terça-feira, 16 de maio de 2017

PRESIDENTE DA PETROBRÁS QUER ENTREGAR REFINO PARA ESTRANGEIRAS


Parente diz que em breve, muito em breve, apresentará um extenso programa de venda de ativos. Mais uma vez, o homem alçado na condição de condutor da Petrobrás, diz e faz exatamente o que o mercado internacional quer

O que aconteceria com um time em que o técnico quer entregar o jogo para o adversário? Ele tiraria o goleiro titular para colocar o terceiro reserva, tiraria o centro avante, orientaria a equipe para não correr muito para não se cansar e outras “táticas” cujo resultado é apenas camuflar o que todos sabem: esse técnico está jogando contra o próprio time.
Esse é o jogo que estamos assistindo na Petrobrás. Em 24 de abril, sob o sugestivo título “Não comprem de mim”, o site Infomoney publicou uma matéria analisando as estranhas opções do “técnico” Parente, em relação à política de preços da Petrobrás, e concluiu: “Esse movimento pode parecer estranho, mas não é por acaso... o aumento dos preços nas suas [Petrobrás] refinarias poderia dar um incentivo econômico aos importadores... Ela [Petrobrás] tem encorajado os distribuidores a comprar combustíveis de outros ofertantes, de acordo com que afirmou Leonardo Gadotti, presidente do sindicato dos distribuidores de combustíveis. 

Ainda segundo esse bem informado site, no dia 1 de maio, enquanto você comemorava o Dia do Trabalho, o técnico entreguista dizia à agência de notícias Bloomberg que vai anunciar “muito em breve” um novo programa de vendas de ativos. “Segundo ele, a estatal tem lista com cerca de 40 ativos”, incluindo o refino. Em mais uma pérola do entreguismo, Parente afirmou: “Acreditamos que não é bom para a empresa nem para o país concentrar 100% do refino em uma única empresa”. Ou seja, tira o centro avante e coloca o gandula no lugar. (Confira aqui).
Estão ainda nos planos do desmonte a venda de, pelo menos, 51% da BR Distribuidora e a venda da Braskem. O entreguista não descarta, também, se desfazer da Transpetro.

RLAM 
Nos últimos dias circula com força a notícia de que 70% da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, a primeira refinaria do Brasil, criada em 1950, estaria sendo vendida para uma empresa estrangeira. Em janeiro, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia chegou a anunciar o interesse da francesa Total na aquisição da RLAM; imediatamente, a Petrobrás lançou nota pública desmentindo a negociação. Desta vez, até o fechamento desta edição, no sábado, 13, a empresa ainda não havia se pronunciado. Essa reportagem procurou a assessoria de imprensa nos telefones destinados a atender a imprensa aos finais de semana, mas não obteve retorno.
Independentemente da veracidade da informação sobre a RLAM neste momento, o cenário é muito preocupante. “A política da atual direção é transformar a Petrobrás em uma empresa de pouca expressão internacional, sem capacidade de gerir o pré-sal, o que justificaria a entrega total das reservas para o capital internacional. Pior, sem ter uma forte empresa estatal de energia, toda a estratégia de desenvolvimento autônomo que foi iniciada nos últimos governos cai por terra, voltaremos a ser um país dependente, exportador de óleo bruto e com o refino, o setor mais lucrativo da cadeia produtiva, nas mãos de empresas estrangeiras. Hoje se consolida uma ameaça real de vermos o fim da Petrobrás como a conhecemos, e com ela, o sonho de um país soberano energicamente, que gerações estão construindo há mais de cinco décadas”, alerta a coordenadora do Unificado, Cibele Vieira.

Com esse técnico, a equipe Petrobrás vai cair da primeira para a terceira divisão. E com ela lá vão seus direitos, empregos e conquistas. Por coisas muito menos importantes, torcidas de futebol picham clubes, ocupam concentrações e pressionam dirigentes.  
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