sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eu não confio em Barack Obama

A mídia internacional em geral, e a brasileira em particular, que possui vasta vocação de puxar o saco dos poderosos, saudou a vitória do senador do Partido Democrata, Barack Obama, à Presidência dos EUA como se tivesse ocorrido uma revolução social no país e fosse ele o salvador do mundo de uma crise criada pelo império que agora irá governar.
Há 20 anos a política dos Estados Unidos é controlada por duas famílias, a Bush e a Clinton. Bush pai exerceu o mandato de 1989 a 1993, sucedido por Bill Clinton até 2001 e este pelo atual presidente, Bush filho da pátria. Se Hillary Clinton tivesse vencido a disputa pela indicação dos Democratas, a história se repetiria como farsa ou tragédia. Deste ponto de vista é salutar a presença de um estranho no ninho. Nem tão estranho, assim. Obama aprendeu em Harvard, onde cursou Direito, como fazer carreira em política.
O fato de ser negro também lhe confere um caráter de quebra de paradigma, em um país declaradamente racista. Mas, a cor da pele, ou a origem social, ou ser um migrante nordestino no Brasil é, em si, garantia de que se fará um governo de ruptura.
O democrata Clinton lançou bombas sobre o Iraque quando seu caso com a estagiária Mônica, regado a charutos cubanos, quase lhe custou o impedimento. Democratas e republicanos são cada vez mais parecidos um com o outro, como os porcos e os humanos da fábula revolução dos bichos, de George Orwell. Em nenhum momento de sua campanha, Barack Obama se comprometeu claramente com a retirada das tropas do Iraque, com o fim dos ataques ao Afeganistão ou com a apuração dos crimes de guerra de Bush filho - por muito menos que Bush, Sadam Hussein foi jogado aos leões. Obama, que também é Hussein, sabe que se elegeu presidente do Império e vai defendê-lo com as armas que dispor. Há mais de 100 anos, dia após dia, os Estados Unidos estão em guerra em algum - ou vários – ponto da terra. Há mais de 100 anos os Estados Unidos combatem diariamente a o mundo.
Obama será menos truculento que Bush, com certeza, mas não abrirá mão do tripé que sustenta qualquer império: a dominação econômica, a supremacia militar e a sedução da ideologia.
Os Estados Unidos continuam a ser inimigos da humanidade. E Barack Hussein Obama Jr. é agora seu principal representante.
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