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sexta-feira, 13 de junho de 2014

A RIDÍCULA ELITE BRANCA

Quinhentos anos de exploração e um infindável abismo ideológico produzido por um pensamento que se busca único e totalitário promoveram no Brasil diversos substratos. De um lado, uma ativa parcela da população que luta por direitos e por um país melhor – com seus acertos e erros. De outro, uma elite branca canalha, que reclama de aeroportos cheios de pobres, de escolas públicas que dão acesso a negros, de médicos cubanos... sentem “vergonha” de ver o país se posicionar no cenário internacional porque cultivam a subserviência dos covardes.
Problemas o Brasil tem de monte. Eu, muitos de minha geração, muitos de gerações anteriores e os mais novos protestam e lutam diariamente por um país melhor. E construir um país melhor não é voltar ao neoliberalismo nem à ditadura, é superar as desigualdades sociais.
Morei em Londres por dois anos, vi de perto e diariamente a zona que é a cidade, o que funciona e o que não funciona, holligans bêbados depredando carros, lojas e ruas porque seu time perdeu um jogo sem importância. Estive recentemente em Roma, vi o trânsito caótico, as filas , os serviços ruins. Adoro Londres e adorei Roma por tudo o resto que essas e outras cidades têm.
Brasil não é o inferno nem o paraíso. Talvez seja ambos e muito mais. É um país complexo e desigual. As vaias e xingamentos a presidente na abertura da Copa vieram dessa mesma elite que diariamente se locupleta, que pode pagar 10 mil por um ingresso, não anda de ônibus ou metrô, mas reclama porque seu empregado se atrasou ao trabalho devido ao trânsito.
Eita elite ridícula essa “nossa”!

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/06/13/gringos-provam-que-os-problemas-nao-sao-so-no-brasil-e-reclamam-tambem.htm

segunda-feira, 26 de maio de 2014

POR QUE DEFENDER A PETROBRÁS

As pessoas que passarem nesta terça-feira, 27, pela Avenida Paulista e verem a manifestação dos trabalhadores em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edisp) poderão se perguntar: mas por que esses caras estão defendendo uma empresa que está sendo acusada de um monte de coisas? Para boas perguntas, boas respostas.

A Petrobrás é a maior empresa do país, responsável pela extração, refino e distribuição do mais importante produto energético do planeta: petróleo.  Em nome desse “ouro negro”, países promovem guerras, invadem outros e destroem o meio ambiente. O petróleo está presente em mais de três mil subprodutos.

Por anos, a Petrobrás foi alvo de ataques de governos neoliberais. A administração tucana de Fernando Henrique chegou a tentar mudar o nome da empresa para Petrobrax para desvincular o nome do “bras” de Brasil e facilitar a privatização. (http://www.conversaafiada.com.br/wpcontent/uploads/2014/05/05.jpg).

Em 2002, ao final da gestão FHC, o sistema Petrobrás estava sucateado, sem investimentos e com um contingente de cerca de 32 mil trabalhadores próprios e 120 mil terceirizados.

Em 2003, quando o governo Lula assumiu, o patrimônio da Petrobrás era de R$ 49,3 bilhões. Em 2012 chegou a R$ 345 bilhões. A receita, no mesmo período, saltou 193%, passando de R$ 95,7 bi para R$ 281,3 bilhões. (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/page/4/).

Os governos seguintes (Lula e Dilma) afugentaram a ameaça de privatização e investiram na empresa, o que permitiu descobrir o pré-sal. Lula fechou seu governo modificando a lei de concessão para partilha (http://www.brasil.gov.br/educacao/2010/12/lula-sanciona-lei-do-pre-sal-com-veto-a-partilha-dos-royalties). Poderia ter sido mais ousado, mas foi um avanço, reconheço, e expôs, ainda mais, o entreguismo contido no modelo anterior patrocinado pelo PSDB.

Hoje, o sistema Petrobrás é um dos mais rentáveis do país, conta com mais de 85 mil trabalhadores próprios e 300 mil terceirizados e é a companhia mais importante para as políticas de governo.

No entanto, conserva conservadores históricos em seu quadro funcional e assimilou uma nova elite de gestores voltada para o mercado, sem a menor inclinação para a função social da empresa. O resultado são gestões temerárias cujas decisões devem ser investigadas à luz do interesse nacional e não à mercê do calendário eleitoral.

A Petrobrás representa a confluência de dois sonhos: a nacionalização das riquezas energéticas estratégicas e a criação de uma empresa pública forte, com poder para influir nas políticas macro econômicas do país. Uma Petrobrás pública e forte representa um governo menos refém da iniciativa privada e seus representantes no parlamento.

Em suma, a Petrobrás está no centro de uma disputa de mercado, mas também ideológica. Destruí-la é destruir o sonho que moveu gerações desde as lutas para sua criação, na década de 1940.   


Pois então, respondendo a pergunta inicial: SIM, estamos defendendo a Petrobrás porque defendemos o Brasil.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lei do retrocesso



Após a morte do trabalhador da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, quando cobria uma manifestação no Rio de Janeiro e foi atingido por um rojão, o Congresso apressa-se em votar uma lei antiterrorismo (PLS - Projeto de Lei do Senado – 499/2013), a toque de caixa, aproveitando-se do justo sentimento de comoção pela morte de Santiago, incendiado pela mídia sensacionalista.
O projeto define terrorismo como “provocar ou difundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa” (art 2º). Adiante, expressa que a pena (reclusão de 15 a 30 anos) pode ser aumentada em um terço em caso de o fato ocorrer “em local de grande concentração de público”, entre outros agravantes.
A partir de conceito tão genérico, qualquer atividade dos movimentos sociais pode ser enquadrada na lei. Até parlamentares  com reconhecida tradição democrática, como o senador Paulo Paim (PT-RS) aderiram à onda, mas diante das manifestações de diversos setores e personalidades (inclusive conservadores), Paim recuou afirmando que o texto precisa de redação mais explícita. Já existe legislação para crimes como o praticado contra o cinegrafista da Band, como o  PL 449.
O governo e o Congresso não podem ser reféns da mídia sensacionalista e seus abutres, que sonham com uma ditadura judicialista e têm no atual presidente do STF, o grande candidato a ditador de toga.
Crimes como o ocorrido na manifestação do Rio de Janeiro não devem ser tolerados, mas, aprovar o PLS 499 como está, coloca os movimentos sociais ou qualquer manifestação popular na mira do obscurantismo ditatorial.
O Brasil não pode retroceder na democracia.