segunda-feira, 26 de maio de 2014

POR QUE DEFENDER A PETROBRÁS

As pessoas que passarem nesta terça-feira, 27, pela Avenida Paulista e verem a manifestação dos trabalhadores em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edisp) poderão se perguntar: mas por que esses caras estão defendendo uma empresa que está sendo acusada de um monte de coisas? Para boas perguntas, boas respostas.

A Petrobrás é a maior empresa do país, responsável pela extração, refino e distribuição do mais importante produto energético do planeta: petróleo.  Em nome desse “ouro negro”, países promovem guerras, invadem outros e destroem o meio ambiente. O petróleo está presente em mais de três mil subprodutos.

Por anos, a Petrobrás foi alvo de ataques de governos neoliberais. A administração tucana de Fernando Henrique chegou a tentar mudar o nome da empresa para Petrobrax para desvincular o nome do “bras” de Brasil e facilitar a privatização. (http://www.conversaafiada.com.br/wpcontent/uploads/2014/05/05.jpg).

Em 2002, ao final da gestão FHC, o sistema Petrobrás estava sucateado, sem investimentos e com um contingente de cerca de 32 mil trabalhadores próprios e 120 mil terceirizados.

Em 2003, quando o governo Lula assumiu, o patrimônio da Petrobrás era de R$ 49,3 bilhões. Em 2012 chegou a R$ 345 bilhões. A receita, no mesmo período, saltou 193%, passando de R$ 95,7 bi para R$ 281,3 bilhões. (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/page/4/).

Os governos seguintes (Lula e Dilma) afugentaram a ameaça de privatização e investiram na empresa, o que permitiu descobrir o pré-sal. Lula fechou seu governo modificando a lei de concessão para partilha (http://www.brasil.gov.br/educacao/2010/12/lula-sanciona-lei-do-pre-sal-com-veto-a-partilha-dos-royalties). Poderia ter sido mais ousado, mas foi um avanço, reconheço, e expôs, ainda mais, o entreguismo contido no modelo anterior patrocinado pelo PSDB.

Hoje, o sistema Petrobrás é um dos mais rentáveis do país, conta com mais de 85 mil trabalhadores próprios e 300 mil terceirizados e é a companhia mais importante para as políticas de governo.

No entanto, conserva conservadores históricos em seu quadro funcional e assimilou uma nova elite de gestores voltada para o mercado, sem a menor inclinação para a função social da empresa. O resultado são gestões temerárias cujas decisões devem ser investigadas à luz do interesse nacional e não à mercê do calendário eleitoral.

A Petrobrás representa a confluência de dois sonhos: a nacionalização das riquezas energéticas estratégicas e a criação de uma empresa pública forte, com poder para influir nas políticas macro econômicas do país. Uma Petrobrás pública e forte representa um governo menos refém da iniciativa privada e seus representantes no parlamento.

Em suma, a Petrobrás está no centro de uma disputa de mercado, mas também ideológica. Destruí-la é destruir o sonho que moveu gerações desde as lutas para sua criação, na década de 1940.   


Pois então, respondendo a pergunta inicial: SIM, estamos defendendo a Petrobrás porque defendemos o Brasil.
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