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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Assassinatos no campo registram maior número em 12 anos, aponta relatório da CPT

Capa do Relatório Conflitos no Brasil 2015


Será lançado nesta sexta-feira (15.abr.2016) a 31ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, referente ao ano de 2015. 

O documento, produzido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), reúne dados sobre conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores do campo, inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais.Segundo o relatório, em 2015 houve um salto de 39% no número de assassinatos em conflito nos campos. Foram 50 assassinatos contra 36 do ano anterior. O número é o maior em 12 anos. Das mortes, 47 ocorreram em conflitos por terra, uma por questão trabalhistas e duas em conflitos pela água.

Antônio Canuto, um dos fundadores da Pastoral, informa que a grande maioria dos assassinatos (cerca de 90%) ocorreu na Amazônia Legal. Segundo ele, uma das principais causas dos conflitos ocorreu por causa da não regularização de terras públicas em contratos de alienação. "Quando os agricultores não cumprem os condicionantes dos contratos, a terra deveria voltar para o Estado, mas não é isso que tem ocorrido e quando o movimento sem terra ocupa uma área dessa, gera conflitos, pois a terra pública está ocupada por fazendeiros".