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quinta-feira, 22 de junho de 2017

CUT LANÇA SITE "NA PRESSÃO" PARA ....PRESSIONAR




(Fonte: CUT)
O site NA PRESSÃO é uma ferramenta que permite enviar e-mails ou contatar pelas redes sociais ou por telefone parlamentares, juízes, ministros ou qualquer outra autoridade ou representante do povo.

O NA PRESSÃO está organizado em campanhas, que podem ser dirigidas aos membros de quaisquer instâncias do Legislativo (Câmara dos Deputados, Senado Federal, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores), membros de tribunais do Judiciário, ou ocupantes de posições no Executivo, sejam representantes eleitos (presidente, governadores ou prefeitos) ou seus representantes (ministros e secretários).

As campanhas do NA PRESSÃO têm sempre um tema determinado e organizam um conjunto de representantes a serem pressionados para que decidam a favor de trabalhadores e trabalhadoras e da maioria da sociedade.

Como funciona

Para cada campanha, o NA PRESSÃO reúne as informações de cadastro das autoridades a serem pressionadas e organiza a página própria de cada tema. Ao entrar numa campanha, a pessoa interessada pode enviar de uma só vez e-mails para todos os representantes (ULTRA PRESSÃO) ou pode entrar no cadastro dos representantes ou separar um conjunto deles por meio dos filtros.

No cadastro de cada autoridade vai ser disponibilizado, além do email, o telefone oficial, o canal de Facebook e, quando possível, o número celular para acesso pro redes do tipo Whatsapp ou Telegram.

Gestão e parcerias  

O projeto NA PRESSÃO foi desenvolvido pela Secretaria de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para ser usado nas principais campanhas da entidade junto aos sindicatos e militantes de sua base, bem como nas iniciativas dirigidas a todos os trabalhadores e trabalhadoras e da sociedade.

O NA PRESSÃO está disponível para todos os sindicatos, entidades e movimentos sociais parceiros, podendo ser usado em campanhas específicas dirigidas a instâncias regionais ou locais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Para propor ou solicitar a criação de uma campanha, entre em contato com a Secom / CUT (napressao@cut.org.br)

domingo, 30 de abril de 2017

CUT CONFIRMA 1º DE MAIO NA AV. PAULISTA







1º de Maio de 2016 - Foto: Paulo Pinto / Agência PT

Após o prefeito botoxizado de São Paulo tentar impedir as comemorações do 1º de Maio na Avenida Paulista, a CUT-SP fez um acordo com o Tribunal de Justiça para que o evento comece na avenida e termine na Praça da República, no centro da cidade. 
Confira a nota da CUT-SP.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

VAGNER FREITAS (CUT) FAZ BALANÇO DA GREVE


O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitasm deu entrevista na tarde da sexta-feira (28.abr.17) para a revista Carta Capital, fazendo um balanço da greve geral e denunciando o caráter golpista da mídia tradicional,

Confira no vídeo.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

HOMEM NÃO CHORA





O ano era 1983, julho, o Brasil afundava em uma de suas maiores crises com inflação anual de mais de 100%, ditadura militar ainda intacta, modelo econômico ditado pelo FMI. No primeiro semestre daquele ano, vários projetos propondo arrocho salarial foram enviados ao Congresso, que os iria aprovar sem contestação.
Os movimentos populares e, principalmente, o movimento sindical, vivia uma fase de ascensão, mas não haviam estruturas verticalizadas como federações e centrais sindicais. Seu embrião era a Comissão Nacional Pró-CUT.

quarta-feira, 29 de março de 2017

ESTUDO DO DIEESE COMPROVA RELAÇÃO ENTRE TERCEIRIZAÇÃO E ACIDENTES DE TRABALHO






As políticas e normas de segurança da maioria das grandes empresas são equivocadas, em vez de priorizar a melhoria condições de trabalho e a segurança, evitando acidentes, focam na produtividade e nos equipamentos individuais de segurança, que ajudam, mas não garantem uma eficaz prevenção contra acidentes.

Não adianta ter uma política de segurança se não há adequada manutenção dos equipamentos ou o necessário treinamento para os trabalhadores, principalmente os terceirizados.

O resultado desse descaso é a quantidade de acidentes que ocorrem no Sistema, que vitimam, principalmente, trabalhadores de empresas contratadas.

