segunda-feira, 28 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

A mídia se embriaga com o cheiro das bombas do império



Para "proteger" os cidadões da Líbia, os Estados Unidos aprovaram uma resolução que permite ao país bombardear o país árabe e assassinar mulheres e crianças; enquanto isso, o "ditador" Kadaffi distribui armas ao povo para se defender da invasão.




Responda rápido, qual ditador, odiado pelo povo, como não se cansa de repetir a Globo, Estadão, Folha e seus lacaios, distribui milhões de armas para a população em meio a uma suposta revolta popular para tirá-lo do poder?




Não considero Kadaffi benfeitor da humanidade, como alguns tentam apregoar, ele comanda a Líbia a ferro e fogo, mas enfrenta há quatro décadaas a tentativa de hegemonia estadunidense na região. É disso que nossa mídia - que baba com a visita de Obama - tem mais ódio: como podem países sem expressão mundial, como Cuba e Líbia se atreverem a enfrentar o poderoso império? Só pode ser ditador quem faz isso... bombas neles, as milhares de crianças e mulheres que irão morrer e se mutilar são só um detalhe para os objetivos maiores da "democracia" do império.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O PRÉ-SAL E A CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Uma a uma, antigas ditaduras do Oriente Médio vão sendo varridas por manifestações populares das mais diversas matizes. Os EUA, patrocinador histórico de ditaduras como a de Mubarak, no Egito, se pintam de democráticos e exigem a alternância de poder. A intenção estadunidense é clara: manter posição privilegiada na região mais explosiva do planeta, garantir o fornecimento de petróleo e impedir o avanço político de forças anti norteamericanas.
O caso da Líbia é ainda mais emblemático, Kaddafi nunca foi aliado dos EUA, apesar de há muito ter deixado preceitos que preconizava em seu “livro verde”, que chegou a atrair algum interesse das esquerdas na década de 1970.
O Oriente Médio vive uma convulsão que nem os mais experientes analistas internacionais se atrevem a arriscar um palpite sobre o que acontecerá na semana seguinte, tal a velocidade e complexidade dos fatos.
Uma das consequências dos conflitos é o aumento exponencial do preço do barril do petróleo, que ultrapassou os US$ 100 o barril, prenunciando mais um período de crises em nível mundial.
Este cenário torna a descoberta e a exploração do pré-sal ainda mais importante e estratégica para o Brasil.
Após a crise energética de 1974, todos os países produtores adotaram políticas para fortalecer o poder do Estado no controle das reservas petrolíferas, esvaziando, na prática, o poder das multinacionais (que chegaram a ser chamadas de 7 irmãs). Nos anos 1990, o Brasil ainda seguia na contramão desta tendência, deixando a maioria de suas riquezas nas mãos da iniciativa privada, sem ter o Estado a capacidade de determinar políticas energéticas de longo prazo.
A volta dos investimentos na Petrobrás, a descoberta do pré-sal e mudanças na lei do petróleo garantiram uma maior autonomia do governo, mas ainda é pouco. O governo Dilma precisa suspender definitivamente os leilões, aprofundar o marco regulatório do setor energético e rever os leilões já ocorridos na área do pré-sal.
A crise no Oriente Médio é benéfica para a população árabe, do ponto de vista das instituições políticas, e pode ser vantajosa para o Brasil do ponto de vista econômico. Mas o governo precisa ter coragem.