sexta-feira, 26 de outubro de 2007

dia 13 CUT-SP promove carreata pelo desenvolvimento e contra privatizações


A direção da CUT São Paulo patrocinou na nesta sexta-feira,25/10, um café da manhã com jornalistas para explicar os atos que irá realizar dia 13 de novembro, “Dia de Mobilização pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda no Estado de São Paulo”.
Segundo Adi Santos, dirigente da CUT e da Federação dos Metalúrgicos, a proposta é apresentar para deputados e para o governador José Serra uma agenda dos trabalhadores para o desenvolvimento sustentável do Estado, um documento com análises, considerações e propostas práticas.
No dia 13, a Central organiza uma carreata que sairá da sede da entidade, na rua Caetano Pinto, no Brás, até a Assembléia Legislativa, onde ocorre um ato público. Os organizadores esperam contar com a participação de representantes da maioria dos 290 sindicatos filiados à CUT-SP.

O ato servirá, também, para criticar a tentativa de Serra de privatizar as empresas públicas do Estado, um dos maiores desmanches anunciados por um único governo.


O jogo por trás das privatizações

Os tucanos sempre foram mal gerentes da coisa pública e ótimos privatistas; sob o discurso do "estado moderno e eficiente" venderam o que puderam e não tornaram o estado nem moderno nem eficiente. No governo FHC a desculpa pública era a redução da dívida pública, que havia multiplicado por 10 ao final de sua gestão.

Durante o segundo turno das últimas eleições presidenciais, os ataques de Lula à sanha privatista do PSDB deixou Geraldo Alckmin sem ação e colocou o tema no centro do debate sobre concepção de desenvolvimento e de gestão de Estado.

O que Serra - sempre presidenciável - deseja com essa tentativa de privatizar "tudo", além de cumprir a agenda neoliberal, é cacifar o discurso de que é possível manter um Estado forte e atuante tendo vendido todo seu patrimônio e empresas estratégicas para o desenvolvimento, como a Sabesp e o IPT. Serra sabe que nas próximas eleições presidenciais o tema estará de volta e a comparação entre os dois mandatos de Lula e o de FHC estará no centro dos debates. Para não ter que explicar o inexplicável - como a venda da Vale do Rio Doce - Serra prepara esse pacote de privatizações para chegar com argumentos a 2010.

Ao movimento sindical cabe a importante tarefa de denunciar a entrega do patrimônio público e o jogo dos tucanos na tentativa de voltar ao Palácio do Planalto.
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