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quarta-feira, 6 de junho de 2018
Jornal Brasil de Fato especial sobre a gestão da Petrobrás
https://issuu.com/brasildefatosp/docs/brasil_de_fato_sp_-_especial_gestao
Em 7.jun.2018 acontece a quarta rodada de licitação de áreas do pré-sal - a terceira promovida por este governo.
O jornal Brasil de Fato desta semana traz reportagens especiais sobre Petrobrás e sua gestão.
Em matéria assinada por mim, mostro como o governo perde mais de R$ 1 trilhão com os leilões.
Confira aqui a matéria e acesse o link do jornal para as demais reportagens.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
DECRETO DE DÓRIA ACABA COM ESCOLHA DIRETA PARA O PMLLLB
![]() |
| Decreto acaba com eleição para escolha dos representantes da sociedade civil. Quem irá escolher, agora, é o secretário que gosta de quebrar a cara de ativista cultural (Foto: Fábio Arantes) |
Por meio de um decreto (57.792) publicado dia 22 no Diário Oficial do município, o prefeito paulistano João Dória acaba com a eleição direta para a escolha dos dos membros do conselho do Plano Municipal de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB/SP). O decreto editado por Dória, revoga outro decreto, editado em 2016, pelo então prefeito Fernando Haddad, segundo o qual os representantes da sociedade civil deveriam ser eleitos diretamente dentre cidadãos residentes no município de São Paulo que atuam nas áreas do livro, leitura, literatura e biblioteca. Por este regulamento, a eleição dos representantes da sociedade civil seria conduzida por Comissão Eleitoral, que elaboraria o regulamento para a realização do processo eleitoral.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
A PRIMEIRA ENTREVISTA DE MARISA LETÍCIA
Em 1989, no auge da disputa eleitoral entre Lula e Fernando
Collor, eu e um pequeno grupo de amigos (Denise Gorzceski, Marcos Paixão e
Renato Rovai), recém-saídos da faculdade de Jornalismo, editávamos uma revista
chamada Aliás – que durou exatos dois números e meio... (o terceiro não chegou
a ser impresso).
Para o número dois, eu e o Renato entrevistamos dona Marisa
Letícia, já uma guerreira, que acompanhava o marido Lula desde sua trajetória
no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Segundo dona Marisa, na época,
aquela era a primeira vez que um veículo de imprensa comercial a entrevistava.
Recentemente, Rovai me enviou a matéria em PDF, que reproduzo
aqui. Quando perguntada se a eventualidade de se tornar primeira dama da
República a assustava, ela respondeu: “Não, não me assusta, porque me sinto
igual a elas [outras poderosas primeiras damas espalhadas pelo mundo]. Não sei
se o PT vai encaminhar dessa forma o papel da mulher do presidente, mas se for
para ser assim, acho que não haverá problema algum. Eu não me sinto inferior a
ninguém”.
A história provou que a firmeza, a coragem e a sensibilidade de
dona Marisa eram garantias para não ser nem se sentir inferior a ninguém...
muito pelo contrário, a tornaram figura ímpar ao lado de seu companheiro Lula.
Não sei se de fato foi a primeira entrevista de dona Marisa, mas me orgulho muito de tê-la feito.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Frente Brasil Popular, a defesa da Petrobrás e os interesses internacionais em disputaP
Neste 3 de
outubro acontece a primeira grande atividade de rua da Frente Brasil Popular,
que congrega entidades dos movimentos sociais, populares e sindicais. A FBP foi
criada no dia 5 de setembro durante a Conferência Nacional Popular realizada em
Belo Horizonte. Os atos deste sábado, que ocorrem em várias cidades do país,
irão se posicionar em defesa da democracia, da Petrobrás e contra o ajuste
fiscal proposto pelo governo. Em São Paulo, a concentração ocorre a partir das
14h em frente ao prédio da Petrobrás, na avenida Paulista.
A data
escolhida não é aleatória. Em 3 de outubro, a maior companhia brasileira
completa 62 anos de uma história que se confunde com a do país.
O petróleo
sempre foi alvo de disputas. No Brasil, mesmo antes da criação da Petrobrás, a
busca pelo chamado ouro negro já atiçava ânimos dos mais variados matizes. Em
1941, o nacionalista escritor Monteiro Lobato chegou a ser preso por escrever
cartas ao presidente da República, Getúlio Vargas, demonstrando sua indignação
pela política subserviente aos interesses estrangeiros na questão do petróleo.
Na luta popular que se travou pela criação da Petrobrás, alguns pagaram seu
idealismo com a vida, como o ensacador da doca de Santos, Deoclécio Santana,
morto em choque com a polícia em 1949.
Frente à
mobilização popular na campanha O petróleo é nosso, em 1951
Vargas encaminhou para o Congresso projeto de lei propondo a criação da
Petróleo Brasileiro S.A. Em outubro de
1953, finalmente foi sancionada a lei 2004, que deu origem à Petrobrás.
A empresa
nasceu e cresceu sob a égide dessas disputas. Getúlio a cita em sua carta
testamento: "Quis criar liberdade nacional na potencialização
das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda
de agitação se avoluma". Getúlio se suicidou, mas a empresa fundada
em seu governo continuou a prosperar e ser o epicentro de interesses e crises.
Um dos últimos atos do ex-presidente João Goulart, antes do golpe militar
(1964), foi a encampação
das refinarias privadas no país: a União S.A. (atual Recap, em Mauá), a Copam
(atual Reman, em Manaus), a Ipiranga (RS) e a de Manguinhos (RJ). Logo após o
golpe, o ditador general Castelo Branco reprivatizou as refinarias, demitiu
centenas de trabalhadores e fechou sindicatos, como o dos petroleiros de Mauá
(hoje Sindipetro Unificado de São Paulo).
Crise política
Que ninguém se
engane, a atual crise econômica por que passa a Petrobrás tem na política a sua
gênese. O mau desempenho do atual governo brasileiro se entrelaça a um
emaranhado de conspirações internacionais dignas dos mais inventivos filmes de
007. Nesse enredo atuam os Estados Unidos, China, Brics, Oriente Médio, PSDB,
conflitos bélicos e disputa por posições hegemônicas no tabuleiro
internacional.
Todos conhecem
importância estratégica do petróleo. Combustível responsável por 93% do
transporte mundial, está presente em mais de três mil produtos. Derivados do petróleo
entram na fabricação de remédios, componentes eletrônicos, lentes, fibras
sintéticas, detergentes, câmeras fotográficas, cosméticos, tintas,
lubrificantes, pneus, fertilizantes agrícolas, asfalto, móveis, xampus, pasta
de dente, telefones celulares, canetas, componentes de automóveis entre muitos
outros. Em seu nome travam-se guerras, atacam governos e promovem massacres de
populações.
