pensões. Não queremos a vinculação indiscriminada com o reajuste do salário mínimo, no entanto, reivindicamos a recuperação das perdas históricas e a adoção de um índice de reajuste que reflita a realidade do segmento, porque alguns itens, como medicamentos, têm peso diferente para quem é mais novo e para idosos. Outro exemplo, transporte público tem menos impacto para o aposentado, porque na maioria das cidades o transporte é gratuito para idosos.

Seria o caso de se adotar o IPC-3I [Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade]?
Não temos na direção do Sintapi definido que esse é o índice que queremos, estamos abertos ao debate com o governo, mas o IPC-3I é um dos indicadores que podem compor o reajuste das aposentadorias e pensões.

Além da questão financeira, quais outras bandeiras o Sindicato levanta?
Queremos, também, aumentar nossa representação nos fóruns de discussão sobre os temas relativos à aposentadoria e à terceira idade. Participamos, em 2007, do Fórum Nacional da Previdência, temos mantido uma boa interlocução com a Secretaria de Previdência, mas ainda há muito que avançar; muito do que consta no Estatuto do Idoso ainda está apenas no papel como letra morta, temos de lutar para transformar isso em realidade e essa é uma função primordial do movimento sindical.

E como se dá a relação do Sintapi com outros sindicatos que têm setores e departamentos específicos de aposentados, como é o caso de vários sindicatos?
Eu sou trabalhador petroquímico e filiado também ao sindicato dos petroleiros de São Paulo, fui diretor do Sindicato dos Químicos do ABC, trabalhei e me aposentei como trabalhador da Petroquímica União. Queremos aglutinar, pela política e pelas propostas, todos os departamentos de aposentados dos sindicatos, sempre entendendo que cada um tem sua autonomia. Nossa intenção é somar sempre. Com a melhoria das condições de vida e a perspectiva de maior longevidade, cada vez mais aumenta o número de aposentados e idosos no país; ao lado de isso ter grandes impactos nas políticas públicas e na Previdência, haverá um contingente cada vez maior de “velhinhos” e “velhinhas” que necessitarão da representação sindical e, para isso, teremos de realizar um esforço de convergir em nossas propostas e atuar juntos cada vez mais buscando a unidade.

Consulado de Cuba homenageia José Martí

O Consulado de Cuba promove neste domingo, 27, a partir das 13h, uma homenagem aos 155 anos do apóstolo daquele país, José Martí.
As atividades acontecem no bar Canto Madalena e incluirá música e comida cubanas e um autêntico ambiente cubano, com a apresentação vídeos clipes cubanos, entre outras atrações. Entre 13h e 16h haverá apresentação de MPB ao vivo.
Entrada franca a partir das 16.00 horas (só paga o que consumir)
Bar Canto Madalena: Rua Medeiros de Albuquerque, 471 - Vila Madalena - São Paulo – SP

sábado, 19 de janeiro de 2008

Trabalho em turnos pode causar câncer, diz estudo da OMS

Recente trabalho publicado pela Agência Internacional de Pesqui-sa em Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), adverte que quem trabalha em turnos de revezamento tem maior risco de contrair câncer. A agência classificou o trabalho em turnos como possível agente carcinogênico, o que o coloca na mesma categoria do tabaco, da radiação ultravioleta e das drogas anabolizantes. Outro estudo promovido pela Universidade de Saúde Ambiental e Ocupacional e publicado no American Journal of Epidemiology, concluiu que homens que trabalham em turnos diferentes têm quatro vezes mais possibilidade de desenvolver câncer de próstata dos que os que trabalham em horário administrativo.
Problemas psicossociais
O ser humano dorme à noite não por convenção social, mas porque seu organismo expressa ritmos que são resultados do processo de adaptação da espécie ao ciclo ambiental claro-escuro do planeta. A inversão dos horários de atividade e de repouso que o trabalho noturno impõe sempre tem conse-qüências do ponto de vista fisiológico e está relacionada a uma ampla gama de problemas de saúde como transtornos digestivos, cardiovasculares, reprodutivos e distúrbios de sono. Além de questões de saúde, quem trabalha à noite está mais exposto a problemas de ordem psicossocial, pois seu cotidiano é diferente do de sua família e da comunidade em que está inserido.
Para as mulheres se acrescenta, ainda, outros fatores da vida familiar como as convenções sociais que estabelecem a obrigação da dupla jornada, do cuidado com filhos etc.
As pesquisadoras Cláudia Moreno, Frida Marina Fischer e Lúcia Rotenberg demonstraram que além de problemas sociais e de saúde dos indivíduos, o trabalho noturno gera riscos coletivos. Em matéria publicada na revista Mente&Cérebro (maio/2007) elas citam o acidente nuclear de Chernobyl, a explosão da Challenger (ambos em 1986) e um o vazamento de petróleo no Alasca, em 1989, como desastres relacionados à privação de sono.
Debater alternativas
A sociedade não tem respostas para todos os problemas relacionados ao trabalho noturno e em turnos de revezamento. "Ainda não é possível prescindir do trabalho noturno em alguns ramos de atividades, como no caso dos petroleiros, mas temos de buscar formas para evitar ao máximo danos à saúde do trabalhador, com redução da jornada diária de trabalho, aumento do número de folgas, regulamentação de aposentadoria especial para quem faz essa jornada e mantendo um tipo especial acompanhamento médico entre outras alternativas", reflete o diretor do Sindicato dos Petroleiros Unificado-SP e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes. "Só o fato de haver uma remuneração extra, que é um atrativo para muita gente, mostra os efeitos nocivos do trabalho noturno, precisamos buscar novos caminhos", completa Moraes.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Justiça do Trabalho condena Rede TV

