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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Editora Limiar no 1º de maio da CUT


Neste sábado, 1º de maio, o jornalista Leonardo Severo autografa seu livro Bolívia nas Ruas e nas Urnas contra o Imperialismo, trabalho de pesquisa e entrevistas realizadas desde a Bolívia. O autor estará no espaço reservado para as editoras, no Memorial da América Latina, a partir das 11h30.
Além do "Bolívia", a Limiar estará apresentado outros títulos de seu selo editorial, como o Dicionário Brasileiro de Palavras de Origem Indígena.
Este ano, a CUT optou por uma atividade mais politizada, em vez da insosa comemoração aos moldes da Força Sindical. O tema do 1º de maio cutista será a integração latino-americana contra o neoliberalismo e a xenofobia. As atividades começaram no dia 30 com o seminário "América Latina: mudança e perspectivas para a classe trabalhadora", que contou com as presenças de destacados dirigentes sindicais e políticos do continente, como o professor Emir Sader, o ministro de assuntos internacionais da Nicaraguá, Padre Miguel D'Escoto e o senador Aloizio Mercadante.

Política, lazer e cultura
No espírito do evento, Milton Nascimento fará um show em memória de Mercedes Sosa, falecida no ano passado. Artistas brasileiros e latino-americanos se revezam no palco enquanto barracas espalhadas pelo Memorial trarão comidas típicas dos diversos países e exposição de artesanato. Para ver a programação completa acesse www.1demaiocut2010.com.br.
Te vejo por lá.

sábado, 26 de abril de 2008

1º de Maio, muito mais de que um dia de festa

A tarde era nublada e o vento anunciava que a noite seria fria. A praça estava lotada, olhos atentos e preocupados de homens e mulheres se mesclavam a gestos de inocentes crianças, que brincavam sem saber que eram coadjuvantes de um momento importante da história do país. No palco improvisado sobre um caminhão de som, Lula e Jair Meneguelli comandavam o ato de 1º de maio de 1982.
Na tarde nublada em São Bernardo do Campo os corações estavam quentes. Em campanha salarial, a categoria dos metalúrgicos – tal qual o símbolo do sindicato, o personagem “João Ferrador” – não estava para festa.
Os dirigentes sindicais terminaram seus discursos solicitando que todos voltassem para suas casas com calma, sem aceitar a provocação da penca de policiais que cercava a praça. Por motivos de segurança foi pedido para que os pais e mães com crianças saíssem primeiro. Não era dia de festa, era de protesto.
O que se viu na seqüência foi quase uma guerra campal entre trabalhadores e a tropa de choque da polícia do estado. Fardados em seus cavalos e camburões, PMs não poupavam seus cassetetes e eram revidados com paus e pedras. Das janelas dos apartamentos, a população jogava objetos contra os policiais, em solidariedade àqueles trabalhadores que, mesmo sem saber, escreviam e mudavam a história do país.
Havia muita fumaça de gás lacrimogêneo, gritaria, corre-corre; lojas abrigavam operários e estudantes que fugiam da repressão. Uma máquina de escrever arremessada de uma janela estourou a poucos metros de um camburão, assustando os policiais. Também me assustei com a cena, mas ri em seguida vendo os PMs pulando feito pipoca para descobrir de onde partira aquele artefato tornado bélico.
A tarde fria terminou quente, com várias prisões.
Os tempos são outros, aquele líder sindical hoje comanda uma das maiores economias do mundo e muito do que se reivindicava na época foi obtido, com luta, suor, prisão e umas borrachadas nas costas.
Hoje, o 1º de Maio é um dia de festa, com artistas de renome. E é bom que assim seja também. Quem muito lutou, como o trabalhador brasileiro faz todo dia, merece um dia de festa para descontrair. Lutamos muito, não conquistamos tudo, mas avançamos, e temos o direito de comemorar.

terça-feira, 15 de abril de 2008

CUT divulga preparativos do 1º de maio

Os presidentes da CUT/SP, Edílson de Paula, e da CUT Nacional, Artur Henrique, concedem na quinta-feira, dia 17 de abril, às 11h, coletiva à imprensa sobre os preparativos do Dia Internacional dos Trabalhadores. A coletiva será concedida no auditório da Central, situado na Rua Caetano Pinto, 575 – 1º andar – Brás.
Nos últimos quatro anos, a Central realizou o mega-evento na Av. Paulista e no ano passado na esquina da Av. São João com a Ipiranga, que reuniu cerca de 800 mil pessoas. Neste ano, a CUT promoverá quatro megaeventos - um deles acontecerá no autódromo de Interlagos, localizado na zona sul de São Paulo, onde a Central espera reunir 1 milhão de trabalhadores.
As principais bandeiras de luta do 1º de Maio da CUT 2008 são a: “Redução da Jornada de Trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução nos Salários”, e a celebração dos seus 25 anos de fundação.

Coletiva
Data: 17 de abril (quinta-feira)
Horário: 11h
Local: Auditório da CUT (Rua Caetano Pinto, 575 – 1º andar)