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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Livro Hambre del Alma em promoção no site da Limiar





Promoção válida até o dia 31 de agosto de 2017 exclusivamente para compras pelo site da Editora Limiar 



Um belo livro sobre o feminino. Carla nos fala dos espaços e da criatividade. Sempre foi dito pela cultura patriarcal que a cozinha é um espaço de confinamento da mulher e o que a autora nos mostra é que pelo contrário, é um espaço de criatividade e libertação.

A escrita também é uma forma de liberdade e normalmente também se produz na casa, mas é capaz de nos levar muito longe.

A arte e a criatividade é uma forma de libertação e de possibilidade de um conhecimento que vai muito além do que podemos aprender na rua, no exterior, mas o mais importante é a união de ambos os lados. Garcia nos chama de volta ao corpo, não no sentido do culto da beleza do corpo, mas como a nossa morada, e onde sentimos, temos percepções do mundo exterior e interior, o físico e o espiritual se unem no corpo.

A Hambre del alma, a fome da alma, é algo que muitas mulheres sentem, e penso que os homens também, pois costumo ver o feminino como sendo algo que é do humano, assim como o masculino, e não separando isto, rejeitando desta forma a dicotomia cartesiana, a mente e o corpo, ou qualquer outra dupla, pois acredito no múltiplo. Somos muitos em um só.

Dentro da cultura patriarcal a mulher foi confinada ao lar e o homem ao mundo. Ele era o intelectual, o que escrevia, que criava, o ativo, e a mulher o passivo. O que Carla nos mostra neste belíssimo livro é que as coisas não foram exatamente assim, e as mulheres sempre encontraram formas de criar também, mas usaram outra linguagem.

Ela nos fala das receitas e de comida. A comida que nos alimenta, tanto o físico como a alma. A sociedade dividiu a gastronomia internacional e seus chefs de um lado e considerou a culinária caseira como sendo nutrição, dia a dia, não um arte. Mas será que é assim?

Na introdução  há uma abordagem muito interessante sobre a anorexia que viria substituir a histeria do século passado, ou seja, um protesto das mulheres contra sua situação cultural. "A anoréxica sente não ter domínio sobre o próprio corpo e almeja se tornar ditadora ou tirana desse reino só seu." O corpo da mulher é usado como uma forma de poder, de controle, o que acaba levando a compulsões como dietas, exercícios físicos até seus quadros mais graves como anorexia e bulimia. Outra faceta é a tentativa de manter seu corpo puro almejando a ascese espiritual, esquecendo que é justamente no corpo que as sensações se produzem, o amor, o prazer, aliás, este justamente é o grande vilão.

Adélia Prado é citada no livro: "Se me dessem licença de comer eu me curava, virava gente grande."

A mulher tem fome, é esfaimada. Garcia vai nos falar então de como escritoras saciaram esta fome da alma através da escrita, mas também da culinária, e da arte. Nos fala de Virginia Woolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon. A narrativa é uma cura, e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos neles, observações e frases, além de toda arte, por que os grandes chefs são científicos, medem seus ingredientes, mas a mulher os coloca sentindo o sabor na boca, e ela sabe quando está pronto. A cozinha é um local de criatividade, de narração, as receitas contam histórias, a comida sociabiliza, acolhe, é amor, é nutrição para a alma. A comida une o público e o privado.

Infelizmente a modernidade afastou a mulher da cozinha,além de modismos, dietas que visam falsamente a purificar o corpo ou a alma, o que realmente importa  é comer sem culpa e com isto alimentar a alma.

Há vários filmes citados no livro como Tomates Verdes Fritos, Como água para chocolate, A festa de Babette e também livros, todos atendendo a esta fome.

O livro trata realmente de como fazer comida para a psique, de como alimentar esta alma esfomeada. Um belo livro.


Carla Cristina Garcia é mestre e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde é professora e pesquisadora, e pós-doutora pelo Instituto José Maria Mora, no México. Desde a graduação se dedica a temas relacionados ao universo feminino e à pesquisa de gênero.

Aperitivo : leia aqui um trecho do livro 



terça-feira, 7 de março de 2017

Dia internacional da mulher


Promoção da Editora Limiar para o dia internacional das mulheres. Vale conferir no site www.editoralimiar.com.br





HAMBRE DEL ALMA. A mulher é esfaimada. Nste livro, Carla Cristina Garcia aborda como escritoras (Virginia Woolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon) saciaram esta fome da alma por meio da escrita e também da culinária e da arte. A narrativa é a cura e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos, além de toda arte. A cozinha é um local de criatividade, de narração, as receitas contam histórias, a comida sociabiliza, acolhe, é amor, é nutrição para a alma. A comida une o público e o privado. Preço normal R$ 22,00. 




LÍNGUAS DE FOGO. A escritora canadense Claire Varin leu Clarice pela primeira vez em francês e, como não poderia deixar de ser, se apaixonou pela icônica escrita da maior escritora brasileira. Por conta dessa paixão aprendeu português (para ler a obra no original), veio ao Brasil, conheceu parentes de Clarice e desta viagem surgiu "Línguas de Fogo", um vigoroso ensaio sobre a obra de Clarice Lispector. Indispensável para quem quer conhecer ou se aprofundar no universo de Lispector. Preço normal R$ 37,00. 




O TEXTO SENTIDO. Poesias que falam de amor, de sensações. Amor carnal, amor voraz, amor que tem pressa, amor que engana e te lambuza na sargeta. Amor que te pega sem licença. Na fina escrita de Sandra Regina todos os sentidos viram rima, todos os sentimentos viram poemas, de todas as despedidas escorrem palavras.
Preço normal R$ 22,00.