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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A FICHA CORRIDA DE JOVAIR ARANTES, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA



Para a disputa pela Presidência da Câmara - cargo que já abrigou nomes como Ulisses Guimarães e despencou até eleger Severino Cavalcanti e Eduardo Cunha – tem hoje como um dos postulantes o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que foi figura de destaque na armação do processo contra a presidente Dilma Rousseff como relator do impeachment na Câmara. 

Membro do chamado baixo clero da Câmara (deputados com pouca expressão política), Jovair se tornou líder do PTB sob as bênçãos de Roberto Jefferson (ex-presidente da sigla preso por corrupção), foi aliado incondicional de Eduardo Cunha e tem um passado político que mais pode ser considerado uma ficha corrida do que um currículo de serviços prestados à nação.


Improbidade, tráfico de influência e corrupção eleitoral 
Em 2011, o deputado foi acusado pelo Ministério Público Federal de Goiás de improbidade administrativa, tráfico de influência e corrupção eleitoral. De acordo com denúncia da “Operação Guia”, interceptações telefônicas revelaram a participação ativa do deputado em esquema de trocas de favores envolvendo desde a indicação de cargos dentro do INSS a concessão de benefícios a correligionários.

O ex-gerente do INSS em Goiás, José Aparecido, afirmou no inquérito ter recebido pedido de Jovair Arantes para intervir na nomeação de Antônio Donizete para o cargo de chefe do INSS no município de São Luis dos Montes Belos (GO), dizendo tratar-se de uma vontade manifestada pela Maçonaria. (Confira aqui) 

Sanguessugas
Jovair também foi apontado como sócio de um consórcio montado em parceria com o PMDB para desviar dinheiro da Conab, então chefiada por Evangevaldo Moreira, homem de sua confiança. O escândalo acabou derrubando o então ministro da Agricultura, Wagner Rossi, mas não chegou a atingir o deputado goiano.

O herói da Veja durante o impeachment recebeu da revista, em 2012, o seguinte comentário. “Jovair também já foi investigado por envolvimento com a chamada máfia dos sanguessugas, que desviava dinheiro destinado à compra de ambulâncias, e, mais recentemente, teve seu nome relacionado às fraudes com dinheiro de emendas do Ministério do Turismo. Isso sem falar nas denúncias que envolvem os órgãos controlados por seus apadrinhados no governo estadual de Goiás, que costuma apoiar sempre, qualquer que seja o governador. Trata-se, portanto, de um personagem recorrente da crônica político-policial.” (clique aqui para ler a reportagem)

Máfia das ambulâncias
Jovair também é citado na "Operação Monte Carlo" como um dos principais interlocutores do bicheiro Carlinhos Cachoeira e teve seu nome envolvido no escândalo da Máfia das Ambulâncias. 

Em outra denúncia, Osmar Pires Martins Júnior, ex-secretário de Meio Ambiente de Goiânia e presidente da Agência Goiana de Meio Ambiente até 2006 acusa Jovair Arantes de pedir dinheiro para reconduzi-lo ao cargo. Em um documento de 24 páginas entregue ao Ministério Público em 2011, Pires declara. "O deputado [Jovair Arantes] queria R$ 4 milhões para que o infraescrito fosse indicado para continuar na titularidade do órgão público".

Em agosto de 2014, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia apresentada por MPF de Goiás. O relator do processo INQ 3752 era Gilmar Mendes (para quem não o conhece, confira aqui). Para o relator, a conduta dos parlamentares não teve ligação com o fim especial de obter voto dos eleitores com que se comunicavam.

Mais recentemente, em fevereiro deste ano, Jovair, já líder do PTB, forcou a troca do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) pelo deputado Nilton Capixaba (PTB-RO) na Comissão de Ética da Câmara que investiga o presidente da casa, Eduardo Cunha. O motivo era a tendência de Faria de Sá votar contra Cunha. Capixaba ficou na comissão menos de uma semana, o suficiente para registrar seu voto a favor das manobras de Cunha.

É essa cria mal ajambrada do que de pior a política brasileira produz que postula se tornar presidente da Câmara e estar na linha sucessória direta da presidência da República.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

MORO TENTA BLINDAR TEMER DOS ATAQUES DE CUNHA




O juiz federal Sérgio Moro censurou 21 de 41 perguntas que a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha encaminhou para o ocupante da cadeira da Presidência da República.

Moro afirma que sua Justiça não tem competência para investigar Temer, motivo pelo qual cortou 13 perguntas protocoladas pela defesa de Cunha. É de estranhar que este mesmo juiz, que se diz incompetente para investigar Temer, tenha se considerado apto para autorizar uma escuta clandestina nos telefones da presidente Dilma Rousseff e de levar coercitivamente o ex-presidente Lula para depor.

Além dessas 13 questões, Moro tesorou outras oito alegando "falta de pertinência com a ação penal". Entre as perguntas censuradas consta as que dizem respeito a doações de campanha de fornecedores da área internacional da Petrobrás e, especificamente, de doações recebidas por José Yunes para a campanha de Temer e do PMDB.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

QUE VENHA A BOA DERROTA



A Câmara dos Deputados escolhe hoje (13.jul.2016) o sucessor de Eduardo Cunha na presidência da Casa. 

