sexta-feira, 23 de junho de 2017

FHC DEFENDE PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS E DA PETROBRÁS


Como em antigos filmes de Terror B, quando a gente acha que o perigo já passou, lá vem o coisa ruim atormentar de novo. Há tempos ninguém dava bola para o ex-presidente FHC, que há muito nada tem a dizer. Entretanto, com a atual crise e a elite não sabendo a quem recorrer, este decrépito senhor de 85 anos resolveu reaparecer para assustar incautos. 
E o festival de bobagem que tem proferido é digno de pena.
A última foi proferida no dia 21 em um evento no Instituto que leva o seu nome, instituto este financiado pela Odebrecht pela bagatela de R$ 975 mil, em valores de 2012.
No convescote, para discutir o futuro da Eletrobrás, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr., que, tal qual o Pedro Parentreguista da Petrobrás, quer desmontar a Eletrobrás, anunciou que a companhia deve cortar 11 mil funcionários (praticamente 50% da mão e obra), privatizar – já estão no corredor da degola seis distribuidoras de eletricidade controladas pela Eletrobrás no Norte e Nordeste, e vender diversos ativos. Wilson Ferreira disse que a estatal prevê terminar 2017 utilizando apenas dois dos seis prédios que possui no Rio de Janeiro.
Já FHC, em mais uma pérola, afirmou: "O que puder privatizar, privatiza, porque não tem outro jeito. Essa não é minha formação cultural (sic), mas não tem mais jeito, ou você aumenta a dose de privatização, ou você vai ter de novo um assalto ao Estado".
Não é sua formação cultural, cara pálida? Que interessante, observe como essa frase coaduna com outra, dita no mesmo evento. "Por que só conseguimos privatizar a Gerasul [então subsidiária da Eletrobrás]? Porque era impossível enfrentar os blocos de poder nas outras empresas. Tentei o que podia".

Assalto ao Estado
Convenhamos que de assalto ao Estado ele entende bem. Em sua desastrosa passagem pela cadeira da presidência da República, o Estado foi constantemente vilipendiado. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, ex-dirigente do banco, que articulavam o apoio a Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. 
Conforme matéria do site Conversa Afiada "a privataria do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, foi acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar."
Esses são simples exemplos, a história da administração tucana está repleta de casos de corrupção com a venda de estatais e criação de milionários instantâneos via propina e suborno.
FHC "tentou o que podia" quando foi presidente para privatizar a Eletrobrás e a Petrobrás, agora, ressuscitado politicamente, a múmia faz coro com o vampiro no ataque ao Estado e suas empresas.

Para saber mais sobre o período de FHC recomendo a leitura de dois livros essenciais:
Privataria Tucana - de Amaury Ribeiro Jr.
O Brasil Privatizado - de Aloisio Biondi.



  
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