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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Parlamentares e frentes condenam escalada da violência policial

Coletiva de imprensa no Sindicato dos Jornalistas de SP, 5.set.2016 - foto Roberto Parizotti


Um dos bordões mais ouvidos na manifestação da tarde/noite de domingo, que ocupou a Avenida Paulista e prosseguiu até o Largo da Batata (trajeto de cerca de cinco quilômetros) era “que coincidência, não tem polícia, não tem violência”.

De fato, o policiamento mínimo durante todo o trajeto parecia supor que as 100 mil pessoas que saíram às ruas para protestar contra o governo Temer retornariam às suas casas seguras e ilesas. No entanto, no ponto final da concentração, dois caminhões de choque e ostensivo batalhão da PM aguardavam os manifestantes. A manifestação já estava oficialmente encerrada, por volta das 21h, quando a PM passou a atacar bombas de gás e disparar tiros de borracha contra os grupos de manifestantes que já estavam naturalmente se dispersando.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PM RI DEPOIS DE AGREDIR DIRIGENTE SINDICAL



Na manhã da terça-feira (9.ago.2016), a Polícia Militar do Distrito Federal reprimiu a mobilização de trabalhadores petroleiros e de outras categorias que estavam em Brasília para acompanhar os debates sobre o Projeto de Lei 4567/16 (leia matéria aqui).

Na ação policial dois dirigentes sindicais fora presos: Gustavo Marsaioli, do Sindipetro Unificado São Paulo, e Claudio Nunes, do Sindipetro Norte Fluminense.

Nas imagens publicadas pelo site da CUT Brasília, vê-se o momento em que os PMs imobilizaram os sindicalistas e os atacaram com gás de pimenta; na sequência, dois PMs que participaram da ação riem felizes da vida pelo truculência praticada.

Confira as imagens e acompanhe na próxima postagem entrevista exclusiva com o dirigente do Sindipetro Unificado, Marsaioli.









sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PM expulsa integrantes do MST mesmo sem mandado




No sábado (12), integrantes do MST (Movimento Sem Terra) que ocupavam uma área pertencente ao Estado de São Paulo, em Americana, foram surpreendidos pela Polícia Militar que invadiu o local para expulsá-los seguindo ordens da Usina Ester (que grila a área pública) – e sem possuir sequer um mandado de reintegração de posse. A PM usou de violência com as pessoas que estavam presentes e que não esperavam por tal ataque nas terras públicas.
O MST entrou há cinco anos com recurso na Justiça, solicitando a legalização de uso do local para os integrantes do movimento e para o desenvolvimento de questões agrárias, porém, há pelo menos quatro anos, o governo tucano impede que esse processo seja resolvido. e mais uma vez faz por onde colocar os militantes da reforma como meros invasores sem causa.
Desta vez, desrespeitando qualquer traço de democracia e respeito aos direitos humanos, o governo Serra patrocinou o uso da repressão para desalojar famílias, mulheres e crianças que só querem viver com dignidade e ter um pedaço de terra para morar e plantar. O diretor do Unificado, Steve Austin, esteve presente para expressar o apoio do sindicato aos companheiros do MST, assim como outras entidades como CUT e Sindicato dos Metalúrgicos. “A polícia agiu de forma agressiva com todos os integrantes que ocupavam o local. As ordens que vinham eram cumpridas pelos policiais que nem sequer mandado de reintegração tinham”, afirma.
Na terça-feira (15), o MST e seus integrantes voltaram ao local na tentativa de ocupá-lo. Mais uma vez a polícia foi acionada pela Usina Ester, e expulsou pela segunda vez de forma violenta as famílias de sem terra.
(fotos: João Zinclar)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ensaio geral para o recrudescimento

Confira as imagens da desocupação dos sem teto neste vídeo muito caseiro
http://video.yahoo.com/watch/5335107/14063846





Durante todo o dia 16/6, dezenas de viaturas da Polícia Militar acompanhavam caminhões que desalojavam rotos móveis, utensílios domésticos, colchões e pessoas de todas as idades de um prédio do INSS ocupado pelo Movimento Sem Teto. O destino das centenas de pessoas/objeto foi sob a marquise do viaduto 9 de Julho, na rua Álvaro de Carvalho, local onde tentaram improvisar abrigos para se proteger do inverno de São Paulo; naquela madrugada os termômetros atingiram 11º cobrindo com névoa fria o sonho de dezenas de famílias que cometeram o “crime” de tentar morar.
Na manhã seguinte, novamente a PM estava no local para desalojar os desabrigados – algo que parece um paradoxo. Durante todo o dia a PM e a Guarda Civil Metropolitana se postaram no entorno dos abrigos, retiraram algumas pessoas, mas ao cair da noite os cerca de 50 policiais militares, mais quase o mesmo tanto da Guarda Civil, se lançaram contra os sem teto com bombas de efeito moral. Os desabrigados interditaram a avenida 9 de julho, e durante cerca de duas horas procedeu-se à desocupação total do local, enquanto uma barraca dos sem teto pegava fogo sem que um único carro de bombeiro aparecesse, apesar de haver um batalhão do Corpo de Bombeiros há menos de um quilômetro de distância, na rua da Consolação. Eram apenas pertences de miseráveis pegando fogo, nada que um “cidadão de bem” da classe média usasse, não havia, mesmo necessidade de quem apagasse o fogo. Por sorte, acaso ou destino, não houve feridos graves.
Para a parada gay do final de semana anterior, a PM mobilizou 400 policiais para uma multidão estimada em 3,5 milhões de pessoas. Para desocupar 200 sem tetos debaixo de um viaduto, essa mesma PM paulista utilizou 50 policiais, mais o reforço da Guarda Civil. Onde está a lógica da matemática da repressão.

Aviso para 2010
Repressão na favela de Paraisópolis, repressão brutal a estudantes e funcionários da USP, repressão a todo movimento social organizado. Este é o recado que José Serra quer passar para os setores mais conservadores da sociedade: podem ficar tranquilos e financiar minha campanha para presidente, não deixarei os baderneiros tomarem conta das ruas.
A lógica é bastante clara. Se eleito presidente, Serra tentará desconstruir os programas sociais e a – ainda pouca, mas constante – participação dos segmentos sociais na formulação de políticas de governo e sabe que enfrentará resistência por parte do movimento sindical e popular. O recrudescimento da atitude da polícia paulista – e paulistana – contra os movimentos sociais tem o nítido sentido de sinalizar que na Presidência, o PSDB vai baixar porrada nos movimentos de resistência, enquanto a fina flor do conservadorismo degusta alegremente seu uísque doze anos.
É necessário organizar uma firme resistência desde já, pois mais repressão se verá até 2010.