A aprovação pela Câmara dos Deputados do PL 4302, que escancara a terceirização em toda a linha produtiva, tende a elevar potencialmente o número de acidentes. Subserviente à Fiesp, Temer vai sancionar o projeto, apesar de ter como opção outro PL, o 4330 (que se encontra no Senado), menos pernicioso que esse votado pela Câmara. Mas Temer prefere a morte de trabalhadores a ter que contrariar interesses dos empresários.

terça-feira, 7 de junho de 2016

LULA EM ATO NO RIO: SÓ O ESTADO PODE TRAZER JUSTIÇA SOCIAL


Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil


Por Igo Carvalho - portal CUT
Na noite dessa segunda-feira (6), o palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, recebeu lideranças de movimentos sociais e sindicais para o lançamento da campanha “Se é público, é para todos”, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, que conta com diversas entidades, entre elas a CUT.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

FARSA SINDICAL: CUT NÃO FOI CHAMADA PARA REUNIÃO COM GOVERNO (E SE FOSSE, NÃO IRIA)




Para tentar fugir do estigma de governo golpista, o governo golpista de Michel Temer lançou na imprensa uma nota de que irá se reunir hoje`(16.mai.2016) à tarde com centrais sindicais.


No entanto, a maior central sindical do país, a CUT, não foi convidada formalmente. "Nos informaram que quem faria o convite informalmente seria o deputado Paulinho, da Força, mas nada chegou a nós", informou a assessoria da presidência da Central.
O objetivo declarado da reunião é apresentar às centrais o modelo de reforma da Previdência e, provavelmente, como apurou o blog, estabelecer uma agenda de diálogo com a Força Sindical e a UGT para encaminhar flexibilizações na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), incluindo jornada e remuneração variável, fim da multa sobre o FGTS e terceirização entre outros pontos.
Pela manhã, o presidente da CUT, Vagner Freitas, publicou no site da entidade a seguinte nota.





Retrocessos não se negociam. Vamos combatê-los na luta

A CUT não reconhece golpistas como governantes. Por isso, não irá à reunião que Michel Temer chamou para esta segunda feira com as centrais sindicais.
A CUT vai continuar defendendo os interesses da classe trabalhadora, principal vítima do golpe, exigindo a volta do Estado do Direito e do mandato da presidenta Dilma, legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos.
Acreditamos que a luta contra os retrocessos pretendidos e anunciados será travada pelo conjunto dos movimentos sociais nas ruas, nos locais de trabalho, na luta constante para impedir que o Brasil recue, do ponto de vista democrático, institucional e civilizatório, a décadas passadas.
O respeito a todos os mecanismos e esforços da população em busca de igualdade, valorização da diversidade e acesso a políticas públicas que combatam as injustiças sociais é um valor precioso demais. E assim queremos que seja tratado.
Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

CTB também não participa

Em nota, a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), ligada ao PCdoB, informou que também não irá participar da reunião. O presidente da Central, Adilson Araujo, afirmou: "Diante das evidências, a proposta de reforma da Previdência de Temer prevê aposentadoria no caixão. A CTB tem muita clareza dos riscos e, diferente de alguns setores do movimento sindical, não se dispõe a segurar na alça da traição".


domingo, 1 de maio de 2016

DILMA DISCURSA NO 1º DE MAIO E DIZ QUE VAI RESISTIR AO GOLPE




No início da tarde do 1º de maio de 2016, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff foi a principal convidada e discursou por cerca de 30 minutos para a multidão que acompanhava o ato em comemoração ao dia do trabalhador.

Dilma iniciou dizendo que o impeachment é golpe, porque ela não cometeu crime, nem tem conta na Suíça, em alusão ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Disse que está sendo julgada por ter emitido seis decretos de suplementação (as tais pedaladas) e comparou com o governo Fernando Henrique, que apenas em 2001 publicou 101 decretos semelhantes, segundo a presidente.

Dilma foi enfática em afirmar que quem está propondo seu afastamento está roubando os votos não apenas de quem a elegeu (cerca de 54 milhões de votos), mas de todos os 111 milhões que votaram em 2014. "Estão roubando os votos de quem acredita na democracia", afirmou. 

A presidente também alertou para os riscos do processo de impeachment afirmando que o golpe é contra todos os trabalhadores e que a primeira vítima será o pré-sal. Denunciou, também, que um eventual governo Temer pretende cortar o benefício de 37 milhões de pessoas que dependem do Bolsa Família. Atualmente são 47 milhões de pessoas beneficiadas.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Secretário de comunicação da CUT pede "guerrilha virtual" contra golpe

Roni Barbosa, secretário de Comunicação da CUT Nacional


O clima esta tenso em Brasília, relatou esta tarde (15.abr.2016) para o blog o secretário de comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, que se encontra na capital federal para acompanhar as mobilizações deste final de semana.

Apesar do clima de "já ganhou" da mídia golpista, que estampa placares elásticos a favor do impeachment, Roni acredita que a militância possa fazer diferença. "


terça-feira, 12 de abril de 2016

Manipulação de informação: Veja mente, deputados replicam e mentira flana



Durante ato em Brasília na noite de segunda-feira (11.abr.2016), promovido pelo MST e CUT, um homem foi preso portando uma mochila com dinheiro. Sem qualquer prova de envolvimento com os movimentos, José Carlos Santos foi liberado em seguida.

