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quinta-feira, 31 de maio de 2018

O dia em que Audálio Dantas escreveu um conto erótico




O jornalista Audálio Dantas foi se juntar a Alberto Dines e outros (cada vez menos) símbolos do bom jornalismo neste país. Morreu vítima de um câncer na quarta, 30.mai.2018.

Minha admiração por ele começou no final dos anos 70, quando ele presidiu o sindicato do jornalistas (eu ainda não exercia a profissão, mas ela já me fascinava) e se tornou deputado estadual, sempre defendendo os direitos humanos, àquela época, como agora, tão atacados.

No início dos anos 2000, sem conhecê-lo pessoalmente, tomei a ousadia de lhe fazer um convite: escrever um conto erótico para um livro que estava editando (Corpos, Editora Limiar). Ele achou bizarro e divertido o convite: "dizem que eu nem trepo, quanto mais escrever sobre isso", brincou e quis conversar pessoalmente antes de responder ao convite.

O desfecho dessa conversa foi um conto com uma das marcas peculiares de Audálio Dantas: o olhar humano do repórter sobre uma situação.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Livro PALESTINA será lançado em São Paulo dia 3 de abril


PALESTINA, um olhar além da ocupação (Editora Limiar) será lançado dia 3 de abril, em São Paulo. na Mesquita Brasil, Rua Barão de Jaguara, 632, Cambuci



Durante seis dias, em 2015, uma delegação brasileira formada pelo atual vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, pelo vereador na cidade de Cascavel, Paulo Porto (ambos militantes do PCdoB) e pelo presidente da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu e diretor de Assuntos Internacionais do Município, Jihad Abu Ali, visitou a Palestina. 

Apesar de serem brasileiros e estarem em missão oficial, isso não lhes garantiu nada diante da ocupação israelense em solo palestino. Apesar de brasileiro, Jihad Ali, filho de palestino, ficou retido na alfândega na entrada e na saída do país; uma das várias situações tensas e discriminatórias ocorrida ao longo da viagem. “Paulo Porto, que tem o biotipo bem europeu, passou sem qualquer dificuldade; eu, cujas características físicas são mais próximas à de um árabe, fiquei detido por algum tempo até me liberarem, mas JIhad, com nome e fisionomia tipicamente árabes, ficou quase 12 horas incomunicável nas mãos das autoridades israelenses”, conta Bobato em seu relato da viagem. 

Sem Jihad para servir de intérprete, os dois outros brasileiros tiveram de se virar para conseguir chegar a seu destino e serem recepcionados pelo prefeito de Jericó, porque, apesar de estarem na cidade, era proibido por Israel o prefeito palestino se locomover livremente pela sua própria cidade. Esses e outros episódios, como o do encontro com o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, a tensão a cada checkpoint (barreiras formadas por soldados de Israel por toda Palestina) e a alegria e surpresa de encontrar, mesmo sob ocupação, uma sociedade vibrante e que não se rende, são relatados de maneira direta neste livro depoimento, belamente ilustrado com as fotos de Paulo Porto. PALESTINA, um olhar além da ocupação, lançado pela Editora Limiar, é um retrato franco e sincero de um povo que luta há sete décadas pelo seu direito de possuir um país; um povo que resiste e se refaz a cada nova geração.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

PALESTINA, um olhar além da ocupação


Durante seis dias, em 2015, uma delegação brasileira formada pelo atual vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, pelo vereador na cidade de Cascavel, Paulo Porto (ambos militantes do PCdoB) e pelo presidente da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu e diretor de Assuntos Internacionais do Município, Jihad Abu Ali, visitou a Palestina. Apesar de serem brasileiros e estarem em missão oficial, isso não lhes garantiu nada diante da ocupação israelense em solo palestino.

 Apesar de brasileiro, Jihad Ali, filho de palestino, ficou retido na alfândega na entrada e na saída do país, uma das várias situações tensas e discriminatórias ocorrida ao longo da viagem. “Paulo Porto, que tem o biotipo bem europeu, passou sem qualquer dificuldade, eu, como tenho características físicas mais parecidas com árabe, fiquei detido por algum tempo até me liberarem, mas JIhad, com nome e fisionomia tipicamente árabes, ficou quase 12 horas incomunicável nas mãos das autoridades israelenses”, conta Bobato em seu relato da viagem. Sem Jihad para servir de intérprete, os dois outros brasileiros tiveram de se virar para conseguir chegar a seu destino e serem recepcionados pelo prefeito de Jericó, porque, apesar de estarem na cidade, era proibido por Israel o prefeito palestino se locomover livremente pela sua própria cidade. 

