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segunda-feira, 9 de março de 2009

Termina a greve na Replan

Os cerca de 1.300 petroleiros da Refinaria de Paulínia decidiram, na noite do domingo, suspender a greve (marcada inicialmente para ser de cinco dias, a partir de 2 de março) e retomar o movimento no dia 23, data em que a FUP está convocando uma greve geral dos petroleiros por também cinco dias.
Ao final da assembleia o ânimo era dos mais positivos entre os trabalhadores.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Resistência dos trabalhadores faz Petrobrás abrir negociação



Após o terceiro dia de greve na Replan, a Petrobrás concordou em negociar com os trabalhadores e marcou uma reunião para esta quinta-feira, às 10h, no Rio de Janeiro. "Os trabalhadores mostraram sua força e organização, e esperamos que a Petrobrás tenha uma proposta aceitável para discutirmos em assembleia", afirmou Itamar Sanches, coordenador doUnificado.
Nos primeiros dias de greve, em vez de buscar o caminho do diálogo e da negociação, a Petrobrás resolveu radicalizar, mantendo uma equipe de contingência que não tem efetivos suficientes para manter a segurança da refinaria. Para pressionar, enviou telegramas para a casa dos trabalhadores, afirmando que a reivindicação é de uma minoria dos trabalhadores – como se a minoria não tivesse o direito de lutar. Completando seu desespero, a Petrobrás fretou helicópteros para transportar pelegos para dentro da refinaria.
Em assembleia conjunta, os trabalhadores terceirizados deliberam, na manhã da quarta-feira, aderir ao movimento em uma paralisação de 24 horas.
EDISP - Depois dos companheiros da Recap, em Mauá (que realizaram paralisação de 24 horas entre segunda e terça-feira), os trabalhadores do escritório da Petrobrás, localizado na avenida Paulista, realizam atraso de 1 hora no retorno do almoço desta quinta-feira, como solidariedade à greve na Replan. Como protesto, usarão uma fita de cor preta no braço.
Em assembleia permanente, os petroleiros avaliarão caso haja uma a proposta decente por parte da Petrobrás.

Terceiro dia de greve na Replan. Movimento se radicaliza, terceirizados aderem ao movimento


Em vez de buscar o caminho do diálogo e da negociação, a Petrobrás resolveu radicalizar, mantendo a ferro e fogo uma equipe de contingência que não tem condições nem efetivos suficientes para manter a segurança da refinaria. Para pressionar, está enviando telegramas para a casa dos trabalhadores, afirmando que a reivindicação é de uma minoria dos trabalhadores – como se a minoria não tivesse o direito de lutar. Completando seu desespero, a Petrobrás está alugando helicópteros para transportar gerentes para dentro da refinaria.
Como resposta, os trabalhadores das empresas terceirizadas deliberam, na manhã desta quarta-feira, terceiro dia de greve, aderir ao movimento em uma paralisação de 24 horas em solidariedade aos petroleiros e petroleiras, que lutam pelo extra-turno. Grande contingente de trabalhadores se postou em frente às portarias, impedindo a entrada de caminhões. "Lutamos neste momento pelo direito de uma minoria de trabalhadores, como lutaríamos pelo direito de um único petroleiro, esta é a obrigação do movimento sindical e os trabalhadores entenderam isso e estão todos solidários nesta luta", afirmou o coordenador do Sindipetro Unificado, Itamar Sanches.

EDISP - Depois dos companheiros da Recap, em Mauá (que realizaram paralisação de 24 horas entre segunda e terça-feira), os trabalhadores do escritório da Petrobrás, localizado na avenida Paulista, realizam atraso de 1 hora no retorno do almoço desta quinta-feira, como solidariedade à greve na Replan. Como protesto, usarão uma fita de cor preta no braço.
Nesta sexta-feira, os petroleiros da Replan realizam nova assembléia para avaliar o movimento e definir se a greve continua ou se retornam ao trabalho. A assembléia anterior havia aprovado a greve por cinco dias.