Leiam como a Folha de São Paulo deu a notícia
Um homem foi detido pela Polícia Militar de Brasília com R$ 16 mil durante a manifestação pró-governo organizada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outros movimentos.
Aparentemente, o homem não tinha relação com os movimentos. Sem uma acusação para mantê-lo preso, as PM o liberou.



A mesma notícia no site Congresso em Foco
José Carlos dos Santos, 44 anos, que carregava uma mochila com R$ 16 mil em espécie foi preso nesta segunda-feira (11) na área central de Brasília próximo de onde acontecem manifestações contra o impeachment. Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia, na área central da cidade, prestou seus esclarecimentos, declarou a origem do dinheiro e foi liberado.
Segundo a Polícia Militar, o homem foi preso ainda no início do protesto. Ele foi abordado porque estava sozinho em uma esquina e carregando uma mochila. Os agentes o abordaram a procura de armas brancas e acabaram por encontrar a quantia em dinheiro.
José Carlos afirmou que o dinheiro é fruto de uma indenização trabalhista que recebeu por um acidente de trabalho. De acordo com a PM, os argumentos não convenceram e o homem apresentava sinais de embriaguez.


Para o panfleto da direita editado pela Abril, a mesma notícia se tornou assim: um elemento do MST foi preso com R$ 55 mil e os sem-terra tentaram impedir a ação da PM


Como saiu no site da Veja
A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu na noite desta segunda-feira um militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) com 55 mil reais em notas numa mochila.
José Carlos dos Santos foi preso ao chegar ao acampamento do MST próximo ao Teatro Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Ele não soube explicar a origem do dinheiro.
Os sem-terra tentaram impedir a prisão, mas Santos foi levado para a 5ª delegacia, onde prestou depoimento.

De posse da manipulação leviana da Veja, os deputados Alberto Fraga (DEM-DF), Felipe Maia (DEM-RJ) e Major Olímpio (SD-SP) utilizaram a tribuna da Câmara para condenar o MST por estar pagando militantes para participarem do ato. Esse é o rastro da mentira e manipulação que se espalha a partir de um "jornalismo" mentiroso e de parlamentares que o utilizam para seus interesses, independentemente da verdade. 

CONFIRA NOTA DE REPÚDIO DO MST

Nota de Repúdio

O MST repudia de forma veemente a tentativa de criminalização do Movimento por parte do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), Felipe Maia (DEM-RJ) e Major Olímpio (SD-SP). Estes deputados usaram a tribuna da Câmara dos Deputados para reproduzir mentiras sobre o MST, baseadas em matérias mal apuradas pela imprensa e supostos áudios da polícia.

Na noite desta segunda (11/4), durante o ato em defesa da Democracia promovido pela Frente Brasil Popular, José Carlos dos Santos foi detido por portar uma quantidade de dinheiro em sua mochila, o que foi considerado suspeito pela polícia militar do DF.

O senhor José Carlos, que não integra o MST nem em sua base militante, nem em suas instâncias diretivas, prestou seus esclarecimentos, declarou a origem do dinheiro e foi liberado. Segundo informações prestadas pelos policiais da 5° DP de Brasília ao MST, o senhor Santos afirmou não ser integrante de nenhum partido, ou movimento algum, tendo ido à manifestação por ato individual, que também é legítimo.

Neste sentido, também repudiamos a matéria veiculada no site das Organizações Globo, G1, que afirma uma mentira em sua apuração (ou a falta dela). Em nenhum momento, o site entrou em contato com o MST para confirmar a associação de um militante a um suposto crime, como tentam insinuar.

Não é a primeira vez que os meios das Organizações Globo criminalizam, ou silenciam os movimentos sociais do Brasil.  No mínimo, o G1 deveria se retratar e informar aos seus leitores seu erro grosseiro.

O MST integra o acampamento nacional em Brasília, cujo principal objetivo é organizar a luta contra o golpe contra a democracia em curso na Câmara dos Deputados. Continuaremos a luta, denunciando as manifestações fascistas, preconceituosas e criminalizatórias dos setores mais conservadores do País, que só operam a retirada dos direitos conquistados a muito custo pelo povo brasileiro.

#NãoVaiTerGolpe

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


terça-feira, 15 de março de 2016

Sem vacilo, mulheres defendem seus direitos e gritam: “Não vai ter golpe”





Mais de 10 mil mulheres, homens e crianças transformaram a avenida Paulista em um grande palco lilás, na tarde de 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Organizado por entidades feministas, como a Marcha Mundial de Mulheres, centrais sindicais, como a CUT e a CTB e outras diversas organizações, o ato se concentrou no vão livre do Masp, fechou uma das pistas da avenida e seguiu em caminhada até o centro da cidade.

