quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

CENA URBANA

Descia a rua Augusta quando uma senhora de meia idade tentava atravessar em uma faixa de pedestre com o sinal fechado para ela. No meio da faixa, entre as duas pistas, aguardava uma folga torcendo para não ser atropelada.

Um gari - aquela espécie que Boris Casoy, no final do ano passado, do alto de sua soberba, chamou de merda - a segurou gentilmente pelo braço e a ajudou a terminar o curto, mas perigoso, trajeto.

Fiquei a pensar se o âncora teria tal dignidade, ou fecharia o vidro de seu carro, acelerando para não ser contaminado pela humanidade dos que quase nada possuem.
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