sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Arruda já foi, falta Yeda

A Polícia Federal prendeu na noite de quinta-feira (11), o governador do Distrito Federal, José Roberto "Arrouba" (que se desligou recentemente do DEM após as denúncias). Arruda foi preso por conta da operação Caixa de Pandora, que levantou uma série esquemas de corrupção desse político que já havia sido flagrado quebrando o sigilo do painel do Senado, junto com o então senador ACM.
O Supremo Tribunal de Justiça determinou a prisão do governador por tentativa de suborno para que testemunhas o inocentassem das acusações. Além de "Arrouba" o STJ solicitou a prisão do ex-deputado Geraldo Naves (DEM); Weligton Moraes, ex-secretário de Comunicação; Rodrigo Arantes, sobrinho do governador; Haroaldo Brasil de Carvalho, diretor da Companhia Energética de Brasília; e Antonio Bento da Silva, conselheiro do Metrô.
Uma semana antes, a Polícia Federal havia prendido Bento da Silva no momento em que entregava R$ 200 mil para o jornalista Edson Sombra. O dinheiro era parte de um pacote de suborno de R$ 1 milhão.
Independentemente de quanto tempo fique atrás das grades, é exemplar o caso de um governador ter prisão decretada por corrupção. Quem assumiu no lugar de Arruda é Paulo Octávio (DEM), político ainda mais corrupto que seu chefe e que já sofre processo de impeachment impetrado pelo Ministério Público.
No Rio Grande do Sul a governadora tucana Yeda Crusius ainda bate as plumas para tentar se livrar dos processos e denúncias de corrupção, que teve esquemas tão pesados quando os de Brasília e culminou com um dos denunciantes boiando às margens do rio Guaíba.
O PSDB de Minas Gerais inventou o mensalão, que logo se espalhou para outras praças. DEM e tucanos estão atolados até o pescoço com denúncias e mais denúncias de corrupção por onde passam e governam.
Arruda caiu, Paulo Octávio não deve aguentar muito. Falta o Ministério Público, o STJ e a Polícia Federal virarem os olhos para o Sul, e darem o mesmo destino à governadora Yeda.
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