Geopolítica mundial
Relatório da
Agência Internacional de Energia (AIE), sediada em Paris, aponta os EUA como os
maiores consumidores de petróleo do planeta. Dos cerca de 90 milhões de barris
diários consumidos no mundo em 2013, 18,5 milhões (19,8%) foram para abastecer
o mercado norte-americano; com uma população quatro vezes maior do que a
estadunidense, a China vem em segundo lugar, com 11,7%; o Brasil é o sexto da
lista, com o consumo de 3,1 milhões de barris\dia.
Para suprir sua crescente
necessidade de petróleo, desde o final dos anos 50 os EUA priorizaram o
controle geopolítico do Oriente Médio. As duas intervenções militares no Iraque
(1991 e 2003) são exemplos dessa política.
A partir do
início do século XXI, no entanto, outros (f)atores passaram a ter relevância. O
avanço tecnológico permitiu aos Estados Unidos extrair petróleo de xisto por
meio de um procedimento conhecido como fracking,
o que o tornou auto suficiente e exportador da riqueza. Por outro lado, sua
hegemonia mundial começou a ser ameaçada pelo crescimento da China e sua
aliança com os demais Brics (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul). O terceiro
elemento foi a crise financeira deflagrada em 2008, cujo epicentro foi Wall
Street. Essa combinação explosiva alterou o cenário mundial, com fortes
implicações para o Brasil.
O jornalista e
sociólogo Ignacio Ramonet, diretor do jornal Le Monde Diplomatique, resume assim o atual impasse estadunidense:
"A Casa Branca tem claro que não pode
realizar simultaneamente duas grandes guerras [Oriente Médio e China). Por esta
razão Obama retirou a quase totalidade das tropas norte-americanas do Iraque e
Afeganistão".
Como resposta ao crescimento da produção dos EUA, a
Arábia Saudita passou a acelerar sua produção de petróleo, fazendo o preço do
barril despencar de mais de 120 dólares, em 2013, para cerca de US$ 50 no final
de 2014. Ao custo de extração de US$ 40, o petróleo de xisto torna-se inviável
economicamente e a produção dos Estados Unidos começa a declinar, apesar de ser
atualmente o maior produtor mundial.
A queda do preço do barril do petróleo afetou todas as
companhias petrolíferas no mundo e a Petrobrás não foi exceção. Reside aí,
segundo especialistas, a raiz dos problemas financeiros atuais da empresa.
O Brasil e a
Petrobrás
![]() |
| Plataforma P-36: 11 mortos |
No final do governo Fernando Henrique, em 2002, a
Petrobrás era uma companhia decadente, com menos de 35 mil funcionários, um
histórico recente de acidentes (como o afundamento da Plataforma P-36, que
causou a morte de 11 pessoas) e com o mais baixo valor da sua história: US$ 15
bilhões. O governo seguinte recuperou a empresa, a transformou em uma gigante
internacional, com mais de 85 mil empregados próprios, responsável por 13% do
PIB brasileiro.
Em 2008, após investir mais de R$ 200 milhões em
pesquisas, a companhia descobriu as reservas de pré-sal, um imenso mar de
petróleo de altíssima qualidade, que pode tornar o país um dos cinco maiores
produtores do mundo. Para ter uma ideia, nos 60 anos existência da Petrobrás,
as reservas de petróleo acumularam 14,2 bilhões de barris; apenas no campo de
Libra, do pré-sal, é estimada uma reserva de 15 bilhões e as descobertas já
feitas nos demais campos elevam para 60 bilhões de barris o potencial do
pré-sal. Ao preço atual de US$ 50 o barril, o que já foi descoberto representa
algo em torno de 3 trilhões de dólares.
Junto com a descoberta do pré-sal, o Estado
brasileiro promoveu, em 2010, a mudança da legislação, estabelecendo a Lei de
Partilha e concedendo à Petrobrás a primazia da exploração dos campos do
pré-sal. Ao anúncio, o governo estadunidense e suas companhias de petróleo ficaram
com o pelo mais eriçado que gato encurralado.
Seguiu-se uma série de iniciativas para
contingenciar (ou destruir) o poderio internacional que a descoberta e sua
posse pelo governo brasileiro poderiam trazer, como demonstram diversos
telegramas trocados entre personalidades brasileiras e estrangeiras publicados
pelo Wikileaks. Carla Lacerda, diretora da Exxon-Mobil, se ressentia de
que o controle da Petrobrás pudesse prejudicar fornecedores norte-americanos. Patrícia Padral, diretora da Chevron no
Brasil, foi além: “A estratégia das petroleiras para barrar o novo marco
regulatório do pré-sal é fazer um forte lobby no Senado por meio do IBP, da
Onip e da Fiesp”.
Como resposta às preocupações da Chevron, o então candidato à Presidência da
República, José Serra (PSDB) enviou, segundo o Wikileaks, uma mensagem a
Padral: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de
licitações não vão acontecer e aí nós vamos mostrar que o modelo antigo
funcionava... E nós mudaremos de volta”, teria dito o agora senador, que cinco
anos depois cumpre seu compromisso com a multinacional ao apresentar o Projeto
de Lei do Senado (PLS) 131, que tira a Petrobrás como operadora única da
exploração do pré-sal.
Outros dois projetos em
tramitação na Câmara Federal, o PL 4973/13, de Raul Henry (PMDB-PE) e o PL
600/15, de Jutahy Magalhães (PSDB-BA), atacam diretamente a Lei de Partilha e
propõem a volta ao modelo de concessão, menina dos olhos das multinacionais.
Os ataques não param por aí. Em maio de 2013, o vice presidente dos EUA,
Joe Biden, durante visita ao Brasil, tentou fazer com que a presidente Dilma se
comprometesse em rever a Lei de Partilha. Pouco depois veio a público que o
governo brasileiro e a Petrobrás eram espionados pelos Estados Unidos; concomitantemente,
começou uma série de protestos para acuar a presidente e seu governo.
PricewaterhouseCoopers (PWC), que, no final de 2014, recolheu os
HDs de mais de três mil computadores que continham informações estratégicas
sobre os campos de pré-sal entre outros dados sigilosos da companhia.
Para o
estrategista norte-americano William Engdahl, "a razão
para Washington querer a saída de Rousseff é clara. Ela é uma das cinco cabeças
do Brics, que assinaram a formação do Banco de Desenvolvimento Brics, com
reservas de US$ 200 bilhões; ela também apoia a criação uma nova moeda
internacional para complementar e, eventualmente, substituir o
dólar".
Não é o fim da corrupção, a melhoria das contas públicas ou a queda da
inflação que movem políticos e empresários conservadores e parte da mídia
brasileira na arquitetura da queda do governo. Há uma disputa mundial em curso
e o pré-sal é peça importante desse tabuleiro. É com essa compreensão que a
Frente Brasil Popular conclama a população a defender a Petrobrás e a soberania
energética da nação.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Adeus a Ana Canônico
Conheci Ana em 2006, ela veio me
procurar para editar o livro de poesia de seu filho, Mauro, me contou, quase em
confidência e com certo embaraço, que ele sofria de alguns distúrbios e que a
edição de seus poemas poderia ser benéfica para o processo terapêutico do
filho. Expliquei-lhe sobre as dificuldades de comercialização de poesia, questionei
se isso não poderia gerar mais ansiedade e ter efeito contrário ao desejado
inicialmente. Ela reafirmou o desejo seu e de seu filho de ver as poesias
editadas. Soube, depois, que Mauro sofria de esquizofrenia.
