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segunda-feira, 22 de maio de 2017

JORNALISMO SEM RUMO E SEM VERGONHA


Em mais uma eficaz demonstração de que faz muita coisa, menos jornalismo, O Globo publicou "matéria" (ops) dizendo que Lula pediu para o delator Joesley Batista receber o líder do MST, João Pedro Stédile. Faz isso em letras garrafais, como se por si só a manchete fosse suficiente para envolver o líder do MST em maracutais. (leia aqui)

Se estiver envolvido, é bom que venha a público. Mas reparem na tosca tentativa de manipulação:

- O jornal afirma que Joesley comentou o fato (pedido de Lula para atender Stédile) no dia 13 de março (2017) com o o deputado Rocha Loures, intermediário de Michel Temer. Diz, vagamente, que o contato chegou a ocorrer, mas estranhamente, o cara que grampeava todas as conversas, não apresentou o áudio deste encontro. Em outra passagem, conforme a "reportagem" (sic), JB afirma não ter "a amizade [com Lula] que o povo acha que tenho". Mesmo assim, em um telefonema, Lula (depois de ter sido grampeado pelo juiz Moro em 2016) pediria a um "nem tanto amigo" para receber Stédile. Não soa um pouco forçado?

- Em sua canhestra tentativa de manipulação, o tablóide dos marinhos faz contorcionismo com fatos e versões para buscar colocar no mesmo caldeirão a declarada, gravada em áudio e vídeo propina dada a Loures como intermediário do "chefe" Temer e uma sem qualquer prova ou evidência de conversa com Pedro Stédile, que colocaria Lula como agente ativo de corrupção.

A cereja fica por conta de "conversas", sabe se lá quais, de que petistas afirmariam que estavam de saco cheio da Dilma. tudo muito vago, ao sabor desse tipo de panfleto.

Nem com amplo material documentado como o que veio a público nos últimos dias (e os que estão por vir), o PIG larga a mania de tentar distorcer fatos. É a tal história do cachimbo que entorta a boca, de tanto mentir e manipular, essa imprensa não consegue mais fazer apenas jornalismo.   



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A LENDA DO ANGORÁ, O SAPO BARBUDO E O PIG






Em uma distante terra tropical, um grupo de tubarões que se alimentava de petróleo e outros derivativos, por lá chamados de commodities, se uniu a vários bichos – alguns muito rasteiros – para derrubar do poder a rainha vermelha, que comandava com serenidade aquele país.  
Os tubarões, que se tinham na avenida Paulista seu imponente quartel general, chamaram o PIG, uma espécie de bruxo, com poder de influenciar as mentes menos preparadas, e o Simulacro Tribunal de Farsa, uma poderosa instituição comandada por urubus togados. Assim, PIG, tubarões e Tribunal de Farsa, juntaram forças para derrubar a Rainha.   
A Rainha Vermelha contava com o apoio de grande parte da população, mas essa estava confusa com tantas magias que o PIG diariamente lançava sobre suas cabeças. O povo passou a ter mais escola, mais emprego, mais dinheiro, mas o PIG dizia que tudo aquilo era mentira e o povo, confuso, não sabia mais em que acreditar.
A Rainha, então, convocou um de seus guerreiros, o Sapo Barbudo, para lhe ajudar. “Vou te condecorar ministro da Casa Civil”, disse ela a seu mais valoroso súdito.
Temendo o poder do Sapo, o PIG lançou todas as suas magias para nublar a cabeça do povo e deixar o caminho livre para o Tribunal de Farsa não permitir a nomeação do Sapo.
Um dos braços do PIG (sim ele tinha muitos braços), um tal “Estadão” assim lançou sua malevolência no dia 16 de abril de 2016, em um troço chamado “editorial”

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MÍDIA GOLPISTA AGORA POSA DE INOCENTE




De repente, arautos do golpe que pregavam que o país vivia sob o “inferno vermelho” da administração do PT, passam a fingir que “não tenho nada a ver com isso”.