Esses e outros episódios, como o do encontro com o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, a tensão a cada checkpoint (barreiras formadas por soldados de Israel por toda Palestina) e a alegria e surpresa de encontrar, mesmo sob ocupação, uma sociedade vibrante e que não se rende, são relatados de maneira direta neste livro depoimento, belamente ilustrado com as fotos de Paulo Porto. PALESTINA, um olhar além da ocupação, lançado pela Editora Limiar, é um retrato franco e sincero de um povo que luta há sete décadas pelo seu direito de possuir um país; um povo que resiste e se refaz a cada nova geração.   

O livro só foi possível de ser editado graças ao apoio da Embaixada da Palestina no Brasil e de outras entidades, que assumiram o compromisso de viabilizar essa publicação. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

PALESTINA: um olhar além da ocupação



Em visita oficial à Palestina, em 2015, os vereadores de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato  (atualmente, vice prefeito da cidade), e de Cascavel, Paulo Porto, ambos do PCdoB, e Jihad Abu Ali, presidente da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu, presenciaram a ignóbil realidade da ocupação israelense em território palestino. O olhar sobre essa realidade é retratado neste emocionante livro. 
"Queríamos falar da gente palestina, do seu dia a dia, do que vimos além da ocupação e com isso possibilitar a visão de que na Palestina tem pessoas que vivem, são solidárias e organizam suas vidas para conviver e lutar contra esta atrocidade que se prolonga por impensáveis 70 anos.
Gerações inteiras de palestinos foram dizimadas ou expulsas de suas terras, enquanto isso o mundo continua a aceitar as atrocidades de Israel.
Espero que este livro ajude a mostrar a Palestina que precisa ser defendida, visitada, estudada, apreciada", afirma o autor Nilton Bobato.
O livro ganha especial dimensão com as fotos de Paulo Porto, que captou, além dos encontros oficiais, o dia a dia da população. 

Os autores
Nilton Bobato é professor, escritor, já foi vereador e atualmente (2018) é vice prefeito de Foz do Iguaçu. É membro da Academia de Letras de Foz do Iguaçu e possui sete livros publicados. É vocalista da Banda Morthal.



Paulo Porto é docente da Universidade Estadual do Paraná, doutor em Educação e fotógrafo documental. Atualmente está no segundo mandato de vereador no município de Cascavel/PR pelo Partido Comunista do Brasil. Atua como militante da reforma agrária e na defesa dos direitos e território das comunidades indígenas Guarani do oeste do Paraná.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Conheça o catálogo da Limiar



Se você ainda não conhece os títulos da Limiar, confira o catálogo da Editora, disponível pelo Issuu ou por PDF


    

Os livros são apresentados nas seguintes categorias:

- Literatura
- Jornalismo
- Estudos literários
- Romance policial
- Poesia
- Sociedade

Adquirindo pelo site da Limiar você tem frete grátis para todo o país.

Conheça, também, a biblioteca virtual da Limiar, projeto que disponibiliza livros grátis para download.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Livro Hambre del Alma em promoção no site da Limiar





Promoção válida até o dia 31 de agosto de 2017 exclusivamente para compras pelo site da Editora Limiar 



Um belo livro sobre o feminino. Carla nos fala dos espaços e da criatividade. Sempre foi dito pela cultura patriarcal que a cozinha é um espaço de confinamento da mulher e o que a autora nos mostra é que pelo contrário, é um espaço de criatividade e libertação.

A escrita também é uma forma de liberdade e normalmente também se produz na casa, mas é capaz de nos levar muito longe.

A arte e a criatividade é uma forma de libertação e de possibilidade de um conhecimento que vai muito além do que podemos aprender na rua, no exterior, mas o mais importante é a união de ambos os lados. Garcia nos chama de volta ao corpo, não no sentido do culto da beleza do corpo, mas como a nossa morada, e onde sentimos, temos percepções do mundo exterior e interior, o físico e o espiritual se unem no corpo.