Faixas e palavras de ordem exigindo respeito, igualdade de direitos, combate ao assédio moral e sexual, pela legalização do abordo e contra a homofobia, entre outras, davam o tom dos protestos deste ano, mas, o principal mote, sem dúvida, foi contra a tentativa de impeachment da presidente Dilma e do golpe que setores de oposição, mídia, judiciário e empresários promovem.
Outro personagem muito lembrado, e vaiado, foi o deputado conservador Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu-presidente da Câmara Federal, autor de projeto que dificulta a assistência à mulher que aborta, mesmo as vítimas de estupro.

Na opinião da coordenadora do Unificado, Cibele Vieira, “os recentes acontecimentos, como a condução coercitiva do Lula pela Polícia Federal, os projetos que estão em tramitação no Congresso e o clima de confronto da sociedade exigiram que as mulheres se posicionassem sem vacilo em defesa do projeto político popular, mesmo reconhecendo que há contradições neste projeto”.

A manifestação terminou no centro da cidade com um showmício em que as mulheres reafirmaram suas bandeiras e reforçaram a convocação para a participação no ato que irá ocorrer no dia 18, na mesma avenida Paulista, contra o golpe.    


PSTU pró golpe

Um único incidente ocorreu quando uma militante do PSTU, Silvia Ferraro, subiu ao caminhão de som da organização da marcha e passou a pregar o golpe contra a presidente Dilma, desrespeitando um acordo feito entre as organizações do ato. 

A representante do grupelho divisionista foi largamente vaiada, mas completou seu discurso raivoso. Ao final, foi aconselhada a aguardar no caminhão de som, mas decidiu sair rapidamente, em meio aos protestos das mulheres presentes ao ato.

Após o incidente, declarou ter sido agredida (o que não ocorreu) e que, em função disso, seu grupo não marcharia com as demais mulheres. Outra mentira, pois um grupo de cerca de 100 mulheres ligadas ao PSTU já estava há mais de uma hora antes do discurso pró-golpe posicionadas do lado oposto da avenida Paulista, aguardando a ordem para marcharem à direita, em sentido oposto à luta das mais de 10 mil mulheres que ocupavam a avenida.

Falta de maturidade
A secretaria de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, criticou a atitude. “Não se trata de discutir quem é o dono da moralidade, se trata de perceber que estamos diante de um processo que afeta toda a esquerda brasileira e que terá consequências para a sociedade e é um momento que exige maturidade política”.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

POR QUE DEFENDER A PETROBRÁS

As pessoas que passarem nesta terça-feira, 27, pela Avenida Paulista e verem a manifestação dos trabalhadores em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edisp) poderão se perguntar: mas por que esses caras estão defendendo uma empresa que está sendo acusada de um monte de coisas? Para boas perguntas, boas respostas.

A Petrobrás é a maior empresa do país, responsável pela extração, refino e distribuição do mais importante produto energético do planeta: petróleo.  Em nome desse “ouro negro”, países promovem guerras, invadem outros e destroem o meio ambiente. O petróleo está presente em mais de três mil subprodutos.

Por anos, a Petrobrás foi alvo de ataques de governos neoliberais. A administração tucana de Fernando Henrique chegou a tentar mudar o nome da empresa para Petrobrax para desvincular o nome do “bras” de Brasil e facilitar a privatização. (http://www.conversaafiada.com.br/wpcontent/uploads/2014/05/05.jpg).

Em 2002, ao final da gestão FHC, o sistema Petrobrás estava sucateado, sem investimentos e com um contingente de cerca de 32 mil trabalhadores próprios e 120 mil terceirizados.

Em 2003, quando o governo Lula assumiu, o patrimônio da Petrobrás era de R$ 49,3 bilhões. Em 2012 chegou a R$ 345 bilhões. A receita, no mesmo período, saltou 193%, passando de R$ 95,7 bi para R$ 281,3 bilhões. (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/page/4/).

Os governos seguintes (Lula e Dilma) afugentaram a ameaça de privatização e investiram na empresa, o que permitiu descobrir o pré-sal. Lula fechou seu governo modificando a lei de concessão para partilha (http://www.brasil.gov.br/educacao/2010/12/lula-sanciona-lei-do-pre-sal-com-veto-a-partilha-dos-royalties). Poderia ter sido mais ousado, mas foi um avanço, reconheço, e expôs, ainda mais, o entreguismo contido no modelo anterior patrocinado pelo PSDB.

Hoje, o sistema Petrobrás é um dos mais rentáveis do país, conta com mais de 85 mil trabalhadores próprios e 300 mil terceirizados e é a companhia mais importante para as políticas de governo.