Os poemas tinham qualidade,
apesar da irregularidade; escrevi a orelha de apresentação,
organizamos um lançamento, Mauro estava radiante, nervoso e confiante em seu
trabalho, Ana parecia feliz. Ficou com a maioria dos exemplares da edição e
pretendia levar o filho para saraus e eventos literários. O livro, Maura Escritura (Ed. Limiar).
Buscava, pela arte, a cura que a
ciência lhe negava. Ana dedicava sua vida a cuidar do filho.
Anos depois ela me procurou para
editar outro livro, de qualidade bem inferior, mas dentro do mesmo espírito de
dar vazão ao processo criativo.
Nos falamos pela última vez em
abril, ela dizia que o filho acreditava que seus livros vendiam 100 mil
exemplares por mês e ela, a mãe, ficava com o dinheiro. Queria que eu
conversasse com Mauro para explicar que ver a referência de seu livro em algum site não era sinônimo de vendas.
Não houve tempo para essa
conversa, no dia 3 de agosto Mauro teve um surto e assassinou sua mãe em sua
residência.
Ana Canônico, mulher forte de
olhar triste, era guerreira de uma única batalha: salvar o filho de seus
próprios demônios. Ambos perderam.
Reproduzo, a seguir, uma poesia
de Mauro, publicada no livro Maura
Escritura.
Obsessão
Dos anjos um ser profano
eu vi o diabo
criador da mentira com engano
o ser do profeta tirano
fazendo rima ao som do dano
pra música vil e leviana
velar a quem se dana
se ao ver o horizonte o adorasse
faria ao meu fruto soberano
e pedi então que num momento ele
passasse
a rota do passar dos anos
que à sua vista já estava se
movendo
e a causa dos meus dissabores
e ele disse que se muito funda e
falsa
solta a alça de terrores
e depois os desenlaça
mas o vi na encruzilhada
dizendo ser um santo
e da palavra ao ar roubada
transformá-la em espanto
e ao sabor de suas oferendas
falou da causa das contendas
e do tom em obscura magia
que à inveja ele fazia
e do rodear a Terra à sua via
do descanso dos hipócritas
fazer peso à hipocrisia
que se transfigurando leva
escrituras
aos santuários para os adentrar
e com Deus aí travarem lutas
que num raio à Terra o fez chegar
ao poder sua mente
ver ao cigarro e cachaça
lhe dar prazer no que aos outros
embaraça
perguntei de algum vão nele
escondido
no relincho à sua gargalhada
e onde mora o perigo
da sua paixão desvirtuada
por uma bruxa conhecida
que lhe deu uma vassourada
quando eu gastava em drogas meu
dinheiro
por que não me deu aviso de
primeiro
e como a loucura por inteiro
faz ao órgão obstruído
mas ele foi ao nada
e ainda hoje ouço
o eco de sua risada
e lembro do relance do céu onde
vivia
não há dinheiro
não há vida
eu não preciso do seu conselho
leve meu dinheiro
leve minha vida
eu não preciso do seu conselho
foda-se seu dinheiro
foda-se sua vida
eu não preciso do seu conselho
apenas loucura e obsessão.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
livro POR TRÁS DA MÁSCARA para download
para baixar, clique aqui
Em 1996 publiquei o livro-reportagem Por Trás da Máscara, uma análise da
administração Paulo Maluf à frente da cidade de São Paulo durante os anos de
1993/96. O livro mostra como a prefeitura de Sâo Paulo foi utilizada para
favorecer amigos e aliados políticos, empresas e interesses escusos, tornando-a
uma máquina a serviço dos interesses políticos e pessoais do então mandatário.
Paralelamente, o livro mostra a forma truculenta e autoritária como Maluf
tratava funcionários e a população mais carente da cidade, enquanto canalizava
recursos para as áreas mais nobres de São Paulo.
Com a proximidade das eleições municipais e o retorno desse senhor ao noticiário político, após a aliança com o PT, a leitura torna-se, novamente (e infelizmente) atual. Por isso, a Editora Limiar está disponibilizando para download o livro (em PDF) como forma de incentivar o debate político e reflexões sobre ética e outros temas fora de moda.
Espero que gostem da leitura e façam seus comentários.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
DJALMA SANTOS: vencedor na vida e nos campos
![]() |
Djalma Santos exibe medalhas que recebeu |
Esta semana tive a honra e satisfação de conhecer e entrevistar (juntamente com o Flávio Prado, apresentador do programa Mesa Redonda, TV Gazeta, e com a jornalista Adriana Mendes) Djalma Santos, um dos maiores laterais direitos que o Brasil já teve, atuou em quatro copas do mundo, foi campeão em duas (1958 e 1962).
Na Copa de 1958 Djalma jogou apenas a partida final, mas 90 minutos de seu brilhante futebol foram suficientes para ser eleito o melhor jogador da Copa na sua posição.
Djalma foi o único brasileiro a integrar a seleção da Fifa (1963) e o primeiro jogador do Brasil a marcar um gol de pênalti em Copa do Mundo.
O grande lateral direito iniciou a carreira na Portuguesa, brilhou pelo Palmeiras e terminou no Atlético Paranaense. Em mais de 20 anos como jogador profissional NUNCA foi expulso.Hoje, aos 82 anos, revela o bom astral de quem sabe que venceu na vida e nos campos. Lúcido, conta histórias deliciosas de sua carreira.
Em 26 de junho de 2008 foi recebido, juntamente com uma delegação dos jogadores da seleção de 1958 pelo ex-presidente Lula, pelo ministro dos Esportes Orlando Silva entre outros. Na ocasião, ouviu o compromisso do governo de dar aos jogadores um prêmio do R$ 100 mil para cada jogador e uma "pensão" mensal de R$ 3.400,00. Até hoje está aguardando o dinheiro.
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Momento tietagem, eu e o mestre Djalma |
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Lançamento Crônica de uma ilha vaga" em Curitiba
No dia 24 de setembro, sábado, estive em Curitiba lançando meu primeiro romance, Crônica de uma iilha vaga (Ed. Limiar). O evento foi muito agradável, dizem que os moradores das capitais do Sul são menos receptivas, mas sempre que estive em Curitiba fui muito bem recebido por todos. Na véspera do lançamento, meu amigo e talentoso artista Carlos Dalla Stela me aguardou até altas horas para um agradável jantar em sua residência; Sônia abriu as portas de sua casa para me dar abrigo.
Quero deixar registrado meu agradecimento a todos que compareceram, e em especial para a Darli, a Sônia e a Marilda, que organizaram o lançamento, cuidaram de todos os detalhes e deram uma puta força na divulgação.
