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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Solidariedade a Genoino

Meu primeiro contato com José Genoino foi no início dos anos 80, havia poucos anos que deixara a prisão (1977), lecionava história. Fui buscá-lo no meu fusca vermelho ano 66 para uma reunião clandestina. Simpático, falante, me deu um cordial abraço e aperto de mão como se cumprimentasse um amigo que não via há tempos. Falava com empolgação para o pequeno grupo de jovens militantes que carregavam os corações ávidos de mudanças e as cabeças cheias de sonhos. Queríamos a revolução.
Em sua primeira campanha a deputado federal, em 1982, o ajudei, entupindo meu então karmanguia cor de jerimum com panfletos e mais panfletos que buscava em uma sala na Av. Dr. Arnaldo, transformada em comitê eleitoral. Numa dessas idas e vindas para levar materiais para São Caetano, o carro resolveu acabar a gasolina de madrugada na entrada da favela de Heliópolis.  Pensei em um guerrilheiro à noite no meio da floresta e esse exemplo de coragem foi a lufada noturna para prosseguir.
Genoino foi eleito na mesma legislatura que Sebastião Curió, coronel que comandou a repressão à guerrilha do Araguaia. A mídia o tratava a eleição de Genoino como um desses acontecimentos bizarros que de tempos em tempos acontecem na política. E o tempo mostrou que o ex-guerrilheiro se tornou um dos melhores e mais influentes políticos brasileiros, enquanto Curió chafurdava na lama de sua própria história.
Genoino foi eleito, reeleito, defendeu teses democráticas, se alinhou à ala majoritária do PT, foi perdendo terreno nas votações para candidatos regionais ou de categorias profissionais, mas sempre contou com expressivo número de eleitores. Foi candidato a governo de São Paulo, abrindo mão de uma vaga certa na Câmara dos Deputados.
Da última vez que o entrevistei, após a derrota ao governo do Estado, me confessou que em diversas ocasiões se deixou encantar pelo canto de sereia da mídia. Ciente de que havia trocado, em alguns momentos, o “trabalho de base” pelos holofotes e microfones, fazia uma autocrítica cada vez mais rara nos políticos. Confessou, também, que não tinha perfil executivo, que preferia legislar como deputado a ser governador do maior estado do país.
Com a posse de Lula presidente e José Dirceu indo para a chefia da Casa Civil, Genoino, sem mandato, assumiu a presidência do PT, cargo executivo e político. Sem perfil de executivo de partido, foi arrastado pelo chamado “escândalo do mensalão”, culpado por rubricar documentos. Faz parte do ônus político. Em 2006, mesmo com o estrago midiático promovido por aqueles a quem um dia se deixou encantar, se elegeu deputado mais vez e exerceu com dignidade seu mandado, desta vez mais longe dos holofotes que ofuscam a visão política.
Ao longo de toda a sua vida política Genoino não acumulou bens, não enriqueceu, o dito mensalão não produziu nenhuma prova contundente contra sua honestidade, mesmo assim foi condenado.

Até irrefutável prova contrária acredito na inocência de Genoino. Sou crítico de diversas de suas posições assumidas ao longo dos mandatos como deputado federal, mas me solidarizo com o homem, com o pai de família e, principalmente, com o sonho que há décadas sua emblemática figura representa.         

