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segunda-feira, 9 de abril de 2018

SPC: O massacre de Deir Yassin e a limpeza étnica da Palestina completam 70 anos




1948: Massacre de Deir Yassin


Na madrugada de 9 de abril de 1948, 120 terroristas invadiram e ocuparam o povoado de Deir Yassin, a oeste de Jerusalém. Testemunhas oculares relataram que eles foram de casa em casa e abriram fogo contra seus moradores.


Quem visita Israel precisa procurar muito para encontrar vestígios de antigos povoados árabes. Em geral, tratam-se de ruínas. Na guerra de 1948, 400 povoados palestinos foram destruídos e seus moradores expulsos. Lugarejos que existem apenas em mapas antigos.

Cerca de 700 mil palestinos foram expulsos de suas casas, algo atualmente reconhecido por historiadores israelenses como um processo sistemático de banimento ou deportação.

Um dos símbolos deste processo foi Deir Yassin, uma localidade a oeste de Jerusalém. O vilarejo de 610 habitantes também serviu de refúgio para outras centenas de pessoas que tentavam escapar dos conflitos entre judeus e árabes. Como ficasse no território do futuro Estado Palestino, havia selado um acordo de boa vizinhança com os vizinhos judeus.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Livro PALESTINA será lançado em São Paulo dia 3 de abril


PALESTINA, um olhar além da ocupação (Editora Limiar) será lançado dia 3 de abril, em São Paulo. na Mesquita Brasil, Rua Barão de Jaguara, 632, Cambuci



Durante seis dias, em 2015, uma delegação brasileira formada pelo atual vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, pelo vereador na cidade de Cascavel, Paulo Porto (ambos militantes do PCdoB) e pelo presidente da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu e diretor de Assuntos Internacionais do Município, Jihad Abu Ali, visitou a Palestina. 

Apesar de serem brasileiros e estarem em missão oficial, isso não lhes garantiu nada diante da ocupação israelense em solo palestino. Apesar de brasileiro, Jihad Ali, filho de palestino, ficou retido na alfândega na entrada e na saída do país; uma das várias situações tensas e discriminatórias ocorrida ao longo da viagem. “Paulo Porto, que tem o biotipo bem europeu, passou sem qualquer dificuldade; eu, cujas características físicas são mais próximas à de um árabe, fiquei detido por algum tempo até me liberarem, mas JIhad, com nome e fisionomia tipicamente árabes, ficou quase 12 horas incomunicável nas mãos das autoridades israelenses”, conta Bobato em seu relato da viagem. 

Sem Jihad para servir de intérprete, os dois outros brasileiros tiveram de se virar para conseguir chegar a seu destino e serem recepcionados pelo prefeito de Jericó, porque, apesar de estarem na cidade, era proibido por Israel o prefeito palestino se locomover livremente pela sua própria cidade. Esses e outros episódios, como o do encontro com o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, a tensão a cada checkpoint (barreiras formadas por soldados de Israel por toda Palestina) e a alegria e surpresa de encontrar, mesmo sob ocupação, uma sociedade vibrante e que não se rende, são relatados de maneira direta neste livro depoimento, belamente ilustrado com as fotos de Paulo Porto. PALESTINA, um olhar além da ocupação, lançado pela Editora Limiar, é um retrato franco e sincero de um povo que luta há sete décadas pelo seu direito de possuir um país; um povo que resiste e se refaz a cada nova geração.

domingo, 14 de janeiro de 2018

PALESTINA: um olhar além da ocupação



Em visita oficial à Palestina, em 2015, os vereadores de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato  (atualmente, vice prefeito da cidade), e de Cascavel, Paulo Porto, ambos do PCdoB, e Jihad Abu Ali, presidente da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu, presenciaram a ignóbil realidade da ocupação israelense em território palestino. O olhar sobre essa realidade é retratado neste emocionante livro. 
"Queríamos falar da gente palestina, do seu dia a dia, do que vimos além da ocupação e com isso possibilitar a visão de que na Palestina tem pessoas que vivem, são solidárias e organizam suas vidas para conviver e lutar contra esta atrocidade que se prolonga por impensáveis 70 anos.
Gerações inteiras de palestinos foram dizimadas ou expulsas de suas terras, enquanto isso o mundo continua a aceitar as atrocidades de Israel.
Espero que este livro ajude a mostrar a Palestina que precisa ser defendida, visitada, estudada, apreciada", afirma o autor Nilton Bobato.
O livro ganha especial dimensão com as fotos de Paulo Porto, que captou, além dos encontros oficiais, o dia a dia da população. 

Os autores
Nilton Bobato é professor, escritor, já foi vereador e atualmente (2018) é vice prefeito de Foz do Iguaçu. É membro da Academia de Letras de Foz do Iguaçu e possui sete livros publicados. É vocalista da Banda Morthal.



Paulo Porto é docente da Universidade Estadual do Paraná, doutor em Educação e fotógrafo documental. Atualmente está no segundo mandato de vereador no município de Cascavel/PR pelo Partido Comunista do Brasil. Atua como militante da reforma agrária e na defesa dos direitos e território das comunidades indígenas Guarani do oeste do Paraná.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

governo brasileiro reconhece estado palestino

Um dos últimos atos diplomáticos do governo Lula foi, também, um dos mais importantes: o reconhecimento formal do Estado Palestino.
No mapa abaixo é possível visualizar como o território foi paulatinamente sendo ocupado por Israel, que hoje nega aos palestinos o direito a um Estado soberano.