Quem quiser conhecer mais sobre o livro, ou adquiri-lo, pode fazer pelo sítio da editora.
Valeu!

terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
LANÇAMENTO CRÔNICA DE UMA ILHA VAGA
DIA 16 DE AGOSTO (TERÇA) DE 2011, 19H30,
NO BIERBOXX - RUA FRADIQUE COUTINHO, 842, VILA MADALENA - SÃO PAULO
Após muitos anos editando e publicando literatura de outras pessoas, resolvi me lançar ao ofício. Como jornalista, sempre gostei de contar uma boa história, relatos de cotidianos, mas literatura é massa de outra peculiaridade; muitas vezes, na correria do fechamento de uma matéria, "aquece-se o óleo" e coloca o pastel das informações para fritar. A massa que compõe as palavras e as ideias de um livro tem que ser batida e amassada várias vezes, deixar respingar o suor, apertá-la com mãos calejadas, deixar ao tempo para ganhar corpo e só depois recheá-la ao sabor de cada experiência. Assim, mesmo tendo a ideia inicial e a "espinha dorsal" do que queria contar, levei um ano e meio de madrugadas pouco dormidas, após a longa jornada diária de trabalho - quem conhece meu cotidiano sabe do que estou falando.
Esse nariz de cera todo é para convidá-lo a ir ao lançamento, que acontece na terça, dia 16 de agosto, no simpático bar Bierboxx, que oferece grande variedade de cervejas e chopes - um deles, o Bamberg, vai de cortesia para quem comprar o livro.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
O DISCURSO E O TESÃO

Jovens do Brasil e de todo o planeta tomam as ruas como espaço de manifestação para as mais diversas causas, algumas que fazem torcer o nariz da esquerda tradicional. Utilizando as redes sociais e, com muita irreverência, redescobrem o prazer da luta. Texto Norian Segatto Foto Jesus Carlos
Cena 1: dia 25 de janeiro de 2011, centenas de milhares de manifestantes ocupam as ruas do Cairo, no Egito, para protestar contra o presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.
Cena 2: Dia 14 de maio, centenas de pessoas invadem as ruas de Higienópolis, bairro chique da cidade de São Paulo, em um bem humorado protesto contra a decisão do governo paulista de mudar o local da estação de metrô porque alguns moradores do bairro afirmaram que o meio de transporte atrairia “gente diferenciada” – eufemismo para “pobres” – para essa comunidade.
O que esses dois eventos, tão distantes geograficamente e de proporções e pretensões políticas têm em comum? Ambos foram convocados e organizados, principalmente, pelas redes sociais facebook e twitter sem a participação ativa de partidos políticos ou “lideranças” representativas; pelo contrário, a maioria dos manifestantes era composta de jovens sem vínculo partidário.
Usando o hashtag #Jan25 a sociedade egípcia deu ao mundo uma demonstração de como usar as redes sociais como panfleto eletrônico. Três dias depois daquele 25 de janeiro, Mubarak tentou cortar o acesso à internet e decretou toque de recolher. Em vão, após 18 dias de manifestações, o presidente-ditador deixou o poder em meio ao que foi chamado pela mídia de “primavera árabe”, e que se espalhou feito rastilho de pólvora pelo Oriente Médio.
Em São Paulo, após a manifestação em Higienópolis, o governo voltou a estudar a possibilidade de retornar e estação de metrô ao seu ponto original.

Cena 2: Dia 14 de maio, centenas de pessoas invadem as ruas de Higienópolis, bairro chique da cidade de São Paulo, em um bem humorado protesto contra a decisão do governo paulista de mudar o local da estação de metrô porque alguns moradores do bairro afirmaram que o meio de transporte atrairia “gente diferenciada” – eufemismo para “pobres” – para essa comunidade.
O que esses dois eventos, tão distantes geograficamente e de proporções e pretensões políticas têm em comum? Ambos foram convocados e organizados, principalmente, pelas redes sociais facebook e twitter sem a participação ativa de partidos políticos ou “lideranças” representativas; pelo contrário, a maioria dos manifestantes era composta de jovens sem vínculo partidário.
Usando o hashtag #Jan25 a sociedade egípcia deu ao mundo uma demonstração de como usar as redes sociais como panfleto eletrônico. Três dias depois daquele 25 de janeiro, Mubarak tentou cortar o acesso à internet e decretou toque de recolher. Em vão, após 18 dias de manifestações, o presidente-ditador deixou o poder em meio ao que foi chamado pela mídia de “primavera árabe”, e que se espalhou feito rastilho de pólvora pelo Oriente Médio.
Em São Paulo, após a manifestação em Higienópolis, o governo voltou a estudar a possibilidade de retornar e estação de metrô ao seu ponto original.

Indústria cultural
Quem andava pessimista com o poder de mobilização da juventude deve repensar seus conceitos. Muito antes da existência da internet, o filósofo canadense Marshall McLuhan cunhou a expressão “aldeia global”, vislumbrando uma rede de comunicação global voltada ao ensino. Nem mesmo esse visionário poderia imaginar sobre o potencial que estava por vir.
Menos otimistas que Mcluhan, os filósofos da Escola de Frankfurt (em especial Jürgen Habermas, Theodoro Adorno e Herbert Marcuse) criticavam o uso indistinto da tecnologia em substituição à organização política de massa. Para uma vertente da influente Escola, a tecnologia era o caminho mais curto para o totalitarismo político. Como consequência desse pensamento, não haveria solução para a humanidade sem a completa ruptura do sistema, pois qualquer forma de organização “por dentro da sociedade” significaria a cooptação pela indústria cultural.
Em mão oposta à corrente marxista de Frankfurt, o filósofo de direita estadunidense, Francis Fukuyama decretava, em 1989, o “fim da história”, prevendo a vitória do liberalismo sobre os modelos socialistas.
Como um trem doido, a história atropelou as ideias de Fukuyama e apita na curva alertando aos pessimistas de Frankfurt para saírem dos trilhos e darem lugar às novas gerações.

Quem andava pessimista com o poder de mobilização da juventude deve repensar seus conceitos. Muito antes da existência da internet, o filósofo canadense Marshall McLuhan cunhou a expressão “aldeia global”, vislumbrando uma rede de comunicação global voltada ao ensino. Nem mesmo esse visionário poderia imaginar sobre o potencial que estava por vir.
Menos otimistas que Mcluhan, os filósofos da Escola de Frankfurt (em especial Jürgen Habermas, Theodoro Adorno e Herbert Marcuse) criticavam o uso indistinto da tecnologia em substituição à organização política de massa. Para uma vertente da influente Escola, a tecnologia era o caminho mais curto para o totalitarismo político. Como consequência desse pensamento, não haveria solução para a humanidade sem a completa ruptura do sistema, pois qualquer forma de organização “por dentro da sociedade” significaria a cooptação pela indústria cultural.