Arnaldo “Jabobo” (alcunha colocada pelos seus “colegas” de Rede Globo) em um de seus sebosos comentários na Rádio CBN, dia 26 de janeiro, afirmou que tudo parecia ir bem com a subida de Temer (leia-se golpe), mas agora, no início de 2017, descobrimos que a corrupção é secular, que “estamos perdendo a ilusão”... e por aí segue a choramingueira.

Pobrezinho do Jabobo, ele acreditava que a corrupção era coisa de petralha, que a esperança era um político carcomido e entreguista que esposou uma donzelinha do interior e agora, no alvorecer do ano do galo de fogo (no horóscopo chinês), descobre que tudo que contaram para ele era mentira. O dó!

quinta-feira, 17 de março de 2016

QUEM NASCEU PARA SER PIG NUNCA VAI ACEITAR A DEMOCRACIA



Algumas tentativas de manipulação por parte da imprensa beiram ao completo ridículo.

Na edição de 17/03/2016, o uol, que a cada dia mais se transforma em um tabloide sensacionalista, publica uma matéria sobre a presidente Dilma repudiando os grampos telefônicos, mas a chamada estampa o título “Agressão à democracia” abaixo da foto de Lula e Dilma. Tentativa das mais toscas de manipular uma informação.


É vergonhoso o papel da mídia como incentivadora do golpe e do ódio.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TEMOR À MÍDIA


Dois fatos ocorridos na semana – a princípio sem relação entre si – chamam a atenção para mostrar como países geograficamente próximos podem ter diferenças abissais quando se trata de temas imprescindíveis para a consolidação do Estado de cidadania. 
No dia 27, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG) retirou do processo o pedido de indiciamento de cinco jornalistas – entre eles, Policarpo Júnior, redator-chefe da revista Veja – e a sugestão para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fosse investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Desculpas protocolares à parte, Cunha cedeu a interesses corporativos de aliados (leia-se Sarney entre outros) e não quis “comprar briga” com o Grupo Abril. O que virá em contrapartida ainda não se sabe.
Enquanto isso, a Argentina, também comandada por uma mulher, Cristina Kirchner, encaminha para aprovação projeto de lei que prevê um início de regulamentação da mídia local. No mesmo dia 27, a justiça daquele país rejeitou pedido cautelar impetrado pelo Grupo Clarín. Pelo projeto, as licenças de concessão para funcionamento de TV devem ser distribuídas igualitariamente entre emissoras comerciais, estatais e entidades da sociedade civil. Além disso, as transmissões comerciais poderão ter alcance de até 35% da população – o Grupo Clarín, atualmente, detém cerca de 80% de toda a mídia portenha (algo como se a Editora Abril se unisse com a Globo e Folha para formar um único monopólio).      
No Brasil, apesar de provas, testemunhas e conversas telefônicas que envolvem o redator da Veja diretamente com o esquema de Carlinhos Cachoeira, o Congresso teme em convocar essa pessoa para depor; na Argentina, quebra-se um dos maiores e mais perigosos monopólios de comunicação do planeta.
Os exemplos não se restringem à Argentina. Em agosto, o governo do Equador anunciou a suspensão da publicidade oficial nos veículos monopolizados. “Por que temos de dar informação aos meios que nada mais querem do que encher os bolsos de dinheiro? Não vamos beneficiar empresas corruptas que não pagam impostos”, justificou o presidente Rafael Correa.
No Brasil, emissoras de TV são concessões públicas, não cumprem o que determina a lei, mas nenhum governo teve força ou disposição política de enfrentar esses monopólios. 
Em toda América Latina, governos sociais avançam na regulamentação midiática (Venezuela em 2000, Argentina em 2009, Bolívia em 2011). O Brasil, protagonista de tantas transformações no continente, infelizmente caminha na contramão; sequer o Conselho de Jornalismo (aos moldes da OAB, Creci, Conselho de Medicina) saiu do papel. É preciso ter coragem e um grande projeto político para enfrentar a mídia comercial; a sociedade avança com seus próprios instrumentos e uso da internet e redes sociais, mas o governo continua e refém da mídia golpista. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

FOLHA ESCONDE ATO PRÓ PALESTINA

Ontem, 20 de setembro de 2011, ocorreu em diversas cidades do Brasil atos em defesa da criação do Estado da Palestina, com a devõlução das terras ocupadas ilegalmente por Israel.