A Hambre del alma, a fome da alma, é algo que muitas mulheres sentem, e penso que os homens também, pois costumo ver o feminino como sendo algo que é do humano, assim como o masculino, e não separando isto, rejeitando desta forma a dicotomia cartesiana, a mente e o corpo, ou qualquer outra dupla, pois acredito no múltiplo. Somos muitos em um só.

Dentro da cultura patriarcal a mulher foi confinada ao lar e o homem ao mundo. Ele era o intelectual, o que escrevia, que criava, o ativo, e a mulher o passivo. O que Carla nos mostra neste belíssimo livro é que as coisas não foram exatamente assim, e as mulheres sempre encontraram formas de criar também, mas usaram outra linguagem.

Ela nos fala das receitas e de comida. A comida que nos alimenta, tanto o físico como a alma. A sociedade dividiu a gastronomia internacional e seus chefs de um lado e considerou a culinária caseira como sendo nutrição, dia a dia, não um arte. Mas será que é assim?

Na introdução  há uma abordagem muito interessante sobre a anorexia que viria substituir a histeria do século passado, ou seja, um protesto das mulheres contra sua situação cultural. "A anoréxica sente não ter domínio sobre o próprio corpo e almeja se tornar ditadora ou tirana desse reino só seu." O corpo da mulher é usado como uma forma de poder, de controle, o que acaba levando a compulsões como dietas, exercícios físicos até seus quadros mais graves como anorexia e bulimia. Outra faceta é a tentativa de manter seu corpo puro almejando a ascese espiritual, esquecendo que é justamente no corpo que as sensações se produzem, o amor, o prazer, aliás, este justamente é o grande vilão.

Adélia Prado é citada no livro: "Se me dessem licença de comer eu me curava, virava gente grande."

A mulher tem fome, é esfaimada. Garcia vai nos falar então de como escritoras saciaram esta fome da alma através da escrita, mas também da culinária, e da arte. Nos fala de Virginia Woolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon. A narrativa é uma cura, e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos neles, observações e frases, além de toda arte, por que os grandes chefs são científicos, medem seus ingredientes, mas a mulher os coloca sentindo o sabor na boca, e ela sabe quando está pronto. A cozinha é um local de criatividade, de narração, as receitas contam histórias, a comida sociabiliza, acolhe, é amor, é nutrição para a alma. A comida une o público e o privado.

Infelizmente a modernidade afastou a mulher da cozinha,além de modismos, dietas que visam falsamente a purificar o corpo ou a alma, o que realmente importa  é comer sem culpa e com isto alimentar a alma.

Há vários filmes citados no livro como Tomates Verdes Fritos, Como água para chocolate, A festa de Babette e também livros, todos atendendo a esta fome.

O livro trata realmente de como fazer comida para a psique, de como alimentar esta alma esfomeada. Um belo livro.


Carla Cristina Garcia é mestre e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde é professora e pesquisadora, e pós-doutora pelo Instituto José Maria Mora, no México. Desde a graduação se dedica a temas relacionados ao universo feminino e à pesquisa de gênero.

Aperitivo : leia aqui um trecho do livro 



quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM PONTO ... ENTRE DOIS





Um ponto ... entre dois, poema de André Couri que dá nome ao livro do autor, lançado em fevereiro de 2017 pela Editora Limiar.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

ABES-SP lança concurso de vídeo amador



A ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) lançou a décima segunda edição do consurso de vídeo amador, destinado a premiar os melhores curtas no tema Resíduos Sólidos e os 5Rs. Podem participar pessoas de todas as idades e de todo o Brasil. 

Clique aqui para ver o regulamento do vídeo.

A Editora Limiar é uma das apoiadoras deste projeto. 

terça-feira, 7 de março de 2017

Dia internacional da mulher


Promoção da Editora Limiar para o dia internacional das mulheres. Vale conferir no site www.editoralimiar.com.br





HAMBRE DEL ALMA. A mulher é esfaimada. Nste livro, Carla Cristina Garcia aborda como escritoras (Virginia Woolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon) saciaram esta fome da alma por meio da escrita e também da culinária e da arte. A narrativa é a cura e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos, além de toda arte. A cozinha é um local de criatividade, de narração, as receitas contam histórias, a comida sociabiliza, acolhe, é amor, é nutrição para a alma. A comida une o público e o privado. Preço normal R$ 22,00. 




