quinta-feira, 8 de maio de 2008

3 de maio: 13 anos da mais importante greve dos petroleiros


Manifestação dos petroleiros em frente ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), cobrando imparcialidade no julgamento da greve

Tanques de guerra, chantagem do governo FHC pela mídia, ameaças diárias de demissão, Justiça impondo punições e multas, noites insones, muitas assembléias, debates e negociações que varavam madrugada adentro. Por 32 dias, em 1995, os petroleiros e petroleiras, sob coordenação da FUP, enfrentaram todas as forças reacionárias do país – incluindo o recém-eleito governo FHC –, na maior greve que o governo tucano iria enfrentar em seus oito anos de administração neoliberal.
A greve foi desencadeada pelo não cumprimento de acordos assinados durante o governo de Itamar Franco. FHC e seu séquito, achando que podiam tudo, desrespeitaram o que fora negociado, tentaram enfraquecer o movimento sindical e destruir a organização dos petroleiros para abrir caminho para a privatização do setor.
Fernando Henrique, conhecido como “rainha da Inglaterra” por sua empáfia, se inspirava em outra inglesa, a ex-primeira ministra Margareth Tatcher, que enfrentou por quase um ano uma greve de mineradores e conseguiu minar as bases do movimento sindical inglês. Mas FHC não era Tatcher nem os petroleiros estavam dispostos a desistir.
A heróica greve de 1995 tem reflexos até hoje, com processos para a anistia de companheiros perseguidos, e, principalmente, por ter barrado a tentativa de privatizar a Petrobrás. “Não fosse aquele movimento, em que milhares de homens e mulheres enfrentaram todo o aparato do Estado e da mídia, hoje a Petrobrás não seria mais uma empresa pública, não teríamos estabilidade e muitas das conquistas que se seguiram”, comenta Laércio Longo, diretor do Unificado.
Todos os petroleiros que participaram, de uma maneira ou outra, escreveram seu nome na história da Petrobrás e do país. É sempre com orgulho que se comemora essa importante data para o movimento sindical e para o país. Foi o primeiro grande grito contra o neoliberalismo
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