segunda-feira, 16 de maio de 2016

OS HONESTOS QUE JULGARÃO DILMA (1)


Suplente de senador, acusado, junto com o irmão, na Máfia das Ambulâncias

À medida que o tempo me permitir tentarei trazer breve histórico de alguns dos senadores que irão julgar a presidente Dilma por crime de responsabilidade. Começo pelo suplente do senador Blairo Maggi (PR-MT), Cidinho Santos (PR-MT), que assumiu com a ida do titular para o Ministério da Agricultura.

O senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho, é alvo de duas ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela União – as quatro tramitam na Justiça Federal de Mato Grosso, sendo duas em Cuiabá e as outras em Diamantino. 

Um dos processos diz respeito a irregularidades na execução de programas na área da saúde em Nova Marilândia (261 km de Cuiabá), onde Santos ocupou o cargo de prefeito.


Outra acusação movida pelo MPF e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação diz respeito à máfia das ambulâncias -- esquema operado por meio da apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento da União destinadas à venda superfaturada de unidades móveis de saúde e equipamentos hospitalares. 

Em 2013, o irmão do agora senador, o empresário Wagner Santos, foi acusado de participação na Máfia das Ambulâncias, mas acabou sendo absolvido.
Cidinho é fiel a seu líder de partido, o milionário agora ministro Blairo Maggi, cuja fortuna já colocou sua família como umas das sete mais ricas do país, pela revista Forbes. Em 2014, saiu em defesa do “chefe” acusado de ter participação direta em um esquema de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
Segundo nota do site Midianews, em maio de 2014, “na decisão em que autorizou a prisão do ex-secretário Eder Moraes e do deputado José Riva (PSD), o ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou que documentos apreendidos pela Polícia Federal e as declarações do empresário Júnior Mendonça, comprovariam o pagamento de R$ 4 milhões para a compra de uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

Esse é um dos probos que terão nas mãos a responsabilidade de ditar o futuro do país, o seu futuro, caro leitor.
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