LÍNGUAS DE FOGO. A escritora canadense Claire Varin leu Clarice pela primeira vez em francês e, como não poderia deixar de ser, se apaixonou pela icônica escrita da maior escritora brasileira. Por conta dessa paixão aprendeu português (para ler a obra no original), veio ao Brasil, conheceu parentes de Clarice e desta viagem surgiu "Línguas de Fogo", um vigoroso ensaio sobre a obra de Clarice Lispector. Indispensável para quem quer conhecer ou se aprofundar no universo de Lispector. Preço normal R$ 37,00. 




O TEXTO SENTIDO. Poesias que falam de amor, de sensações. Amor carnal, amor voraz, amor que tem pressa, amor que engana e te lambuza na sargeta. Amor que te pega sem licença. Na fina escrita de Sandra Regina todos os sentidos viram rima, todos os sentimentos viram poemas, de todas as despedidas escorrem palavras.
Preço normal R$ 22,00. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Mais de 1000 mortes por agrotóxicos em São Paulo, informa Portal "escondido" da Secretaria de Saúde



Clique aqui para conhecer o Observatório de Saúde Ambiental do Estado de São Paulo



O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos do mundo, atrás dos Estados Unidos, mas é o primeiro em consumo de agrotóxicos. Na safra de 2013/2014 foram utilizados cerca de 1 bilhão de litros, o que gera uma média de 5 litros de agrotóxicos por habitante, de acordo com especialistas. Em 2014, o setor de agrotóxicos no movimentou cerca de R$ 39 bilhões.
É uma indústria forte, com poder de pressão nos legislativos e no Ministério da Agricultura.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Paulo Nicolau coloca em livro 25 anos de experiência em telejornalismo




Neste dia 26 de abril (terça), o jornalista Paulo Nicolau lança, na Livraria Cultura de São Paulo, seu primeiro livro, Telejornalismo na Prática (Editora Limiar, selo "série jornalismo"), em que apresenta de maneira direta como funciona o dia a dia de uma redação, quais são os cuidados que o profissional dessa mídia deve ter, quais são os desafios e as perspectivas. O livro apresenta os aspectos técnicos, dicas, reflexões sobre a ética profissional e todos os detalhes de um telejornalismo, da pauta à edição.

Nicolau começou a carreira na EPTV Campinas (afiliada da Rede Globo), trabalhou na TV Record em São Paulo e foi diretor nacional de jornalismo do SBT. São 25 anos de experiência. Ganhou os prêmios Esso e Embratel.


Entrevista

Como surgiu a ideia de escrever esse livro, qual foi a sua principal motivação?
Paulo Nicolau
Paulo Nicolau - Falar sobre jornalismo é sempre uma satisfação. Eu queria compartilhar meus conhecimentos com a nova geração de jornalistas.

Qual é o público preferencial do seu livro?
O livro foi escrito para estudantes universitários e profissionais que estão em começo de carreira em televisão. Também é útil para quem faz vídeo para a internet ou trabalha em produtoras e quer melhorar o padrão de qualidade. Mas, acredito, que pela maneira direta como aborda os temas, ele possa interessar bastante profissionais mais experientes e mesmo que não atua na área, mas tem curiosidade de conhecer por dentro o intrincado mundo do telejornalismo.


Há vários livros sobre telejornalismo no mercado, o que você considera que o seu apresenta de novo ou peculiar para estudantes e e recém-formados?
O livro mostra o que funciona na prática, de forma ética, uma redação. Em uma leitura é possível percorrer normas e técnicas de telejornalismo que eu demorei anos para aprender, desde o começo como estagiário até chegar a diretor de jornalismo. O leitor, espero, vai refletir sobre essas informações.

Com base em sua experiência em TV o que você destaca que é o maior desafio para quem está iniciando no telejornalismo e como o livro pode contribuir.
O desafio é produzir conteúdo tão bom que o telespectador tenha vontade de voltar no dia seguinte. Para dar conta dessa tarefa é preciso conhecimento. Aí que entra o livro e seu papel de ampliar horizontes. 


terça-feira, 19 de abril de 2016

Com o livro "Telejornalismo na Prática", Limiar lança selo "série jornalismo"







Diante de tantas controvérsias sobre o papel que a mídia representa atualmente, a democratização dos meios comunicação, o papel cada vez mais preponderante da comunicação - por todos o meios, impressa, radiofônica, televisiva e web - na formação da sociedade, a Editora Limiar decidiu lançar o selo "Série Jornalismo".
"Nossa proposta é ter uma concepção plural do tema", informa o editor Norian Segatto, que também é jornalista de profissão. "Pretendemos publicar pelo selo tanto debates e análises conceituais, como tratar da prática jornalística, contribuindo para que estudantes, recém-formados e aqueles que desejam se atualizar na área tenham instrumentais para tal", afirma.