segunda-feira, 29 de julho de 2013

MOUZAR BENEDITO LANÇA AS NOVAS AVENTURAS DE BILL FERRER DIA 6 DE AGOSTO


Os leilões de petróleo e a miséria do planeta



No dia 9 de maio a Terra atingiu a preocupante marca de 400 ppm (partícula por milhão) de CO2 atmosférico. A principal causa para essas emissões é a queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás. A cada 2 bilhões de toneladas de carbono fóssil queimados, acrescenta-se cerca de 1 ppm de CO2 na atmosfera, o equivalente a pouco mais de 15 bilhões de barris de petróleo. Parece muito, mas vamos avaliar esses números.
Apenas cinco dias após esse evento, em 14 de maio, o governo federal entregou para a iniciativa privada, por meio do famigerado 11º leilão das áreas de exploração, 289 blocos, que equivalem a 155,8 mil quilômetros quadrados de área distribuídos por 11 bacias, 166 delas no mar. Estima-se que a privataria abocanhou cerca de 30 bilhões de barris em um único dia. Isso significa, ao ser explorado de forma predatória, acrescentar 2 ppm de CO2 na atmosfera. Ao se chegar a 450 ppm, o planeta pode ter seu clima aumentado em até 2 graus centígrados, com risco de degelo da calota polar, extinção de espécies marinhas e terrestres, drásticas mudanças climáticas e desastres ambientais naturais.
Além dos aspectos da soberania energética do país, essencial para se pensar o Brasil do século 21, os leilões sinalizam que está se deixando para empresas com vasta folha corrida de crimes ambientais, como Chevron, BP, Exxon e Shell, e empresários íntegros como Eike Batista a responsabilidade de cuidar da saúde ambiental do planeta.
A Chevron é a causadora recente de dois grandes acidentes, no Brasil e no Equador (este comparado ao de Chernobyl). A Shell levou a morte e a destruição ao Delta do Niger, na África, e British Petroleum tem o nada honroso troféu de ter cometido o maior crime ambiental da história no Golfo do México.
O compromisso dessas empresas pode ser medido pela frase do Rex Tillerson, CEO da Exxon Mobil Corporation: “minha filosofia é ganhar dinheiro. E se for possível perfurar e ganhar dinheiro é isso que vou fazer”.
Os leilões de petróleo são uma agressão ao meio ambiente, representam a perda da capacidade do país administrar suas riquezas e estabelecer políticas macro, atacam os direitos trabalhistas, precarizam as condições de trabalho com terceirização sem qualquer controle e afetam a vida de populações e comunidades tradicionais, como as indígenas e as de pescadores.
O governo Dilma anuncia nova rodada de licitação para novembro. Barrar os leilões e lutar pela Petrobrás 100% pública e estatal não são compromissos apenas do movimento sindical ou dos trabalhadores da Petrobrás, é um dever de todo cidadão que não quer deixar para seus netos e gerações futuras um mundo devastado para que alguns milhares de bilionários se tornem ainda mais bilionários à custa da miséria do planeta.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Os arquivos da Petrobrás



Em fevereiro, a Petrobrás entregou à Comissão Nacional da Verdade mais de 400 rolos de microfilmes, além de microfichas e documentos textuais produzidos por uma divisão do Serviço Nacional de Informações (SNI), que funcionava dentro da empresa durante o regime militar. 
Mais do que esse período, a extinta Divin (Divisão de Investigação) atuou na empresa de 1962 a 1992, coletando informações sobre funcionários.
De acordo com edital publicado no dia 5 de julho no Diário Oficial da União, o acesso a essa documentação será liberado em 30 dias. A lista de documentos abrange pareceres e relatórios de investigação sobre empregados da empresa, relação de funcionários demitidos, prontuários, relatórios de comissão de sindicância e fichas de controle de investigação político-social, incluindo dados sobre vinculação partidária e situação econômica.
A coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso, confirmou, no dia 17, que a Comissão pretende exigir da Petrobrás e de outras empresas que apoiaram o regime militar o pagamento de indenização aos trabalhadores que foram perseguidos. 
As empresas criavam listas sujas de empregados “subversivos” e entregavam militantes políticos para os militares. Calcula-se que mais de cinco mil trabalhadores foram mortos pela ditadura, 350 sindicatos foram invadidos e mais de 6 mil sofreram intervenção militar. 
A ditadura foi uma operação arquitetada e financiada pelo governo dos Estados Unidos em conjunto com a elite conservadora brasileira e os militares. À imprensa (principalmente Globo, Estadão, Manchete e Folha) coube o papel sujo de enaltecer o golpe contra os “comunistas” que queriam dominar o país.  
Há casos famosos de colaboração fervorosa de empresários com o regime militar. Um deles era o então presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, que além de financiar a Operação Bandeiras (Oban) trouxe dos Estados Unidos uma máquina de eletrochoque acionada por um teclado para a tortura de militantes políticos. 
É preciso conhecer a fundo qual foi a extensão da colaboração da Petrobrás e de seus ex-dirigentes com a ditadura dos generais, quais trabalhadores sofreram perseguição ou deixaram de ser promovidos por suas convicções políticas.
Recuperar essa história não é revanchismo como afirmam alguns setores militares, é buscar conhecer os porões de um dos piores períodos do país e exigir justiça para as vítimas, muitas que não sobreviveram para clamar por justiça e reparação.  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

PIPOCA MODERNA

A sociologia política ensina que a história se constrói em saltos, ou como diria uma antiga música de Caetano Veloso, “pipoca aqui, pipoca ali, desanoitece amanhã tudo mudou” (Pipoca Moderna). Os acontecimentos das últimas semanas mostram exatamente isso. A poucos dias de um grande evento futebolístico ninguém poderia imaginar que expressiva parcela da população saísse às ruas para protestar e fazer valer seus direitos e deixasse lideranças políticas atônitas e sem reação.
Nesses momentos se revela a verdadeira natureza de classe: enquanto o prefeito de São Paulo buscava o diálogo, o governador elogiava a truculência da Polícia Militar. Nem a mídia reacionária conseguiu se conter: os “baderneiros” das primeiras manifestações se tornaram “jovens utópicos”. Triste papel o do imprensa “tobeniquim”.

