segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Canalhice midiática não é privilégio de poucos



Dias antes do início das olimpíadas, ouvi um comentário do Gilberto Dimenstein na rádio CBN. Costumo evitar, as poucas oportunidades que tive o desprazer de me encontrar no mesmo ambiente que ele, me revelou uma personalidade narcisística, prepotente e oportunista.

Seu comentário na rádio de propriedade das organizações Globo só acrescentou elementos a minha percepção. Dizia o tal articulista radiofônico sobre uma obra do artista Eduardo Srur sobre a fracassada tentativa de despoluir a Baia da Guanabara para o evento mundial. Em resumo, Srur fez uma escultura em forma de cocô e enviou para diversas personalidades políticas como protesto.

À parte considerar de mau gosto, não é minha intenção aqui avaliar a qualidade artística desta intervenção, o que me chamou a atenção foi quando Dimenstein começou a "listar" os políticos que haviam recebido a "obra de arte": citou Lula e Dilma. Ops, pensei, estamos em 2016, o Estado e a Prefeitura do Rio não conseguiram despoluir a Baía da Guanabara e o "culpado" é o Lula, que deixou a Presidência em 2009.

Este é apenas um exemplo de como a mídia e seus ditos articulistas se sentem à vontade para vomitar seu cabedal ideológico, independentemente de refletir a realidade - essa pouco importa para a ideologia.

Essa mídia é muito mais fétida que a Baía da Guanabara. Enquanto não houver uma efetiva democratização dos meios de comunicação, ficaremos à mercê do monopólio da manipulação.

Troféu cocô para Dimenstein.  

  

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