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quinta-feira, 24 de junho de 2010

São Paulo tem mais pedágios do que todos os estados juntos

Os motoristas que trafegam pelas principais estradas paulistas pagam mais caro pelas tarifas de pedágio desde quinta-feira (1º). A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) reajustou os valores dos pedágios das rodovias administradas por concessionárias, com base no IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado) e no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em mais de metade dos pedágios, haverá tarifas "quebradas" em R$ 0,05. O Estado de São Paulo possui 160 pontos de pedágios, mais do que em todos os demais estados juntos, que somam 113 pontos de pedágio segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.

Pressão da FUP garante veto de Lula

A mobilização nacional conduzida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos em defesa da manutenção dos investimentos da Petrobrás nos campos de produção terrestres impediu a entrega destes ativos ao setor privado, como queriam os empresários e os parlamentares que alteraram a redação original do projeto proposto pelo Executivo para capitalização da estatal. Conforme reivindicado pela FUP, o presidente Lula vetou o trecho da lei que obrigava a Petrobrás a se desfazer da maior parte dos seus campos terrestres para ressarcir a União no processo de capitalização.
Ao sancionar no dia 30 a lei que autoriza a capitalização da Petrobrás e a cessão onerosa de até cinco bilhões de barris de petróleo do pré-sal para a empresa, o presidente Lula atendeu à reivindicação da FUP e garantiu a manutenção dos ativos de produção terrestre operados pela estatal.
Desde o ano passado a FUP e seus sindicatos vêm se mobilizando contra as tentativas dos empresários de desqualificar os ativos terrestres da Petrobrás para abocanhar os campos da estatal no Nordeste, Norte Capixaba e na região Norte do país. O tempo todo, a FUP manteve-se alerta, defendendo o projeto de lei construído coletivamente com os movimentos sociais em favor do monopólio estatal do petróleo e da Petrobrás 100% pública, e também se mobilizando contra os ataques dos privatistas de plantão, que tentavam pegar carona nos projetos do governo.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dieese inaugura Escola de Ciência do Trabalho

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) inaugurou, em São Paulo, a "Escola Dieese de Ciências do Trabalho", em evento com representante das seis centrais sindicais, da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da direção política e técnica do Dieese e do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que afirmou em seu pronunciamento que "esta Escola do DIESSE é um projeto fantástico para o movimento sindical. Ela vai contribuir na formação profissional e será dirigida por gentes que tem compromisso com o nosso país".
Em seguida, o filósofo e professor da USP, Renato Janine Ribeiro proferiu uma palestra abordando a importância da escola e suas perspectivas para a formação de dirigentes e lideranças sindicais do Brasil.
No início do mês, o DIEESE conseguiu a liberação do Ministério da Educação (MEC) para abrir uma escola de ensino superior. No último dia 8, o governo federal assinou a concessão de um prédio pertencente à União, no centro de São Paulo, onde funcionará como sede da escola que irá proferir cursos de graduação e pós-graduação, além de especialização para dirigentes sindicais, que deve iniciar-se no segundo semestre de 2011.
Durante a cerimônia, Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, ressaltou a carência da formação de profissionais no tema. "Esta Escola será o nosso ponto de partida para a formação de milhares de quadros sindicais. Ela vai ser um grande espaço de debates no mundo do trabalho. Queremos, no futuro próximo, que os sindicalistas, jornalistas, economistas, advogados e juristas se especializem na questão do trabalho", afirmou Clemente.
O Dieese é uma entidade que presta assessoria técnica aos sindicatos e contribui com informações nas negociações salariais e outras ações do movimento sindical.
fonte: CGTB-SP

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Elite branca do DEM mutila Estatuto da Igualdade Racial