Em mão oposta à corrente marxista de Frankfurt, o filósofo de direita estadunidense, Francis Fukuyama decretava, em 1989, o “fim da história”, prevendo a vitória do liberalismo sobre os modelos socialistas.
Como um trem doido, a história atropelou as ideias de Fukuyama e apita na curva alertando aos pessimistas de Frankfurt para saírem dos trilhos e darem lugar às novas gerações.

Eu vou
Por convicção ideológica, apoio a uma determinada causa ou apenas por modismo – motivos e motivações não faltam – o fato é que a juventude redescobriu as ruas como palco das manifestações e expressão pela liberdade
Em recente artigo à revista Carta Capital, o professor Boaventura Santos Sousa reafirma essa nova condição: “Os jovens acampados no Rossio e nas praças de Espanha são os primeiros sinais da emergência de um novo espaço público – a rua e a praça – onde se discute o sequestro das atuais democracias pelos interesses de minorias poderosas e se apontam os caminhos da construção de democracias mais robustas, mais capazes de salvaguardar os interesses das maiorias”.
Pelas redes sociais, em especial o facebook, existe uma completa programação de protestos, “já se tornaram quase uma agenda cultural da cidade”, define a estudante Luiza Tenório, 16 anos, “rata” de manifestações. Só este ano ela já participou dos protestos contra o aumento do ônibus em São Paulo, do churrascão de Higienópolis, contra o fechamento do cinema Belas Artes, no ato pela descriminalização da maconha e confirmou presença na próxima marcha pela liberdade. “Quando aparece algum convite no facebook, imediatamente marco, ‘eu vou’, diz a jovem, para quem o importante é estar antenada com os movimentos espontâneos que pipocam pela cidade de São Paulo.
Januária Rodrigues, de 18 anos, se arrependeu de ter ido na marcha da maconha com um short, acabou levando uma bala de borracha na perna. “Pegou de raspão, mas doeu pra cacete”, afirma; “agora, só vou de calça jeans”.
Quem são esses jovens?
Ao mesmo tempo em que existe uma grande quantidade de movimentos espontâneos, que surge e desaparece no dia seguinte, parcela significativa da juventude se organiza nos sindicatos, associações e partidos políticos com uma perspectiva radical de mudança da sociedade.
Nessa linha, a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) definiu em seu último congresso pela criação do coletivo da juventude, que se transformou em Secretaria, em maio de 2009, sob coordenação da comerciária Luciana Chagas Geremias. “Atuamos junto com outras secretarias, como a de Mulheres e o coletivo de Cultura, pensando políticas específicas para a juventude”, afirma Luciana.
Para compreender melhor quem é esse jovem, suas aspirações e desejos, a Secretaria está organizando uma grande pesquisa para conhecer o perfil da juventude brasileira. “Muitos ainda não se ligam em política, pensam que é coisa de velho e se preocupam mais em terminar os estudos, trabalhar e constituir família, mas acredito que isso está mudando, tem uma galera chegando aos sindicatos e nos partidos de esquerda com garra e vontade de fazer as coisas acontecerem”.
Dia Internacional da juventude
Em 12 de agosto comemora-se o Dia Internacional da Juventude. A data foi instituída pela ONU em 1999, a partir de movimentos de jovens da igreja católica, mas com o passar do anos, os movimentos sociais deram à data caráter mais politizado e reivindicativo.
A CUT, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outras entidades já preparam suas comemorações. “Vamos procurar trazer shows de música, atrações culturais e debates sobre a realidade do jovem no Brasil”, avisa Luciana.
É nessa rapaziada, garotos e meninas antenados com o mundo, que o país bota fé e aposta o seu futuro.
Por convicção ideológica, apoio a uma determinada causa ou apenas por modismo – motivos e motivações não faltam – o fato é que a juventude redescobriu as ruas como palco das manifestações e expressão pela liberdade
Em recente artigo à revista Carta Capital, o professor Boaventura Santos Sousa reafirma essa nova condição: “Os jovens acampados no Rossio e nas praças de Espanha são os primeiros sinais da emergência de um novo espaço público – a rua e a praça – onde se discute o sequestro das atuais democracias pelos interesses de minorias poderosas e se apontam os caminhos da construção de democracias mais robustas, mais capazes de salvaguardar os interesses das maiorias”.
Pelas redes sociais, em especial o facebook, existe uma completa programação de protestos, “já se tornaram quase uma agenda cultural da cidade”, define a estudante Luiza Tenório, 16 anos, “rata” de manifestações. Só este ano ela já participou dos protestos contra o aumento do ônibus em São Paulo, do churrascão de Higienópolis, contra o fechamento do cinema Belas Artes, no ato pela descriminalização da maconha e confirmou presença na próxima marcha pela liberdade. “Quando aparece algum convite no facebook, imediatamente marco, ‘eu vou’, diz a jovem, para quem o importante é estar antenada com os movimentos espontâneos que pipocam pela cidade de São Paulo.
Januária Rodrigues, de 18 anos, se arrependeu de ter ido na marcha da maconha com um short, acabou levando uma bala de borracha na perna. “Pegou de raspão, mas doeu pra cacete”, afirma; “agora, só vou de calça jeans”.
Quem são esses jovens?
Ao mesmo tempo em que existe uma grande quantidade de movimentos espontâneos, que surge e desaparece no dia seguinte, parcela significativa da juventude se organiza nos sindicatos, associações e partidos políticos com uma perspectiva radical de mudança da sociedade.
Nessa linha, a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) definiu em seu último congresso pela criação do coletivo da juventude, que se transformou em Secretaria, em maio de 2009, sob coordenação da comerciária Luciana Chagas Geremias. “Atuamos junto com outras secretarias, como a de Mulheres e o coletivo de Cultura, pensando políticas específicas para a juventude”, afirma Luciana.
Para compreender melhor quem é esse jovem, suas aspirações e desejos, a Secretaria está organizando uma grande pesquisa para conhecer o perfil da juventude brasileira. “Muitos ainda não se ligam em política, pensam que é coisa de velho e se preocupam mais em terminar os estudos, trabalhar e constituir família, mas acredito que isso está mudando, tem uma galera chegando aos sindicatos e nos partidos de esquerda com garra e vontade de fazer as coisas acontecerem”.
Dia Internacional da juventude
Em 12 de agosto comemora-se o Dia Internacional da Juventude. A data foi instituída pela ONU em 1999, a partir de movimentos de jovens da igreja católica, mas com o passar do anos, os movimentos sociais deram à data caráter mais politizado e reivindicativo.
A CUT, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outras entidades já preparam suas comemorações. “Vamos procurar trazer shows de música, atrações culturais e debates sobre a realidade do jovem no Brasil”, avisa Luciana.
É nessa rapaziada, garotos e meninas antenados com o mundo, que o país bota fé e aposta o seu futuro.
Publicado originalmente na revista UnificadoSP
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Dragão da Escandinávia
Um de meus passatempos é fazer origami, geralmente eles saem mal feitos, mas isso é o de menos, o tempo que passo dobrando papéis e tentando entender essas dobraduras valem por uma sessão de terapia.