No entanto, conserva conservadores históricos em seu quadro funcional e assimilou uma nova elite de gestores voltada para o mercado, sem a menor inclinação para a função social da empresa. O resultado são gestões temerárias cujas decisões devem ser investigadas à luz do interesse nacional e não à mercê do calendário eleitoral.

A Petrobrás representa a confluência de dois sonhos: a nacionalização das riquezas energéticas estratégicas e a criação de uma empresa pública forte, com poder para influir nas políticas macro econômicas do país. Uma Petrobrás pública e forte representa um governo menos refém da iniciativa privada e seus representantes no parlamento.

Em suma, a Petrobrás está no centro de uma disputa de mercado, mas também ideológica. Destruí-la é destruir o sonho que moveu gerações desde as lutas para sua criação, na década de 1940.   


Pois então, respondendo a pergunta inicial: SIM, estamos defendendo a Petrobrás porque defendemos o Brasil.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Editora Limiar no 1º de maio da CUT


Neste sábado, 1º de maio, o jornalista Leonardo Severo autografa seu livro Bolívia nas Ruas e nas Urnas contra o Imperialismo, trabalho de pesquisa e entrevistas realizadas desde a Bolívia. O autor estará no espaço reservado para as editoras, no Memorial da América Latina, a partir das 11h30.
Além do "Bolívia", a Limiar estará apresentado outros títulos de seu selo editorial, como o Dicionário Brasileiro de Palavras de Origem Indígena.
Este ano, a CUT optou por uma atividade mais politizada, em vez da insosa comemoração aos moldes da Força Sindical. O tema do 1º de maio cutista será a integração latino-americana contra o neoliberalismo e a xenofobia. As atividades começaram no dia 30 com o seminário "América Latina: mudança e perspectivas para a classe trabalhadora", que contou com as presenças de destacados dirigentes sindicais e políticos do continente, como o professor Emir Sader, o ministro de assuntos internacionais da Nicaraguá, Padre Miguel D'Escoto e o senador Aloizio Mercadante.

Política, lazer e cultura
No espírito do evento, Milton Nascimento fará um show em memória de Mercedes Sosa, falecida no ano passado. Artistas brasileiros e latino-americanos se revezam no palco enquanto barracas espalhadas pelo Memorial trarão comidas típicas dos diversos países e exposição de artesanato. Para ver a programação completa acesse www.1demaiocut2010.com.br.
Te vejo por lá.

terça-feira, 30 de março de 2010

Pior do que os gringos que querem nos comprar, são os brasileiros entreguistas, que querem nos vender


Ato na Assembleia Legislativa de São Paulo reúne dezenas de entidades e destaca a importância de unidade da luta para barrar os leilões de petróleo e aprovar uma nova lei energética no país.


São Paulo, cidade com mais de 5 milhões de automóveis, deficiente estrutura viária e chuva torrencial no começo da noite de segunda-feira de 29 de março. Esta combinação fez com que um trajeto de dois quilômetros levasse 50 minutos para ser percorrido. A lógica seria que o ato marcado para ocorrer naquele começo de noite fosse adiado, cancelado, ou, simplesmente, um fiasco. Nada disso! Mais de 400 pessoas lotaram o auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa de São Paulo aos gritos de “o petróleo tem que ser nosso”, “Petrobrás 100% pública e estatal” e outras palavras de ordem e cânticos nacionalistas.
O ato, convocado pelo Comitê Estadual de Defesa do Petróleo pela Soberania Nacional, contou com a participação de do movimento sindical (CUT, CGTB e sindicato dos petroleiros entre outros), partidos políticos (PT, PPL), movimentos sociais, como o MST e o movimento de moradia, e estudantes da UNE e do movimento secundarista. A coordenação da mesa coube ao petroleiro e ex-dirigente da CUT Nacional, Antonio Carlos Spis.