Em São Paulo o ato reuniu cerca de 3 mil pessoas em frente ao Teatro Municipal. O jornal F(a)lha de S.Paulo do dia seguinte não deu sequer uma linha sobre o ato, apesar de na parte internacional dedicar quase uma página ao tema, que está sendo debatido na ONU.

Lamentável nosso pobre jornalismo tupiniquim. Como escreveu Mino Carta na edição desta semana de Carta Capital: ...."a mídia... incessantemente clama por sua liberdade de fazer o que bem entende, inclusive assaltar a verdade factual de todas as formas possíveis".


 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Imprensa em campanha: 84% das manchetes do OESP, FSP e O Globo em setembro foram para tentar eleger Serra

A mídia comercial conservadora, ou PIG (Partido da Imprensa Golpista), como é mais conhecida, saiu a grita quando setores da sociedade protestaram contra a campanha que esses veículos fazem para seus candidatos, rasgando qualquer princípio ético.
A revista Veja pulou feito pipoca, deu capa acusando Lula e o PT de agirem contra a liberdade de imprensa etc. e tal. Os jornais Folha de S.Paulo, O Globo e o Estado de S.Paulo seguiram a mesma toada. O Estadão lançou editorial assumindo o apoio a José Serra, mas ressaltou sua “independência” editorial. Será?
A tecla que os movimentos sociais martelam (e, eventualmente, foiçam) é que a imprensa golpista utiliza seus veículos para fazer campanha em vez de jornalismo isento. O que é básico na democracia (imprensa isenta) vira ataque de “autoritarismo” nas páginas de veículos comprometidos com o latifúndio, o agronegócio, as negociatas de multinacionais, políticos conservadores e os mais rasteiros preconceitos de classe.
E não é preciso ir muito a fundo para verificar que o PIG brasileiro faz campanha, sim, em vez de jornalismo. Fui verificar nas edições de O Estado de São Paulo como se traduz a prática do “bom jornalismo” e “isenção” propalada pelo diário da família Mesquita.
Pesquisei as manchetes de quatro meses do Estadão (junho a setembro de 2010), atentando apenas à manchete principal. Separei tais manchetes em três segmentos: as de apoio à candidatura tucana (ou contra o governo Lula); as isentas; e as de apoio à candidatura Dilma (ou favoráveis ao governo).
Eis o resultado


Em junho, 17 manchetes podem ser consideradas neutras, nove a favor de José Serra (cerca de 30%) e três creditadas para a “coluna Dilma” (10%). Cumpre ressaltar que as manchetes favoráveis à campanha petista diziam respeito apenas às pesquisas eleitorais, como a do dia 24 daquele mês (“Ibope mostra Dilma à frente de Serra pela primeira vez”); editorialmente muito diferente da publicada em 13 de junho (“Candidato oficial, Serra ataca os 'neocorruptos'”).
Em julho, o Estadão dedicou 13 manchetes favoráveis a Serra (43%), 16 isentas e 1 favorável à campanha Dilma.
Em agosto, quando a campanha de Dilma já se mostrava francamente em vantagem, o Estadão ampliou sua participação na campanha tucana dedicando-lhe 16 manchetes (53,3%), contra 2 favoráveis a Dilma e 13 isentas.
Aí chegou setembro e o PIG entrou em completo desespero. A família Frias dedicou em sua imparcial Folha de S.Paulo 22 manchetes que favoreciam a candidatura Serra (73,3%) contra 7 isentas e 1 a favor de Dilma. O Estadão, firme em sua trajetória de apoio, dedicou 26 (86,6%) das 30 manchetes para favorecer seu candidato, 3 isentas e 1 (novamente apenas dados de pesquisa) que favorecia a candidatura Dilma. O campeão, entretanto, foi o O Globo, que dedicou 28 manchetes (93,3%) para tentar alavancar a candidatura tucana e 2 isentas. O jornal da família Marinho protagonizou, no último mês de campanha, pérolas do jornalismo como as seguintes manchetes:
- Serra reage e diz que Lula serve à estratégia 'caixa-preta' do PT (9 de setembro)
- Serra: Lula deixa roubar' e Dilma é 'envelope fechado' (11 de setembro)
- Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula (15 de setembro)