Este que aparece aí é o "Dragão da Escandinávia", dobradura de minha autoria. Não tenho o diagrama dele, qualquer dia proporciono. O processo de filmagem foi "stop motion", convertido posteriormente em flash. Espero que gostem.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
DIPLOMA PARA JORNALISTA E O CU DA CUT
O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta da sessão de quarta-feira, dia 10 de junho, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a obrigatoriedade da formação universitária em Jornalismo para o exercício da profissão. Essa é uma discussão antiga na qual o corporativismo ofusca alguns aspectos que considero devam ser apontados para a reflexão.
Sou formado em jornalismo há quase 20 anos e desde calouro ouço sobre a "importância" do diploma específico para atuar na área, dos "perigos" de se ter profissionais atuando sem o devido diploma e coisa e tal. No entanto, pouco se questiona que tipo de profissional tem sido formado por essas escolas.
Recentemente precisei selecionar estagiário de jornalismo para trabalhar em um sindicato cutista. De mais de 20 currículos, selecionei oito, levando em conta critérios como o número de erros de português apresentados nos ditos CVs. Dos entrevistados, todos quartanistas de escolas particulares de São Paulo, apenas um tinha uma vaga noção do que era CUT e nenhum soube me dizer o que significava a sigla. Caros leitores, uma pessoa que daqui a seis meses vai se considerar jornalista profissional não saber dizer o que significa três letrinhas que aparecem constantemente nos jornais é, no mínimo, muito preocupante.
Diálogo travado com uma das candidatas:
Pergunta: Você está se candidatando a uma vaga de estágio em um sindicato, você sabe o que faz um sindicato?
Resposta: Ah!, mais ou menos, ele ajuda o trabalhador né...?
- Mais ou menos isso. E CUT, você sabe o que é?
- Isso não sei, não!
- Mas a sigla, pelo menos, você sabe o que significa?
- Ah!, o T deve ser de trabalhista, trabalhador, né?...
- E o CU?
A moça, rubra como uma bandeira flamenguista, não soube responder
- Tá, uma pergunta mais fácil: quais jornais você lê?
- Ah!, às vezes entro no site do UOL.
Se sentir informado lendo as manchetes do sítio UOL é de chorar!
Aí partimos para uma questão que deveria preceder ao debate do canudo. Qual profissional as escolas têm formado? Me debato com essa questão desde os tempos de estudante, quando promovíamos forte resistência às tentativas de mudança de grade curricular. Na época, já começava a vingar a tese de que as escolas deveriam preparar técnicos para o mercado em vez de pessoas com massa crítica cinzenta. Paradoxalmente, quanto mais a universidade tenta aproximar suas disciplinas das técnicas da imprensa comercial, menos preparado torna esse profissional.
Sem formação humanista, sem conhecimento de história, filosofia, sem formação ética entre outros "detalhes", as escolas estão a formar um bando de burocratas que irão reproduzir sem qualquer questionamento o que de pior tem o jornalismo. E para isso não precisa de diploma mesmo.
A Fenaj (Federação dos Jornalistas) e os sindicatos da categoria tratam esse tema sob óticas enviezadas e acabam fortalecendo o coro dos corporativistas. Quero ler matérias feitas com rigor na apuração, com independência, com senso crítico, sejam elas escritas por um oriundo das cadeiras de faculdade de jornalismo, por um sociólogo ou arquiteto.
A melhor maneira de garantir que quem se forme tenha prioridade no exercício da profissão é investir contra o baixo nível das escolas de Comunicação, é criar um conselho federal de jornalismo e lutar contra a mediocridade geral da imprensa tupiniquim. O diploma é mero detalhe diante de coisas tão mais importantes. Ou continuaremos a formar "jornalistas" que não sabem o que é o CU da CUT.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
A Petrobrás e os crimes do tucanato

Todos um dia já tivemos a infelicidade de assistir a algum episódio do desenho Pica-pau, aquela ave mau caráter, emplumada com as cores da bandeira estadunidense, que destruía árvores com suas bicadas e passava o tempo criando problemas para os outros. No Brasil, os emplumados neoliberais causaram muito mais estragos com sua rapinagem ao Estado brasileiro. Os que hoje posam de arautos da moralidade exigindo apuração de supostas irregularidades da Petrobrás são os responsáveis pelos maiores crimes de lesa-pátria da história do país.
À frente do cordel de entreguistas, Fernando Henrique Cardoso, desde antes de assumir a Presidência do país, agia para privatizar a Petrobrás. A sanha privatista de seu partido, PSDB, sempre se calcou em dois pilares, não necessariamente nesta ordem: um, ideológico, por acreditar no poder do mercado como ser supremo e na incapacidade de qualquer país abaixo do equador de cumprir outra missão histórica a não ser o de colônia do grande irmão do Norte. O segundo, e mais “prosaico” pilar, o de usar o Estado para promover bu$$ines e uma rede de favorecimentos privados.
A lista de crimes de FHC e sua turma contra a Petrobrás não cabe no espaço desta matéria, mas destacamos alguns para que o leitor possa entender o que está por trás da deflagração da CPI da Petrobrás. Ainda como ministro da Fazenda de Itamar Franco, em 1993, FHC promoveu um corte de 52% no orçamento da estatal; a matéria não passou no Congresso porque logo em seguida estourou o escândalo dos “anões do orçamento”, que paralisou o Congresso. Isso não evitou, no ano seguinte, que o então postulante à Presidência mudasse a estrutura dos preços dos derivados de petróleo fazendo com que a Petrobrás tivesse aumentos mensais dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação, enquanto as distribuidoras privadas obtinham aumentos de 32% acima da inflação nas suas cotas. Segundo cálculos da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) isso significou uma transferência anual de cerca de 3 bilhões de dólares da Petrobrás para as distribuidoras internacionais.
Isso, no entanto, ainda era café pequeno para o que aguardava a empresa sob o manto presidencial de FHC.
Privatizar e destruir a resistência sindical
Uma das primeiras providências como presidente da República, em fevereiro de 1995, foi romper o acordo assinado por Itamar Franco, seu antecessor, de conceder 13% de aumento para a categoria petroleira. Sob o argumento burocrático de que o então presidente da estatal não havia assinado o tal acordo estava a intenção declarada de FHC de desestabilizar o movimento sindical petroleiro (e, por extensão, da CUT como um todo) e continuar sua jornada rumo à entrega total da Petrobrás. Os petroleiros decretaram greve, a mais longa da história da categoria, que durou 32 dias, com o exército invadindo refinarias, a imprensa usando de todo seu poder para culpar os petroleiros pelo desabastecimento de gás (que logo após a greve ficou provado ter ocorrido lockout, isto é, os empresários de distribuição esconderam os botijões para provocar alta de preços, que de fato ocorreu – mas isso a mídia esqueceu de publicar). “O saldo dessa greve foi centenas de demitidos, multas milionárias para o movimento sindical, mas mostramos que a Petrobrás não seria privatizada sem luta, o que fez o governo mudar de estratégia”, afirma o primeiro tesoureiro da CUT, o petroleiro Antonio Carlos Spis, líder da greve.
