quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Ato dia 3 marca primeira grande atividade nacional da Frente Brasil Popular

foto Roberto Parizotti

Manifestação deste sábado tem como bandeiras a defesa da democracia, da Petrobrás e contra o ajuste fiscal do governo



Durante a coletiva de imprensa realizada no início da tarde no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, representantes da Frente Brasil Popular explicaram as bandeiras de luta e a convocação do ato que ocorre dias 2 e 3 em mais de 30 cidades pelo país.
Nesta sexta, dia 2, os atos ocorrem no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás e Sergipe. No sábado, as mobilizações acontecem nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rondônia, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraíba, Piauí, DF, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo.
Na capital paulista, o ato tem início às 14h em frente ao Edifício da Petrobrás, na Av. Paulista, 901. João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, explicou que os movimentos sociais e sindicais têm tradição de fazer atos durante a semana, mas que irão testar a organização em um sábado pelo simbolismo da data. "No dia 3 de outubro a Petrobrás completa 62 anos e a defesa da empresa é uma das bandeiras centrais da manifestação".
O presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, informou que a data e o caráter do ato foram definidos pelas entidades que compõem a Frente Brasil Popular, criada dia 5 de setembro, e que reúne cerca de 60 entidades sindicais e do movimento social e popular. "Vamos às ruas de todo o país lutar pela defesa da democracia, da Petrobrás e contra o ajuste fiscal do governo. A manifestação se concentrará na Avenida Paulista, seguirá pela rua Brigadeiro Luiz Antonio até o Largo São Francisco e terminará na Praça da Sé, tradicional ponto de manifestações populares", informou Douglas Izzo.  
Além de São Paulo, o ato acontece em outras oito cidades do Estado (Campinas, Sorocaba, Itapeva, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Bauru, Presidente Prudente e Araçatuba).
A coordenadora do Sindipetro Unificado e representante da FUP na coletiva, Cibele Vieira, explicou a importância da defesa da Petrobrás e das riquezas do pré-sal. "Com o pré-sal o Brasil passará de décimo primeiro para quinto maior produtor de petróleo do mundo é por isso que a Petrobrás está sendo tão atacada. A greve dos petroleiros em defesa da empresa está definida e irá ocorrer a qualquer momento".
Questionados sobre o apoio ao governo Dilma, ao mesmo tempo que criticam as políticas econômicas, Raimundo Bonfim, da Central dos Movimentos Populares, esclareceu que não existe dicotomia. "Somos firmes na defesa da democracia e contra as tentativas de golpe por parte da direita, mas temos claro que questionamos o ajuste fiscal do governo, essas duas posições não são excludentes".
O presidente da CUT São Paulo e dirigente da Apeoesp (Sindicato dos Professores) aproveitou para criticar a proposta do governador Geraldo Alckmin de acabar com 30% das salas de aula no Estado, promovendo uma reforma "que nada tem de pedagógico, poderá aumentar a violência nas salas de aulas e irá prejudicar milhares de famílias. Contra essa proposta do Estado estamos organizando um ato no dia 29 de outubro".

A mesa da coletiva foi composta por Douglas Izzo (CUT-SP), Raimundo Bonfim (CMP), Cibele Vieira (FUP), João Paulo Rodrigues (MST) e Carina Vital, presidente da UNE, que reforçou a necessidade de luta pela democracia e pelo pré-sal como forma de garantir o financiamento das políticas educacionais.
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