Em 30 dias de setembro tivemos nos três maiores jornais do país 76 manchetes (84,4%) a favor de Serra e DUAS para a candidata Dilma. Somem-se a isso as capas e matérias da Veja, da Isto É, da Época, as matérias no miolo desses jornais, as colunas de articulistas, blogs etc. De fato, o PIG não faz campanha.
Confira as manchetes de setembro dos jornais FSP, OESP e O Globo
01 de setembro de 2010
O Globo Lula deixa para o sucessor orçamento com mais gastos
Folha de S. Paulo Dado da filha de Serra foi acessado na Receita
O Estado de S. Paulo Governo usa 'truques' para garantir meta de contas públicas

02 de setembro de 2010
O Globo Fraudes em série levam à quebra do sigilo fiscal da filha de Serra
Folha de S. Paulo Sigilo fiscal da filha de Serra foi violado com procuração falsa
O Estado de S. Paulo Receita tentou abafar violação do sigilo fiscal da filha de Serra

03 de setembro de 2010
O Globo PF investiga se sigilo foi violado também no BB
Folha de S. Paulo Serra diz ter feito alerta a Lula sobre ataques a sua filha
O Estado de S. Paulo Receita já suspeitava de violação política

04 de setembro de 2010
O Globo
Contador estava no PT quando acessou sigilo da filha de Serra
Folha de S. Paulo Dado sigiloso da filha de Serra foi obtido por filiado ao PT
O Estado de S. Paulo Dilma para de subir, e Serra, de cair

05 de setembro de 2010
O Globo Ministros casam agendas com campanha de Dilma
Folha de S. Paulo Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma
O Estado de S. Paulo Investigação de violação de sigilo na Receita blinda Dilma

06 de setembro de 2010
O Globo Sigilo de tucano foi quebrado em MG por outro filiado ao PT
Folha de S. Paulo Dado de vice tucano foi aberto por petista em MG
O Estado de S. Paulo Violador de IR de tucano em Minas também é filiado ao PT

07 de setembro de 2010
O Globo TRE desmente PT e diz que contador não foi desfiliado
Folha de S. Paulo TRE desmonta a versão do PT sobre falso procurador
O Estado de S. Paulo Serra diz que Lula fez deboche com quebra de sigilo na Receita

08 de setembro de 2010
O Globo Lula ignora denúncias e diz que a oposição faz baixaria
Folha de S. Paulo Lula vai à TV e afirma que Serra partiu para 'baixaria'
O Estado de S. Paulo Lula vai à TV defender Dilma após escândalo

09 de setembro de 2010
O Globo
Serra reage e diz que Lula serve à estratégia 'caixa-preta' do PT
Folha de S. Paulo Escândalo da Receita: Investigada consultou dados do genro de Serra
O Estado de S. Paulo Genro de Serra teve sigilo fiscal violado

10 de setembro de 2010
O Globo
Marina: Lula defende Dilma, mas esquece os cidadãos
Folha de S. Paulo Empresas do país captam US$ 6 bilhões no exterior
O Estado de S. Paulo Governo usa capitalização da Petrobras para fechar contas

11 de setembro de 2010
O Globo
Serra: Lula deixa roubar' e Dilma é 'envelope fechado'
Folha de S. Paulo Governador do Amapá e antecessor são presos
O Estado de S. Paulo PF prende políticos aliados de Lula e Sarney no Amapá

12 de setembro de 2010
O Globo
Receita demitiu 81 servidores em 3 anos por irregularidades
Folha de S. Paulo Onda governista puxa mais 3 rumo ao Senado
O Estado de S. Paulo PF filmou funcionários do governo do Amapá recebendo propina

13 de setembro de 2010
O Globo Filho de ex-braço direito de Dilma trabalhou no governo
Folha de S. Paulo Dilma se distancia de Erenice e chama Serra de caluniador
O Estado de S. Paulo Irmã de ministra deu aval a contrato sem licitação com governo