Os ataques à Petrobrás e demais empresas públicas não cessaram. Nos oito anos de administração tucana, FHC mudou a Constituição de 1988 em itens fundamentais para abrir espaço para a privatização: alterou o conceito de empresa nacional. A Carta Magna estabelecia distinção entre empresa brasileira de capital nacional e de capital estrangeiro, com restrições à atuação da segunda categoria. Essa mudança possibilitou, entre outras desgraças, a privatização da Vale do Rio Doce. Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição para empresas estrangeiras; quebrou o monopólio do petróleo, por meio da lei 9478/97, que deu origem à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e à promoção dos famigerados leilões de petróleo. Essa lei, atualmente, é alvo do movimento sindical, que busca assinaturas para a criação de uma lei de iniciativa popular que introduza um novo marco regulatório no setor energético.
Disputa ideológica, a mídia bate palmas
Se no campo jurídico, o tucanato usou seus argumento$ para promover alterações constitucionais (é só lembrar o escândalo da compra de deputados para votar a reeleição de FHC), na disputa ideológica contou com o apoio entusiasta da mídia comercial.
No dia 26 de dezembro de 2000, como presente de Natal para o país, o então presidente da Petrobrás Henri Philippe Reichstul anunciou que a empresa mudaria seu nome comercial para PetroBrax, com o objetivo de “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” – eufemismo tucanês para privatização nua e crua. A “brincadeira” custou para a empresa um prejuízo de, pelo menos, 50 milhões de dólares, valor pago à agência de propaganda Und SC. A reação popular foi imediata e a sandice não chegou sequer a comemorar o réveillon. Dias depois, sem alarde, FHC engavetou o projeto do qual havia avalizado dias antes. Mesmo assim, retirou da marca o acento agudo, afinal, os povos desenvolvidos de língua anglo-saxônica têm dificuldade em pronunciar palavras acentuadas. Ainda hoje o movimento sindical acentua Petrobrás, em respeito à gramática tupiniquim e em nome da resistência ideológica.
Desmonte, acidente e crimes ambientais
Fernando Henrique, Serra e o tucanato passaram oito anos tentando privatizar a Petrobrás. Não conseguiram, mas causaram grandes estragos à maior companhia do país, ao Brasil e aos brasileiros.
Em 1989 a Petrobrás contava com cerca de 60 mil funcionários próprios; ao final de 2002, último ano de FHC no comando da entrega do país, a empresa tinha menos de 32 mil trabalhadores próprios; um dos reflexos desse enxugamento foi o aumento exponencial de acidentes e desastres ambientais. Nos 20 anos que antecederam o desmonte tucano, a Petrobrás foi responsável por nove desastres com danos ambientais - seis em plataformas de exploração de petróleo. Entre 1995 e 2002, a empresa computou 29 desastres, entre eles, o afundamento da Plataforma P-36 (março de 2001), na Bacia de Campos. A Plataforma, avaliada em mais de 1 bilhão de dólares, e responsável pela extração de 6% do petróleo nacional, provocou a morte de 11 trabalhadores e o vazamento de mais de 1,5 milhão de litros de óleo no mar. No ano seguinte, a P-34 chegou a emborcar e por pouco não teve o mesmo trágico fim. A sucessão de desastres ambientais entre 1999 e 2001, culminando com o da P-36 simbolicamente representaram o afundamento do projeto neoliberal.
A lista de crimes contra a Petrobrás promovida por FHC e sua turma não param por ai e dará um bom material de investigação na CPI. Por muito menos que isso, ex-mandatários de outros países foram para a prisão. O que está em jogo nesta CPI é a contraposição de dois projetos: um que defende a soberania do país, o fim do atual marco regulatório privatista e o investimento da riqueza do pré-sal em um fundo soberano sob controle social e outro, que deseja a apropriação privada dos lucros do pré-sal. É fácil saber de que lado estamos.
À frente do cordel de entreguistas, Fernando Henrique Cardoso, desde antes de assumir a Presidência do país, agia para privatizar a Petrobrás. A sanha privatista de seu partido, PSDB, sempre se calcou em dois pilares, não necessariamente nesta ordem: um, ideológico, por acreditar no poder do mercado como ser supremo e na incapacidade de qualquer país abaixo do equador de cumprir outra missão histórica a não ser o de colônia do grande irmão do Norte. O segundo, e mais “prosaico” pilar, o de usar o Estado para promover bu$$ines e uma rede de favorecimentos privados.
A lista de crimes de FHC e sua turma contra a Petrobrás não cabe no espaço desta matéria, mas destacamos alguns para que o leitor possa entender o que está por trás da deflagração da CPI da Petrobrás. Ainda como ministro da Fazenda de Itamar Franco, em 1993, FHC promoveu um corte de 52% no orçamento da estatal; a matéria não passou no Congresso porque logo em seguida estourou o escândalo dos “anões do orçamento”, que paralisou o Congresso. Isso não evitou, no ano seguinte, que o então postulante à Presidência mudasse a estrutura dos preços dos derivados de petróleo fazendo com que a Petrobrás tivesse aumentos mensais dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação, enquanto as distribuidoras privadas obtinham aumentos de 32% acima da inflação nas suas cotas. Segundo cálculos da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) isso significou uma transferência anual de cerca de 3 bilhões de dólares da Petrobrás para as distribuidoras internacionais.
Isso, no entanto, ainda era café pequeno para o que aguardava a empresa sob o manto presidencial de FHC.
Privatizar e destruir a resistência sindical
Uma das primeiras providências como presidente da República, em fevereiro de 1995, foi romper o acordo assinado por Itamar Franco, seu antecessor, de conceder 13% de aumento para a categoria petroleira. Sob o argumento burocrático de que o então presidente da estatal não havia assinado o tal acordo estava a intenção declarada de FHC de desestabilizar o movimento sindical petroleiro (e, por extensão, da CUT como um todo) e continuar sua jornada rumo à entrega total da Petrobrás. Os petroleiros decretaram greve, a mais longa da história da categoria, que durou 32 dias, com o exército invadindo refinarias, a imprensa usando de todo seu poder para culpar os petroleiros pelo desabastecimento de gás (que logo após a greve ficou provado ter ocorrido lockout, isto é, os empresários de distribuição esconderam os botijões para provocar alta de preços, que de fato ocorreu – mas isso a mídia esqueceu de publicar). “O saldo dessa greve foi centenas de demitidos, multas milionárias para o movimento sindical, mas mostramos que a Petrobrás não seria privatizada sem luta, o que fez o governo mudar de estratégia”, afirma o primeiro tesoureiro da CUT, o petroleiro Antonio Carlos Spis, líder da greve.
