sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Novo mínimo incentiva crescimento da economia


A partir de sábado, o valor do salário mínimo passa a ser de R$ 415,00, um aumento de 9,12% relativo à correção da inflação dos últimos 12 meses mais o aumento real em decorrência do crescimento do PIB – Produto Interno Bruto.
Parafraseando o presidente Lula, “nunca na história deste país” o Brasil teve uma política consistente e de longo prazo de correção do salário mínimo. Além do aumento real, a data-base foi antecipada de maio para março. Em 2009 o reajuste será concedido em fevereiro, no ano seguinte em janeiro e permanece assim até 2022.
Esse acordo foi obtido em 2006, após a Marcha dos Trabalhadores a Brasília pela Valorização do Salário Mínimo, movimento idealizado pela CUT e organizado pelas centrais sindicais. Na época, as lideranças sindicais obtiveram do Ministério do Trabalho e do Planejamento o compromisso de se estabelecer uma política de longo prazo de valorização do salário mínimo. Com a questão do salário mínimo equacionada, a marcha anual a Brasília, que ocorre no mês de dezembro, ampliou suas bandeiras de reivindicações. Este ano, o tema central será a redução da jornada de trabalho.

Distribuição de renda
Conforme o Dieese, o valor do novo salário mínimo deverá injetar na sociedade cerca de R$ 21 bilhões nos próximos 12 meses. Esta injeção de recursos é canalizada, principalmente, para as camadas menos favorecidas do país e que moram em regiões mais pobres, o que significa que o valor será utilizado, essencialmente, no aumento do consumo interno, o que gera mais renda e emprego.
É dessa forma que o Brasil cresce, com distribuição de renda. O aumento real de 3,75% é maior do que muitas categorias têm obtido em negociações salariais.

Estabilidade econômica e visão política
Estabelecer uma política de longo prazo para o mínimo só foi possível graças a dois fatores: a estabilidade econômica e o compromisso do atual governo com as camadas menos favorecidas da população, aliado ao caráter mais democrático deste governo, que senta na mesa com o movimento sindical para ouvir suas reivindicações em vez de tentar criminalizar os movimentos sociais, como ocorria na gestão FHC.
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