14 de setembro de 2010
O Globo Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas
Folha de S. Paulo Presidente 40 Eleições 2010: Lula mantém Erenice no cargo e exonera assessor
O Estado de S. Paulo Governo demite assessor de Erenice para conter escândalo

15 de setembro de 2010
O Globo Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula
Folha de S. Paulo Caso Erenice põe o governo na ofensiva e partidos batem boca
O Estado de S. Paulo Lula comanda reação do governo para blindar Erenice

16 de setembro de 2010
O Globo
Caixa terá de pagar R$ 500 mil a caseiro que derrubou Palocci
Folha de S. Paulo Filho de Erenice pediu 5% por crédito do BNDES, diz empresa
O Estado de S. Paulo Inquérito da PF contraria tese de crime político na Receita

17 de setembro de 2010
O Globo
Denúncia que atinge campanha de Dilma faz Lula tirar Erenice
Folha de S. Paulo Presidente 40 Eleições 2010: Novas acusações derrubam ex-braço direito de Dilma
O Estado de S. Paulo Escândalo na Casa Civil cresce e derruba Erenice

18 de setembro de 2010
O Globo Só agora o governo vai punir Erenice por não revelar bens
Folha de S. Paulo Filho de Erenice 'nomeou' amigos para a pasta de Dilma
O Estado de S. Paulo Comissão de ética só agora pune Erenice por esconder parentes

19 de setembro de 2010
O Globo
Projeto que pune tráfico de influência parou no Planalto
Folha de S. Paulo Dilma diz que não sabia de esquema na Casa Civil
O Estado de S. Paulo Diretor dos Correios monta esquema no transporte aéreo

20 de setembro de 2010
O Globo
Denúncia de favorecimento na Casa Civil derruba diretor dos Correios
Folha de S. Paulo Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma
Estado de S. Paulo Após denúncia, Correios anunciam demissão de diretor

21 de setembro de 2010
O Globo Em defesa de Erenice - Dilma: 'Ninguém sabe tudo o que acontece na família'
Folha de S. Paulo USP vai reavaliar currículos e pode eliminar cursos
O Estado de S. Paulo Lula chama Paulo Bernardo para conter crise nos Correios

22 de setembro de 2010
O Globo Após lotear Correios, governo corre contra apagão postal
Folha de S. Paulo Falha para metrô, provoca pânico e prejudica 150 mil
O Estado de S. Paulo TV de Lula contrata empresa que emprega filho de Franklin

23 de setembro de 2010
O Globo
Dois novos casos com parentes atingem o Palácio do Planalto
Folha de S. Paulo Com escândalos, cai vantagem de Dilma, mostra o Datafolha
O Estado de S. Paulo Manifesto ataca 'autoritarismo' de Lula

24 de setembro de 2010
O Globo
Lula diz que pode ter sido enganado no caso Erenice
Folha de S. Paulo Petrobras conclui maior venda de ações da história
O Estado de S. Paulo Megacapitalização pode por R$ 50 bi no caixa da Petrobras

25 de setembro de 2010
O Globo Julgamento de Ficha Limpa no STF pode voltar à estaca zero
Folha de S. Paulo Impasse no Ficha Limpa põe 171 candidatos em suspenso
O Estado de S. Paulo Serra e Marina sobem, mas Dilma ainda vence no 1º turno

26 de setembro de 2010
O Globo Mais de 2 mil municípios do país são subdesenvolvidos
Folha de S. Paulo Presidente 40 Eleições 2010: PT repete os erros do mensalão, diz Marina
O Estado de S. Paulo Serra mira S. Paulo, Minas e Rio; Dilma aposta mais na TV

27 de setembro de 2010
O Globo De olho no segundo turno, Marina ataca Dilma e Serra
Folha de S. Paulo Presidência incha no governo Lula
O Estado de S. Paulo Notícia sobre falcatruas no TO põe 'Estado' sob censura

28 de setembro de 2010
O Globo
Chávez perde maioria absoluta no Congresso
Folha de S. Paulo Dilma cai em todas as regiões e crescem as chances de 2º turno
O Estado de S. Paulo Chávez sai enfraquecido das urnas na Venezuela

