segunda-feira, 12 de abril de 2010

Aterro do Morro do Céu emite poluentes altamente nocivos à saúde

AGÊNCIA NOTISA – Nem só de ameaça de gerar catástrofes macroscópicas vive o “lixão” do Morro do Céu. Pesquisa publicada em dissertação de mestrado defendida em 2009 no Instituto de Química da Uerj mostra que o Aterro Controlado do Morro do Céu (ACMC), em Niterói, “pode conter quantidade significativa de vários compostos químicos, principalmente compostos orgânicos voláteis, impactando a vegetação, prejudicando a saúde e a qualidade de vida da população do seu entorno”.
De acordo com sua autora, a física e professora Jorgina Rosete Teixeira, o objetivo do estudo foi investigar o alcance dos poluentes emitidos pelo aterro bem como as áreas afetadas. “Utilizou-se um modelo matemático para o estudo do transporte e difusão dos poluentes que fornece a concentração nas vizinhanças, a partir dos dados de emissões, meteorológicos e topográficos”, explica no texto.
Os resultados da pesquisadora mostraram valores de compostos orgânicos voláteis acima de 400 µg m-3 a menos de 500 metros de distância do aterro do Morro do Céu. Segundo ela, “considerando que o ACMC não será desativado em um tempo próximo, creches, escolas e postos de saúde devem ser deslocados para uma área onde o impacto dos poluentes atmosféricos seja menor, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população”.
A dissertação completa está disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp104801.pdf.
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