Em discussão no Congresso desde 2003, o projeto que estabele o Estatuto da Igualdade Racial (PLS 213/03, de autoria do senador Paulo Paim PT-RS)foi para votação no Senado no dia 16, mas teve seu conteúdo completamente desfigurado por conta do "lobby branco" exercido pelo DEM, na figura do relator do projeto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO, esse tem "demo" até no nome), que entre outras pérolas já afirmou que a escravidão no Brasil foi culpa dos africanos.
No projeto final, aprovado pelo Senado, foram retiradas as cotas para negros nas universidades federais e escolas técnicas públicas e incentivos para empresas que mantivessem em seus quadros até 20% de negros entre outras ações afirmativas que se destinavam a reparar parte da barbárie cometida durante quatro séculos de escravidão e mais de 100 anos de discriminação racial.
"O DEM assumiu o papel inequívoco de agremiação racista, pautada por uma política reacionária de negação de direitos e tentativas constantes de impedir qualquer melhora na condição econômica e social da parcela da população brasileira que têm nos seus ancestrais os responsáveis por toda a produção da riqueza nos primeiros 350 anos da história do Brasil" afirmou Maria Júlia Nogueira, secretária Nacional de Combate ao Racismo CUT, a respeito das mutilações promovidas no Senado contra o Estatuto.
Da forma como foi aprovado, o Estatuto pouco irá contribuir para diminuir a enorme desigualdade racial ainda existente no Brasil.
Diversos setores e representantes da comunidade negra criticaram o resultado final do Estatuto e se mostraram decepcionados que após sete anos de tramitação, os setores mais reacionários do Congresso Nacional conseguiram impor mudanças que desfiguraram o projeto.
Da forma como ficou, o Estatuto da Igualdade Racial não é apenas um insulto à memória dos milhões de negros escravos trazidos para o Brasil e de seus descendentes, mas prova que a sociedade brasileira ainda terá de continuar mobilizada para acabar de vez com o preconceito e o racismo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dilma na Plenária dos petroleiros













A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Roussef, esteve na tarde desta sexta-feira, 4, na segunda Plenária da Federação Única dos Petroleiros, a Plenafup. Antes de ir ao encontro dos petroleiros, Dilma atendeu a imprensa comercial, que ansiava especular sobre um suposto dossiê. Ao ser anunciada sua presença na Plenária dos petroleiros, foi saudada aos gritos de “presidente”.

Apoio e cobrança de compromisso
O coordenador da Federação, João Antonio de Moraes, deu as boas vindas à candidata relembrando a histórica greve de 1995, “que evitou a privatização da Petrobrás”, enfatizou, e apresentou as reivindicações da sociedade em relação à área de energia. Moraes destacou a importância de se promover uma Conferência Nacional de Energia, aos moldes do que já ocorreu nos últimos oito anos com diversos outros segmentos como saúde, educação e comunicação, reafirmou o projeto dos movimentos sociais, encabeçado pela FUP, que tramita no Congresso, em contraposição ao apresentado pelo governo e alertou à ex-ministra sobre a preocupação dos petroleiros em relação à Refinaria do Amazonas, a Relam.
Na sequência, foi apresentado um cordel, intitulado “Dilma para presidente”, de autoria do petroleiro Tarcisio Moraes. Ele próprio declamou para a pré-candidata. Literatura típica do Nordeste, o cordel é uma das mais belas manifestações culturais do país. As mulheres petroleiras também prestaram uma homenagem à ex-ministra, com um vídeo produzido pela Secretaria de Formação da FUP. Difícil era conter a vontade de tirar fotos ao lado da candidata.
Aldemir Caetano, dirigente da FUP e da Central Sindical CTB, também apresentou as preocupações dos trabalhadores, entre elas os chamados campos maduros de petróleo, e respondeu à imprensa, nominalmente ao jornal O Estado de São Paulo, que noticiou que os petroleiros estariam dando palanque para a pré-candidata. “Não estamos dando nem emprestando este palanque, a companheira Dilma conquistou o direito de estar aqui”, disse, levando os cerca de 300 presentes gritarem “Dilma presidente” outra vez.

