sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Desesperada, mídia tucana tenta sua última cartada

Ainda no primeiro semestre, as redações dos maiores jornais do país ( Folha, Estadão, O Globo) receberam a determinação de sempre ter uma manchete contra o governo. O objetivo, claro, era alavancar a candidatura tucana. O PIG (Partido da Imprensa Golpista) cumpria, outra vez, seu papel de sabujo dos interesses econômicos e políticos da elite.
Pouco adiantou, a candidata Dilma Rousseff disparou nas pesquisas deixando os arautos da imprensa tupiniquim atônitos. Em editoriais e programas de TV, os chamados "articulistas" da imprensa buscavam os motivos para a derrocada tucana.
A poucas semanas do primeiro turno, no entanto, surge uma suspeitíssima tábua de salvação: a quebra dos sigilos de vários integrantes da turma do Serra, inclusive o de sua filha, Verônica. Imediatamente, a imprensa comercial viu aí um último respiro para seu candidato e tratou de julgar e culpar a candidata petista sobre a quebra dos sigilos.
Vamos a algumas reflexões importantes neste momento:
1) Quebra de sigilo fiscal é grave e deve ser investigada a fundo e rapidamente;
2) As violações na Receita Federal foram feitas entre setembro e novembro do ano passado, quando ainda não havia um comando de campanha de Dilma Rousseff, mas havia uma guerra intestina entre aliados Aécio Neves contra Serra para ver quem seria o candidato tucano;
3) A imprensa insiste em dizer que a quebra de sigilo fiscal serviu para a confecção de um dossiê contra Serra, mas tal dossiê nunca veio a público. O que existe é um material coletado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que serviria para uma matéria no jornal O Estado de Minas. A matéria nunca foi publicada e o material (escândalo das privatizações no governo FHC e compra superfaturada de ambulâncias quando Serra era ministro) servirá para um livro que o jornalista está a escrever. Parte desse material se encontra fartamente divulgado na internet.
4) Se existe o tal dossiê, e ele contém suspeitas de atos ilícitos de Serra e sua equipe, isso é tão ou mais grave do que a quebra do sigilo fiscal.
5) Assim como nas eleições de 2006, a imprensa prepara um último trunfo surpresa para lançar às vésperas do primeiro turno e tentar reverter a inevitável avalanche de votos em Dilma Rousseff.

Em vez de buscar provas e tentar chegar aos fatos, a imprensa neoliberal deixa de fazer jornalismo e parte para fazer política, pura e simplesmente. Em vez de investigar e buscar a verdade, corre em espalhar a versão que lhe convém na ânsia de mudar o quadro eleitoral. São sintomas do desespero de quem nunca aceitou que os trabalhadores pudessem governar o país muito melhor do que doutores formados em Sorbone. É o preconceito de classe estampado da forma mais crua, impressa em letras garrafais diariamente.
Se os ataques ao governo e o baixo nível já era notório há vários meses nos jornais, revistas e TV, vai se intensificar nesta reta final de campanha. Convidamos o leitor a procurar nos grandes jornais dos últimos meses uma única notícia desfavorável a Serra, a Alckmin ou à vergonhosa administração tucana em São Paulo. Nada! Nem uma linha sobre os sérios problemas de educação, de violência, sobre as dúzias de pedidos de CPI que estão barradas na Assembleia Legislativa para evitar que se investigue o governo de São Paulo. O que se vê na mídia são articulistas "aconselhando" como Serra deve se portar: e quase em uníssono gritam: Serra, baixe ainda mais o nível!
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