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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Atos dia 10 devem prosseguir. Renan mantém votação do impeachment para dia 11



A notícia da manhã desta segunda (9.mai.2016) sobre a decisão do atual presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de cancelar a sessão que votou o processo de impeachment, ocorrida dia 17 de abril, foi saudada por muitos como uma vitória dos movimentos contra o golpe.

Mas não há, a princípio, muito o que comemorar. A decisão cria uma fissura a mais no processo e escancara as ilegalidades que cercaram a votação, mas, além do impacto político, não dá para os movimentos sociais cantarem vitória. A luta ainda será árdua.

Com essa compreensão, a Frente Brasil Popular deve manter as mobilizações desta terça-feira e, embalada pela boa notícia, conclamar para que a população e os militantes sociais e sindicais se engajem ainda mais nos atos que irão ocorrer.

Diversas categorias, como petroleiros, bancários e metalúrgicos já confirmaram que irão manter suas atividades e conversar com a população sobre as implicações dessa semana decisiva para o futuro do país.

Renan mantém rito

Na tarde da segunda, 9, o presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que a casa manterá o rito de votação do impeachment previsto para quarta-feira, dia 11.

Esse imbroglio terá novos desdobramentos nesta terça, com a possível entrada do STF na história (e sabemos como pensam aquelas iluminadas cabeças).



quinta-feira, 5 de maio de 2016

De que adianta afastar agora o delinquente Cunha?

Afastamento de Cunha beneficia Temer

Em um despacho de 73 páginas, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki afastou o réu Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. O ministro se referiu a Cunha como "delinquente" - o que, aliás, não expressa na plenitude o que representa Cunha.

Ele continua deputado e com foro privilegiado.

Waldir Maranhão, aliado de Cunha: só alegria
Em seu lugar assume Waldir Maranhão, do PP, partido que está mais sujo que Pau de Puleiro... Maranhão é aliado de Cunha, o que, na prática, significa que EC ainda manterá grande parcela de poder nos corredores da Câmara.

Afastar Cunha após o espetáculo circense da votação do impeachment é uma decisão que vem atrasada e pouco contribui para a normalidade política do país. É claro que muitos estão festejando nas ruas, entre eles, com certeza, o "vice sinistro" Michel Temer. Cunha sempre foi um aliado incômodo, pelo grau de ojeriza que causa na sociedade e pela sanha de poder que demonstra ser cada vez maior. Ter como sombra uma figura nada confiável como Cunha não é confortável para o golpista Temer, que terá de rebolar na cadeira presidencial, caso o PT e os partidos aliados assumam com radicalidade a oposição política contra o golpe.

Ironicamente, atendendo ao clamor popular, O STF ajudou mais uma vez ao golpe.