quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CBL, reeleição e baixo nível de discussão

Aconteceu na quarta, 18/2, a eleição para a renovação da Diretoria da Câmara Brasileira de Letras (CBL). A atual presidente Rosely Boschini (Ed. Gente) foi reeleita com 77% dos 238 votos coletados.
Duas chapas disputava a preferência dos livreiros e editores, mas, em vez de debates sobre os caminhos da CBL e propostas de ação, o que se viu foi uma campanha marcada pelo baixo nível, troca de acusações e ameaças.
Luiz Fernando Emediato (Geração Editorial), candidato a vice-presidente da chapa de oposição encabeçada por Armando Antongini, assessor da Força Sindial e representante dessa central de negócios no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhor), órgão que não resistiria a um sopro de investigação (mas isso é outra pauta), deu o tom da baixaria dos discursos da oposição, chegando a ameçar integrantes da outra chapa, bradando "vou te perseguir por toda a vida, você não sabe com quem mexeu", ao melhor estilo capanga sindical.
É lamentável que uma entidade de deveria ter como foco o desenvolvimento da cultura, da racionalidade e da busca por uma sociedade melhor, com leitores e cidadãos críticos, charfunde na lama de ataques pessoais.
Como diretor da Editora Limiar, não me sinto representado por nenhum dos dois grupos. A CBL caminha para se tornar uma entidade sem qualquer importância no cenário cultural, uma mera despachante de fichas catalográficas e organizadora de uma bienal do livro, que a cada edição gera mais crítica e se torna um evento comercial em vez de cultural.
De qualquer maneira, desejo sorte à presidente reeleita, a primeira mulher a assumir esse posto.
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