Uníssono pela soberania


O coordenador da FUP, João Antonio de Moraes, explicou o projeto de lei dos movimentos populares que se encontra no Congresso e se contrapõe em aspectos fundamentais com o apresentado pelo governo. O projeto dos trabalhadores estabelece o fim dos leilões de petróleo, Petrobrás 100% pública e estatal e criação do Fundo Soberano com controle social entre outros pontos. “A caligrafia é da FUP, mas o projeto é do conjunto dos movimentos sociais”, afirmou Moraes, ressaltando o caráter unitário da luta.
Coube ao petroleiro aposentado Alberto Souza fazer uma homenagem aos heróis do passado, que foram presos, torturados e deram suas vidas pela luta da criação da Petrobrás nos anos 1950. “Merece menção, também, o General Leônidas Cardoso, nacionalista, e pai do grande traidor da pátria, que é esse Fernando Henrique Cardoso”, destacou Alberto.
Em nome dos estudantes, Gabriel Cruz, da UNE, e Ana Letícia, da União Estadual dos Estudantes, relembraram que os estudantes estiveram na frente da batalha nos anos 1940 e 50 e que estão nesta luta atual. “Nossa bandeira é que 50% do pré-sal seja investido em Educação”, afirmou Cruz, destacando a bandeira que a UNE defende.
Danieli, jovem militante do Movimento Sem Teto, chamou a atenção para a necessidade de conscientizar melhor a população sobre a importância do pré-sal. “não podemos abaixar a cabeça, é nóis na luta”, finalizou.
Em nome do Partido Pátria Livre, agremiação que busca seu registro legal, Miguel Maruso destacou que o pré-sal significa um novo modelo de desenvolvimento para São Paulo. Só na Bacia de Tupi, no litoral paulista, a Petrobrás irá criar mais de 40 mil empregos diretos, serão utilizadas centenas de pequenas embarcações de apoio, que podem ser construídas em nosso Estado, o pré-sal é um novo marco econômico para São Paulo”, disse, alertando sobre a tentativa dos conservadores e da mídia de mirar o foco do pré-sal apenas no debate sobre os royalties. “Estão querendo jogar brasileiros contra brasileiros, não podemos aceitar esse jogo”, afirmou.
Tanto o representante da CGTB como da CUT, enfatizaram a necessidade da luta pelo fim dos leilões e da necessária unidade do movimento popular e sindical. “Não podemos esquecer que 30% do pré-sal já estão leiloados”, disse Joaozinho, da direção estadual da CUT.
O representante do MST afirmou que o país é um “imã de bomba”. “Invadiram o Iraque por conta do petróleo, aqui no Brasil temos as maiores reservas de água do planeta, terra da melhor qualidade para produzir alimentos, riquezas naturais abundantes como o petróleo, o Brasil é um imã de bombas”. Destacou, ainda, que a luta principal não será travada no Congresso, mas nas ruas. “É importante pressionarmos no Congresso, mas nosso campo de batalha é nas ruas”.
A cada nova falação, estudantes puxavam palavras de ordem e bordões pela soberania nacional.
Falando em nome do Partido dos Trabalhadores, o deputado José Américo reconheceu a timidez do PT nesta luta. “Meu partido ainda deixa a desejar neste debate”, confessou.
Às 22h, horário determinado para o encerramento das atividades, o auditório permanecia com bom público ouvindo os oradores. O coordenador do Sindipetro Unificado, Itamar Sanches, um dos últimos oradores, enfatizou a necessidade de maior mobilização e atos para pressionar os parlamentares e envolver mais camadas da população.
“Queremos organiza em conjunto com as várias entidades do movimento popular, social, estudantil e sindical um grande ato em Brasília, de preferência em maio, para pressionarmos os congressistas e continuarmos com nossa campanha na rua”, explicou ao final do evento, Antonio Carlos Spis.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIPLOMA PARA JORNALISTA E O CU DA CUT

