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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A CRIMINALIZAÇÃO DO MST


Por entre alvos dentes de quem sempre teve do bom e do melhor, o senador ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) clama por uma CPI para investigar crimes do MST. A imprensa golpista se agita para conseguir imagens impactantes, afinal, um trator do MST destruindo laranjais de terras griladas por uma empresa é muito mais "criminoso" do que Policiais Militares e jagunços de fazendeiros que atiram em mulheres e crianças a sangue frio. Que mal há em se acabar com uns poucos desdentados, que nada possuem? São apenas sem terra, sem voz, sem direito.
Até as vacas de Kátia Abreu (DEM-TO) riem com a possibilidade de uma CPI, porque o desejo dos ruralistas, do editor da Veja, do William Bonner, do Jornal Nacional, e dos setores mais atrasos da sociedade brasileira é a extinção do MST. Mais que isso, é a criminalização de todos os movimentos sociais. Para esses setores é preciso acabar com a petulância dessa gentalha, que acha que pode ter direito a um pedaço de terra, um naco de carne, à saúde e escola de qualidade. Essas coisas são para quem tem dinheiro, não para os pobres.
No dia 30 de setembro, o IBGE divulgou o Censo Agro-Pecuário e as conclusões não deixam dúvidas sobre a necessidade da reforma agrária.
Segundo a pesquisa, a concentração de terra no Brasil é pior do que da Namíbia. O índice Gini de uso de solo passou de 0,856, em 1996, para 0,872 em 2006 (ano base do Censo do IBGE). Quanto mais perto de "1", maior é a concentração de renda.
É contra situações como essa que o MST e os movimentos sociais se organizam, para que tenha acesso a terra quem quer produzir.
Mas, por trás de CPI do MST, e da criminalização dos movimentos há um projeto maior em curso. Prevendo a improvável volta dos neoliberais ao poder, após o final do governo Lula, esses setores já se preparam para eliminar os poucos avanços sociais dos últimos anos e sabem que enfrentarão a resistência dos movimentos sindical e populares.
As sinalizações que ocorrem em algumas empresas, com tentativas de retirada de direito, são indicadores do que pode acontecer em toda a sociedade com a volta daqueles que querem acabar com os movimentos sociais para manter seus privilégios e mamatas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

CPI do Corinthians vai para segunda divisão: veja quem retirou as assinaturas

A Câmara dos Deputados mandou a CPI do Corinthians para a segunda divisão, arquivando o pedido quando faltavam apenas três assinaturas de deputados; entre os senadores, 39 assinaram o requerimento, quando eram necessárias no mínimo 27 subscrições. Ao todo, 111 parlamentares retiraram as assinaturas. Entre os retirantes consta o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira, do PDT.
Por partido, a contagem ficou assim:
PMDB - 20 assinaturas retiradas
PSDB - 17
DEM - 15
PR - 14
PT - 13
PTB - 7
PSB - 7
PP - 6
PCdoB - 5
PV -4
PPS - 2
PDT - 1
Veja a lista dos neo-corinthianos:
Deputados
Afonso Hamm (PP-RS), Airton Roveda (PR- PR), Alexandre Silveira (PPS-MG), Angelo Vanhoni (PT-PR), Anibal Gomes (PMDB-CE), Anselmo de Jesus (PT-RO), Antonio Bulhões (PMDB-SP), Antonio Roberto (PV-MG), Arnon Bezerra (PTB-CE), Asdrubal Bentes (PMDB-PA), Ayrton Xeres (DEM-RJ), B. Sá (PSB-PI), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Bruno Araújo (PSDB-PE), Camilo Cola (PMDB-ES), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Carlos Brandão (PSDB-MA), Chico da Princesa (PR-PR), Cida Diogo (PT-RJ), Ciro Pedrosa (PV-MG), Claudio Cajado (DEM-BA), Cleber Verde (PTB-MA), Colbert Martins (PMDB-BA), Cristiano Matheus (PMDB-AL), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Décio Lima (PT-SC), Domingos Dutra (PT-MA), Dr. Pinotti (DEM-SP), Dr. Talmir (PV-SP), Edinho Bez (PMDB-SC), Edmar Moreira (DEM-MG), Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Eugênio Rabelo (PP-CE), Evandro Milhomen (PCdoB-AP), Fátima Pelaes (PT-RN), Fernando de Fabinho (DEM-BA), Fernando Ferro (PT-PE), Flávio Dino (PCdoB-MA), Francisco Rodrigues (DEM-RR), Frank Aguiar (PTB-SP), Gastão Vieira (PMDB-MA), Geraldo Pudim (PMDB-RJ), Gonzaga Patriota (PSB-PE), Homero Pereira (PR-MT), Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), Índio da Costa (DEM-RJ), Jaime Martins (PR-MG), Jairo Ataíde (DEM-MG), Jô Moraes (PCdoB-MG), João Magalhães (PMDB-MG), João Pizzolatti (PP-SC), José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), Jorge Khoury (DEM-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Joseph Bandeira (PT-BA), Júlio Delgado (PSB-MG), Jusmari Oliveira (PR-BA), Laerte Bessa (PMDB-DF), Lelo Coimbra (PMDB-ES), Léo Alcantara (PR-CE), Lincoln Portela (PR-MG), Luciana Costa (PR-SP)Luciano Castro (PR-RR), Luiz Couto (PT-PB), Marcio França (PSB-SP), Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Marcos Montes (DEM-MG), Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), Maurício Rands (PT-PE), Milton Monti (PR-SP), Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), Neilton Mulin (PR-RJ), Nelson Bornier (PMDB-RJ), Nelson Goetten (PR-SC), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Nelson Meurer (PP-PR), Neucimar Fraga (PR-ES), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Pastor Manuel Ferreira (PTB-RJ), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Paulo Bornhausen (DEM-SC), Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), Paulo Pereira (PDT-SP), Pedro Fernandes (PTB-MA), Pepe Vargas (PT-RS), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Pinto Itamaraty (PSDB-MA), Prof. Sétimo (PMDB-MA), Rafael Guerra (PSDB-MG), Ribamar Alves (PSB-MA), Roberto Rocha (PSDB-MA), Rodrigo de Castro (PSDB-MG), Sebastião Madeira (PSDB-MA), Sérgio Moraes (PTB-RS), Urzeni Rocha (PSDB-RR), Valadares Filho (PSB-SE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Vicentinho Alves (PR-TO), Virgílio Guimarães (PT-MG), Vitor Penido (DEM-MG), Waldir Maranhão (PP-MA), Wladimir Costa (PMDB-PA), Zé Geraldo (PT-PA), Zequinha Marinho (PMDB-PA).
Senadores
Cícero Lucena (PSDB-PB), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Ademir Santana (DEM-DF), Almeida Lima (PMDB-SE), João Tenório (PSDB-AL).