segunda-feira, 12 de maio de 2008

Dia 28 centrais mobilizam pela redução da jornada

As centrais sindicais estão unidas em torno da bandeira da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Para levar essa campanha para as ruas, as entidades definiram o dia 28 de maio, como o de lutas e mobilizações sob o slogan “A hora é agora; reduzir a jornada é gerar empregos”.
Um estudo do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos e Estatísticas (Dieese) comprova que a redução para 40 horas semanais pode gerar mais de dois milhões de novos empregos.
No manifesto de convocação do 28 de maio, as centrais esclarecem que “a luta dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários é histórica e torna-se mais efetiva, com maiores possibilidades de vitória, quando travada nos momentos, como o atual, de crescimento da economia e dos salários, quando as empresas prosperam. Aliada à necessária redução da taxa de juros, será uma importante medida para a geração e distribuição democrática da renda e para o desenvolvimento do país”.
A redução da jornada com a criação de novos empregos tem como efeito colateral a redução das terceirizações, que em muitos setores da economia são utilizadas para burlar a lei trabalhista, pagar menores salários e precarizar as relações trabalhistas. Mesmo em uma empresa como a Petrobrás, que tem forte movimento sindical, isso acontece constantemente.
Outra bandeira que estará na pauta do dia 28 é pela ratificação das convenções 151 e 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que se encontram no Congresso. A 151 reordena o trabalho no serviço público, garantindo, entre outros, o direito à greve. A 158 coíbe demissões imotivadas e era subscrita pelo Brasil até 20 de novembro de 1997, quando o governo Fernando Henrique, pelo Decreto 2100/97 revogou todos os dispositivos dessa lei, abrindo a porteira para que o empresariado demitisse à larga. O resultado foi um dos períodos de maior desemprego no país.
A última grande vitória foi na Constituição de 1988, há 20 anos. A hora é agora.
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