segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sindicalismo e terceirização

A partir da metade da década de 1990, os sindicatos voltaram a crescer, após um período de queda no número de sindicalizados. Quem afirma isso é o economista Márcio Pochmann, professor da Unicamp e ex-secretário do Trabalho da Prefeitura de São Paulo no governo Marta Suplicy (2001-2004), que fez um balanço da sindicalização urbana no Brasil desde o começo do século 20.
Segundo o pesquisador, o índice de sindicalização teve um leve aumento desde o início deste século, voltando ao patamar de 18% dos trabalhadores ocupados. O número é o mesmo do final dos anos 80.
Os principais fatores apontados pelo pesquisador são a terceirização, a estabilidade na economia e o crescimento do número de mulheres no mercado. Em 2005, por exemplo, a taxa nacional de sindicalização foi 15,7% superior a de 1998.
Para o economista, o avanço do trabalho terceirizado tem permitido construir as bases de uma nova fase de atuação no sindicalismo.
Em uma década (1995-2005), a taxa de trabalhadores terceirizados de São Paulo filiados a sindicatos subiu quase 34 vezes, indo de 0,7% para 27% da categoria.
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