sábado, 5 de maio de 2012

Opções para fugir da virada muvucultural


É noite de Virada Cultural em São Paulo, com diversas boas atrações. Mas para quem não está a fim de multidão, seguem umas dicas:
Até domingo, 6 de maio, fica em cartaz a “ocupação angeli”, no Itaú Cultural. Despretensiosa e competente, a exposição revela as múltiplas facetas da criação do cartunista Angeli, das angústias e desorientações do movimento punk ao cartum político, engajado, passando por personagens sadomasoquistas e do submundo paulistano/universal. Angeli é um grande criador de personagens. Vale conferir – se der tempo.
Museu de Arte Moderna: no Ibirapuera. A grande sala traz a primeira individual na América Latina do alemão Wolfgang Tillmans, primeiro fotógrafo a ganhar o Turner Prize (2000). Imagens em cores fortes, imagens militantes, que criam um universo desconexo e revelam o olhar atento do artista. Curadoria de Felipe Chaimovich, Julia Peyton-Jones, Hans Ulrich Obrist e Sophie O’Brien.
Na Sala Paulo Figueiredo. A exposição de fotos de German Lorca,90, propõe a indagação entre os limites do real e da encenação. Fotos em P&B, do cotidiano paulistano, são impactantes pela beleza plástica e expressionismo. Me chamou a atenção, particularmente, a foto da construção do auditório, aquela nave espacial de boca aberta a nos receber, projetada por Niemeyer. Na foto, uma senhora leva uma criança pelas mãos em direção à nave, ao primeiro contato. Curadoria de Daniela Maura Ribeiro. Me impactou mais esta do que a do Tillmans.
NOVO MAC USP
Após 5 anos, o prédio, também projetado por Niemeyer, que abrigava o Detran, dá lugar ao Mac-Usp. Inaugurado, por questões políticos/eleitorais, apesar de estar apenas parcialmente completo, abriga a exposição O Tridimensional no Acervo do MAC: Uma Antologia. Vale conferir, mais pelo local que se tornará um dos maiores museus do país. A exposição apresenta trabalhos dos artistas: Frida Baranek, Eduardo Climachauska e Paulo Climachauska, Sérvulo Esmeraldo, Carlos Fajardo, Carmela Gross , Liuba Wolf, Maria Martins, Cildo Meireles, Henry Moore, Ernesto Neto, Gustavo Rezende, Chihiro Shimotani, François Stahly, Sofu Teshigahara, Ângelo Venosa, Ales Villegas, Franz Weissmann e Haruhiko Yasuda.


O Museu da Língua Portuguesa traz uma exposição em homenagem a Jorge Amado. Exposição bacana, montagem caprichada, mas com recorte por demais paulistano (leia-se Daniela Thomas) para expressar toda a tropicalidade-universalidade deste grande romancista. Vale muito a pena conferir.
No cinema, imperdível Pina 3D, no Reserva Cultural.


Se nada disso lhe agradar, sugiro uma boa leitura: Haicaos, poemas de Sandra Regina e Múcio Góes. Bem, sugiro o meu também... (Crônica de uma ilha vaga).  

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