De certa forma, a preocupação e a vontade de promover o debate sobre o assunto sempre estiveram entre os critérios editoriais da Limiar. No ano de sua fundação, 2000, lançou o livro Ponto Eletrônico (de Flávio Prado), com dicas práticas de como fazer jornalismo televisivo. O livro se tornou referência na área.

Em 2005 publicou Alô, Alô, Amazônia (de Benedito Rostan), um vigoroso estudo semiótico e sociológico sobre as relações entre oralidade e escrita mediadas pelo rádio, tendo como objeto um popular programa de rádio no Norte do país.

No ano passado voltou ao tema com a publicação de Jornalismo Ainda é Cultura (de Willian Corrêa e Ricardo Taira), livro que analisa o Jornal da TV Cultura, informativo que inova com a participação de uma bancada de comentaristas, que diariamente se revezam para analisar os fatos apresentados, dando pluralidade ao noticiário.

Agora, apresenta ao público Telejornalismo na Prática. O autor, Paulo Nicolau, que já atuou nas principais emissoras do país – Globo, Record e SBT – , apresenta, de maneira direta, como funciona o dia a dia de uma redação, quais são os cuidados que um profissional dessa mídia deve ter, quais são os desafios e as perspectiva.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Telejornalismo na prática, novo livro da Limiar



Em tempos em que a prática e a ética do telejornalismo são tão contestadas, este novo livro da Limiar, que tive o prazer e a responsabilidade de editar, aborda aspectos técnicos, dicas, reflexões sobre a ética profissional e todos os detalhes de um telejornal, da pauta à edição.

TELEJORNALISMO NA PRÁTICA é indicado como leitura essencial para estudantes e recém formados, que trabalham ou desejam trabalhar em televisão, produtora de vídeo ou com web TV. Por abordar de maneira dinâmica e inteligente os bastidores do jornalismo televisivo é, também, uma agradável leitura para todos que se interessam em saber como funciona o intrincado mundo da produção de notícias.

O autor, Paulo Nicolau, conta com mais de 25 anos de experiência nas principais  emissoras do país – Globo, Record e SBT. Seu trabalho já lhe rendeu os prêmios Esso e Embratel de jornalismo.

Vale conferir. O lançamento acontece dia 26 de abril, na Livraria Cultura de São Paulo, na Avenida Paulista (Conjunto Nacional), a partir das 18h. Espero você lá.





segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Adeus a Ana Canônico


Conheci Ana em 2006, ela veio me procurar para editar o livro de poesia de seu filho, Mauro, me contou, quase em confidência e com certo embaraço, que ele sofria de alguns distúrbios e que a edição de seus poemas poderia ser benéfica para o processo terapêutico do filho. Expliquei-lhe sobre as dificuldades de comercialização de poesia, questionei se isso não poderia gerar mais ansiedade e ter efeito contrário ao desejado inicialmente. Ela reafirmou o desejo seu e de seu filho de ver as poesias editadas. Soube, depois, que Mauro sofria de esquizofrenia.
Os poemas tinham qualidade, apesar da irregularidade; escrevi a orelha de apresentação, organizamos um lançamento, Mauro estava radiante, nervoso e confiante em seu trabalho, Ana parecia feliz. Ficou com a maioria dos exemplares da edição e pretendia levar o filho para saraus e eventos literários. O livro, Maura Escritura (Ed. Limiar).

Buscava, pela arte, a cura que a ciência lhe negava. Ana dedicava sua vida a cuidar do filho.
Anos depois ela me procurou para editar outro livro, de qualidade bem inferior, mas dentro do mesmo espírito de dar vazão ao processo criativo.
Nos falamos pela última vez em abril, ela dizia que o filho acreditava que seus livros vendiam 100 mil exemplares por mês e ela, a mãe, ficava com o dinheiro. Queria que eu conversasse com Mauro para explicar que ver a referência de seu livro em algum site não era sinônimo de vendas.
Não houve tempo para essa conversa, no dia 3 de agosto Mauro teve um surto e assassinou sua mãe em sua residência.
Ana Canônico, mulher forte de olhar triste, era guerreira de uma única batalha: salvar o filho de seus próprios demônios. Ambos perderam.
Reproduzo, a seguir, uma poesia de Mauro, publicada no livro Maura Escritura.