Dois nomes fortes disputam os votos dos conservadores - que são ampla maioria na Câmara: Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF). Outros tantos tentam abocar migalhas.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

TEMER COLOCA EX ASSESSOR DE CUNHA E AÉCIO NA EBC





O governo golpista diz com todas as letras a que veio. Mesmo antes de publicar a Medida Provisória, que prepara a toque de caixa, para mudar integralmente a Lei 11.652/08, que criou a EBC (e confere autonomia editorial à empresa frente ao governo), Michel Sinistro Temer nomeou Laerte Rimoli como novo presidente da Empresa Brasil de Comunicação.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Cunha cancela homenagem em memória às vítimas de acidentes de trabalho






O Deputado Federal Vicentinho (PT-SP) denunciou na sessão da Câmara de 27.abr.2016 a manobra do presidente da casa, o réu Eduardo Cunha, de cancelar a comemoração do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Vicentinho informou que havia feito um requerimento solicitando o espaço para a sessão solene, mas, mesmo aprovado, o evento foi cancelado por Eduardo Cunha. "A resposta dele (Cunha) foi cínica, foi ele, sem nenhuma explicação...que cancelou o evento", afirmou o deputado petista.





  

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Cunha manobra de novo e é xingado por deputadas


O presidente da Câmara, o réu Eduardo Cunha, se torna a cada dia mais inconveniente para seus próprios pares. Ciente de que tem dias contados à frente da Câmara, se apressa em aprovar a agenda mais conservadora e retrógrada, que faz o país caminhar para o século 19.

Na madrugada desta quinta (28.abr.2016) mais uma vez ele manobrou, desrespeitou parlamentares e a sociedade, em uma votação na qual seria derrotado.

Em sessão tumultuada sessão, que terminou de madrugada, e aos gritos de "golpista", os deputados aprovaram, por 221 votos a 167 e uma abstenção, a criação de duas novas comissões permanentes: a de Defesa dos Direitos da Mulher e a de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.

As principais críticas das parlamentares foi contra a exclusão de temas considerados prioritários pela Secretaria da Mulher (órgão da Câmara), como direitos reprodutivos e aborto, do âmbito da nova comissão.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cunha vira presidente da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - o que ele irá corromper lá?



O presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, foi escolhido como presidente da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP). O cargo, até então, era ocupado pelo presidente da Assembleia Nacional da Angola, Fernando Piedade Dias dos Santos.O mandato vai até 2018. A Presidência da assembleia é rotativa, e a escolha é feita de forma consensual entre os membros.
A posse ocorreu no encerramento da 6ª reunião da Assembleia, na Câmara dos Deputados. Estavam presentes parlamentares de Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além dos brasileiros.
A AP-CPLP reúne as representações de todos os parlamentos da comunidade lusófona, constituídas na base dos resultados das eleições legislativas dos respetivos países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A pergunta que Eduardo Cunha irá corromper na AP-CPLP? Deixe sua opinião.

sábado, 2 de maio de 2015

Disputa interna do PMDB ajuda luta contra 4330

Pela primeira vez em muitos anos, o PMDB, tradicional partido de apoio ao governo – seja qual for –, surge com possibilidade de lançar candidatura própria em 2018, abrindo uma terceira via entre a disputa PT x PSDB.
Líderes da legenda começam a digladiar para ver quem chegará em 2018 com chances de concorrer. Parece cedo, mas assim é o relógio político: alguns não saíram ainda da eleição passada, pensando que estão terceiro turno, outros já vislumbram o próximo pleito, acreditando no enfraquecimento das duas grandes agremiações.
Nesse tabuleiro três figuras se destacam no atual cenário: o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e o do Senado, Renan Calheiros. A rigor nenhum tem estatura ética e política para alçar ao mais alto posto da nação, mas isso é outra conversa.
Cunha e Renan sabem que se vingar a tese aventureira de impeachment da presidente Dilma, jogam o Palácio do Planalto no colo de Temer e, por terra sonhos de serem candidatos pelo PMDB em 2018, visto que Temer seria o candidato natural do partido. Isso explica declarações de Cunha contra o processo de impedimento de Dilma.
Renan e Cunha também travam uma batalha entre si, turbinados pela cobertura midiática.
No recente lance de holofotes, Renan atacou o projeto de terceirização aprovado pela Câmara e vai tentar mudá-lo no Senado, angariando os louros de uma pretensa “defesa dos direitos dos trabalhadores”. Ao mesmo tempo avançou contra Michel Temer por fazer articulação política à base de favores e cargos – áreas em que o PMDB sempre foi mestre.
Essa disputa interna de interesses favorece a luta contra o PL 4330 e deve ser aproveitada
pelas entidades sindicais e sociais para fazer sucumbir esse projeto – ou, pelo menos, seus aspectos mais nefastos.
Ainda é cedo para dizer quem dos três chegará “vivo” para a disputa de 2018, mas é o momento para enterrar o projeto de precarização do trabalho e outros que avançam na pauta da Câmara Federal.