Os ataques à Petrobrás e demais empresas públicas não cessaram. Nos oito anos de administração tucana, FHC mudou a Constituição de 1988 em itens fundamentais para abrir espaço para a privatização: alterou o conceito de empresa nacional. A Carta Magna estabelecia distinção entre empresa brasileira de capital nacional e de capital estrangeiro, com restrições à atuação da segunda categoria. Essa mudança possibilitou, entre outras desgraças, a privatização da Vale do Rio Doce. Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição para empresas estrangeiras; quebrou o monopólio do petróleo, por meio da lei 9478/97, que deu origem à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e à promoção dos famigerados leilões de petróleo. Essa lei, atualmente, é alvo do movimento sindical, que busca assinaturas para a criação de uma lei de iniciativa popular que introduza um novo marco regulatório no setor energético.
Disputa ideológica, a mídia bate palmas
Se no campo jurídico, o tucanato usou seus argumento$ para promover alterações constitucionais (é só lembrar o escândalo da compra de deputados para votar a reeleição de FHC), na disputa ideológica contou com o apoio entusiasta da mídia comercial.
No dia 26 de dezembro de 2000, como presente de Natal para o país, o então presidente da Petrobrás Henri Philippe Reichstul anunciou que a empresa mudaria seu nome comercial para PetroBrax, com o objetivo de “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” – eufemismo tucanês para privatização nua e crua. A “brincadeira” custou para a empresa um prejuízo de, pelo menos, 50 milhões de dólares, valor pago à agência de propaganda Und SC. A reação popular foi imediata e a sandice não chegou sequer a comemorar o réveillon. Dias depois, sem alarde, FHC engavetou o projeto do qual havia avalizado dias antes. Mesmo assim, retirou da marca o acento agudo, afinal, os povos desenvolvidos de língua anglo-saxônica têm dificuldade em pronunciar palavras acentuadas. Ainda hoje o movimento sindical acentua Petrobrás, em respeito à gramática tupiniquim e em nome da resistência ideológica.
Desmonte, acidente e crimes ambientais
Fernando Henrique, Serra e o tucanato passaram oito anos tentando privatizar a Petrobrás. Não conseguiram, mas causaram grandes estragos à maior companhia do país, ao Brasil e aos brasileiros.
Em 1989 a Petrobrás contava com cerca de 60 mil funcionários próprios; ao final de 2002, último ano de FHC no comando da entrega do país, a empresa tinha menos de 32 mil trabalhadores próprios; um dos reflexos desse enxugamento foi o aumento exponencial de acidentes e desastres ambientais. Nos 20 anos que antecederam o desmonte tucano, a Petrobrás foi responsável por nove desastres com danos ambientais - seis em plataformas de exploração de petróleo. Entre 1995 e 2002, a empresa computou 29 desastres, entre eles, o afundamento da Plataforma P-36 (março de 2001), na Bacia de Campos. A Plataforma, avaliada em mais de 1 bilhão de dólares, e responsável pela extração de 6% do petróleo nacional, provocou a morte de 11 trabalhadores e o vazamento de mais de 1,5 milhão de litros de óleo no mar. No ano seguinte, a P-34 chegou a emborcar e por pouco não teve o mesmo trágico fim. A sucessão de desastres ambientais entre 1999 e 2001, culminando com o da P-36 simbolicamente representaram o afundamento do projeto neoliberal.
A lista de crimes contra a Petrobrás promovida por FHC e sua turma não param por ai e dará um bom material de investigação na CPI. Por muito menos que isso, ex-mandatários de outros países foram para a prisão. O que está em jogo nesta CPI é a contraposição de dois projetos: um que defende a soberania do país, o fim do atual marco regulatório privatista e o investimento da riqueza do pré-sal em um fundo soberano sob controle social e outro, que deseja a apropriação privada dos lucros do pré-sal. É fácil saber de que lado estamos.
sábado, 16 de maio de 2009
CPI DA PETROBRÁS, MANOBRA DA OPOSIÇÃO PARA PRIVATIZAR O PRÉ-SAL

A imprensa denunciou, semana passada, que a Petrobrás realizou alterações contábeis que permitiram à empresa compensar R$ 1,4 bilhão. Segundo a denúncia, no terceiro trimestre de 2008, a Petrobrás mudou a forma de recolher tributos federais sobre ganhos da variação cambial.
O caso é grave e, se comprovada a irregularidade, se enquadra em um caso de sonegação e deve ser tratado com todo o rigor da lei. No entanto, a oposição deseja transformar um problema técnico em crise política, com os olhos em 2010, e mais, para cumprir as ordens de seus patrões internacionais, que não aceitam a soberania do Brasil na exploração do pré-sal. Sob a batuta do PSDB, instalaram uma CPI para investigar a Petrobrás. Na sessão de quinta-feira (14), do Senado, nem a tucanana e os demos se entendiam e bateram boca sobre a proposta de instalação da Comissão. Prevaleceu a jogatina política.
É certo que a Petrobrás é a maior empresa do país e conta com ampla participação do governo – apesar da privataria promovida pelos governos neoliberais –, mas qual é o argumento para se instalar a CPI? Aliás, tucanos e demos devem explicações à sociedade do porque barraram a criação da CPI para investigar a privatização da Vale do Rio Doce, das empresas de telefonia, portos e ferrovias. Por que a oposição não tem o mesmo ímpeto investigativo quando se trata de investigar fraudes bancárias ou a sonegação fiscal por parte de grandes empreiteiras. Por que não propõe a prisão dos grandes devedores e fraudadores do INSS? Nem precisa de resposta, não é?
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Sindicato dos Petroleiros lança livro

O Sindicato Unificado dos Petroleiros reuniu em um livro as principais matérias publicadas no jornal Petroleir@s durante o ano de 2007. O objetivo não foi fazer uma retrospectiva do ano de 2007, mas, por meio de matérias atemporais, refletir sobre temas importantes da conjuntura nacional e internacional, de saúde e segurança, entre outros, e deixar registrada a opinião da diretoria do Sindicato e de colaboradores. O livro reúne textos de diversos autores, como o cientista político Emir Sader, o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim. organização e edição ficaram sob responsabilidade do jornalista Norian Segatto, que também assina a maioria dos textos. “É importante deixar registrada a memória sindical, apesar de as matérias já terem sido veiculadas em jornal, tenho certeza que muitas pessoas acabam não lendo todas as matérias, e mesmo quando lêem não se recordam depois de algum tempo, porque jornal é uma mídia imediata. O registro em livro de temas gerais dá a oportunidade de se ler com mais atenção, comparar o que se dizia em determinada época com os acontecimentos que ocorreram posteriormente, acho que outras entidades sindicais deveriam adotar práticas semelhantes, com a publicação, a diretoria do Sindicato cumpre seu papel de fomentar o debate de idéias e a reflexão política sob a ótica classista”, avalia Norian.
O livro está sendo distribuído gratuitamente para a categoria petroleira.
O livro está sendo distribuído gratuitamente para a categoria petroleira.
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