quarta-feira, 13 de julho de 2016

QUE VENHA A BOA DERROTA



A Câmara dos Deputados escolhe hoje (13.jul.2016) o sucessor de Eduardo Cunha na presidência da Casa. 

Dois nomes fortes disputam os votos dos conservadores - que são ampla maioria na Câmara: Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF). Outros tantos tentam abocar migalhas.


A honrosa exceção é a candidatura de Luiza Erundina (Psol-SP), que não tem qualquer chance de vitória, mas pode se tornar um marco na disputa política pela resistência ao avanço neoconservador fascista, que parece desenfreado.

O Psol tem seis votos. A incógnita se chama PT. Aturdido com as constantes denúncias, perdido entre disputas internas e incapaz de fazer uma profunda autocrítica, o partido parece uma carroça desgovernada com 58 deputados sem saber para onde ir. Aliás, alguns sabem, e muito bem. 

Se a totalidade, ou expressiva maioria, da bancada petista depositar seu voto em Luiza Erundina, não será suficiente para elegê-la, mas indicará que o partido volta a apostar em sua vertente de esquerda, social, se desvinculando de acordos de corredores, que deu no que deu até agora.

A derrota de Luiza Erundina com os votos do PT será uma vitória para a esquerda. A vitória de um "aliado" conservador com os votos petistas será mais uma pá de cal na história do partido.
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