terça-feira, 3 de março de 2009

Greve na Replan completa dois dias

Os trabalhadores da Refinaria de Paulínias (Replan) seguem firmes no segundo dia de greve, que teve início às zero hora do domingo para segunda-feira. O movimento passou a ter a adesão dos petroleiros do Grupo 5 do turno, que estavam sendo mantidos pela Petrobrás operando a refinaria. Após negociações com o Sindipetro Unificado-SP, a gerência geral da Replan concordou em liberar os cerca de 70 petroleiros do grupo. Por volta das 11h30 desta terça-feira, 3, os trabalhadores foram liberados, depois de permanecerem 45 horas operando a refinaria. A Petrobrás assumiu a operação da Replan com um grupo de contingência formado por gerentes e supervisores, cujo efetivo, segundo denuncia o Sindicato, está muito abaixo do mínimo necessário, colocando em risco a segurança operacional e expondo a comunidade local. A refinaria conta com cerca de 1.200 trabalhadores próprios e 4,5 mil terceirizados.
Solidariedade – Os trabalhadores da Refinaria de Capuava cortaram a rendição do turno às 15 horas da segunda-feira, 2, em solidariedade aos petroleiros da Replan. O movimento se estendeu por 24 horas, voltando a Refinaria às operações normais na tarde desta terça. Na operação, a adesão foi de 100% e no administrativo de 60%. Outras bases do Sindipetro Unificado realizam assembléias para avaliar a construção de um movimento amplo de solidariedade. Os trabalhadores do Edisp, sede administrativa da Petrobrás em São Paulo, discutem atos de apoio aos petroleiros em greve. Nos terminais de Barueri, Guarulhos, Guararema e São Caetano, as assembléias deverão ocorrer nesta quarta-feira, 04, quando os trabalhadores terceirizados da Replan também realizam uma assembléia para discutir a realização de paralisações em solidariedade aos companheiros em greve.
Nesta quarta-feira, 4, o Conselho Deliberativo da FUP se reúne no Rio de Janeiro para discutir encaminhamentos em relação à PLR e demais lutas da categoria. A direção da Federação Única dos Petroleiros irá pautar também a discussão de uma mobilização nacional em solidariedade aos trabalhadores da Replan.
Entenda a luta dos petroleiros da Replan - Os petroleiros de Paulínia entraram em greve à zero hora de segunda-feira, 2, para pressionar a Petrobrás a cumprir decisão judicial referente ao extraturno (pagamento em dobro dos feriados trabalhados). Em 1999, os trabalhadores da Replan, através de ação judicial ganha pelo sindicato, mantiveram o pagamento do extraturno, que foi usurpado da categoria por meio de uma indenização proposta pela Petrobrás durante o governo FHC. De lá para cá, esse direito continuou a ser pago a todos os petroleiros de turno da refinaria, inclusive aos que foram admitidos posteriormente. A Petrobrás agora quer cortar o direito dos trabalhadores admitidos após 1999, mantendo o extraturno somente para quem foi contemplado na época pela ação do sindicato. A greve está prevista para seguir até a meia noite de sexta-feira, 6, caso a empresa não volte atrás nesta decisão arbitrária.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Adesão total à greve na Replan

O jogo entre Santos e São Paulo se iniciava e a temperatura registrava recorde de 34º na tarde de domingo, 1 de março. quando uma outra equipe, formada por santistas, palmeirenses, corinthianos, saopaulinos, pontepretanos e bugrinos já se mobilizava para cobrir as 12 portarias da Replan. A equipe da resistência e da luta, composta por dirigentes do Unificado de outras bases, da FUP e de sindicatos companheiros – além de um dirigente do Sindipetro-RJ – e revezaram durante toda a tarde e noite para evitar que os fura-greve de sempre se rastejassem para dentro da Refinaria.
Por volta das 23h30 os primeiros ônibus do turno da zero hora começaram a chegar e imediatamente os trabalhadores se postaram do lado de fora das portarias. Tinha início a greve de cinco dias pelo cumprimento judicial de garantir o pagamento do extra-turno para os admitidos após 1999.
Danilo Silva, coordenador da Regional Campinas do Unificado, e Itamar Sanches, coordenador geral do Sindicato, explicaram como estava o movimento e as tentativas de negociação com a empresa. “Até agora movimento é restrito à Replan, mas pode ganhar contornos nacionais a partir da nossa greve”, avaliou Danilo.
O coordenador da FUP e também diretor do Unificado, João Moraes, fez um breve retrospecto da luta dos trabalhadores da Replan pela garantia do extra-turno, direito que outras unidades perderam e lembrou da luta pela PLR e por mais segurança. “Nesta segunda, em todas as bases da FUP, estaremos realizando atos pela PLR, por mudanças na política de SMS e também em solidariedade ao movimento dos companheiros aqui da Replan”, salientou Moraes.

Ratoduto na desova
Em mais uma atitude irresponsável, a gerência da Replan “inventou” uma 13ª portaria, de fato uma viela que passa por um canavial em um canto ermo do entorno da refinaria, conhecido como “desova” (local onde bandidos deixam restos de carros roubados e, às vezes, cadáveres de vítimas). Pois foi nesse local, no meio da madrugada, que a empresa orientou pelegos a se arriscarem, atravessando esse ratoduto e colocando em risco a segurança das pessoas.
Desde o início a Replan buscou intimidar os ativistas, tentando, inclusive, proibir que dirigentes que passavam a noite em claro em frente a portaria utilizassem o banheiro. Sob a ameaça de fazerem suas necessidades na frente dos portões, a gerência reconheceu o ridículo da situação e “liberou” a utilização dos banheiros.

Carta à população
Como parte das atividades foi publicado uma carta à população de Campinas e Região, explicando os motivos da greve, solicitando solidariedade e garantindo que não haverá desabastecimento de gás e gasolina. Uma equipe da Unificado tentou agendar uma audiência com a ministra Dilma Roussef, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, que acompanhou o presidente Lula em uma atividade em Campinas nesta segunda-feira.

E por falar em solidariedade

Diversos sindicatos da FUP e outras bases do Unificado, como a Recap, estão aprovando movimentos e paralisações de solidariedade. Os companheiros de Mauá definiram greve de 24h em solidariedade.
A greve continua firme e forte nesta terça-feira.