segunda-feira, 9 de maio de 2016

APÓS MONTAR O CIRCO, RENAN QUER MUDANÇA NA LEI DE IMPEACHMENT PARA BLINDAR FUTUROS PRESIDENTES

Renan confirma: lei de impeachment é golpe

No meio do tiroteio entre os presidentes da Câmara (Waldir Maranhão) e do Senado (Renan Calheiros) sobre a anulação da votação do dia 17 de abril, que deu continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma, Calheiros manteve o rito do golpe no Senado - com previsão para votação nesta quarta, 11 de maio).   

No entanto, afirmou que a Lei do Impeachment (que data de 1950) tem que ser modificada porque ao permitir que qualquer cidadão, mesmo sem representatividade política, possa pedir a abertura de processo por crime de responsabilidade contra o presidente da República, a lei se torna uma fresta permanente para a crise.

“Essa lei é por si só um fator de desestabilização política. Da sua edição até agora, todos os presidentes, sem exceção, sofreram esse assédio, com pedido de impeachment. Trata-se de uma porta permanentemente aberta para crises, impasses e turbulências, o que coloca o instituto do impeachment na raiz de todos os retrocessos, que não foram poucos”, afirmou Renan Calheiros.

O pedido de impeachment da presidente Dilma, por crime de responsabilidade, foi assinada por três advogados sem qualquer representatividade política, mas isso, até agora, parece não ter incomodado o presidente do Senado.
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