No atual momento ninguém se atreve a cravar quais serão as consequências políticas, mas essas manifestações ensejam diversas reflexões. Vamos à algumas.

1) O movimento se expandiu a partir das redes sociais, “saindo do controle” da mídia tradicional. O que esse aprendizado pode trazer para futuras manifestações?

2) Foi um movimento descentralizado, sem lideranças convencionais. Isso impõe um marco de reflexão para organizações sociais, sindicais e partidos políticos de como se estabelece esse novo diálogo com a sociedade.

3) A horizontalidade do movimento, com bandeiras de luta diluídas e sem centralidade pode dar margem à manipulação conservadora, como a mídia e o PSDB já ensaiaram. Qual é o papel das organizações sociais e de esquerda neste debate?

4) Prefeitura e governo disseram em corte de investimentos para subsidiar a revogação do aumento da passagem do transporte. O momento propicia um ótimo debate de como gerir a cidade a partir dos interesses da maioria. Imediatamente após o anúncio, economistas e livres pensadores se manifestaram por outras formas de financiamento – como a taxação de grandes fortunas – sem prejudicar investimentos públicos.

5) As manifestações surgiram por um misto de insatisfação, exercício de cidadania, exemplos de mobilização em outros países, um quê de “oba-oba” (está na moda protestar)  e o aprendizado político que tem sido exercido nos últimos anos, com uma sociedade mais democrática. Mesmo que o atual partido que está no poder central não esteja no protagonismo deste movimento, foi ele, por décadas, o responsável por grandes manifestações que educaram politicamente milhões de brasileiros a sentir orgulho de seu país e lutar por seus direitos. Este é um momento propício para a esquerda se reinventar.  

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Congresso devolve título de senador a Prestes

A solenidade de devolução simbólica do mandato de senador para o líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990) está marcada para quarta-feira (22), às 15h30.
Na sessão da próxima quarta também será devolvido o mandato de Abel Chermont (1887-1962), suplente de Prestes.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Estado que mata para ensinar que não se pode matar




De tempos em tempos intensificam-se na sociedade campanhas pela diminuição da maioridade penal, pela instauração da pena de morte no país, manifestações de apoio a grupos de extermínio e outras formas de barbárie. Em tempos de julgamento dos assassinos do Carandiru, temas sobre a violência do Estado voltam à pauta.

Circula pelas redes sociais uma charge em que a mãe lê no boletim escolar do filho que ele fala muito palavrão em sala de aula; a mãe se aproxima do garoto e pergunta: “Mas que porra é essa?”. A mesma lógica parece ser defendida por muitos: Um Estado que mata para ensinar que não se pode matar.

O massacre no presídio do Carandiru, em outubro de 1992, que culminou com a morte de pelo menos 111 detentos, não fez com que a violência diminuísse. Pelo contrário: o massacre foi um dos estopins para a reorganização dos presos nas penitenciárias e o surgimento do Primeiro Comando da Capital – PCC. O massacre no Carandiru não deixou a sociedade melhor, pelo contrário: os índices de criminalidade subiram, assim como a violência não diminuí em locais onde há pena de morte.

O detento/escritor Luiz Mendes, preso à época da rebelião, comentou para a revista Carta Capital em 16 de abril: “Nós não acreditávamos que eles (PM) pudessem nos matar como ratos. Ainda os víamos humanos como nós. Dali para frente, tudo se radicalizou. Apoiamos em peso a organização de nossas lideranças que nos prometiam união, justiça e proteção. Até quem era contra acabou por se tornar a favor e a facção proliferou. E, para todas as rebeliões que aconteceram dali por diante, tornou-se imprescindível ter reféns sob a ameaça de morte. E muitos deles foram mortos realmente” (http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-massacre-visto-de-dentro-e-seus-frutos/).

Essa mesma prática de repressão se volta contra os movimentos sociais.  

Não se mata para ensinar que não se deve matar. A melhor forma de combater a barbárie é com civilização e não com mais barbárie.  