29 de setembro de 2010
O Globo
Em queda, Dilma pede PT nas ruas e evita briga com Marina
Folha de S. Paulo Dilma tenta frear perda de voto com apelo à militância
O Estado de S. Paulo Chance de 2° turno altera estratégias das campanhas

30 de setembro de 2010
O Globo Aborto opõe Marina a Dilma e esquenta guerra de candidatas
Folha de S. Paulo Dilma interrompe queda
O Estado de S. Paulo Polêmica do aborto faz Dilma se explicar a líderes cristãos
apoio Karla Aquino, estagiária de jornalismo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Desesperada, mídia tucana tenta sua última cartada

Ainda no primeiro semestre, as redações dos maiores jornais do país ( Folha, Estadão, O Globo) receberam a determinação de sempre ter uma manchete contra o governo. O objetivo, claro, era alavancar a candidatura tucana. O PIG (Partido da Imprensa Golpista) cumpria, outra vez, seu papel de sabujo dos interesses econômicos e políticos da elite.
Pouco adiantou, a candidata Dilma Rousseff disparou nas pesquisas deixando os arautos da imprensa tupiniquim atônitos. Em editoriais e programas de TV, os chamados "articulistas" da imprensa buscavam os motivos para a derrocada tucana.
A poucas semanas do primeiro turno, no entanto, surge uma suspeitíssima tábua de salvação: a quebra dos sigilos de vários integrantes da turma do Serra, inclusive o de sua filha, Verônica. Imediatamente, a imprensa comercial viu aí um último respiro para seu candidato e tratou de julgar e culpar a candidata petista sobre a quebra dos sigilos.
Vamos a algumas reflexões importantes neste momento:
1) Quebra de sigilo fiscal é grave e deve ser investigada a fundo e rapidamente;
2) As violações na Receita Federal foram feitas entre setembro e novembro do ano passado, quando ainda não havia um comando de campanha de Dilma Rousseff, mas havia uma guerra intestina entre aliados Aécio Neves contra Serra para ver quem seria o candidato tucano;
3) A imprensa insiste em dizer que a quebra de sigilo fiscal serviu para a confecção de um dossiê contra Serra, mas tal dossiê nunca veio a público. O que existe é um material coletado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que serviria para uma matéria no jornal O Estado de Minas. A matéria nunca foi publicada e o material (escândalo das privatizações no governo FHC e compra superfaturada de ambulâncias quando Serra era ministro) servirá para um livro que o jornalista está a escrever. Parte desse material se encontra fartamente divulgado na internet.
4) Se existe o tal dossiê, e ele contém suspeitas de atos ilícitos de Serra e sua equipe, isso é tão ou mais grave do que a quebra do sigilo fiscal.
5) Assim como nas eleições de 2006, a imprensa prepara um último trunfo surpresa para lançar às vésperas do primeiro turno e tentar reverter a inevitável avalanche de votos em Dilma Rousseff.

Em vez de buscar provas e tentar chegar aos fatos, a imprensa neoliberal deixa de fazer jornalismo e parte para fazer política, pura e simplesmente. Em vez de investigar e buscar a verdade, corre em espalhar a versão que lhe convém na ânsia de mudar o quadro eleitoral. São sintomas do desespero de quem nunca aceitou que os trabalhadores pudessem governar o país muito melhor do que doutores formados em Sorbone. É o preconceito de classe estampado da forma mais crua, impressa em letras garrafais diariamente.
Se os ataques ao governo e o baixo nível já era notório há vários meses nos jornais, revistas e TV, vai se intensificar nesta reta final de campanha. Convidamos o leitor a procurar nos grandes jornais dos últimos meses uma única notícia desfavorável a Serra, a Alckmin ou à vergonhosa administração tucana em São Paulo. Nada! Nem uma linha sobre os sérios problemas de educação, de violência, sobre as dúzias de pedidos de CPI que estão barradas na Assembleia Legislativa para evitar que se investigue o governo de São Paulo. O que se vê na mídia são articulistas "aconselhando" como Serra deve se portar: e quase em uníssono gritam: Serra, baixe ainda mais o nível!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O PIG não cansa de dar aula a Zé Serrote

