Em um dos momentos mais delicados da história política do país, a notícia de que o ministro Gilmar Mendes irá assumir, a partir de maio, a Presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é um duro golpe à isenção republicana e compromete todo o processo de julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Gilmar Mendes era advogado geral da União, em 2002, quando foi nomeado, em abril daquele ano, para assumir o cargo de ministro no Supremo Tribunal Federal. À época, conforme noticiaram diversos jornais, Mendes estaria se filiando ao PSDB para ser candidato a deputado pelo Mato Grosso. A nomeação para o STF o fez abandonar a candidatura, mas não a militância em prol dos interesses da alta plumagem tucana.