 


Obsessão

Dos anjos um ser profano

eu vi o diabo

criador da mentira com engano

o ser do profeta tirano

fazendo rima ao som do dano

pra música vil e leviana

velar a quem se dana

se ao ver o horizonte o adorasse

faria ao meu fruto soberano

e pedi então que num momento ele passasse

a rota do passar dos anos

que à sua vista já estava se movendo

e a causa dos meus dissabores

e ele disse que se muito funda e falsa

solta a alça de terrores

e depois os desenlaça

mas o vi na encruzilhada

dizendo ser um santo

e da palavra ao ar roubada

transformá-la em espanto

e ao sabor de suas oferendas

falou da causa das contendas

e do tom em obscura magia

que à inveja ele fazia

e do rodear a Terra à sua via

do descanso dos hipócritas

fazer peso à hipocrisia

que se transfigurando leva escrituras

aos santuários para os adentrar

e com Deus aí travarem lutas

que num raio à Terra o fez chegar

ao poder sua mente

ver ao cigarro e cachaça

lhe dar prazer no que aos outros embaraça

perguntei de algum vão nele escondido

no relincho à sua gargalhada

e onde mora o perigo

da sua paixão desvirtuada

por uma bruxa conhecida

que lhe deu uma vassourada

quando eu gastava em drogas meu dinheiro

por que não me deu aviso de primeiro

e como a loucura por inteiro

faz ao órgão obstruído

mas ele foi ao nada

e ainda hoje ouço

o eco de sua risada

e lembro do relance do céu onde vivia

não há dinheiro

não há vida

eu não preciso do seu conselho

leve meu dinheiro

leve minha vida

eu não preciso do seu conselho

foda-se seu dinheiro

foda-se sua vida

eu não preciso do seu conselho

apenas loucura e obsessão.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

livro POR TRÁS DA MÁSCARA para download

para baixar, clique aqui

Em 1996 publiquei o livro-reportagem Por Trás da Máscara, uma análise da administração Paulo Maluf à frente da cidade de São Paulo durante os anos de 1993/96. O livro mostra como a prefeitura de Sâo Paulo foi utilizada para favorecer amigos e aliados políticos, empresas e interesses escusos, tornando-a uma máquina a serviço dos interesses políticos e pessoais do então mandatário. Paralelamente, o livro mostra a forma truculenta e autoritária como Maluf tratava funcionários e a população mais carente da cidade, enquanto canalizava recursos para as áreas mais nobres de São Paulo.

Com a proximidade das eleições municipais e o retorno desse senhor ao noticiário político, após a aliança com o PT, a leitura torna-se, novamente (e infelizmente) atual. Por isso, a Editora Limiar está disponibilizando para download o livro (em PDF) como forma de incentivar o debate político e reflexões sobre ética e outros temas fora de moda.

Espero que gostem da leitura e façam seus comentários.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Haicaos, a lírica de Sandra Regina e Múcio Góes




Lançamento neste fim de semana. Eu recomendo, é um dos melhores livros de poesia do ano, que transita na desconstrução dos tradicionais haicais para gerar uma lírica única e envolvente. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Lançamento Crônica de uma ilha vaga" em Curitiba


No dia 24 de setembro, sábado, estive em Curitiba lançando meu primeiro romance, Crônica de uma iilha vaga (Ed. Limiar). O evento foi muito agradável, dizem que os moradores das capitais do Sul são menos receptivas, mas sempre que estive em Curitiba fui muito bem recebido por todos. Na véspera do lançamento, meu amigo e talentoso artista Carlos Dalla Stela me aguardou até altas horas para um agradável jantar em sua residência; Sônia abriu as portas de sua casa para me dar abrigo.
Quero deixar registrado meu agradecimento a todos que compareceram, e em especial para a Darli, a Sônia e a Marilda, que organizaram o lançamento, cuidaram de todos os detalhes e deram uma puta força na divulgação.
Quem quiser conhecer mais sobre o livro, ou adquiri-lo, pode fazer pelo sítio da editora.
Valeu!