Comer pelas bordas
O atual presidente do PT, ex-senador José Eduardo Dutra, relembrou sua gestão na presidência da Petrobrás, apresentando dados da estratégia do governo Fernando Henrique para privatizar a empresa. “Eles queriam comer pelas bordas, privatizando aqui e ali”, disse Dutra, citando o caso da Reduc, refinaria para a qual foi contratada uma consultoria para avaliar sua venda; a tentativa de mudança de nome da Petrobrás para PetrobraX entre outros casos. “São fatos e dados”, reafirmou várias vezes. Sobre acusações de que a Petrobrás teria se tornado um ninho de sindicalistas, Dutra rebateu: “De 3.500 gerentes no sistema Petrobrás, apenas 29 são oriundos do movimento sindical” e passou a citar vários casos que haviam antes de sua gestão de ex-deputados do PSDB ocuparem cargos estratégicos na empresa.
Pátria de capacete
Dilma vestiu um jaleco da FUP antes de seu discurso. Interrompida várias vezes por aplausos, reafirmou os compromissos do governo Lula com o fortalecimento da Petrobrás, disse que os petroleiros são a pátria de capacete e macacão – em uma alusão ao termo “pátria de chuteiras”, cunhado por Nelson Rodrigues e exaltou os valores nacionalistas e de auto-estima brasileira ao incentivar a indústria nacional e produzir empregos. “Com os minérios que temos, com a siderurgia que temos, diziam que o Brasil não teria capacidade de construir sequer o casco de uma plataforma”, disse, se referindo explicitamente ao entreguismo tucano.
Em relação ao pré-sal, Dilma reafirmou o projeto do governo e reforçou a tese de agregar valor à extração, de petróleo. “Em vez de vender óleo bruto, vamos agregar valor, e para isso precisamos ter mais refinarias. Queremos transformar o petróleo em riqueza, e são vocês que fazem esta riqueza”, afirmou, tirando novos aplausos do público.

Enquanto isso...
Na saída, um repórter da Band pediu para eu chamar o ex-senador Eduardo Dutra. A imprensa PIG ficou restrita a um cercadinho. Avisei Dutra, que tirava fotos com petroleiros. Reproduzo a rápida conversa que tive com o repórter.
- Pô, ele fica tirando foto em vez de falar com a gente – reclamou o dito.
- Lá ele ganha votos, aqui ele perde – repliquei.
- É, mas aqui ele vai falar com o Brasil inteiro – interferiu outra repórter.
- Dependendo de como vocês editarem, é melhor ele nem falar – cutuquei.
- Ele vai falar mal do Serra, se falar bem rápido nem dá para editar como queremos – esclareceu sem meias palavras o repórter da Band.

Em plenária, petroleiros aguardam Dilma Roussef







No segundo dia da Plenafup – Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros -, que ocorre em Brasília, a expectativa é para a visita da pré-candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. O evento com a presidenciável está marcado para às 14h30, no hotel em que ocorre a Plenária.

Alternativas à mídia
Os trabalhos desta segunda Plenafup se iniciaram com uma oficina de comunicação, na qual participaram os jornalistas Altamiro Borges (sítio Vermelho) e Leandro Fortes (revista Carta Capital). Ambos debatedores concordaram de que a grande imprensa comercial deixou há muito sua função de informar para se tornar agentes de interesses políticos e ideológicos, e se tornar o exército de frente da tucanalha. Segundo os expositores, essa postura reforça a necessidade da luta por democratização dos meios de comunicação e pela construção, pela classe trabalhadora e movimentos sociais, de seus próprios canais de comunicação. “Mais do que uma mídia alternativa, necessitamos de alternativas à mídia tradicional”, avaliou Altamiro Borges, um dos idealizadores do Instituto Barão de Itararé, nova entidade que se soma à luta por uma nova comunicação.

Lembrando a greve de 1995
À noite, a abertura oficial da Plenária prestou homenagem à greve dos petroleiros de 1995, que durou 32 dias, mobilizou as atenções nacionais e foi o primeiro grande enfrentamento organizado ao governo Fernando Henrique e seu projeto privatista. Antonio Carlos Spis, diretor do Sindipetro Unificado e à época coordenador da FUP, foi um dos homenageados, ao lado de Luiza Botelho e Daniel, diretores da FUP naquele agitado ano de 1995.
Como é comum aos congressos petroleiros, a emoção esteve presente na maioria das falações e dos abraços finais ao som da Internacional socialista.
Nesta sexta-feira, pós feriado, começaram os trabalhos em grupo, que serão interrompidos para a conversa com Dilma Roussef, oportunidade em que a FUP entregará à pré-candidata um documento com a análise da conjuntura e a posição da categoria em relação ao setor do petróleo, os projetos do pré-sal e questões específicas da categoria.