sábado, 6 de junho de 2009

ATO EM DEFESA DA PETROBRÁS EM BRASÍLIA REÚNE 3 MIL PESSOAS






Encerramento do ato: assista aqui
http://www.youtube.com/watch?v=3sAPf2D2uKg&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Esindipetrosp%2Eorg%2Ebr%2F%3Fq%3Dnode%2F1456&feature=player_embedded


Cerca de 3 mil pessoas realizaram no dia 3 uma manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para protestar contra a instalação da CPI dos privatistas e reafirmar a campanha pela soberania nacional e por um novo marco regulatório para o setor do petróleo.
O ato, organizado pela FUP, CUT e CTB, contou com a participação da central sindical CGTB, do MST, da UNE e representantes de diversos movimentos sociais.



A princípio a proposta da FUP era realizar um ato no Salão Verde do Câmara dos Deputados, mas os manifestantes foram barrados por um forte esquema de segurança. O ato foi transferido para a frente do Congresso e contou com a participação de militantes da área da saúde e de movimentos de moradia que realizam manifestação no mesmo local.
As diversas lideranças que se sucediam no caminhão de som, destacavam a importância da luta pela garantia da Petrobrás 100% estatal, pelo fim dos leilões e contra a CPI da privatização, que teve sua instalação adiada.
"O parlamentar que votar contra os interesses nacionais terá sua foto estampada nos postes do país", proclamou o petroleiro Antonio Carlos Spis no comando do ato ocorrido em Brasília, dia 3. Do alto do caminhão de som, Spis convidava lideranças sindicais e sociais para prestar sua solidariedade à luta pela soberania nacional e lembrava que a data (3/6) coincidia com o fim da maior greve da categoria, ocorrida em 1995.
Para o secretário geral da CUT, Quintino Severo, o ato representava um marco histórico na luta pela defesa do que é público. "Não ousem tentar destruir o patrimônio", conclamava contra deputados do PSDB e do DEM. O petroleiro e também dirigente da CUT, Dary Becker, lembrou não ser coincidência que a CPI ocorra no momento em que o governo prepara o anúncio de novo marco regulatório para o setor de petróleo.
Lúcia Stumpf, presidente da UNE, lembrou o envolvimento histórico da entidade com as lutas em defesa do petróleo, desde a década de 1950 e convocou todas as entidades para a manifestação que a UNE irá promover em Brasília dia 16 de julho.
Representando a coordenação nacional do MST, Marina dos Santos denunciou a tentativa dos partidos neoliberais e conservadores de entregar as riquezas do país para empresas multinacionais.
Para o presidente da CUT, Artur Henrique, a oposição tenta usar a CPI para a disputa eleitoral de 2010 e desviar a atenção para temas da agenda dos trabalhadores no Congresso, como a redução da jornada de trabalho, a convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho, que proíbe dispensa injustificada) entre outras. Artur lembrou que a Petrobrás é responsável pelos maiores investimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e por isso a oposição tenta inviabilizar a companhia.
Em seu discurso, o coordenador da FUP e diretor do Unificado, João Antonio de Moraes, afirmou que cabe às entidades mostrar para a população a noção exata dos embates que estão ocorrendo. "Nossa luta principal é por um novo marco regulatório para o setor energético e de petróleo", destacou o líder petroleiro, conclamando para a unidade dos movimentos sociais em defesa da soberania nacional.
Ao final do ato, os militantes, de mãos dadas, circundaram a praça em frente ao Congresso entoando o Hino Nacional.
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