quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Tragédia de Mariana é espelho do Brasil



Um mar de lama avança sobre inocentes, vítimas de um sistema de exploração predatório. Os responsáveis por esse mar de lama permanecem impunes e dá-se a impressão de que os responsáveis acabam sendo as vítimas.

Em 2007, o site do PSDB exaltava a privatização da Vale com o argumento de que a empresa passou de um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão para R$ 13,4 bilhões. Só não explicou para os bolsos de quem foi esse lucro (http://www.psdb.org.br/reestatizacao-da-vale-o-pt-na-contramao-da-historia/). É o mesmo que pretendem fazer com a Petrobrás.

A Vale, segunda maior mineradora privada, em parceria com a BHP-Billiton, maior do mundo, não foram capazes de instalar um sistema mínimo que garantisse a segurança. Por que? Arrisco um palpite: busca de lucro a qualquer preço (inclui-se, aí, mortes) e falta de fiscalização competente. Essa tragédia já estava descrita há mais de dois anos em relatórios que apontavam problemas estruturais na barragem.

Nesse mar de lama mineiro/brasileiro aviões plenos de coca passam despercebidos enquanto ladrões de biscoito vão para a cadeia; "parece que ouvi dizer que alguém parecido com uma cunhada de um tesoureiro sacou dinheiro em um caixa eletrônico" é motivo de prisão, enquanto assinatura com firma reconhecida e digitais de esposa de político com conta na Suíça não fazem sequer cócegas em quem se diz zelar pela lei e estar acima dos conflitos humanos.


Não há lava jato que lave a lama de Mariana. 
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