O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta da sessão de quarta-feira, dia 10 de junho, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a obrigatoriedade da formação universitária em Jornalismo para o exercício da profissão. Essa é uma discussão antiga na qual o corporativismo ofusca alguns aspectos que considero devam ser apontados para a reflexão.
Sou formado em jornalismo há quase 20 anos e desde calouro ouço sobre a "importância" do diploma específico para atuar na área, dos "perigos" de se ter profissionais atuando sem o devido diploma e coisa e tal. No entanto, pouco se questiona que tipo de profissional tem sido formado por essas escolas.
Recentemente precisei selecionar estagiário de jornalismo para trabalhar em um sindicato cutista. De mais de 20 currículos, selecionei oito, levando em conta critérios como o número de erros de português apresentados nos ditos CVs. Dos entrevistados, todos quartanistas de escolas particulares de São Paulo, apenas um tinha uma vaga noção do que era CUT e nenhum soube me dizer o que significava a sigla. Caros leitores, uma pessoa que daqui a seis meses vai se considerar jornalista profissional não saber dizer o que significa três letrinhas que aparecem constantemente nos jornais é, no mínimo, muito preocupante.
Diálogo travado com uma das candidatas:
Pergunta: Você está se candidatando a uma vaga de estágio em um sindicato, você sabe o que faz um sindicato?
Resposta: Ah!, mais ou menos, ele ajuda o trabalhador né...?
- Mais ou menos isso. E CUT, você sabe o que é?
- Isso não sei, não!
- Mas a sigla, pelo menos, você sabe o que significa?
- Ah!, o T deve ser de trabalhista, trabalhador, né?...
- E o CU?
A moça, rubra como uma bandeira flamenguista, não soube responder
- Tá, uma pergunta mais fácil: quais jornais você lê?
- Ah!, às vezes entro no site do UOL.
Se sentir informado lendo as manchetes do sítio UOL é de chorar!
Aí partimos para uma questão que deveria preceder ao debate do canudo. Qual profissional as escolas têm formado? Me debato com essa questão desde os tempos de estudante, quando promovíamos forte resistência às tentativas de mudança de grade curricular. Na época, já começava a vingar a tese de que as escolas deveriam preparar técnicos para o mercado em vez de pessoas com massa crítica cinzenta. Paradoxalmente, quanto mais a universidade tenta aproximar suas disciplinas das técnicas da imprensa comercial, menos preparado torna esse profissional.
Sem formação humanista, sem conhecimento de história, filosofia, sem formação ética entre outros "detalhes", as escolas estão a formar um bando de burocratas que irão reproduzir sem qualquer questionamento o que de pior tem o jornalismo. E para isso não precisa de diploma mesmo.
A Fenaj (Federação dos Jornalistas) e os sindicatos da categoria tratam esse tema sob óticas enviezadas e acabam fortalecendo o coro dos corporativistas. Quero ler matérias feitas com rigor na apuração, com independência, com senso crítico, sejam elas escritas por um oriundo das cadeiras de faculdade de jornalismo, por um sociólogo ou arquiteto.
A melhor maneira de garantir que quem se forme tenha prioridade no exercício da profissão é investir contra o baixo nível das escolas de Comunicação, é criar um conselho federal de jornalismo e lutar contra a mediocridade geral da imprensa tupiniquim. O diploma é mero detalhe diante de coisas tão mais importantes. Ou continuaremos a formar "jornalistas" que não sabem o que é o CU da CUT.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Encontro de comunicação da CUT

A CUT nacional realiza, de 15 a 17 de julho, em São Paulo, seu 5º Encontro Nacional de Comunicação (Enacom), que irá debater políticas para o setor, aprofundar a luta pela democratização dos meios de comunicação e estabelecer bases para a formação de uma rede de comunicação cutista.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CUT convoca Dia de Luta

Com a chamada "Querem lucrar com a crise. A classe trabalhadora não vai pagar esta conta", a Central Única dos Trabalhadores (CUT) convoca para a próxima quarta-feira (11) um "Dia Nacional de Luta Pelo Emprego e pelo Salário", com manifestações em todas as regiões do país. Em São Paulo, a CUT planeja uma grande panfletagem no dia 11 e um ato para reivindicar que o Governo do Estado negocie com os trabalhadores ações para superação da crise e reversão das demissões.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

CUT é recebida por Evo Morales


Na noite do dia 9, a delegação da CUT que está na Bolívia foi recebida no Palácio Quemado, sede do governo em La Paz, pelo vice-ministro para Movimentos Sociais, Sacha Llorenti e, em seguida, pelo presidente Evo Morales.
Morales agradeceu a demonstração de solidariedade da CUT: "Como sindicalista que fui, não vou jamais trair o povo pobre da Bolívia e as expectativas que nossos irmãos de outros países, como o Brasil, tem no nosso processo revolucionário e na luta contra o império". O diretor do Unificado e membro da executiva da CUT, Antonio Carlos Spis informou que a Central e a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) discutirão o envio de representantes do Brasil à Marcha de 13 de outubro dos movimentos sociais bolivianos, que vai exigir do Congresso a convocação do Referendo para aprovar a nova Constituição. Ao final da audiência Evo tirou uma foto junto com os cutistas, com a camiseta da campanha da FUP "O Petróleo é do Brasil".

terça-feira, 15 de abril de 2008

CUT divulga preparativos do 1º de maio

Os presidentes da CUT/SP, Edílson de Paula, e da CUT Nacional, Artur Henrique, concedem na quinta-feira, dia 17 de abril, às 11h, coletiva à imprensa sobre os preparativos do Dia Internacional dos Trabalhadores. A coletiva será concedida no auditório da Central, situado na Rua Caetano Pinto, 575 – 1º andar – Brás.
Nos últimos quatro anos, a Central realizou o mega-evento na Av. Paulista e no ano passado na esquina da Av. São João com a Ipiranga, que reuniu cerca de 800 mil pessoas. Neste ano, a CUT promoverá quatro megaeventos - um deles acontecerá no autódromo de Interlagos, localizado na zona sul de São Paulo, onde a Central espera reunir 1 milhão de trabalhadores.
As principais bandeiras de luta do 1º de Maio da CUT 2008 são a: “Redução da Jornada de Trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução nos Salários”, e a celebração dos seus 25 anos de fundação.

