quinta-feira, 2 de junho de 2016

PARENTE VIRA BONECO DE VENTRÍLOQUO NA PETROBRÁS

Parente mente ao dizer que a "Petrobrás quer a revisão da lei do pré-sal". Quem quer a revisão são entreguistas como ele próprio e seu chefe, Zé Serra, lobista de multinacionais. 

Se alguém tinha dúvida do que significava a ida do tucano Pedro Parente para a Petrobrás, o próprio bicudo foi rápido em desfazer qualquer alma benevolente.

Em seu discurso de posse (1.jun.2016) como presidente da mais importante empresa do país, Parente foi taxativo ao dizer que a legislação do pré-sal tem de ser "revista", eufemismo para dizer que quer voltar ao sistema anterior de concessão e entrega da exploração de riquezas energéticas para multinacionais.


A lógica é simples:

Pedro Parente foi indicação de José Serra. 

Serra, senador, age como lobista de multinacionais do petróleo. Um dos primeiros projetos que apresentou no Senado foi a retirada da exclusividade da Petrobrás como operadora única do pré-sal. O projeto atende aos interesses da Chevron, Shell e BP. 

Parente, ao assumir a presidência da Petrobrás, diz em seu discurso de posse que a lei precisa ser revista, ataca a política de conteúdo nacional.

Foi essa política de conteúdo nacional que impulsionou, entre outros, o setor naval brasileiro, que passou de 3 mil trabalhadores no início dos anos 2000 para mais de 80 mil no final da década.

Parente quer mudar a lógica, em vez de uma empresa que atenda aos interesses nacionais, tornar a Petrobrás uma empresa que atenda aos interesses privados internacionais. Enquanto cerca de 80% da produção mundial de petróleo se encontra sob responsabilidade de empresas estatais, que utilizam esse poderio energético para suas políticas, a equipe tucana do governo golpista quer a volta ao modelo dos anos 70, quando empresas privadas comandavam a exploração mundial de energia, visando a lucros, sem compromisso com desenvolvimento social de seus países ou preocupação com meio ambiente.

Parente agiu como um boneco de ventríloquo, dizendo exatamente o que seu chefe, Serra, quer, e o que os chefes de Serra, Chevron, Shell... querem.




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