A poucas horas do primeiro debate presidencial televisivo de 2010, pesquisa da CNT/Sensus aponta a candidata do PT, Dilma Rousseff com 41,6% das intenções de voto contra 31,6% de seu oponente Serra. Sinal amarelo na campanha tucana, que sempre favorece aqueles desejosos de baixar o nível da campanha. O ex-governador paulista tem larga experiência em maniqueísmos eleitorais das mais variadas espécies.
O PIG, como não podia deixar de ser, se mostra atônito e põe mãos à obra para ajudar o companheiro tucano. Basta folhear a Folha de S.Paulo de hoje, 5 de agosto de 2010. No alto da segunda página, Clóvis Rossi vai direto ao ponto. Diz o articulista logo em seu lead (primeiro parágrafo): “A série de debates que começa hoje é, talvez, a única chance de José Serra reverter um quadro eleitoral que é claramente favorável a Dilma Rousseff”... e continua explicando professoralmente como deve agir o candidato da tucanalha e como utilizar o candidato do PSOL, Plínio Arruda, como franco atirador contra Dilma.
Logo abaixo, Eliane Cantanhedê, aquela da massa cheirosinha, não perde tempo com meias palavras em seu artigo “debater é preciso, mas...”: “Consta que José Serra pelo passado de prefeito, governador, deputado e senador, tem mais cancha e conteúdo...”. Na página A14 do mesmo caderno, outra colunista, Renata Lo Prete, sugere, sem disfarces, que Serra parta para a baixaria (seu artigo, não por acaso, se intitula “Em defesa do bate boca”). A mídia não cansa de tentar ensinar seu candidato.
Outras duas manchetes chamam a atenção do leitor. Na página 4, o destaque “Caos aéreo e segurança em SP são armas para debate”. Parece um título isento, certo? Errado. E se o mesmo editor escrevesse “Problema aéreo e caos na segurança de SP são armas para debate”? A insegurança crônica em São Paulo virou uma mera pasteurização, enquanto os transtornos da viação viram “caos”. Quatro páginas adiante, o jornal dos Frias apresenta uma manchete que poderia indicar a sua “isenção” jornalística. Diz o título: “Aliados de Dilma lideram pesquisas em 16 Estados, e os de Serra, em 11”. Entretanto, acima da manchete, com direito a foto, há destaque para uma frase do FHC criticando, óbvio, Dilma. Esse mesmo noticioso mostra FHC na Flip (Feira Literária de Paraty), mas omite fotos de manifestantes contra sua presença.
Sutilezas de uma imprensa sem qualquer sutileza.

Amarelaram Aldo
Gabeira, ícone da esquerda nos anos 1970, caiu, há muito, nos braços da Globo. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto do novo Código Florestal, caiu nas boas graças do setor ruralista e, por tabela, na da revista Veja, a pior revista do Brasil.
A revista, notória inimiga do MST, da CUT e de tudo que é progressista e democrático no país, não economiza elogios à “serenidade” do comunista, que não colocou em risco os privilégios do agronegócio, pelo contrário, o projeto de Aldo perdoa dívidas de ruralistas e crimes ambientais de desmatamento que chegam a R$ 11 bilhões. Valor suficiente para construir e reformar todos os estádios da Copa do Mundo de 2014. Presentão para os ruralistas, hein “seo” Aldo, ou seria melhor tratar vossa excelência de coronézinho Aldo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer?

por Mauro Carrara

O PT é um partido sem mídia... O PSDB é uma mídia com partido.

“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.
A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.
Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.
A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.
As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás
Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado. A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.
Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.


O conteúdo

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.
Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.
Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.
Criam deturpações numéricas.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.
Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas. O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis. Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.
A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.
A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.
Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.
É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia. É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai
“admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.


Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...
1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.


O que fazer
Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.
Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.
Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.
São cinco as tarefas imediatas...
1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos
e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.
2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes,
comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.
3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.
4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.
5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google.

Monte agora o seu.
A guerra começou. Não seja um desertor.