Coletiva
Data: 17 de abril (quinta-feira)
Horário: 11h
Local: Auditório da CUT (Rua Caetano Pinto, 575 – 1º andar)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Deputados votaram pela guerra com o movimento sindical, diz João Felício, da CUT


Na quarta-feira (17/10) a Câmara dos Deputados aprovou a lei que reconhece as centrais sindicais, mas, no corpo do texto da lei, embutiu diversos penduricalhos, entre eles, o fim do imposto sindical. À primeira vista parece ser uma medida progressista, que vai de encontro a interesses históricos de organizações sindicais como a CUT, no entanto, da forma como está redigido, o texto abre caminho para uma séria crise no movimento sindical.
Um dia após a votação, este blog ouviu a opinião do ex-presidente da CUT e atual secretário de Relações Internacionais, João Felício, a respeito do fim do imposto sindical. Acompanhe as contundentes declarações de Felício nesta entrevista ao jornalista Norian Segatto.

Com o reconhecimento das centrais, a Câmara Federal aprovou o fim do imposto sindical. Qual é a sua opinião e respeito?
João Felício -
O que foi votado no Congresso Nacional é uma aberração, uma emboscada, um golpe, porque a Câmara votou um projeto que aponta a possibilidade do fim do Imposto Sindical para os trabalhadores e não para os empresários; isso é um passa moleque, uma brincadeira de mau gosto. Se for para acabar com o Imposto Sindical que seja para todos, trabalhadores e empresários, mas é necessário que seja criada outra forma de sustentação financeira.

Qual é a proposta da CUT?
Debatíamos no Fórum Nacional do Trabalho a criação de uma taxa de negociação a qual cada categoria, autonomamente, definiria em assembléia o índice a ser aplicado; assim, debateria com os trabalhadores de sua base, de forma autônoma, como sustentar financeiramente a atividade sindical.
O que os deputados votaram é um absurdo, acabam com o imposto dos trabalhadores, mantêm o dos empresários e não colocam nada para sustentar o sindicato de base. A CUT nunca defendeu o fim do Imposto Sindical sem colocar nada em seu lugar, defendemos o fim desse Imposto para trabalhadores e empresários e a criação de formas autônomas de sustentação financeira. Queremos o fim do Imposto Sindical, com a criação de uma taxa negocial além da mensalidade que os sindicalizados pagam. O que o Congresso Nacional fez foi um tremendo retrocesso, parece que tem uma parcela dos deputados que quer acabar com o movimento sindical brasileiro.

Alguns deputados ex-sindicalistas votaram de forma constrangida contra o fim do imposto...
Não sei se teve algum caso particular, o posicionamento dos deputados do PT foi de respeito ao acordo feito entre as centrais e o governo, e votaram corretamente. Havia uma negociação entre as centrais e o Ministério do Trabalho de se reconhecer as centrais sindicais e parte dos recursos do Imposto Sindical que vai para o Ministério viria para as centrais e isso não foi respeitado pelo Congresso. Quem acabou votando contra nós foi a oposição ao governo Lula e aqueles que nutrem ódio pelo movimento sindical e pelos trabalhadores. Quem votou contra nós são aqueles que querem fazer a reforma trabalhista para retirar direitos, aqueles que não querem o reconhecimento das centrais sindicais, aqueles que votam contra a reforma agrária. Quem votou contra nós foram os setores mais reacionários do Congresso Nacional. Pior ainda (elevando o tom de voz): votaram contra os trabalhadores, mas votaram a favor dos empresários, veja o Congresso Nacional que temos, isso é um alerta para todos nós, as reformas que chegarem ao Congresso vão sair de lá pior para os trabalhadores, não acredito que algum projeto de lei, seja reforma sindical, trabalhista ou da previdência possa ser aperfeiçoado por esse Congresso. É bom que nem chegue, porque se chegar vai piorar.

Se o Senado não modificar a lei, qual será a estratégia da CUT?
Vamos nos mobilizar, fazer manifestações, conversar com o Senado porque é inaceitável o que a Câmara fez. Caso o Senado não atenda aos nossos reclamos, vamos pedir para o presidente Lula vetar. Não dá para aceitar algo assim. Liberdade e autonomia sindical não podem acontecer dessa maneira, isso não é liberdade, é libertinagem, é uma emboscada. Quem votou assim tem ódio do trabalhador, do mundo do trabalho e ódio da sociedade organizada, nunca aceitou que os de baixo, os movimentos sociais tivessem direito à organização, essa votação é prova cabal disso. Quando alguém vota para que as organizações empresariais tenham o direito de sobreviver financeiramente, mas considera que os trabalhadores não têm esse mesmo direito é porque é inimigo de classe, está optando por guerra e não vamos aceitar pacificamente esse jogo.