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Venezuela, um país Maduro


No domingo, 14, a Venezuela viveu mais um momento histórico, a eleição presidencial após a morte de Hugo Chávez, o grande líder da revolução bolivariana em curso no país. Nicolás Maduro, seu sucessor, venceu por pequena margem de vantagem o representante das elites e dileto dos Estados Unidos, Henrique Capriles – a diferença foi de cerca de 200 mil votos. “Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, constitucional e popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, afirmou Maduro no discurso após a proclamação do resultado.

Como sempre, a direita golpista da Venezuela reluta em aceitar o resultado das urnas e tenta, institucionalmente, dar mais um “golpe” invalidando as eleições. A instrumentalização do judiciário como poder paralelo é uma tendência cada vez maior em diversos rincões da América Latina, haja visto a destituição do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo e o julgamento politizado e repleto de desvios jurídicos do chamado mensalão, pelo STF brasileiro.

A vitória de Maduro é um reconhecimento do legado de Hugo Chávez e de que o povo venezuelano quer continuar no caminho das transformações. Para o Brasil, a eleição representa a continuidade e o estreitamento das relações bilaterais. Em caso de vitória de Capriles, o grande beneficiário seriam os Estados Unidos.

O resultado, no entanto, demonstra que a direita golpista no país vizinho não está morta e irá se articular para inviabilizar o governo de Nicolás Maduro (a exemplo do que tentaram fazer tucanos e demos com o governo Lula). A força do povo será, mais uma vez, o fiel da balança para a Venezuela continuar as necessárias transformações sociais e políticas.



Um reino unido contra a bruxa
Foto Carl Court/AFP

Apenas um paralelo. Enquanto a morte de Hugo Chavez gerou comoção nacional, com milhões de venezuelanos saindo às ruas para manifestar dor, agradecimento e um último adeus a seu líder, na Inglaterra, milhares também foram às praças, mas para comemorar o passamento de Margareth Tatcher. O hit Ding Dong! The Witch Is Dead (Ding Dong! A Bruxa está morta), canção interpretada por Judy Garland no filme "O Mágico de Oz", de 1939, chegou ao topo das paradas de sucesso do Reino Unido, depois de uma campanha iniciada no Facebook celebrando a morte de MargarethThatcher.
Ouça em http://www.youtube.com/watch?v=rHJoj9IqeKg

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O OBSCURANTISMO DE ALCKMIN


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) deu mais uma demonstração de que sua administração é marcada pelo reacionarismo e obscurantismo, como registrou o analista político Glauco Cortez.
A gestão tucana não consegue combater eficazmente o crime organizado instalado dentro dos presídios estaduais, mas ataca com virulência movimentos sociais, como ocorreu há duas semanas na cidade de São Paulo durante uma ordem de despejo contra moradores sem teto.
No dia 1 de abril, Alckimin participou da cerimônia de abertura do acesso via internet a documentos do antigo Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) ao lado de seu novo secretário particular, o advogado Ricardo Salles, defensor do golpe de 1964.
Salles foi candidato duas vezes a deputado estadual (pelo PFL e DEM) sem conseguir se eleger; é fundador do Instituto Endireita Brasil, que pelas redes sociais critica a união civil, a Comissão da Verdade, e chegou a publicar que a presidente Dilma é uma terrorista.
Salles já deu diversas declarações apoiando o golpe de 1964. Em 2012 participou de evento no Clube Militar, no Rio, denominado 1964 – A verdade. “Só o lado de lá fala e quando o nosso lado fala, se limita a negar os fatos... Não vamos ver generais e coronéis, acima dos 80 anos, presos por causa dos crimes de 64. Se é que esses crimes ocorreram”, disse o agora secretário particular do governador Alckmin.
Essas e outras demonstrações deixam claras as posições do novo secretário particular de Alckmin.


O exemplo argentino

No dia 12 de março, a justiça argentina condenou à prisão perpétua Reynaldo Bignone, último presidente da ditadura militar do país, por crimes contra a humanidade cometidos no centro clandestino de Campo de Maio. As penas correspondem aos crimes cometidos contra 23 vítimas, entre elas sete mulheres grávidas.
No Brasil, a Comissão da Verdade avança para apurar as causas da morte do ex-presidente João Goulart.
Na semana passada, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) defendeu mais investigações sobre a morte de Jango. Pela versão oficial, ele foi vítima de um ataque cardíaco em 1976, época em que vivia exilado na Argentina. Em discurso durante audiência pública da Comissão Nacional da Verdade, Maria do Rosário disse ser “muito clara” a possibilidade de que Goulart tenha sido assassinado.
Essa é a herança da ditadura militar defendida pelo secretário de Alckmin.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Para os que costumam tomar Tylenol e outros comprimidos a base de paracetamol