A juíza da 3ª Vara do Trabalho de Barueri, Maria Elizabeth Mostardo Nunes, condenou a Rede TV! a se adequar a 23 irregularidades, que vão desde a falta de contratação formal até problemas na infra-estrutura da empresa. A decisão ocorreu em 3 de dezembro. Maria Elizabeth considerou legítimas as denúncias movidas pelo Ministério Público do Trabalho, em referência a 450 ações trabalhistas de funcionários e ex-funcionários da Rede TV!.

Ação global contra o neoliberalismo


No dia 26 de janeiro ocorre em diversas partes do planeta o Dia de Ação Global, evento que este ano substitui as atividades do Fórum Social Mundial, que passa a ser realizada a cada dois anos. O próximo Fórum acontece em 2009, em Belém (PA).
No Brasil, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que engloba entidades como a CUT, UNE e MST entre outras está programando e propondo diversas atividades para ocorrer simultaneamente nos vários estados do país. "Na cidade de São Paulo será encenada a peça Rei Lear [de Shakespeare]. Grupos partirão de diversas partes da cidade e se concentrarão em frente à Prefeitura, que simbolizará o poder do imperialismo, de lá haverá uma caminhada até o Teatro Municipal onde acontece um ato político. Em Curitiba, os três estados do Sul e os países vizinhos que compõem o Mercosul farão uma manifestação unitária", explica o petroleiro Antonio Carlos Spis, um dos coordenadores da CMS, que completa: "Em cada região do país deverá ocorrer atos, passeatas e manifestações, assim como em diversas partes do mundo, será o planeta em coro dizendo não ao imperialismo estadounidense, pela paz, soberania dos povos e contra as políticas neoliberais de privatização e retirada de direitos de trabalhadores, fenômeno que ocorre em todas as partes onde essa praga se instala".

Reivindicações regionais
A organização do Fórum Social Mundial destacou algumas bandeiras gerais (como a luta contra a guerra e o imperialismo dos EUA), mas abriu espaço para que cada país ou região adende suas reivindicações específicas.
As atividades não se resumirão ao dia 26, elas devem ocorrer ao longo de toda a semana, incluindo, além de manifestações e atos de protestos, shows, exposições e debates. Uma das iniciativas é o "Mostre que outro mundo é possível – em 1 minuto", que apresentará trabalhos audiovisuais de 1 minuto sobre temas sociais.
Qualquer entidade ou cidadão pode participar, inscrevendo seu vídeo (ou evento) nos sítios do Fórum (veja endereços ao lado).
A internet, aliás, será o grande veículo de comunicação entre as entidades, países e a sociedade, visto que historicamente a mídia comercial não divulga as atividades do Fórum Social Mundial.
Belém, 2009
O próximo FSM acontece na capital do Pará. A cidade foi escolhida por ser uma das portas de entrada para a região amazônica e evocar diversos temas relacionados ao FSM, como as mudanças climáticas, a biodiversidade, o colonialismo, a diversidade cultural e étnica, o militarismo e as diversas formas de relação entre trabalho e produção.


Endereços
O endereço www.wsf2008.net, que está no ar com o chamado interna-cional, é a porta de entrada para o processo de comunicação. A ferramenta servirá para que qualquer grupo, entidade ou movimento possa cadastrar atividades em qualquer parte do mundo. Outros endereços de internet que podem ser acessados para saber como está a programação, cadastrar eventos ou ver a repercussão internacional são:
www.globalaction@wsf2008.net
www.forumsocialmundial.org.br
www.ciranda.net

Que venha 2008

Depois de um merecido (apesar de breve) descanso, este blogeiro volta a postar suas opiniões - quase sempre inúteis - sobre temas nem sempre relevantes.
Espero que 2008 seja melhor para quase todos.... e pior para alguns para que a renda de quem está em cima se espalhe para os que nada - ou quase - têm.
Feliz 2008 para todos nós.