Como eu conheço muita gente que ao menor sintoma de dor de cabeça corre para tomar um Tylenol, aqui vai uma dica extraída do artigo http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/1130-paracetamol-um-perigo-para-o-seu-figado (Jornal Ciência)



O paracetamol está presente na maioria dos lares brasileiros. É bastante usado em tentativas de suicídios, sendo um grande causador de lesões no fígado.
Tomar de uma só vez grandes quantidades de paracetamol pode lhe causar grandes lesões no fígado, algumas irreversíveis, necessitando de transplante. Em outros casos, tomar deliberadamente paracetamol pode resultar em uma hepatite fulminante, com conseqüências fatais.
Estudo publicado na British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que dos 663 pacientes hospitalizados com graves lesões no fígado, ¾ eram provocados por ingestão incorreta de paracetamol. O quarto restante havia ingerido doses maiores do que a prescrita na receita médica.
Na França, estudo mostrou que cerca de 90% das falências hepáticas com necessidade urgente de transplante de fígado são causadas pelo uso incorreto do paracetamol. Ele é um medicamento vendido livremente no Brasil e bastante prescrito pelos médicos, o que pode revelar números alarmantes de problemas hepáticos no país se uma pesquisa como esta fosse realizada por aqui.
A dose máxima de paracetamol recomendada nos países da Europa é de 4 gramas por dia. A partir de 6 gramas ingeridas o paciente pode sofrer graves lesões no fígado, embora já tenha sido encontrados pacientes com lesões hepáticas importantes consumindo a dose máxima recomendada.
Na França, o paracetamol é atualmente o medicamento mais vendido. Os médicos alertam que não existe necessidade de bani-lo do mercado mundial. Todo medicamento tem efeitos colaterais e trata-se de uma droga segura. O que deve existir é uma melhor vigilância, procurando orientar de forma mais incisiva os pacientes para respeitarem as doses recomendadas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

privatistas querem voltar à cena


Nas últimas semanas, a mídia comercial conservadora centrou baterias em uma série de ataques à Petrobrás. A TV Globo chegou a comparar a “bem sucedida” privatizada Vale do Rio Doce com a “decadente” estatal do petróleo. 
Quem conhece um pouco a imprensa tupiniquim sabe que ela não ponto sem nó. “Coincidentemente”, após essa onda de ataques, o PSDB abre sua corrida presidencial com um seminário “Recuperar a Petrobrás é o nosso desafio”, em referência ao slogan publicitário da companhia
No dito seminário, que serviu apenas de palanque eleitoral para Aécio “Never”, os emplumados apresentaram os “problemas” da Petrobrás, mas não disseram uma única palavra sobre as diversas tentativas de seu partido de privatizar a empresa. 
A Petrobrás tem problemas, sim, muitos deles decorrentes da ainda herança maldita dos tempos de neoliberalismo tucano, quando a empresa foi jurada de morte pelos então grandes líderes do PSDB, que se encontravam no governo.
Em 31 de janeiro de 1998, o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, que não deixou nenhuma saudade, afirmava que, a Petrobrás é “um dos últimos esqueletos da República” e que então o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, teria de desmontá-la “osso por osso”. 
Em 8 de março de 1999, no Memorando de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o governo do PSDB explicita sua intenção de vender “o restante das suas ações não votantes da Petrobrás”, para atender a exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No final daquele mesmo ano, FHC incumbiu o então presidente da companhia, Henry Reichstul, de mudar o nome da empresa para Petrobrax sob o argumento de que seria mais fácil vender a empresa no mercado internacional, pois o “brás” do nome remetia a “Brasil” e soava como algo subdesenvolvido.
Desde então, o movimento sindical mantém a grafia da empresa com acento agudo na última sílaba para reforçar o caráter nacional da empresa. 
São esses senhores que agora vêm dizer que querem recuperar a Petrobrás. Os mesmos que recentemente criticaram a desoneração da cesta básica e a redução das tarifas de energia.
A dobradinha PSDB/imprensa lembra a tática de certa facção criminosa que ateia fogo em ônibus, atira em policiais, causa terror em público para depois reivindicar de dentro dos presídios. Aqui, a imprensa conservadora faz o terror e os velhos piratas aparecem na pele de cordeiros.